Archive for the ‘Pensamentos’ Category

Novo Recurso

quarta-feira, dezembro 30th, 2015

facebook-logo
 

Pessoal, como podem notar não tenho mantido aqui muito atualizado, mas tem um bom (?) motivo. É que tenho colocado meus textos no Facebook.

Com isto convido a todos passarem por lá.

O link no Facebook é: https://www.facebook.com/MarceloTorresBlog

 

 

Aguardo sua visita por lá.

Qual a sua deficiência?

quarta-feira, dezembro 24th, 2014

Deficiência

 

Não associem esta pergunta a uma deficiência meramente física. Porque não considero limitações físicas como deficiência.

Cadeirantes não são deficientes, apenas tem a locomoção limitada, mas vão a lugares onde ninguém foi (ou tem coragem de ir). Cegos não são deficientes, apenas tem a visão limitada (as vezes anulada), mas enxergam coisas que muito poucas pessoas vêem.

Então eu pergunto mais uma vez: Qual a sua deficiência? Todos nós temos pelo menos uma (e se for só uma você já pode ficar alegre, pois é raro quem tem apenas uma deficiência).

Deficiências sociais são as menos preocupantes e as que mais são vistas. Tudo o que é aparente esconde e mascara a realidade. Ver alguém com dificuldade de locomoção não nos mostra onde a pessoa chega com sua força de vontade e determinação. Ver uma pessoa com dificuldade de visão não nos mostra o quanto esta mesma pessoa é capaz de visualizar o íntimo dos outros.

Ok, já consegui (ou pelo menos fiz um enorme esforço para) desmistificar as características humanas que a sociedade considera como deficiências. Então vamos às verdadeiras deficiências (e são inúmeras).

Não vou relatar todas aqui, nem seria capaz de fazer isto. Vou falar de algumas mais drásticas e dramáticas para mostrar o que estou me referindo.

Deficiência de caráter. Em milhares de níveis e sob muitos aspectos. Somos capazes de burlar a lei para nos favorecer em detrimento a outras pessoas e situações. Desde o fato de roubar milhões até o fato de furar uma fila. Isto é uma deficiência lamentável e que a maioria esmagadora da população possui.

Deficiência de perspectiva. Muitos de nós não é capaz de se colocar na pele do outro antes de agir. As leis escritas não prevêem o bom senso humanitário. Isto é feito pela perspectiva da visão puramente humana. Não tem como traduzir em letras para compor uma lei, e mesmo que tivesse, não tem como obrigar as pessoas a serem boas. Passamos por um mendigo na rua e não temos coragem sequer de desviar um olhar para ele, somos incapazes de sorrir para quem tem menos recursos físicos, somos incapazes de doar um pouco de nós mesmos em favor dos outros (e quando fazemos isto queremos câmeras e holofotes).

Daria pra sair falando sobre isto um dia inteiro sem conseguir terminar a enorme lista, mas acho que já deu pra entender do que estou falando.

Temos inúmeras deficiências e fazemos questão de escondê-las, pois, para a sociedade somos “perfeitos”. E somos assim apenas (e tão somente) porque temos dois braços que se mexem, duas pernas que são capazes de sustentar o pesso de nosso corpo, um nariz que é capaz de respirar e sentir cheiros, dois olhos que enxergam e dois ouvidos que escutam. Mas isto não mostra o que realmente somos e nem o que realmente nos sustenta.

Não existem muletas, cadeiras, óculos, bengalas ou qualquer aparelho para as verdadeiras deficiências. Elas existem, nós as escondemos “debaixo do tapete” pois ainda consideramos como verdade a frase: “O que os olhos não vêem o coração não sente”.

Que tal parar de discriminar pessoas que tem o corpo apresentando alguma dificuldade e passar a olhar as nossas próprias deficiências para corrigi-las? Os verdadeiros deficientes podem ou não possuir limitações físicas. Mas considero as limitações físicas irrelevantes, perante ao quadro extremamente mais grave.

Intolerância Política

sexta-feira, outubro 10th, 2014

Intolerância Política

 

 

Vou falar de um assunto que já abordei por aqui: Intolerância.

Com muita surpresa eu vi pessoas que se dizem contra a intolerância religiosa mas são verdadeiros intolerantes políticos. Primeiro vamos entender tudo isto.

O intolerante religioso não admite (ou acredita ser inválida) qualquer religião diferente da que ele professa. E isto não está restrito a um ou outro religioso, desta ou daquela religião. Abrange a muitos religiosos de todas as religiões. Espíritas batem no peito negando que são intolerantes, mas não perdem a oportunidade de afirmar que professam a religião evoluída (dizem que as pessoas evoluem até se tornarem espíritas). Normalmente eu digo para estas pessoas que Irmã Dulce então estava no caminho errado, o mesmo caminho errado que trilhou Madre Tereza de Calcutá ou Gandhi ou Francisco de Assis (e por aí vai). Sinto muito, são intolerantes tanto quanto aquele evangélico que divulga aos quatro ventos que todos, diferente da sua religião, irão para o inferno.

Ok, mas vamos admitir, existem muitos bons religiosos (em todas as religiões). Aqueles que respeitam as diferenças entre as religiões e convivem harmonicamente (apesar destas diferenças). Chegam até a conversar sobre religião, mas não entram (ou não se prendem) nas diferenças que os separam. Ao invés disto, preocupam-se com a essência religiosa que os une. E isto é muito bonito de se ver. Eu tenho o prazer de conhecer algumas pessoas assim.

Pois bem, estas mesmas pessoas que se preocupam em não ser intolerantes na religião, praticam a intolerância com a política. Acham que quem vota neste ou naquele candidato é uma pessoa burra (sim, “burra” é o sinônimo para o termo bonito que usam: “menos esclarecidas”). É incrível como algumas pessoas que tinham (sim, verbo no passado) alta cotação comigo por se portarem educamente, no que tange o respeito das diferenças, se mostraram intolerantes em questões políticas.

Vou contar uma novidade para estas pessoas: Não importa se a intolerância é religiosa, política, racial, sexual, etc. É intolerância e ponto. Querem uma comparação mais drástica? É bem simples, não importa se alguém mata com uma faca, um revólver, uma escopeta ou um veneno. O ato de matar é único.

Confesso que fiquei tão surpreso com a atitude de determinadas pessoas que utilizaram desta mesma intolerância para praticar outro ato que é tão lamentável quanto: A Discriminação. Vi pessoas discriminando negros, nordestinos (entre outros) por causa de uma mísera e medíocre eleição. Apenas porque exerceram da liberdade que lhes é garantida de votar em quem eles bem quiserem. Não sei se compreenderam o que eu disse: Pessoas do meu convívio, que eu considerava como íntegras, fazendo algo tão ridículo!

Por mais que eu fale, jamais vou conseguir expressar o tamanho da minha indignação ou o tamanho da minha decepção com quem está neste círculo de intolerância e discriminação.

Eu nunca fui de revelar em quem eu votei, principalmente num meio público. Mas vou dizer aqui. Como eu sou uma pessoa livre, tenho a liberdade de escolha pra fazer o que bem quiser e entender (desde que não atinja outras pessoas), usei desta minha liberdade para votar no Aécio Neves. Votei porque achei que deveria votar nele e ponto. Claro que tem inúmeras outras razões, não vou expo-las aqui por achar desnecessário. Mas estou dizendo o meu voto para que quem tiver de me discriminar e deixar de ser meu amigo (ou amiga) por causa disto eu tenho só uma coisa a dizer: A porta da rua é serventia da casa. Se você me discrimina por causa do exercício da minha liberdade (a mesma liberdade que você também tem), por favor, pode sair da minha vida e não volte.

Não há como considerar um bom relacionamento, seja ele qual for, sem um mínimo de respeito. Um respeito mínimo é permitir que outras pessoas usufruam de sua liberdade da mesma forma como gostamos de usufruir da nossa. Felizmente tenho bons relacionamentos com pessoas incrivelmente respeitadoras.

Ápice da Vida

quinta-feira, julho 31st, 2014

apice

 

Já ouviram falar de ápice? É aquele ponto que atingimos o grau mais alto que podemos e daí pra frente é só descida.

Na vida temos vários ápices, só que são todos (digamos) opcionais.

É bem comum adotarmos o ditado “não se mexe em time que está ganhando”, mas não temos a capacidade de avaliar se realmente estamos ganhando quando na verdade apenas estamos numa posição cômoda esperando que nada aconteça para nos tirar dela. Quando estamos na subida da vida é sinal que estamos conquistando, estamos desbravando e atingindo terrenos mais altos. E quando estamos descendo é sinal que deixamos de conquistar e estamos indo para locais mais complicados (embora conhecidos).

Na vida sempre que buscamos nossa melhoria estamos subindo. Podemos deixar de procurar esta melhoria durante um tempo, para tomar fôlego, e continuar mais tarde. Mas se pararmos tempo demais as consequências logo vem.

Durante a nossa subida vamos temos inúmeras oportunidades de nos agarrar no próximo degrau, no próximo patamar e, a partir daí, nos esforçarmos para subir um pouco mais. Se recusamos estas oportunidades (o que é normal acontecer) a nossa vida entra em declínio. Não dá para atingir um degrau superior sem pisar nos outros que estão abaixo dele. Por conta desta nossa resistência, nossa vida toma um rumo de descida. Todo corpo, quando desce, tende a aumentar sua velocidade de descida a medida que desce. Com a vida é a mesma coisa. A imersão para terrenos mais baixos pode ser feita de forma bem rápida e a retomada do caminho é sempre árdua porque teremos de vencer a nós mesmos, na força natural que nos impulsiona para baixo.

É possível, claro, reverter uma situação de descida, mas o esforço é bem grande. E os quadros, a nossa visão da vida, as pessoas que antes nos cercavam (entre outras coisas) mudaram. Tudo mudou. Ou seja, nada ficou esperando o nosso retorno da descida voluntária que tivemos.

Se descemos, temos de voltar a subir, se estamos subindo temos de cuidar para não descer.

Atingir o ápice é a fase perigosa. Não podemos ter o ápice. Não podemos ter aquele ponto em que o único caminho possível é para baixo. Crescer sempre!

Copa do Mundo

quarta-feira, julho 9th, 2014

brasil

 

Brasil-sil-sil-sil…

Em nenhum momento, desde que o Brasil se propôs a sediar a Copa, eu pronunciei publicamente qualquer coisa contrária. Apesar de ter minha opinião 100% contrária.

Ontem, logo após o trágico jogo, recebi uma mensagem de uma amiga com uma frase que expressou tudo o meu pensamento sobre tudo: “O resultado do jogo foi a vitória da competência sobre a malandragem”. Infelizmente nós somos o país da malandragem e tomamos o cuidado de passar isto de geração a geração. É o lugar onde sempre aproveitamos toda e qualquer oportunidade de nos darmos bem, custe o que custar.

Ah, não concordam? Então me digam quantas vezes faltou ao trabalho por motivo fútil e mentiu para todo mundo por causa disto. Ou me digam quantas vezes fizeram alguma coisa errada e deixaram pra lá porque, afinal de contas, ninguém viu mesmo… Vamos colocar isto no campo de futebol? Contem quantas faltas cavadas, quantos pênaltis reclamados sem nenhuma razão, quantas reclamações de coisas que não aconteceram, quantos “jeitinhos brasileiros” que muitos (a maioria) de nós diz que jogo roubado é mais gostoso…

Em nenhum momento desta Copa eu torci para a seleção brasileira. Não me sinto orgulhoso de falar isto, mas me sinto muito bem em dizer que ao invés de torcer para a seleção brasileira eu torço para o Brasil. Sou brasileiro muito antes de ser amante de futebol (e olhe que eu nem gosto tanto de futebol).

Torci para que a seleção não passasse da primeira fase do campeonato. Na minha opinião o quanto mais cedo ela saísse da Copa melhor para o país. Uma multidão inflamada e enxergando apenas (e tão somente) uma competição esportiva ao invés de assuntos bem mais importantes.

A cada partida eu ficava esperando a forma como a seleção brasileira iria perder e colocar fim nos ânimos exaltados e despreocupados com o restante da nação. Sim, a nação brasileira, o lugar onde moramos e que está uma verdadeira soma de várias coisas ruins (e que a maioria prefere varrer pra debaixo do tapete, afinal estamos na Copa e esta é a Copa das Copas, não é???).

Algumas pessoas me chamaram de “sem pátria”. Me deu vontade de rir, porque eu não torci para a seleção justamente por ser patriota. Patriota a ponto de colocar de lado a emoção de um título no cenário mundial de lado em favor de uma vida melhor no país que vivo.

O que ganhamos com a perda? Talvez nada. Mas acredito que teríamos muito a perder com a vitória. Por incrível que pareça a alegria do brasileiro se traduz em entorpecimento mental, o que resulta em baixo níveis de reclamações perante tudo o que acontece.

Não se faz Copa com hospitais, disse a celebridade antes do início das “festividades”. O outro diz que deveríamos deixar os protestos para depois da Copa. E assim vamos empurrando as erradas para debaixo do tapete, sem que haja qualquer coisa em contrário.

Ah, mas ambos os exemplos que dei foram duramente criticados. Mas qual a diferença isto fez? Resposta: Nenhuma! Exatamente. O que falaram foi, simplesmente, a expressão do pensamento da maioria (e da maioria que comanda o país, diga-se de passagem).

Sim, torci contra a seleção e ainda fiz a promessa de comprar a camisa da seleção que tirasse o Brasil da competição (vou cumprir em breve, vai ser a primeira camisa de time que terei no meu guarda-roupas). A promessa foi em tom de gozação, mas quero cumprir (também em tom de gozação). Não me faltam argumentos para torcer contra mas me falta ânimo pra ficar explicando e as pessoas apenas discordando sem um mínimo de raciocínio (fico com a sensação de que é como explicar matemática para um macaco).

E na próxima Copa? Não sei! Se eu estiver vivo até lá e o cenário do meu país (sim ele também é MEU, por incrível que pareça) for o mesmo, terei o prazer de novamente torce contra a seleção e a favor do país.

Sim, sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor. Só não torço para a seleção brasileira, enquanto for ponta de um iceberg de coisa suja e lamentável.

Tenho muito (mas muito) mais a dizer sobre este mesmo assunto, com o tempo vou colocando aos poucos.

(IN)UTILIDADE

terça-feira, julho 1st, 2014

utilidade

 

“Utilidade é uma coisa muito cansativa. Você ter utilidade para alguém é uma coisa muito cansativa.

Tá certo, realiza. Humanamente falando, é interessante você saber fazer as coisas, mas eu acredito que a utilidade é um território muito perigoso, porque muitas vezes a gente acha que o outro gosta da gente, mas não, ele está é interessado naquilo que a gente faz por ele.

É por isto que a velhice é este tempo que passa a utilidade e aí fica só o seu significado como pessoa.

Eu acho que é o momento que a gente purifica, é o momento que a gente vai ter a oportunidade de saber quem nos ama de verdade. Porque só nos ama, só vai ficar até o fim, aquele que, depois da nossa utilidade, descobrir o nosso significado.

Por isto eu peço a Deus poder envelhecer ao lado das pessoas que me amam, pessoas que me possam proporcionar a oportunidade de ser inútil, mas ao mesmo tempo sem perder o valor. Alguém que saiba acolher a minha inutilidade, alguém que olhe pra mim e saber que eu não tenho mais nenhuma utilidade e tenho o meu valor.

Se você quer saber se o outro te ama de verdade, é só avaliar se ele é capaz de tolerar a sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém? Pergunte a si mesmo: Quem nesta vida já pode ficar inútil para você sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora?

É assim que nós descobrimos o significado do amor. Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim. Por isto eu digo: Feliz aquele que tem, ao final da vida, a graça de ser olhado nos olhos e ouvir a fala que diz: Você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você!”   –   Padre Fábio de Melo

 

 

Eu realmente gostei deste texto. Uma amiga me disse que é lindo, verdadeiro e triste (ao mesmo tempo). Concordo plenamente com ela. É maravilhoso alguém gostar do outro pelo seu valor como pessoa e é triste descobrir que aquela pessoa que diz gostar, no fundo só disse isto apenas porque a pessoa lhe era útil.

Já vivi muitas vezes a sensação de ter sido jogado fora após ter passado o tempo da utilidade. Pessoas que se diziam amigas e que me disseram que sempre estariam ao meu lado. Mas bastou eu mostrar o meu lado inútil (na vida delas) que fui descartado e substituído por outra pessoa que supriu a necessidade que tinham.

Mas isto não me abala (pelo menos hoje não mais). As pessoas são livres para vir e ir (nem sempre permito o movimento contrário). Não deixo de ser disponível a quem quer que seja, mesmo sabendo que serei descartado mais tarde. Tenho o coração mole e sempre me mantenho a disposição. Mas da minha intimidade só participam quem realmente merece.

Considero como fator primordial, em qualquer relacionamento, o respeito. E considero (também) como uma atitude altamente desrespeitosa o descarte de pessoas inúteis.

Não que precisamos manter contato constante. Tenho grandes amigos que raramente vejo, mas que quando vejo há uma enorme alegria mútua. Não é esta a questão. O que eu me refiro é o fato de ser descartado por não ter mais utilidade. Daquela pessoa que somente (e tão somente) procura quando precisa de alguma coisa. De resto, somos mais um na multidão de conhecidos.

É óbvio que o texto também serviu pra mim. Serve para que eu reflita o quanto faço a mesma coisa com os outros. A quem me dedico e chamo de amigo, nunca descartei. Mas já descartei amizades por ter sido descartado como pessoa. E é claro que existem pessoas que nos vinculamos apenas por uma questão de necessidade mesmo. Não quer dizer que todo mundo que ajudamos ou que pedimos ajuda tem de ser considerado amigo.

É algo para refletirmos mesmo! Vamos pensar a respeito…

(IN)UTILIDADE

30 coisas que você deve parar de fazer a si mesmo

quinta-feira, junho 26th, 2014

sabotagem

 

01. Pare de perder tempo com as pessoas erradas

A vida é muito curta para perder tempo com pessoas que sugam a sua alegria para fora de você. Se alguém quer você em sua vida, eles vão criar espaço para você. Você não deveria ter que lutar por um lugar. Nunca, jamais insista em aparecer diante de alguém que subestima o seu valor. E lembre-se, seus verdadeiros amigos não são as pessoas que estão ao seu lado quando você está vivendo seus melhores dias, mas sim aqueles que permanecem mesmo nos piores momentos.

 

02. Pare de fugir dos seus problemas

Encare-os de frente. Não, não vai ser fácil. Não há ninguém no mundo capaz de sair ileso de cada pancada que leve. Não é esperado que estejamos aptos a imediatamente resolver quaisquer problemas. Simplesmente não somos feitos desta forma. Na verdade, somos feitos para nos irritarmos, nos entristecermos, nos machucarmos, tropeçarmos e cairmos. E é por isto ser a razão mesma de viver – encarar problemas, aprender, se adaptar, e resolvê-los ao longo do tempo. Isso é o que efetivamente nos molda na pessoa que nos tornamos.

 

03. Pare de mentir para si mesmo

Você pode mentir para qualquer outra pessoa no mundo, mas você não consegue mentir para si mesmo. Nossas vidas melhoram apenas quando arriscamos encarar as oportunidades, e a primeira e mais difícil oportunidade que podemos encarar é sermos honestos conosco mesmos.

 

04. Pare de colocar as suas necessidades em segundo plano

A coisa mais dolorosa é perder-se de si mesmo no processo de “amar” alguém demais, e esquecer de que você é especial, também. Sim, ajude aos outros; Mas ajude-se também. Se existe um momento para correr atrás de sua paixão e fazer algo que realmente importa para você mesmo,este momento é agora.

 

05. Pare de tentar ser alguém que você não é

Um dos maiores desafios na vida é ser você mesmo em um mundo que tenta fazê-lo igual a todos os outros. Alguém sempre vai ser mais bonito, alguém sempre será mais esperto, alguém sempre será mais jovem, mas eles jamais serão você. Não mude para que os outros passem a gostar de você. Seja você mesmo e as pessoas certas vão amar quem você é de verdade.

 

06. Pare de se apegar ao passado

Você não pode iniciar o próximo capítulo da sua vida se você continua relendo o anterior.

 

07. Pare de ter medo de cometer erros

Fazer algo e falhar é ao menos dez vezes mais produtivo do que não fazer nada. Todo sucesso deixa uma trilha de falhas atrás de si, e cada falha é um passo rumo ao sucesso. Você acaba se arrependendo muito mais das coisas que NÃO fez, do que daquelas que fez.

 

08. Pare de se reprender por velhos tropeços

Nós podemos amar a pessoa errada e chorar sobre as coisas erradas, mas não importa o quão erradas as coisas se tornem, uma coisa é certa, os enganos nos ajudam encontrar a pessoa e as coisas que são certas para nós. Todos cometemos enganos, temos tropeços e mesmo nos arrependemos das coisas em nosso passado. Mas você não é seus enganos, nem seus tropeços, e você está aqui AGORA com o poder de definir o seu dia e o seu futuro. Toda e cada coisa que aconteceu na sua vida está te preparando para um momento que ainda virá.

 

09. Pare de tentar comprar felicidade

Muitas das coisas que desejamos são caras. Mas a verdade é que, as coisas que realmente nos satisfazem, são totalmente grátis – amor, risadas e trabalhar naquilo que nos apaixona.

 

10. Pare de procurar a felicidade exclusivamente nos outros

Se você não está feliz com quem você é por dentro, você tampouco será feliz em um relacionamento de longo prazo com quem quer que seja. Você precisa criar estabilidade na própria vida em primeiro lugar, antes que possa compartilhá-la com mais alguém.

 

11. Pare de ficar ocioso

Não pense demais ou você criará um problema que nem existia, para começar. Avalie as situações e tome ações decisivas. Você não pode mudar o que se recusa a encarar. Progredir envolve assumir riscos. Ponto! Você não pode andar até a segunda base e manter o seu pé ainda na primeira.

 

12. Pare de pensar que você não está pronto

Ninguém realmente se sente 100% pronto quando uma oportunidade aparece. E isto acontece porque as mais grandiosas oportunidades na vida nos forçam a crescer além das nossas zonas de conforto, o que significa que não estaremos totalmente confortáveis, no início.

 

13. Pare de se envolver em relacionamentos pelas razões erradas

Relacionamentos devem ser escolhidos com sabedoria. É melhor estar só do que em má companhia. Não há necessidade de pressa. Se alguma coisa deve ser, ela acontecerá – no seu tempo certo, com a pessoa certa e pela melhor das razões. Se apaixone quando estiver pronto, não quando estiver solitário.

 

14. Pare de rejeitar novas relações por que as antigas não funcionaram

Na vida você perceberá que existe um propósito em conhecer cada pessoa que você conhece. Alguns testarão você, outros te usarão, e outros te ensinarão. Mas, o que é mais importante, alguns despertarão o que há de melhor em você.

 

15. Pare de tentar competir com todo mundo

Não se preocupe com o que os outros fazem melhor do que você. Concentre-se em bater os seus próprios recordes todos os dias. O sucesso é uma batalha travada apenas entre VOCÊ e VOCÊ MESMO.

 

16. Pare de ter inveja dos outros

A inveja é a arte de contar as bençãos alheias, ao invés das próprias. Se pergunte o seguinte: “O que é que eu tenho que todas as outras pessoas desejam?”

 

17. Pare de reclamar e sentir pena de si mesmo

As “bolas com efeito” da vida são jogadas por um motivo – para mudar o seu caminho numa direção que se destina a você. Você pode não ver ou entender tudo no momento em que isto acontece, e pode ser difícil. Mas pense naquelas “bolas curvas” negativas que foram jogadas para você no passado. Você frequentemente perceberá que no final elas te levaram a melhores lugares, pessoas, estados de espírito, ou situações. Então sorria! Deixe todos saberem que hoje você é mais forte do que era ontem, e então você será.

 

18. Pare de guardar rancor

Não viva a sua vida com ódio no coração. Você acabará machucando a si próprio muito mais do que as pessoas que você odeia. Perdoar não é dizer “o que você fez de errado comigo não tem importância”, é dizer “eu não vou permitir que o que você fez comigo seja a ruína eterna da minha felicidade”. Perdoar é a resposta… desapegue, encontre paz e liberte-se! E lembre-se, o perdão não é apenas para as outras pessoas, é para si mesmo também. E você deve perdoar-se, seguir em frente e tentar fazer melhor na próxima vez.

 

19. Pare de deixar os outros te rebaixarem ao nível deles

Recuse-se em baixar os seus padrões de qualidade para acomodar aqueles que se recusam a elevar os deles.

 

20. Pare de perder tempo se explicando aos outros

De toda forma, seus amigos não precisam e seus inimigos não vão acreditar. Apenas faça o que seu coração aponta como o caminho certo.

 

21. Pare de fazer as mesmas coisas de novo e de novo sem uma pausa

A hora certa de respirar profundamente é quando você não tem tempo pra isso. Se você continuar insistindo no que está fazendo, você vai continuar obtendo o mesmo resultado. Às vezes, você precisa se distanciar um pouco para ver as coisas mais claramente.

 

22. Pare de negligenciar a beleza dos pequenos momentos

Aproveite as pequenas coisas, pois um dia você pode olhar para trás e descobrir que elas eram as grandes coisas. A melhor porção da sua vida será composta dos pequenos e inomináveis momentos que você passa sorrindo junto de alguém importante pra você.

 

23. Pare de tentar alcançar a perfeição

O mundo real não recompensa o perfeccionismo, ele recompensa as pessoas que conseguem fazer as coisas.

 

24. Pare de seguir o caminho do menor esforço

A vida não é fácil, especialmente quando você planeja alcançar algo de valor. Não pegue o caminho mais fácil. Faça algo extraordinário.

 

25. Pare de agir como se tudo estivesse bem, quando não está

É perfeitamente normal desmoronar por um breve período. Você nem sempre precisa fingir que é o mais forte, nem constantemente tentar provar que tudo está indo bem. Você tampouco deveria se preocupar com o que os outros pensam – chore se precisar – é saudável colocar suas lágrimas para fora. Quanto mais cedo você o fizer, mais cedo você estará apto a sorrir genuinamente de novo.

 

26. Pare de culpar os outros pelos seus próprios problemas

A dimensão com que você conseguirá realizar seus sonhos depende da dimensão com que você assume responsabilidade pela própria vida. Quando você culpa os outros pelo que você está passando, você nega responsabilidade – você dá aos outros poder sobre aquela parte da sua vida.

 

27. Pare de tentar ser tudo para todos

Alcançar isto é impossível, e tentar apenas te levará ao esgotamento. Mas fazer uma pessoa sorrir PODE mudar o mundo. Talvez não todo o mundo, mas o mundo dela. Então estreite o seu foco.

 

28. Pare de se preocupar demais

A preocupação não removerá os obstáculos do amanhã, mas removerá as delícias do dia de hoje. Um modo de verificar se algo vale o esforço de super ponderar a respeito é se fazer a seguinte pergunta: “Isso importará daqui a um ano? Três anos? Cinco anos?”. Se não, então não é nada que valha o esforço de preocupar-se.

 

29. Pare de focar naquilo que você não quer que aconteça

Foque naquilo que você quer que aconteça. Pensamento positivo está na dianteira de todo grande história de sucesso. Se você acordar toda manhã com o pensamento de que algo maravilhoso acontecerá na sua vida hoje, e você prestar muita atenção, você com frequência descobrirá que tem razão.

 

30. Pare de ser ingrato

Não importa o quão bom ou o quão ruins as coisas estejam, acorde todo dia grato pela sua vida. Alguém em algum lugar está desesperadamente lutando pela própria vida. Ao invés de pensar naquilo que falta, tente pensar em tudo aquilo que você já tem e que quase todo mundo sente falta.

 

 

 

Fonte: http://www.marcandangel.com/

30 coisas que você deve parar de fazer a si mesmo

Emoções

segunda-feira, junho 23rd, 2014

emocoes

 

É interessante a forma como as pessoas lidam com emoções novas.

Não vou me referir a ninguém, apenas a mim mesmo porque sei que não sou muito diferente da maioria das pessoas. Então qualquer semelhança é mera coincidência (ou não… rsrsrs).

Vamos levando nossa vida de forma tranquila e sossegada. Claro que o “tranquila e sossegada” é apenas figurativo, pois, apesar das atribulações e aborrecimentos está dentro do nosso controle. E num dado momento algo de diferente acontece e nos deixa com aquele ar de surpresa.

Sabem com o que eu comparo? Comparo com um caminho de formigas. Elas demarcam o caminho (sabe-se lá Deus como) e todas andam na mesma trilha sem correr o risco de se perderem. Aí alguma coisa faz com que uma pedrinha fique no caminho. Para um olhar lógico, nenhum empecilho. É só dar a volta e retomar a trilha. Mas as formigas ficam meio que perdidas até encontrarem novamente a trilha. Nós, com a nossa lógica impecável, analisamos: Estamos numa linha reta. Apareceu um obstáculo? Simples, vou circundá-lo e retomar o meu caminho. Isto é perfeito!

Mas quando se trata de nosso íntimo, agimos como as formigas. Ficamos severamente perdidos, sem ação, imaginando uma forma de retomarmos o nosso caminho seguro. Jamais pensamos em construir um novo caminho, apenas em seguir o que já está moldado. Como se o nosso futuro nunca fosse sofrer qualquer alteração.

Eu falo de emoções novas porque o que nos atinge na razão é fácil de administrar. A razão é algo como uma “receita de bolo”. Tem toda uma linha de raciocínio e que podemos pensar claramente. A emoção é diferente. Ultrapassa as fronteiras da razão e nos faz atingir níveis irracionais de comportamento e pensamento.

O descontrole é apenas por nos tirar da nossa “zona de conforto”. Nós ficamos acostumados com a rotina que qualquer coisa fora dela nos assusta. Nos assusta o fato de termos de mudar alguma coisa para ajustarmos nossa a vida a uma nova realidade e esta realidade, por ser desconhecida, nos provoca medo.

Solução pra isto? Não existe! Nunca achei que diria isto um dia, mas é verdade. Não existe algo que possa ser dito que vá sanar este problema de imediato. Não adianta dizer: “É só deixar a razão no controle”. A razão nunca entra no controle nesta situação. A emoção sempre controla e sempre dita as regras.

Isto é correto? Não sei. Não sei o que é correto. O que é correto pra mim pode não ser para outra pessoa (e vice-versa). O importante é não se violentar. Viver de forma que consigamos conviver conosco mesmos.

Eu sou um defensor de novas emoções. Pareceu que eu era contrário a viver novas emoções, não é? Mas não, sou totalmente a favor. Temos de experimentar novas emoções sim e traçar novos rumos para nossa vida, sempre que possível.

Aprendi que se a nossa vida está tranquila de ser vivida é sinal que algo precisa ser mudado. Apertar algum “parafuso” para não deixar nada frouxo demais.

Vamos viver! E sem medo de refazer nossa vida, em qualquer tempo que seja!

O Mau Humorado

terça-feira, junho 10th, 2014

 

Eu sou um observador nato do comportamento humano. Faço isto porque realmente gosto (e até admiro alguns destes comportamentos).

Seria interessante se prestássemos atenção em alguns pontos de nossa vida, para que não incomodarmos (ou incomodar menos) as pessoas a nossa volta.

Vou me ater uma característica negativa que venho percebendo em algumas pessoas. Para exemplificar vou contar o caso do José. Uma pessoa, no mínimo, interessante.

O José trabalha muito, afinal tem uma família para sustentar. O cara é a irritação em pessoa. Nada, mas absolutamente nada, que existe na face da Terra (exceto a mulher e os filhos) estão bons. Se vamos num restaurante, o atendimento é ruim, a comida é ruim, o trajeto até chegar lá foi ruim, o dia está quente (ou frio, ou chuvoso), o estacionamento foi ruim, a comida foi cara, a sobremesa não estava boa, não tinha o refrigerante norueguês que ele gosta, o suco estava ruim e o caixa ainda errou no troco. Na opinião dele tudo isto aconteceu, mas só na opinião dele, porque as outras pessoas estão lá alegres e satisfeitas.

No trabalho é interessante. Alguém pede ao José para fazer alguma coisa, aí começa a reclamação de que ele está cheio de trabalho, que não vai ter tempo, que é complicado, que é arriscado fazer, que não tem autorização, que não existe documentação, que vai demorar muito, que não suporta ver tanto trabalho junto… Quando fica pronto (normalmente em um décimo do tempo que ele disse que ficaria), o trabalho é entregue e a partir daí ele não admite nenhum ajuste no mesmo. Se alguém cria coragem para pedir algum ajuste (sim, é preciso ter coragem pra fazer isto), ele vai questionar a necessidade, reclamar que não tem tempo, reclamar que ele fez conforme foi solicitado, dizer que não pode ficar alterando, dizer que as pessoas que solicitam os serviços não sabem o que querem, dizer que ele não pode ficar parando o que está fazendo para atender este tipo de coisa.

O José no trânsito é uma coisa que eu acho surreal. Somente ele dirige bem, todos os outros motoristas do planeta dirigem mal. Ele sempre sabe o que está fazendo no trânsito e os outros são considerados animais atrás do volante.

Um detalhe, o José existe, não é um personagem de ficção. A única coisa que fiz foi mudar o nome.

Mas por que estou falando do José? É só um exemplo. Um exemplo do que não devemos fazer no nosso dia a dia. A situação está ruim? Engole e não reclama. Ninguém tem nada a ver com isso. Se você é destes que costuma reclamar de tudo, faça um teste para saber como isto é chato. O teste é bem simples: Grave 15 minutos de suas reclamações e em seguida ouça-as, com um fone de ouvido (por favor), repetidamente durante aproximadamente uma hora. Sim, as mesmas coisas, ouça durante uma hora. Tenho certeza que você vai se achar bem chato. É exatamente isto que as pessoas que o circundam pensam de você (e muitas vezes não tem coragem de te contar isto).

Se você faz este tipo, note que algumas pessoas legais pararam de se relacionar com você (e você nunca soube exatamente o motivo).

É interessante porque pessoas assim perdem muita coisa na vida e nunca entendem o porquê. A perda só gera mais e mais reclamações, ao invés de uma reflexão para saber o que está realmente errado. Vira um círculo vicioso (quanto mais reclamo, mais perco e quanto mais perco mais reclamo).

Isto significa que nunca podemos reclamar de nada? Claro que não! É comum comentarmos um fato ou outro reclamando com alguém com quem temos alguma intimidade. Mas fazer disto um hábito é o mesmo que condenar esta amizade ao limbo!

Vamos abrir uma exceção para quem se oferece para ouvir suas reclamações. É alguém que já espera que você reclame mesmo, porque quer (de alguma forma) te ajudar. Desabafe o quanto puder e utilize bem o tempo que esta pessoa lhe deu para esta finalidade… Mas entenda que esta pessoa é, também, um ser humano como qualquer outro e embora possa ser tremendamente paciente, não vai te ver senão como uma pessoa que não sabe fazer outra coisa senão reclamar e acredita que a maioria dos seus problemas acontece justamente porque você vive reclamando (muitas vezes ele não tem coragem pra te falar isto).

Ok, você se encaixou como uma luva no perfil de pessoa que gosta de reclamar. O que fazer para mudar isto? Acredite, isto é como um vício. Reclamar virou vírgula nas suas frases e você nem se deu conta. Para mudar isto pode ser que seja necessário um tratamento drástico. Talvez seja necessário uma conversa com um psicólogo ou um psiquiatra. Se conhecer alguém que trabalhe com homeopatia ou florais, pode conseguir alguma coisa que acalme sua ansiedade diminuindo, assim, sua vontade de reclamar de tudo e de todos.

O importante é dar o primeiro passo, reconhecendo-se como alguém que tem o costume de reclamar de tudo e de todos. A partir disto a solução corre junto, basta termos força de vontade.

Mecânica do Amor

quinta-feira, junho 5th, 2014

Mecânica do Amor

 

Em todas as ocasiões da minha vida, me peguei devotando amor por alguém ou por alguma coisa.

O amor é um sentimento interessante. Não conseguimos mensurar o tamanho dele. Não existem parâmetros que podem ser utilizados para comparar ou dizer que um é maior do que o outro.

Eu não posso dizer que amo mais ou amo menos. É claro que existem graus de importância que cada pessoa tem na minha vida, com isto geram sentimentos diferentes. São diferentes formas de amar. Como exemplo, posso dizer que não tenho como comparar o amor que tenho a meus filhos com nenhum outro amor. Mas todos eles são importantes.

Não tenho como dizer como acontece na vida das pessoas. Sei como acontece na minha vida e isto é relativamente fácil de explicar. O amor é um sentimento que brota do nada. Com exceção do amor filial e familiar (que é nato), os outros existem todo um processo, que é comum.

Eu analiso todos que se aproximam de mim. Existem pessoas que me cativam na primeira instância, por demonstrar valores que eu considero essenciais para um relacionamento amigável. Estes valores são baseados em (tão simplesmente) respeito. Haja o que houver, o respeito tem de estar presente. A partir disto tem outros valores que eu vou observando, pois já foi levantado o interesse inicial. Havendo reciprocidade, a pessoa passa a ter acesso a algumas coisas de minha intimidade, já começo a contar alguns casos (corriqueiros) de foro íntimo, sem muita intensidade.

Bem, o fato é que o sentimento maior acontece quando eu vejo valores admiráveis, qualidades que as vezes eu nem tenho. Aí sim eu já passo a fazer questão de ter a pessoa por perto.

Em raros casos, eu posso chamar este sentimento de amor. O sentimento é único, não há outro nome para dar, não existe outra forma de considerar. A partir desta definição eu trabalho minha razão para verificar se este sentimento pode ou não ser colocado pra fora. A razão é sempre implacável neste aspecto. Existem pessoas que, apesar de ter eu tido este sentimento, minha razão censurou. E os motivos são os mais diversos. Mas quando a razão censura, acontece uma briga interna, pois o sentimento quer ser colocado pra fora, e para que isto aconteça é necessária a assinatura da razão. Caso a razão não aprove, o sentimento fica preso. O problema do sentimento preso é que, como todo prisioneiro, tende a retrair em si mesmo. Se a prisão é perpétua, ele logo morre (e a razão comemora esta morte).

Por várias vezes a razão teve de atuar como policial, juiz e carrasco (ao mesmo tempo). Em algumas vezes o sentimento logo reconheceu que a razão estava correta e ficou sereno, sem forçar a barra para querer a liberdade. Em outras vezes a briga é feia (e com argumentos muito válidos, tão válidos que quase convencem a razão).

Tanto anseio do sentimento não é a toa, ele tem ânsia de se mostrar, tem vontade de mostrar toda a intensidade que tem e está contida pela maldita razão. A força deste sentimento é imensa, só que adormecida com um poderoso calmante.

Cada vez que o sentimento percebe que a razão aprovou uma pessoa, já arruma suas malas achando que vai ser liberado para sair.

Atualmente a razão está cantando músicas de ninar para o sentimento, para ver se ele dorme mais rápido e deixa de incomodar querendo forçar a saída.

Coloquei a razão como um pequeno vilão e o sentimento como a eterna vítima. O que não é bem uma verdade. O sentimento fica no peito e a razão no alto da cabeça. A hierarquia está bem clara. A razão tem a visão do ser como um todo e o sentimento tem a visão do momento. Os impedimentos que a razão alerta tem um fundamento, um embasamento que não podem ser ignorados (apesar disto acontecer com frequência. Já tivemos provas que o sentimento não é muito em governar. Temos que dar o seu devido crédito e acatar suas recomendações.

O que poucos sabem é que a razão é, na verdade, o protetor do sentimento. Guarda o sentimento como quem guarda uma criança dos perigos desconhecidos. Assim como um pai zeloso, primeiro investiga, analisa, pondera, observa. Somente depois de uma avaliação criteriosa é que libera (ou não) o sentimento para agir. Só que na saída, tece uma lista de recomendações indicando a intensidade que pode chegar para não se machucar.

Vamos prosseguindo, deixando a razão com a chave do calabouço muito bem guardada (ninguém entra e ninguém sai), até descobrir que o terreno lá fora é seguro o suficiente.