Archive for junho, 2009

Vou Tentar

quarta-feira, junho 24th, 2009

 

Em cima do muro

 

Toda proposta que nos exige algum esforço respondemos com a frase: “VOU TENTAR”.

E o que é isto, exatamente? Eu respondo (e com todas as letras): MEDO DE ERRAR! Tentar já estamos tentando e faz tempo. Quando eu digo que vou tentar (em resposta a alguma proposta) é porque, na verdade, eu quero dizer: “Não garanto que vou fazer” ou simplesmente “Não quero fazer mas estou sem jeito de te dizer isto” e na forma mais grave “Não acredito que tenho capacidade de fazer isto mas não quero te dizer“.

A vida é tentativa após tentativa. Tentamos nos melhorar em todos os aspectos. Ninguém em sã consciência tenta piorar, mesmo errando estamos tentando (de forma errada, muitas vezes por falta de conhecimento) acertar. Então não precisamos desta “desculpa” para responder às propostas que nos são feitas.

Vamos passar a dizer “EU VOU”. Ser imperativo mesmo! É o começo do acerto. Responder isto a uma proposta é se posicionar. E se não conseguir? Vai ter as mesmas consequências de ter dito que ia tentar. Mas ao menos começou com o firme propósito de acertar.

Quando eu digo que “vou tentar” estou antevendo (e considerando com uma provável hipótese) o meu fracasso. Se eu já entro numa batalha esperando o fracasso é melhor nem lutar porque eu já me dei por vencido antes mesmo de começar.

Concordo que algumas batalhas não são fáceis e que em várias iremos perder mesmo. Mas quem pode adivinhar qual batalha perderemos? Quantas batalhas nós ganhamos aos 48 do segundo tempo? Então nada de desistir no primeiro minuto do primeiro tempo!!!

Vou conseguir ser uma pessoa melhor? SIM, EU VOU CONSEGUIR! Quanto tempo vou levar para conseguir isto? Não importa, mas VOU CONSEGUIR!

Insisto em dizer: Paremos de tentar e passemos a pensar positivamente em nosso próprio favor!

Aparências

segunda-feira, junho 22nd, 2009

 

Aparências

 

A nossa cultura, infelizmente, nos ensina a escolher tudo para nós mediante ao que vemos na aparência. Como se nossos olhos fossem potentes aparelhos de raio-x capazes de verificar o conteúdo íntimo de cada ser no primeiro olhar.

É interessante como colocamos isto na prática.

Só comemos algo que nos agrada aos olhos, primeiramente. Senão, podemos até provar, mas não será com aquele entusiasmo todo. E se o alimento feio é gostoso soltamos a frase: Não parecia, mas é gostoso!

Estes dias estava refletindo sobre isto quando escolhia um DVD numa locadora. Só pego aqueles que me chamam a atenção e quando pego, leio a sinopse para saber se é exatamente o que estou procurando (mesmo sem ter algo em vista quando entrei na locadora). Mas a primeira coisa que me vem é a aparência da capa do DVD. Peguei um filme que não me agradou na aparência da capa (o que me influenciou negativamente na avaliação da sinopse), mas levei assim mesmo confiando em alguns atores. Resultado: Um ótimo filme!!!! Mais uma vez minha avaliação ocular falhou, como em outras inúmeras vezes.

Evoluí minhas reflexões para as aparências humanas. Vi e revi a cena daquela mulher que surpreendeu os jurados com uma voz maravilhosa e com uma aparência péssima.

Comecei a relembrar de quantas vezes julguei as pessoas pela aparência e o quanto errei. Tive nas pessoas de aparência mais simples os melhores amigos e vice-versa (infelizmente).

Obviamente, nesta minha reflexão, vi o quanto as mulheres são observadas e julgadas pela aparência. As mulheres (em geral) tem horror a estrias, celulites e gordura (me lembrou o filme que vi hoje chamado “O Amor é Cego”, o qual recomendo para quem ainda não viu). Mas este horror todo é sem fundamento porque nunca observaram o preço que se paga para não ter estrias, celulites e gordura. Não vêem como é a qualidade de vida das mulheres que evitam estes “defeitos” (coloco entre aspas porque não considero nada disso como defeito). E, agora, falando como homem: Estas mulheres nunca nos perguntaram o que nós realmente gostamos. Mulheres sem nenhuma gordurinha, nenhuma celulite e nenhuma estria servem para serem embalsamadas e colocá-las como estátua na sala de estar de uma casa grande, mas definitivamente não servem para um relacionamento sério e duradouro. Ou seja, servem para uma aventura ou outra (o que nos servirá para contar como vantagem nas rodinhas de amigos exaltando o poder masculino). Mas não servem para ser nossas esposas, porque quando estas mulheres se casam elas se tornam chatas (mais ainda) não só com a própria alimentação mas com a nossa também. E eu lá vou querer controlar quantas calorias eu como durante o meu dia? Mas estas mulheres contam!

Então nós (homens) corremos de mulheres perfeitas. Se for perfeita não serve para que tenhamos um relacionamento que nos leve a um casamento ou algo mais sério. A mesma coisa acontece com homens perfeitos. Ficam com “n” mulheres mas com nenhuma ao mesmo tempo.

Mas há uma avaliação que podemos fazer e que nesta os olhos ficam em segundo plano. É a avaliação do que vem de dentro. Daquilo que realmente sentimos e de como nos sentimos perto da pessoa, que muitas vezes os olhos nos quer distante, mas o coração quer bem perto. Nesta briga entre olhos e coração feliz daquele em que o coração sai vitorioso.

“O amor cobre uma multidão de pecados”, já nos dizia uma passagem evangélica. Também neste sentido pode ser perfeitamente aplicada. O amor que sentimos por alguém passa por cima de todos os defeitos que esta pessoa tenha. Ignoramos tudo, abrimos o peito e nos entregamos de corpo e alma quando amamos. Não importa a beleza física e nada que o exterior possa transmitir.

E é exatamente nisto que devemos nos preocupar ao escolhermos nossas companhias. Esquecemos que o corpo envelhece. Nos enchemos de rugas, os cabelos ficam brancos (quando não caem), etc. Ou seja, nosso corpo fica FEIO. Então por mais bela que seja a mulher com quem nos casarmos ela vai ficar feia com o passar do tempo. Mas se tivermos amor, que se dane a beleza! A pessoa será sempre bela aos nossos olhos (e é isto que importa).

Vamos fechar os olhos de vez em quando para evitarmos os enganos que eles podem nos proporcionar.

Cartão de Crédito

quinta-feira, junho 18th, 2009

 

Cartão de Crédito

 

Há muito tempo inventaram uma coisa que facilitou a vida de muita gente. Mas como tudo que é inventado no mundo: É faca de dois gumes.

Falo do Cartão de Crédito.

Eu acho uma facilidade, desde que saiba usar.

No início é interessante comprar sem dinheiro de verdade e pagar depois. Mas se usar sem controle esta facilidade pode sair caro.

Para quem segue as regras de uso não há nenhum perigo. E quais são estas regras? Simples (bem simples).

1. Comprar somente o que tem condições de pagar
2. Sempre pagar o valor total da fatura até o dia de vencimento.

Os juros praticados pelas administradoras de cartões de créditos são realmente abusivos. Mas isto não dá a ninguém o direito de não pagar a fatura.

Algumas dicas interessantes, que eu acumulei ao longo de vários anos como usuário de cartão de crédito.

Compras parceladas:
Só compre parcelado no cartão quando não se tratar de algo que você compra todo mês. Ou seja, parcelar a conta do supermercado no cartão de crédito é porta aberta para o descontrole. Isto porque no mês seguinte você terá de ir ao supermercado novamente e aí vai comprar novamente e uma conta vai juntar-se a outra que ainda não foi paga. Com pouco tempo cria-se o efeito “bola de neve”.

Existem muitas coisas interessantes com parcelas pequenas (televisão, aparelho de som, eletrodomésticos em geral, etc). Mas há que se ter um cuidado neste ponto. Muitas parcelas pequenas somadas geram um montante alto no final do mês para ser pago.

Controle a parte:
Não tenha vergonha de ter uma cadernetinha para anotar tudo o que comprou no cartão de crédito. Isto é um controle interessante para que você saiba o quanto vai pagar no dia do vencimento.

Anote sempre a data da compra, onde comprou (loja), o que comprou e o valor. Se a compra foi parcelada, anote também quantas parcelas e o valor de cada parcela. Não se esqueça de levar o valor de cada parcela para os outros meses também.

Feche os olhos:
Sim, feche os olhos para os “atrativos” que a administradora oferece. Já cansei de receber propostas para parcelar minha fatura em quatro ou cinco vezes. É o que eu chamo de “proposta indecente”, pois no mês seguinte vou receber uma outra fatura. E aí? Vou parcelar também?

Limite para gastos:
O limite que a administrador coloca para gastarmos não significa que podemos gastar tudo isto. Já tive cartão com limite superior a R$10.000,00 (isto mesmo: dez mil reais).

Jamais olhe este limite como sendo vantajoso.

Emprestar cartão:
Exceto se você confiar muito na pessoa a quem você empresta o cartão, jamais faça isto. Por uma razão simples: Se a pessoa não pagar você vai ter de pagar de qualquer forma.

Seguro:
Normalmente as administradoras vendem um seguro contra perda ou roubo do cartão. Não é necessário pagar este seguro se não quiser.

Eu pago por um motivo: Não quero burocracia na hora que eu precisar.

Mas se não quiser pagar é só ficar atento. Perdeu seu cartão comunique imediatamente a administradora e registre um boletim de ocorrência na polícia. A administrador vende a idéia que se alguém usar indevidamente o seu cartão você terá de pagar. Mas aí eu pergunto: E A ASSINATURA NO TICKET DE COMPRA? Se a assinatura não for a sua você não precisa pagar. Caso isto aconteça peça os comprovantes de compra e cheque a assinatura. Se não for a sua recuse-se a pagar.

Compras via internet:
Todo mundo pergunta se isto realmente é seguro. Eu digo sempre que sim. Mas há que tomar alguns cuidados. O primeiro cuidado e o mais básico é observar se o site que está comprando é seguro. Para ver isto, olhe na barra inferior do browser (Internet Explorer, Firefox, etc) se existe um desenho de um pequeno cadeado fechado. Se houver significa que o site está seguro.

Além disto, prefira sites conhecidos (que tem um nome a zelar) como: Submarino, Americanas.com, etc.

Mesmo assim existem riscos? Sim! Claro que sim!

Mas raciocine comigo: Corremos o mesmo risco quando vamos a um restaurante e pagamos com cartão de crédito. Quem garante que o garçon ou a pessoa que fica no caixa não irá anotar o número do cartão para fazer comprinhas via internet?

Não aconselho usar cartões de crédito numa Lan-House. Isto porque não conhecemos o computador que estamos utilizando e como é de uso público muita coisa pode ser instalada com a finalidade gravar números de cartões e senhas.

Anuidade:
Este é um problema… As administradoras cobram anuidades pelos cartões. Mas saiba que estas são negociáveis.

Quase todo ano eu ligo na administradora e negocio a minha. Normalmente ganho um bom desconto.

O desconto fica mais fácil de ser conseguido quando temos outro cartão ou temos um bom tempo que estamos com este cartão com compras regulares.

Concluindo. Ouço muita gente dizendo que o cartão de crédito é ruim e que não usam mais. Eu sempre complemento a fala destes (em pensamento, obviamente): “Quem não sabe realmente é melhor não usar”.

E é isto mesmo. Para quem sabe usar é um excelente recurso… Podemos fazer uma compra agora e, dependendo do dia, temos até 35 dias (em média) para pagar sem nenhum acréscimo.

Pode ser ruim, pois é muito fácil perder o controle. Necessita de um esforço de nossa parte para controlar nossos gastos e colocar freio em nossos impulsos de compra.

 

Intolerância Religiosa

quarta-feira, junho 17th, 2009

 

Intolerância

 

Há quem diga que religião, esporte e política são assuntos indiscutíveis.

Isto é porque nestes assuntos cada um tem a sua própria opinião e mesmo quando as preferências são as mesmas ainda podem existir (e normalmente existem) nuances que diferenciam os pontos de vista.

Até aí não vejo problema nenhum. O problema começa quando alguém quer convencer o outro que a sua opinião é a correta e as outras são as erradas.

Infelizmente vejo isto com muita frequência nos assuntos religiosos.

A diversidade de opiniões gerou milhares de religiões espalhadas pelo mundo. Mas para efeito de didático vamos a um exemplo prático.

A partir do Catolicismo surgiu o Protestantismo através de Martinho Lutero. Então, fora do Catolicismo, havia uma religião Protestante. A partir desta religião inúmeras outras surgiram e todas elas a partir de diferenças de pontos de vista.

Não estou aqui com a menor intenção de descaracterizar nenhuma religião. Todas elas tem o meu mais profundo respeito.

Vejo com um intenso pesar as manifestações (que eu chamo de ridículas) que visam apenas denegrir a crença dos outros pois isto é uma falta de respeito muito grande.

As vezes vivo esta falta de respeito por ser Espírita. E esta falta de respeito vem de todos os lados (religiosos e ateus). Os profitentes de outras religiões acreditam que eu estou perdido e os ateus acreditam que sou idiota. Alguns outros me olham com medo, como se eu fosse capaz de (ou tivesse poder para) fazer algum mal só no olhar.

Vi, alguns dias atrás, uma pessoa que se diz religiosa dizendo que os Católicos, Espíritas e outras religiões que não fosse a dele estão condenadas ao fogo do inferno. O que dizer nesta situação? NADA! Isto mesmo. Não há nada para dizer a quem não quer fazer o mínimo que é respeitar a crença dos outros. Deixei que ele falasse o quanto quis e não me atrevi a entrar nesta discussão (na verdade eu peguei meu fone de ouvido e coloquei música num volume considerável, rsrs).

Eu entendo e respeito o ponto de vista de pessoas iguais a esta. O lado bom de atitudes como esta é ver que ao menos este tem uma religião para seguir (e eu torço para que ele a siga em sua totalidade) enquanto muitos outros sem religião cometem os mais infelizes desatinos. Na maioria dos casos a religião ainda é um enorme freio para os erros humanos. O religioso normalmente pensa em algo a mais antes de cometer um grande erro. E é exatamente nisto que reside o lado bom de tudo isto.

Levanto a bandeira da não disputa, principalmente dentro do meio religioso.

O nosso objetivo é sermos melhores como seres humanos. E para isto existem muitos métodos. Eu escolhi o método espírita. Outras pessoas escolheram o método católico, outras o método protestante dentre tantos outros métodos existentes. No fim das contas seremos melhores se seguirmos o método que escolhemos. Se a partir disto começarmos a disputar qual o melhor método não vai sobrar tempo para praticar o método que escolhemos…

 

O que eu quero?

segunda-feira, junho 15th, 2009

 

Quero

 

Tenho uma amiga que atualmente está morando em Portugal. Há muito temos conversado sobre os mais diversos assuntos. Uns tempos atrás ela me mandou um texto de sua autoria que eu achei muito interessante e pedi a ela (na verdade forcei, rsrs) para que me deixasse publicá-lo. Em princípio ela foi taxativa no seu NÃO. Mas com muita conversa e com alguns argumentos ela acabou permitindo.

Inicialmente pensei em nem colocar nenhuma explicação disso aqui e só colocar o texto com um belíssimo pseudônimo (algo como Ambrosina, Maria Catalúnia, Ana Creolina, ou algum outro tão bonito quanto). Mas como ela me disse que não precisava ser com pseudônimo, então coloco o nome real dela. É bom que todos podem conhecê-la também.

Sem mais delongas…….

Eu quero… Bem, o que eu quero??? Parece engraçado, mas isso recorda a minha infância. Recorda-me a fase do “menina, o que você quer ser quando crescer?” Recorda-me a minha resposta mais sagaz: “Grande!”. Pensando bem, não mudei muito de minha infância pra cá. Eu quero ser grande, sim! Quero ser grande no sentido maior da palavra – ser grande comigo, com os outros, com o que faço, para quem faço, porquê eu faço. Quero ser grande de alma, de coração, de sensibilidade, mas quero ser grande de razão, também – afinal, tenho que manter os pés no chão antes de voar.

Lembro-me também da fase “quero ser astronauta”. Vivia (e às vezes vivo, até hoje) num mundo que era (e ainda é) só meu – com coisas bonitas, alegres e sorridentes por aí. Onde o sofrimento não tinha vez e onde o meu céu era o mais bonito. Sim, eu vivia no mundo da lua. Só que eu tive que crescer, virar gente grande e “deixar de ladinho” (porque ele ainda continua aqui) o meu céu que era só meu. Mas eu digo uma coisa: Por amor ou euforia, tudo de novo eu faria!

Aí teve o surto do “quero ser atriz”. Sair por aí, conhecer gente, trabalhar com coisas divertidas e encenar. Fiz escolinha de teatro e descobri que a vida pode ser melhorada com as coisinhas que se aprendem em cima dos palcos e atrás da coxia. Mas descobri que saber um pouquinho da arte de encenar pode ser deveras perigoso e tive que aprender a me controlar.

Fui crescendo, crescendo, crescendo… e descobri que quero ser criança de novo. Depois de uns tempos, descobri que ainda sou. Aí tive que descobrir outras vontades e outros desejos…

Hoje eu acho que quero a sorte de um amor tranqüilo com saber de fruta mordida, a paz que eu quero seguir, trabalhar naquilo que eu gosto e quero e que me dá prazer, todo amor que houver nessa vida, veneno anti-monotonia, música para ouvir, música para ouvir, música para ouvir, ser feliz até não poder mais, o mundo numa garrafa de coca-cola e os instantâneos mais bonitos que uma pessoa pode fotografar. Sorrisos, pessoas queridas (os amores mais amores que uma pessoa pode ter!), abraços, beijinhos e carinhos sem ter fim. Ser melhor – muito melhor!

Islane do Espírito Santo

 

O Lado Bom

sábado, junho 13th, 2009

 

Sorria

 

Eu sempre procuro ver o lado bom das coisas. Não acredito que estejamos aqui para sofrer, mas, pelo contrário. Estamos aqui para sermos felizes. E o Universo inteiro conspira para a nossa felicidade. O problema é que muitas vezes não enxergamos isto (e as vezes até fechamos propositadamente os nossos olhos).

De tanto falar desta forma um casal amigo me disse que sempre lembra de mim quando vê alguma coisa ruim, pois, em tudo o que é ruim eu sempre vejo alguma coisa boa. É o meu lado otimista falando alto. E eu faço desta visão deste casal amigo um ideal para mim. Nem sempre sou assim… Mas ao falar racionalmente sou assim mesmo.

Acredito que o Universo inteiro esteja funcionando corretamente. Tudo está encadeado de uma forma assustadora (devido a tanta organização).

Ver o lado bom de tudo eu encaro como uma necessidade, pois o contrário nos faz ficar depressivos e extremamente desagradáveis.

Não é ignorar as coisas ruins que acontecem ao nosso lado. Mas ver nestas coisas ruins alguma boa finalidade. As vezes as pessoas me perguntam:
– Vi uma notícia de um assassinato na televisão. Qual é o lado bom disto?

É óbvio que isto é feito em tom de desafio, né? Não gosto deste tipo de desafio, porque se eu vencer o desafio a pessoa que o propôs é tida como perdedora e isto a incentivará (na maioria das vezes) a procurar outro desafio, até encontrar um que eu perca. Se eu perder o desafio a pessoa vai achar que eu sou maluco ou alienado por viver uma realidade que ela não concorda. Ou seja, neste tipo de desafio não importa o resultado eu vou sempre perder! rsrs… Mas para esta pergunta eu respondo algo tradicional:
– O lado bom é que nos serve de exemplo para que nas mesmas condições e situações não façamos a mesma coisa!

Para quem é adepto ao Espiritismo (como eu) a resposta costuma ser um pouco mais longa, pois costumo embutir a filosofia espírita.

Não precisamos provar para quem quer que seja que tudo tem o seu lado bom. Temos de ter certeza disto. E isto é individual. Eu tenho as minhas convicções e sei que isto é possível. A partir do momento em que acreditarmos que em tudo existe algo de bom passamos a nos preocupar em identificar isto. E este processo é extremamente benéfico para a nossa saúde psíquica.

Não se preocupe se não conseguir achar algo de bom em algumas coisas complicadas (tem coisas que são realmente difíceis de engolir), mas tudo é uma questão de treino. E a verdadeira intenção é fazer com que não tenhamos a atitude de condenar as coisas de forma automática. Pelo contrário, que tenhamos a mentalidade de procurar os porquês e a partir disto tomar uma opinião ajuizada sobre o assunto.

E quando tudo desmoronar, ou seja, quando realmente não encontrarmos nada de bom é hora de separarmos as pessoas dos acontecimentos. Os acontecimentos podem ser condenáveis, mas as pessoas não! Repudie o acontecimento e ame as pessoas…

 
aprendi também, com alguém muito especial, que o amor é uma arma secreta, rsrs…

 

Olha eu aqui!!!

sábado, junho 13th, 2009

 

Alvo

 

Eu fico surpreso ao ver quantos amigos consegui conquistar apenas por ser eu mesmo.

Antes eu era o que os outros queriam e, com isto, nunca conseguia agradar a todo mundo (ainda não consigo). O ruim é que nesta lista de “todo mundo” eu estava incluído nela.

A partir de uma determinada época eu decidi que seria eu mesmo e os outros que se danem. Continuei não conseguindo agradar a todos mas consegui agradar a pessoa mais importante no universo: EU!

Não sei me definir com detalhes, apenas sei em linhas gerais numa visão macro de mim mesmo. Mas mesmo em linhas gerais eu consigo gostar do que sou.

Tenho muitos defeitos (muitos mesmo). A medida que vou caindo vou mapeando os buracos onde meti o pé para não cair novamente. Vou ficando calejado (é claro) mas o importante é que vou aprendendo.

Numa comparação tosca com o Marcelo de cinco anos atrás posso dizer que o atual ganha disparado (o ganhar aqui está associado com o meu grau de satisfação).

O curioso é que a partir do momento em que eu passei a gostar mais de mim mais pessoas também passaram a gostar. Com isto fui conquistando (sem nenhum esforço) uma rede de amigos.

O que eu quero com este post é recomendar a todos que por pior que pareçam sejam vocês mesmos. Não tentem agradar um e outro, mas esforcem-se para agradar a si mesmos.

Aquela velha frase (que mais parece um clichê) ainda vale: Se eu não gostar de mim mesmo quem vai gostar?

 

Aniversário

sexta-feira, junho 12th, 2009

 

Aniversário

 

Minha filha hoje completa quatorze anos (meu Deus, estou ficando velho, rsrsrs).

Ela foi a filha esperada com ansiedade desde antes do casamento. O seu nascimento marcou a minha vida para sempre. Foi um verdadeiro divisor de águas. Posso, facilmente, separar minha vida antes e apos ela nascer.

A partir de seu nascimento tudo mudou em mim. A partir de então não pensei apenas em mim. Em primeiro lugar era nela que pensava. Chefe brigou comigo? Lembrava dela no berço, da carinha que me olhava, dos olhinhos brilhando… Pronto… Chateação foi embora, mais um “sapo” engolido e bola pra frente!

Foi sempre assim…

Hoje ela é uma companheira e tanto. Assistimos filmes e desenhos animados juntos (SIM, EU AINDA GOSTO DE DESENHOS ANIMADOS… rsrsrs). Se estamos junto é um brincando com o outro e eu adoro isto!

Quando nasceu (e até uma certa idade) sempre a chamava de princesinha. Hoje não mais porque se eu faço isto ela me olha torto… rsrsrs…

Não tenho ciúmes dela. Sei que cedo ou tarde vai estar de namorado e etc. Pra mim isto não é problema (o cabra só vai ter que apresentar identidade, cpf, atestado de bons antecedentes atualizado, cartão de vacinas em dia, certificado de batismo, preencher e assinar um termo de compromisso, se apresentar a mim vestido de terno e gravata, cantar o Hino Nacional e o Hino a Bandeira de cor, entre outras coisas… rsrsrs). Ela não gosta muito desta idéia, mas…

Gabi veio para preencher minha vida e conseguiu fazer isto de uma forma que eu nunca pensei que alguém pudesse fazer.

A transformação do Marcelo para Marcelo-Pai foi radical, trabalhosa mas muito prazerosa!

Eu sempre me pegava dizendo: Como é que uma criatura tão pequena pode ser a causa uma modificação tão grande dentro de mim!

Que bom que ela é minha filha! Falo isto pra ela algumas vezes… É óbvio que ela responde com um: HUMPF! Mas o sentimento dela fala outra coisa.

Dou minha vida por ela! Brigo com o mundo por ela!

 

Dignidade

quarta-feira, junho 10th, 2009

 

Dinheiro

 

É uma palavra que eu tenho visto sendo muito pouco compreendida e tenho visto menos ainda sendo alvo de esforços pessoais.

Ainda que esteja com meu mundo desmoronado eu posso erguer tudo com facilidade se mantiver minha dignidade (mais ou menos dentro da mesma linha de meu último post).

Tenho de me manter em alta para que não desanime apesar dos pesares.

Teve uma vez que eu estava desempregado, havia perdido todos os meus contratos (trabalho por conta própria). Não tinha de onde tirar o meu sustento. Obviamente fiquei apreensivo, mas confiante (não sei em que, mas confiante que algo bom ia acontecer). Neste momento um grande amigo me falou algo que jamais esquecerei: “Que te falte dinheiro, mas que nunca te falte dignidade”.

Nunca devemos nos vender por causa da falta de dinheiro. A venda de si próprio significa negar aquilo que somos e partir para algo deplorável apenas porque estamos sem dinheiro. E é quando somos tentados a isto…

Quantas pessoas justificam um crime pela falta de dinheiro. Já ouvi inúmeras vezes nos noticiários o criminoso se justificando:
– Roubei porque ninguém me dá emprego!

Por causa de dinheiro a pessoa compromete o resto da sua vida… Valeu a pena?

É claro que isto é uma situação extrema, analisar pelos extremos é sempre fácil. Quando estamos vivendo a situação é sempre mais complicado. Pois não seremos extremos mas iremos (pelo menos tentar) justificar os nossos erros.

No caso da falta de dinheiro existe o bom e velho orgulho que nos impede de aceitar “qualquer coisa” (como se trabalhar não fosse bom). O que acontece é que as pessoas batem no peito dizendo “eu sou formado e não posso aceitar este trabalho” quando na verdade “este trabalho” seria o necessário para que sua queda não fosse tão acentuada. Por causa do orgulho as pessoas se vendem mudando seus valores para pior. Vendem sua dignidade…

Dignidade não depende de nada material, só depende da nossa vontade de sermos melhores. Tratemos o dinheiro como conseqüência, enquanto ele for conseqüência estaremos no bom caminho. Quando ele passar a ser a causa podem acreditar que é motivo de preocupação.

Sofrimento

quarta-feira, junho 10th, 2009

 

Sofrimento

 

O sofrimento encaramos como necessário para depuração do ser humano. Estudamos que é somente com o sofrimento que ele se depura, se educa e se volta para si mesmo com a intenção de corrigir-se.

Até aqui tudo bem. Concordo com tudo isto pelo simples fato de só sabemos o quanto dói quando a dor está em nós. A dor dos outros não nos comove como deveria.

Mas não precisamos inverter os valores tanto assim (um pouquinho só, vá lá!).

O sofrimento somente acontece quando não há outro recurso. Enquanto houver algum recurso pacífico ele será utilizado.

A pergunta que eu ouvi (e que deixa muita gente intrigada) é:
– Por que alguém que faz tanta coisa ruim não está sofrendo? Por que não começa logo a pagar a longa dívida que tem?

E a resposta é:
– Se este alguém não está sofrendo é porque ainda há uma chance de reconhecer (pelo menos) o erro sem que seja necessária a presença do sofrimento. Ou seja, ainda há esperanças!

O nosso sentimento deve ser diferente deste da pessoa que questiona. Deveria ser uma lamentação pelo fato da outra não reconhecer-se necessitada de reforma.

Vamos oferecer a outra face? rs

A face ofendida é a nossa faceta orgulhosa, então vamos oferecer a outra face que é a face humilde. Humilde suficiente para aceitar a ofensa como realidade e como um conselho para o nosso próprio bem (não importando de onde e nem como veio). Lembrando que sempre que algo nos fere só fere porque achou em nós um terreno propício…

Não há interesse Divino em nos ver sofrendo. Isto só acontece pela nossa própria responsabilidade e por nossa própria vontade.

Se há sofrimento com revolta é sinal que ainda não reconhecemos o nosso próprio erro. Por outro lado se não há a revolta é sinal que já reconhecemos o erro numa outra etapa e estamos apenas passando pelas situações que criamos para as outras pessoas (neste caso a coisa é mais resignada).

Estamos aqui para sermos felizes e não para sofrer. O sofrimento é sempre opção.