Archive for julho, 2009

Perdão

quinta-feira, julho 30th, 2009
Perdão

Qual foi a última vez que você (que lê isto agora) pediu perdão a alguém por alguma coisa ruim que fez?

Mas veja bem, vasculhe na sua memória a última vez que simplesmente pediu perdão por reconhecer-se errado na situação e sem que tenha tentado se justificar no erro dos outros. Não dá mais para tentar justificar o nosso erro no erro que outras pessoas cometeram.

Não assuste se não lembrar ou se a época estiver distante ou mesmo se foram pouquíssimas vezes. Está dentro do padrão considerado normal pela OMTPC (Organização Marcelo Torres de Pesquisa Comportamental, rsrsrs).

O fato é que muito raramente deixamos o nosso orgulho de lado para admitir que erramos. Sabe aquela frase difícil de pronunciar? Aquela assim: “Me perdoe porque eu errei”. Pois bem. É difícil de pronunciar porque admitir o erro significa se colocar numa posição humilhante (é uma facada no orgulho). É admitir que somos seres humanos falíveis e que desta vez fui eu quem faliu.

É comum, neste momento, nos sentirmos num tribunal onde cometemos um crime inafiançável e estamos diante de um juiz e de um juri implacável.

Deu pra sentir o que é, não é? E deu pra perceber o quanto precisamos praticar este ato, não é?

Então agora vamos viajar para o outro extremo. Alguém comete um erro conosco e pede perdão. Como é a nossa atitude? Abrir ainda mais a ferida ou passar um remédio para que a ferida não doa ainda mais? Aliás, como é que gostaríamos que as pessoas agissem conosco naquela mesma situação?

Agora é hora de fazermos algumas análises interessantes.

Se pedimos perdão por uma falta cometida e a outra pessoa não perdoa o problema deixa de ser nosso. Não iremos depender do perdão (como se perdão fosse um produto que é colocado numa prateleira de supermercado e só conseguimos avançar se o tivermos em nosso patrimônio pessoal). O reconhecimento do erro cometido é fundamental para que tracemos metas e rotas em nossa vida, procurando evitar a mesma falta.

O pedido de perdão é o ápice de uma situação difícil. É o último momento de estresse e é o primeiro momento de alívio ou de reversão do problema.

No momento em que alguém nos pede perdão nos cabe perdoar. Mas vamos lembrar que perdoar não é esquecer a ofensa. Só esqueceremos o fato (a ofensa cometida) se tivermos uma amnésia, como as chances disto acontecer são remotas, com certeza iremos lembrar sim. Perdoar significa dizer que o ato cometido não mais vai ser considerado como ofensa porque o ofensor reconheceu o seu erro e se propôs mudar suas atitudes para que isto não volte a acontecer.

Não poderia deixar de falar do perdão mais difícil de pedir. O perdão de si mesmo. Cometi um erro. Devo me perdoar pelo erro cometido e me propor a não mais cometer o mesmo erro. Isto não significa que estamos “vacinados” contra o erro cometido anteriormente. Temos de nos permitir errar novamente e tantas vezes quantas forem necessárias ao nosso aprendizado. Cada erro cometido (e admitido) nos ensina alguma coisa. Com muitos ensinamentos passamos a nos antever ao erro para evitar que seja novamente cometido. Mas isto é ideal e nossa realidade é bem outra.

Há várias nuances de perdão (como podemos ver aqui). Escolha uma delas e trabalhe dentro de si.

Trabalha daí que eu trabalho daqui. Se todos trabalharem esta questão ao mesmo tempo o mundo muda da noite para o dia.

Poder

segunda-feira, julho 27th, 2009

 

Super Heroi

 

Qual é o poder do ser humano? Até onde podemos chegar?

São perguntas que nos fazemos mas que raramente checamos a veracidade. Temos idéia de nossos poderes mas nunca temos coragem de averiguar se realmente estes poderes existem.

Mas falando assim a primeira resposta que nos vem é: Não sou super herói!

E o meu contra-argumento é: SIM, SOMOS SIM. E SOMOS PODEROSOS. Vejam uma pequena lista de nossos poderes:

  • Poder de perdoar. Somos perfeitamente capazes de perdoar qualquer ofensa (muito embora nos recusemos usar este poder).
  • Poder de persistência. Quando tudo dá errado temos o poder de continuar tentando infinitamente (muito embora alguns desistam no meio do caminho).
  • Poder de compaixão. Quando vemos alguém em dificuldade temos o poder de nos esforçamos para ajudar (muito embora alguns até prefiram fingir que não viram).
  • Poder de audição. Temos o poder de ouvir qualquer um nos seus desabafos (muito embora alguns achem que isto é bem chato).
  • Poder da caridade. É só alguém precisar de qualquer coisa e logo notamos que temos o poder de ajudar sem exigir nada em troca (muito embora sempre vemos alguém querendo ganhar vantagens em cima de cada ajuda que presta).
  • Poder da amizade. Basta colocar duas pessoas (desconhecidas) perto e veremos que ambas possuem o poder de se relacionarem amigavelmente com risos, troca de informações e até de confidências (muito embora alguns prefiram o silêncio e o isolamento).
  • Poder do amor (o melhor que eu acho). Temos a perfeita capacidade de amar o outro independente de qualquer coisa, basta vê-lo carente deste amor que temos em abundância (muito embora temos visto constantemente algumas pessoas se estranhando e transformando em ódio a oportunidade de amar).

Como podem ver, somos super heróis com diversos poderes. Imaginem se todos usássemos estes poderes constantemente e com todas as pessoas que deles precisassem?

Mas o curioso mesmo é que nós poderíamos utilizar estes poderes também em nosso favor! Precisamos de amor? Então usemos o poder do amor próprio. Precisamos de perdão? Então usemos o poder do perdão para conosco mesmos procurando nos perdoar de nossas faltas (com a intenção de procurar forças para corrigir o mal cometido).

Então, procuremos ver o quão poderosos somos e que possamos com isto nos movimentar em ações positivas para o bem estar de nosso próximo! Com certeza iremos ser beneficiados “por tabela”.

Doação de Sangue

sábado, julho 25th, 2009

 

Doar Sangue

 

Há algum tempo atrás uma pessoa me pediu para fazer uma doação de sangue para a filha de um outro amigo que passou por algumas cirurgias.

Como já havia doado outras vezes é óbvio que me prontifiquei. Processo é rápido e não me custa nada…

Fiquei surpreendido com várias coisas:

  1. Agendei o horário para fazer a doação. Cheguei uns 15 minutos adiantado. Me chamaram pontualmente no horário combinado.
  2. Após uma consulta médica e responder a um questionário imenso (com perguntas interessantes como: Já praticou sexo com prostituta? Já praticou sexo com pessoas do mesmo sexo? Já foi preso? Já usou drogas como maconha, cocaína, heroína e etc?) fui para uma sala onde se faz um pequeno exame de sangue para verificar se não estou anêmico (pra ver se meu sangue é mesmo do bom).
  3. O exame de sangue antigamente era uma “singela” estiletada no dedo. Hoje eles usam uma espécie de canetinha que espeta o dedo, mas a coisa é tão sutil que sinceramente não senti dor alguma. Exame feito (numa maquininha interessante) e tudo está ok.
  4. Fui para um lugar para fazer um lanche (eles chamam de “Lanche de Pré-Doação”). Dois pedaços de bolo (muito gostosos) acompanhados de um copo de suco. Veio a calhar, estava sem almoço.
  5. Assepcia dos braços e lá vou eu para a sala de doação.
  6. Muitas pessoas sentadas nas cadeiras já doando. Aguardei minha vez (ansioso, né?).
  7. Minha vez: Sentei e comecei a conversar com a senhora que iria colher o sangue. E se ela não pegasse a veia na primeira vez? E se ela tivesse a “mão pesada”?
  8. Para minha surpresa novamente não senti praticamente nada. O garrote (borracha que usam para amarrar o braço para a veia ficar mais visível) incomoda muito mais do que a agulha.
  9. Depois de 10 minutos alguma coisa abaixo da cadeira onde eu estava (e para onde ia a mangueirinha com meu sangue) apitou indicando o fim do processo.
  10. A pessoa que me atendeu ainda encheu alguns tubinhos com meu sangue para análise (afinal de contas não é todo dia que alguém com um sangue tão bom passa por lá).
  11. Ainda me seguraram mais uns 5 minutos para que o buraco aberto pela agulha fechasse e não gerasse um hematoma.
  12. Saindo de lá, um novo lanche. Obviamente este é chamado de “Lanche Pós-Doação” e é mais generoso (rsrs): Um belo sanduíche, outro copo de suco, iogurte e um pedaço de doce. Agora eu entendo o motivo de um amigo dizer que quando ele está no centro da cidade e quer encher a barriga gratuitamente é só doar sangue.
  13. Resumo: Estava agendado para as 13:20. As 14:00 eu estava do lado de fora indo embora meio zonzo.

Tudo isto que estou dizendo é para incentivar a todos fazerem doação de sangue regularmente. Nós homens podemos doar de 3 em 3 meses. Já as mulheres é de 4 em 4 meses. Acho que é devido ao material genético refinado…

Tirando toda brincadeira, o convite é sério: Vamos deixar o comodismo de lado e doemos sangue regularmente. Não tem nenhuma contra-indicação e não causa mal algum. Com certeza seremos orientados caso não possamos fazer a doação. Mas tentar é preciso.

Já deixei meu telefone para entrarem em contato comigo quando for a hora de doar novamente. Vou fazer disto um hábito…
 

O Menestrel

domingo, julho 19th, 2009

 

Menestrel

 

“Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.”

 

Autor: William Shakespeare

Sinceridade

domingo, julho 19th, 2009

 

Bomba

 

Eu posso ser sincero? Esta é a pergunta que inicia um grande dilema… O que realmente a pessoa que faz a pergunta espera como resposta?
– Não! De forma alguma, gostaria que mentisse sempre!
– Neste momento não! Por favor, minta apenas agora.

Esta é a pergunta que é feita quando temos uma crítica ferrenha a algum comportamento e (finalmente) encontramos a deixa para dizer. Aí sentimos a necessidade preparar os ouvidos da nossa “vítima” antes de despejarmos a (nossa) verdade que normalmente seria (e corre o grande risco de ser) ofensiva. Esperamos que ao falar esta frase tenhamos carta branca para dizer o que vier à cabeça e depois se a pessoa reclama que fomos duros, colocamos aquele belo sorriso amarelo no rosto e respondemos: Mas você disse que podia falar!

Muitas vezes nos escondemos atrás da palavra “sinceridade” para termos o direito de ofender e dizer coisas que com certeza não gostaríamos de ouvir. Aí dizemos: Sou sincero! Ou, quando realmente queremos disfarçar a nossa falta de caridade dizemos: Sou autêntico!

Nos especializamos em descobrir e apontar os erros dos outros. Fazemos isto numa maestria muito grande. E é curioso ver que nos encolerizamos quando alguém faz o mesmo conosco. E como é que funciona isto? São dois pesos e duas medidas? Funcionamos na base do “não faça comigo o que faço contigo”?

É muito comum vermos pessoas que simplesmente despejam um caminhão de verdades nos ouvidos alheios. Só que estas verdades estão (na maioria esmagadora das vezes) baseadas unicamente no ponto de vista do autor das verdades. Ou, quando muito, no ponto de vista de umas duas ou três pessoas que nunca pararam para averiguar o que exatamente acontece.

Sabem como eu chamo atitudes iguais a esta? Hipocrisia! É duro dizer isto, mas fazer esta falta de caridade com quem quer que seja e não suportar o mínimo da mesma atitude de volta não tenho outra palavra para traduzir.

Não estou me excluindo deste rol de pessoas nestas condições. Acredito piamente que cometemos sempre os mesmos erros dos quais criticamos nos outros (talvez numa escala diferente ou numa condição diferente, mas o erro é exatamente o mesmo).

Agora a proposta (não podia deixar de ter uma, né?): Antes de criticar qualquer pessoa ou situação procurar responder duas perguntas simples:
1. Tenho a característica que estou criticando?
2. Posso ajudar em alguma coisa?

Não precisa responder isto pra ninguém, apenas para si mesmo. Com isto nem precisa divulgar a resposta e nem parar de criticar. Mas só o fato de pensar a respeito já é um grande passo…

 

O desenho da bomba é para alertar o quanto pode ser explosiva a nossa “sinceridade”

Coragem

quinta-feira, julho 16th, 2009

 

Cão Coragem

 

Nunca cansamos de recomendar isto para os outros. Mas e quando a coisa se vira para nós? Será que temos coragem?

Mas a minha intenção aqui é perguntar diferente: Vale a pena sermos 100% corajosos? Ou: Qual é o limite da coragem?

A minha proposta é sempre encarar a vida com coragem, mas com ressalvas nesta valentia toda.

Sempre divulgo que o medo é limitador, nos poda e nos cerca. Mas até quando isto não é ruim? Encarando o medo absoluto como um extremo e a coragem absoluta como outro, qual é o ponto de equilíbrio?

Analisar os extremos é sempre mais fácil, então vamos lá.

O corajoso (ao extremo) não teme nada. Andar por uma viela mal iluminada e em altas horas da noite é tarefa simples. Correr a 160 Km por hora numa estrada com seu carro é motivo de orgulho. Não fugir de nenhuma briga é sinal de respeito. Encarar bandidos armados é o seu atestado de super herói. Pronto, mostrei aqui algumas das muitas atitudes suicidas que o corajoso tem. É um forte candidato a ser assassinado, é um forte candidado a aumentar as estatísticas de mortes no trânsito devido a imprudência. Mas foi corajoso! E o que a coragem lhe rendeu?

O medroso (ao extremo) teme tudo. É engraçado como a palavra medroso soa como um palavrão… Mas quem se encontra nesta característica tem medo de coisas banais e que não inspiram medo até em crianças. Tudo lhe é motivo de fuga. Encara a si mesmo como o mais fraco oponente em todos os sentidos. Ao surgir um problema prefere fugir do que resolver.

O corajoso tem ação ilimitada e o medroso é exatamente o contrário: É limitado em tudo!

Devemos ter coragem sim, pois algumas soluções em nossa vida requer coragem mesmo. Mas devemos temer o nosso futuro para que estejamos limitados. Reconhecer nossos limites é imprescindível para o nosso bem estar. Tenho coragem para enfrentar meus medos, mas tenho a consciência que sou feito de carne e osso, com isto posso falhar e minha falha por me trazer consequências bem sofridas.

Falando de forma bem clara, objetiva e funesta: O cemitério está lotado de corajosos! E os medrosos lotam as clínicas psiquiátricas e consultórios psicológicos…

Então vale a pena ser medroso? Eu digo que não! Da mesma forma que não vale a pena ser corajoso. A coisa tem de ser dosada visando o equilíbrio. Falando em limites: Não vale a pena ser ilimitado assim como não vale a pena ter todos os limites apertados.

Ser corajoso extremista equivale ser um suicida em potencial. Ser medroso extremista equivale ser paranóico.

Não queremos nenhuma destas definições para nós, certo? Então, enfrentemos os problemas que a vida nos mostra mas tenhamos cuidado no trato com estes problemas (lembrando sempre que nós somos feitos de carne e osso como todo mundo é).

Coragem é boa, mas tem de ter uma boa dose de medo, que é o tempero essencial para que tenhamos uma vida equilibrada.

 

Para quem gosta de desenhos animados e conhece o cachorrinho que coloquei como ilustração sabe que ele encerra a coragem e o medo ao mesmo tempo… Sim! Eu adoro desenhos animados! rsrs

Sofrer ou não sofrer: Eis a questão!

quarta-feira, julho 15th, 2009

 

Sofrer

 

Já pararam para pensar que sofrimento é opção? Mas para chegar a esta conclusão é preciso separar a dor do sofrimento (apesar de ambas andarem quase sempre juntas).

Existem pessoas que sentem dor mas estão alegres apesar de tudo. Ou seja, é possível sentir dor sem sofrer. E existem pessoas que sofrem sem sentir dor alguma. Então uma coisa está desvinculada da outra.

Sofrimento é sempre opcional. É sempre escolha nossa. Escolhemos encarar a dor sofrendo ou não. Escolhemos encarar as mais diversas situações que nos aflige com sofrimento ou não.

Tem um texto que circulou pela internet uns tempos atrás que pregava: Entre ter razão e ser feliz, escolha ser feliz. Ou seja, de que importa termos razão e brigarmos por ela? Somente nos desgastaremos com isto… E, no final das contas, de que adiantou termos razão?

Da mesma forma que o sofrimento é opção a felicidade também é.

Temos o poder de transformar tudo em sofrimento assim como temos o poder de transformar tudo em felicidade. E isto se aplica a qualquer coisa!

É muito difícil fazer isto (qualquer um pode dizer), mas não é impossível. E se não dispusermos ao menos a tentar nunca conseguiremos.

A pergunta que devemos nos fazer sempre é: Até quando vou me permitir sofrer? Ou: Onde é o meu “fundo do poço”?

Cobrança

domingo, julho 12th, 2009

Outro assunto delicado que vou abordar sem medo de ser feliz (ou infeliz).

A regra básica é: Se não quer ser cobrado viva isolado!

Desde que nos propomos a viver em sociedade temos satisfações a dar. Sejam por motivo de obrigação ou por motivo de consideração. Se alguém diz que não quer dar satisfação do que faz ou do que deixa de fazer é porque não observou à sua volta, pois faz isto o tempo todo sem perceber.

Já ouvi pessoas dizerem isto porque querem ser livres mas, diga-se de passagem, todas as pessoas que ouvi dizendo isto são as que mais são aprisionadas de uma forma ou de outra. Elas mesmas se aprisionam dentro da sua vontade de ser livre. Com isto perdem um monte de coisas.

Para não ter que dar satisfação para ninguém é até relativamente fácil:
1. Compre um terreno grande, algo em torno de uns 100.000 metros quadrados
2. Plante muitas árvores neste terreno todo, para que ninguém de fora consiga ver o que tem dentro
3. Construa uma casa (do seu gosto) no centro do terreno
4. Plante o que vai comer
5. Mude-se para lá e só saia de lá morto

Pronto. Com certeza ninguém vai te cobrar nada e você será livre para fazer o que bem quiser dentro da sua casa.

Vale lembrar que se você colocar fogo no seu terreno vai ser cobrado pelo governo e pelos vizinhos… Então, apesar do terreno ser seu e não ter ninguém por perto, meça suas atitudes.

Quer ser mais livre do que isto? É simples também. Compre uma ilha desconhecida. Mude-se para lá… Aí a liberdade é completa. Ninguém para dar satisfações e ninguém para te cobrar nada… Você pode colocar fogo na ilha toda e não vai ter ninguém para te apurrinhar.

Ganhou a liberdade! Mas o que perdeu, em contrapartida? Perdeu o melhor que este mundo pode lhe proporcionar: Experiências. Viver assim não aprenderá nada além do que já conhece. É, na minha opinião, aprisionar-se e adiar problemas para um futuro. Deixa de aprender a respeitar os outros e estimular que te respeitem. Deixa de aprender com os erros dos outros e com os próprios erros.

O relacionamento humano ainda é a melhor escola para nós.

Liberdade

domingo, julho 12th, 2009

Este é um assunto interessante.

Primeiro a definição do dicionário: Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem.

Confesso que fiquei surpreso com esta definição no dicionário.

Agora vem a pergunta fatídica: Alguém é verdadeiramente livre?

Eu, pelo menos, desconheço alguém que seja livre. Todos nós somos prisioneiros de alguma coisa. Falar “alguma coisa” é ser bem bonzinho, porque se alguém é prisioneiro de apenas uma coisa pode-se considerar o ser mais feliz da face da Terra. Somos prisioneiros de muitas coisas. Exemplo (só do que lembro agora):
– Tempo: Somos prisioneiros do tempo. Temos hora para chegar em determinados lugares e hora para sair. Se atrasarmos consequências acontecem e (não raro) sofremos com elas.
– Dinheiro: Uma das coisas que mais aprisionam as pessoas. Sem dinheiro não comemos, não moramos, não vivemos.
– Comida: Se não alimentarmos nosso corpo morre. Mas antes disso iremos dar muito trabalho para nós mesmos e para os outros.

Melhor parar por aqui antes que eu entre pelo campo dos vícios (físicos e psíquicos).

Este artigo é para não nos iludirmos que podemos conquistar uma liberdade absoluta porque ela não virá.

O problema maior é quando as pessoas decidem lutar por esta liberdade que não vai chegar. Nesta luta não há vencedores. A partir do momento em que decidimos que iremos lutar por nossa liberdade vamos lutar contra aquelas pessoas que nos são amigas e que realmente querem o nosso bem, vamos nos indispor com as pessoas que nos sustentam em nossas dificuldades, vamos nos esquecer de nossas obrigações básicas para conosco mesmo e para com aqueles que nos cercam, vamos esquecer de fazer a “manutenção” das amizades que temos, iremos exigir respeito à nossa liberdade mas vamos nos esquecer de respeitar a liberdade dos outros.

Resumindo: Seremos pessoas insuportáveis, até mesmo para quem nos ama.

Liberdade boa é aquela que vem naturalmente sem o nosso esforço e será consequência de nosso bom posicionamento perante a vida e principalmente como resultado do respeito que temos à liberdade dos outros.

Vamos nos libertar das amarras que nós mesmos criamos…

Despedida do SIM

domingo, julho 12th, 2009

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte

Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz

Com esta música da Vanessa da Mata eu me despeço daqui!

Não mais voltarei e espero (de coração) que todos sejam felizes.

Estou entregando os pontos e assumindo minha covarde condição de sair sem pensar nas consequências (direito que me cabe enquanto ser humano falível).

Estou bem, apenas não quero mais… Só isto…

Fiz verdadeiras e sólidas amizades as quais não vou desprezá-las nunca (não vou citar nomes para não correr o risco de esquecer alguém). Quando possível estejam comigo porque de minha parte terão sempre a minha presença.

Esclareço que não sou do tipo que procura apenas quando preciso, procuro para saber se está tudo bem e se precisam de alguma coisa. Ou seja, embora eu não faça isto não condeno quem faça.

Agradeço (e muito) tudo de bom que me foi proporcionado aqui. Agradeço, em especial, a Nena e Sâmia por me estimularem a escrever o que me vem à cabeça (não tem noção do quanto isto me ajudou e me ajuda até hoje).

Nem tudo o que é bom perdura. Foi muito bom enquanto durou, mas agora acabou e (infelizmente) não há nada que eu possa fazer para remediar.

Acredito que Nena e Sâmia continuarão por aqui (não sei por quanto tempo, espero que por muito tempo).

Um grande abraço a todos e um grande e fraterno abraço em Nena e em Sâmia por tudo.

Marcelo