Archive for julho, 2009

Preconceito

sábado, julho 11th, 2009

 

Preconceito

 

Bem, este é um assunto pra lá de polêmico.

Vamos identificar a origem da coisa. A palavra preconceito significa: Idéia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério.

Com base na definição eu posso seguramente dizer que tenho vários preconceitos. Se alguém me pergunta como funciona o motor de um helicóptero eu vou responder com aquilo que eu conheço de motores de uma forma geral tentando associar meus conhecimentos com o motor de um helicóptero, mas sem saber se o que eu disse é realmente verdade. Então, antes de conhecer a verdade, eu tenho uma tese do que pode ser verdade. Esta "tese" pode ser chamada também de preconceito. Ou seja, um conceito formado antes de conhecer totalmente o assunto. Pode ser que mais tarde eu venha a aprender como é o motor de um helicóptero aí eu transformo o preconceito em conceito, ou seja, tenho um conceito formado sobre o que vem a ser o bendito motor de helicóptero.

E assim é com tudo em nossa vida.

Quando alguém diz que Fulano (por não gostar de negros, homossexuais, etc) é preconceituoso quer dizer que está agindo com discriminação. A discriminação é justamente a ação baseada no preconceito. Vou exemplificar: Suponhamos que eu não conheça nenhum homossexual e aí saio dizendo que todo homossexual não é digno de confiança. Estou sendo preconceituoso, porque não conheço nenhum homossexual e já fiz um conceito acerca dele. Até aí não é muito problema, porque contra o preconceito existe conhecimento. Basta conhecer alguns homossexuais para ver que não é por aí que se avalia a idoneidade de alguém. Pronto, preconceito caiu e deu lugar ao conceito. O problema mesmo é eu me recusar a conhecer qualquer homossexual e passar a não confiar neles por causa do preconceito. Aí eu estou usando um conceito sem fundamento para determinar minhas ações.

Usei o exemplo do homossexual que pode muito bem se aplicar a negros, homens, mulheres, loiras, morenas, prostitutas, gordos, magros, etc.

Ter preconceito não é ruim. Faz parte do conhecimento humano. Mas é importantíssimo não nos deixar levar pelo preconceito. Vamos tornar o preconceito apenas uma idéia (vaga idéia) do que poderia ser verdade e aí vamos conferir se o que temos como preconceito é realmente a verdade para que formemos o conceito definitivo. Nada de agir pelo preconceito, pois isto é discriminação e (diga-se de passagem) é crime perante as leis brasileiras.

 

Virar a Página

quinta-feira, julho 9th, 2009

 

Virando a página

 

Assim que deveríamos começar nossos dias: Virando a página!

Problemas de ontem? Foi ontem! Hoje é um novo dia! Tá, eu sei que enquanto os problemas não são devidamente resolvidos temos compromisso com eles. Mas não precisamos de acumular para hoje o sofrimento de ontem.

Amanheceu o dia, acordamos. Vamos começar de novo. Os problemas não resolvidos ainda estão por resolver. Mas demos um tempo para eles e descansamos nosso corpo para termos mais disposição para enfrentá-los.

Então, hoje é uma nova página no livro da nossa vida. Vamos tratar de escrever certo desta vez. Não vamos cometer os mesmos erros de ontem (podemos errar sim, mas vamos cometer erros diferentes). Não vamos esquecer de nosso compromisso conosco mesmos (o de melhorarmos continuamente).

Quando acordamos deparamos com uma página em branco de nossa vida… Prontinha para ser escrita. Nesta página já traz marcas que não queremos (ou as vezes não podemos apagar). São as pessoas de quem gostamos e os problemas ainda por resolver. É como se fosse um apontador do tipo: “Situação X, vide página número 14556”. Aí esta mesma marca (ou apontador) segue nosso livro até num ponto (Ex: Página 15184 com o marcador X, página 15185 sem o marcador X). Ou seja, mais uma página de nossa vida onde deixamos problemas e dissabores para trás (resolvidos ou não).

Quando viramos uma página e começamos a escrever numa em branco o correto seria consultar as páginas anteriores para evitar tropeçar nas mesmas situações de antes, evitando assim maiores complicações em nossa vida.

Rasuras irão acontecer e estas representam a nossa tentativa de acertar, a nossa tentativa de corrigir o que foi mal escrito. Assim como também serve de incentivo para pensarmos melhor antes de escrever. No futuro nossas páginas serão limpinhas, sem rasuras, com letra bonita, cheia de marcadores positivos (para não nos esquecermos daquilo que nos faz bem). Mas enquanto este tempo não vem, vamos escrevendo nossa vida de maneira mais equilibrada possível e convivendo com nossos marcadores negativos (que nos ensinam sempre).

Viremos a página…

 

Desatar ou Arrebentar?

quarta-feira, julho 8th, 2009

 

Desatar / Arrebentar

 

Esta deveria ser a nossa pergunta todos os dias!

Desatar nós significa resolver problemas. Arrebentar a corda é ficar com dois pedaços (no mínimo) da vida e ainda por cima com os problemas lá do mesmo jeito de antes.

Arrebentando significa que nunca mais a nossa vida será como antes. Desatando temos uma chance enorme de darmos a volta por cima.

Sou da opinião de que enquanto há problemas não é o momento para dissenções, rupturas ou qualquer outro tipo de coisa que possa caracterizar uma fuga. Quer ser movimentar de um lugar para outro? Faça enquanto não existem problemas, porque se problemas surgirem resolva-os antes de sair ou de se movimentar.

Não acho interessante guardar compromissos para depois. Todos os nós terão de ser desatados cedo ou tarde. Porém, podemos ter um sofrimento adicional nisto se já tivermos arrebentado a corda que nos unia ao problema.

Resolver os problemas é sempre uma atitude sensata a se tomar diante de todas as circunstâncias.

 

 

Meus Direitos

terça-feira, julho 7th, 2009

 

Justiça

 

Meus direitos custe o que custar! Esta é a frase que muitas pessoas usam como jargão para justificarem seus atos calcados na estupidez…

Bem, estava conversando sobre isto hoje mesmo. As pessoas lutam pelos seus direitos e nesta luta vale tudo, inclusive ofender, brigar, agredir ou qualquer coisa que o valha.

Gosto de exemplos, vamos um deles:
Um amigo contou que brigou com uma pessoa por causa de uma vaga de estacionamento. Quase chamou a polícia para conter a outra pessoa que também estava descontrolada.

Pela história (que não vou contar aqui) este meu amigo estava coberto de razão. Mas resolveu brigar, resolveu exigir seus direitos.

Eu perguntei: E se a outra pessoa saca uma arma e faz alguns disparos em você? Apesar de você ter direitos quem saiu perdendo?

Recebi um silêncio como resposta.

O fato é que temos de contar com a ignorância dos outros. Vale a pena desgastar-se por causa de uma vaga de estacionamento? Quanto vale a nossa saúde (física e mental)? Nas escolhas que temos, podemos escolher a felicidade.

Com certeza eu, na pele deste meu amigo, cederia a vaga para o outro (em meu próprio benefício).

Há uma diferença em recebermos as coisas por direito e exigir nossos direitos. A exigência dos direitos nunca se faz sem estresse, sem brigas e (não raro) sem agressões. A pergunta é: Valeu a pena?

Não digo que temos de aceitar passivamente tudo que nos acontece. Para isto existem advogados e justiça. Mas para os fatos corriqueiros o bom senso é o nosso melhor tribunal. Não dá para ignorar isto pensando em consertar o mundo ou as pessoas.

Houve um outro caso que fiquei sabendo:
Um amigo (que é policial civil) foi fechado no trânsito. Colocou a cabeça para fora do carro e disse algumas palavras (não muito bonitas, suponho) a quem o fechou. Este imediatamente saiu do seu carro (era um brutamontes 4 x 4) e foi até o carro do meu amigo abriu a porta do carro dele para agredí-lo. Este meu amigo pegou sua arma, engatilhou, apontou-a para a cabeça do cidadão e o pôs para correr (depois de humilhá-lo bastante).

Relembrando a coisa toda:
– Causa: Uma fechada no trânsito
– Primeiro erro: Falar besteiras para outra pessoa
– Segundo erro: Tentar agredir as pessoas por motivos tão fúteis
– Terceiro erro: Subestimar as pessoas
– Etc, etc, etc…

Lembro das palavras de um trocador de ônibus:
– O que eu mais gosto é de liberdade! Liberdade para andar onde eu quero com minhas pernas sem a ajuda de ninguém. Liberdade para comer o que eu quero com minhas próprias mãos. Liberdade suficiente que não me prenda a nenhum medicamento…

Temos direitos sim… Mas devemos saber como “exigi-los”!

 

Bagunça

segunda-feira, julho 6th, 2009

 

Bagunça

 

Arrumar a vida é necessário!

Mas é bom lembrar que toda arrumação gera uma bagunça muito grande. Então devemos considerar viver nesta bagunça até que tudo esteja nos seus devidos lugares.

Levando este conceito para a vida como um todo teremos algumas surpresas.

Numa tarefa de reconciliação com alguém, por exemplo, iremos ser alvejados de críticas e até mesmo ofensas. Isto é a bagunça. Para depois expormos nossos pontos de vista. Se fizermos isto com traquilidade sem o sentimento de disputa e relevando tudo o que ouvirmos (ou lermos) de ruim estaremos fazendo a arrumação. Com pouco tempo tá tudo no seu devido lugar e o ambiente fica limpo novamente.

Caso nos percamos nisto e entrarmos na mesma sintonia de nosso interlocutor iremos promover uma bagunça ainda maior. A arrumação ficará adiada.

O tempo arruma tudo. É o que alguns dizem para justificar o orgulho de reconhecer os próprios erros e/ou o comodismo. E eu sou obrigado a concordar (em partes). O tempo arruma sim, mas na verdade o tempo faz com que nos acostumemos com a bagunça. A bagunça fica conhecida, ou seja, para quem vive nela está arrumada. Já ouvi um absurdo neste sentido: Minha bagunça é organizada! Na verdade a pessoa acostumou com a bagunça e sabe exatamente onde tudo está.

Uma outra situação é o tempo para percebermos que a nossa vida está uma verdadeira bagunça e que precisamos arrumar… Assim que percebermos que alguma coisa está bagunçada o ideal é traçar planos para que a bagunça seja arrumada e (principalmente) seguir estes planos.

Boa arrumação para todos!

 

Geshi

segunda-feira, julho 6th, 2009


 .classe {
  margin: 0px;
  font-color: #0000ff;
 }
 ...

Magic Tabs

segunda-feira, julho 6th, 2009

{magictabs}

Primeira Aba::Isto é um teste que irá aparecer na primeira aba

Será que pula de linha?
Terceira linha!

 

  echo "Funciona com GeShi?";

?>

||||

Segunda Aba::Segunda aba do teste do MagicTabs…
Vamos ver se funciona!

{/magictabs}

 

Doação de Sangue

domingo, julho 5th, 2009

 

Há alguns dias uma pessoa me pediu para fazer uma doação de sangue para a filha de um outro amigo que passou por algumas cirurgias.

Como já havia doado outras vezes é óbvio que me prontifiquei. Processo é rápido e não me custa nada…

Fiquei surpreendido com várias coisas:

   1. Agendei o horário para fazer a doação. Cheguei uns 15 minutos adiantado. Me chamaram pontualmente no horário combinado.
   2. Após uma consulta médica e responder a um questionário imenso (com perguntas interessantes como: Já praticou sexo com prostituta? Já praticou sexo com pessoas do mesmo sexo? Já foi preso? Já usou drogas como maconha, cocaína, heroína e etc?) fui para uma sala onde se faz um pequeno exame de sangue para verificar se não estou anêmico (pra ver se meu sangue é mesmo do bom).
   3. O exame de sangue antigamente era uma “singela” estiletada no dedo. Hoje eles usam uma espécie de canetinha que espeta o dedo, mas a coisa é tão sutil que sinceramente não senti dor alguma. Exame feito (numa maquininha interessante) e tudo está ok.
   4. Fui para um lugar para fazer um lanche (eles chamam de “Lanche de Pré-Doação”). Dois pedaços de bolo (muito gostosos) acompanhados de um copo de suco. Veio a calhar, estava sem almoço.
   5. Assepcia dos braços e lá vou eu para a sala de doação.
   6. Muitas pessoas sentadas nas cadeiras já doando. Aguardei minha vez (ansioso, né?).
   7. Minha vez: Sentei e comecei a conversar com a senhora que iria colher o sangue. E se ela não pegasse a veia na primeira vez? E se ela tivesse a “mão pesada”?
   8. Para minha surpresa novamente não senti praticamente nada. O garrote (borracha que usam para amarrar o braço para a veia ficar mais visível) incomoda muito mais do que a agulha.
   9. Depois de 10 minutos alguma coisa abaixo da cadeira onde eu estava (e para onde ia a mangueirinha com meu sangue) apitou indicando o fim do processo.
  10. A pessoa que me atendeu ainda encheu alguns tubinhos com meu sangue para análise (afinal de contas não é todo dia que alguém com um sangue tão bom passa por lá).
  11. Ainda me seguraram mais uns 5 minutos para que o buraco aberto pela agulha fechasse e não gerasse um hematoma.
  12. Saindo de lá, um novo lanche. Obviamente este é chamado de “Lanche Pós-Doação” e é mais generoso (rsrs): Um belo sanduíche, outro copo de suco, iogurte e um pedaço de doce. Agora eu entendo o motivo de um amigo dizer que quando ele está no centro da cidade e quer encher a barriga gratuitamente é só doar sangue.
  13. Resumo: Estava agendado para as 13:20. As 14:00 eu estava do lado de fora indo embora meio zonzo.

Tudo isto que estou dizendo é para incentivar a todos fazerem doação de sangue regularmente. Nós homens podemos doar de 3 em 3 meses. Já as mulheres é de 4 em 4 meses. Acho que é devido ao material genético refinado…

Tirando toda brincadeira, o convite é sério: Vamos deixar o comodismo de lado e doemos sangue regularmente. Não tem nenhuma contra-indicação e não causa mal algum. Com certeza seremos orientados caso não possamos fazer a doação. Mas tentar é preciso.

Já deixei meu telefone para entrarem em contato comigo quando for a hora de doar novamente. Vou fazer disto um hábito…
 

Carcereiro Padrão

domingo, julho 5th, 2009

 

Um tempo atrás conheci uma pessoa que trabalha como carcereiro numa penitenciária próxima de Belo Horizonte.

Uma pessoa muito tranquila, com fala pausada, pensamentos calmos, etc.

Perguntei a ele sobre o seu trabalho (que imagino ser uma fonte inesgotável de estresse). E ele me contou alguma coisa.

Bem, ele é evangélico e com isto se dispõe a conversar com os presidiários ouvindo e aconselhando segundo o que ele conhece de Cristianismo. Distribui folhetos evangélicos e Bíblias para os presidiários.

Até aí nada de anormal numa conduta de um evangélico. Mas ele foi adentrando o assunto para o trabalho de carcereiro e me disse:
Sou contra a violência contra os presidiários. Quando entrei para este trabalho me ensinaram todos os procedimentos que eu deveria ter nas mais diversas situações e em nenhuma delas está escrito que tenho de agredir (mesmo que verbalmente) os presidiários.

Quando vejo algum colega batendo em alguém algemado logo peço para não fazer isto e que se realmente quer bater nele que pelo menos tire as algemas para que ele tenha como se defender.

Estou ali para fazer o meu trabalho e sou pago para cumprir o manual de procedimentos (nada além dele) e o presidiário está ali porque a justiça assim determinou, mas não há nada na sentença dele que inclua ser espancado (ou desrespeitado).

Tratar os outros com respeito é o mínimo que temos de fazer.

E se fosse meu filho que estivesse preso? Como eu gostaria que ele fosse tratado? Esta é a pergunta que me faz tratar os presidiários como seres humanos que são (por pior que seja o crime que ele tenha praticado).

Sem dúvida um exemplo a ser seguido!
 

Quanto custa?

domingo, julho 5th, 2009

Dolares

Já se perguntaram quanto custam as coisas simples da vida? Vamos supor que pudéssemos por preço em tudo.

Vamos lá… Quanto custa a sua felicidade? Talvez o mesmo preço da sua paz que, por sua vez, deve ser mais caro do que sua raiva que é mais barata que a sensação de prazer.

Quanto custa uma amizade? Acho que bem mais caro que chute no traseiro que é mais barato que um carinho que pode ter o mesmo valor que um sorriso.

Quanto custa o prazer de ter feito alguma coisa boa para alguém? Com toda certeza infinitamente mais caro do que a sensação de ter feito alguma coisa ruim que é mais barato que um gesto simples de demonstração de consideração.

E aí? Como anda a sua cotação de hoje?