Archive for agosto, 2009

Proteção

quinta-feira, agosto 13th, 2009

 

Proteção

 

Vamos nos proteger? Mas… (aí vem a grande pergunta) Proteger de que???

O que aconteceria se colocássemos uma criança, assim que nasce, numa bolha que fosse capaz de isolá-lo de tudo quanto é doença? A resposta é simples: Assinaria sua sentença de morte quando ele resolvesse passear fora da bolha. O motivo é simples: Não tem resistência a nenhuma doença, nenhuma bactéria, nenhum vírus.

Perceberam a analogia com a proteção que queremos para nós mesmos?

O que aconteceria se não passássemos por nenhuma dificuldade? Ou se construíssemos uma proteção eficaz que nos mantivesse livres de quebrar a cara?

O que defendo aqui é o direito de quebrarmos a cara sim! É o nosso direito de errar e sofrer as consequências de nosso erro. Ninguém (em sã consciência) quer sofrer, mas daí a nos proteger contra tudo e contra todos para não sofrermos já é um pouco demais.

A melhor forma de não sofrermos é justamente não evitar qualquer sofrimento. Eu sei que pareço maluco dizendo isto, mas vamos raciocinar. Qual é o custo de evitar um sofrimento? Se este custo for o mesmo do sofrimento que tentamos evitar estamos (literalmente) saindo no prejuízo. O esforço que fazemos para evitar sofrer não deve ser causador de outros sofrimentos.

Curiosamente trafegamos na contramão quando tentamos evitar sofrimento. É comum ver pessoas que se antecipam ao sofrimento que não sofreram e já tomam atitudes como se já houvessem sofrido. Dá pra entender isto???

O sofrimento nos machuca. Cria feridas que viram cicatrizes mais tarde. Tudo isto nos ensina um caminho seguro para trilhar pela vida. Ao sofrermos aprendemos a não errar mais. Isto não significa que não iremos errar novamente. Machucar por cima de uma velha cicatriz. Mas será com menos intensidade e não irá doer tanto quanto da primeira vez.

É isto que eu tento fazer. Aprender com tudo aquilo que me faz sofrer (depois que o sofrimento passa, obviamente). O que me fez sofrer fica mapeado. Como um mapa num campo minado. Sei que onde não posso pisar e sei que se pisar quais podem ser as consequências. Mas SE EU DECIDIR PISAR NOVAMENTE não posso sofrer antecipadamente. Deixemos as coisas acontecer e administremos os acontecimentos sem nos reportar ao passado para decidir ou medir nossas ações futuras.

O fato é que evitar sofrimento eu estou evitando aprender a viver. Não é que devemos ser masoquistas e buscar o sofrimento. O sentimento é bem outro. Devemos, ao invés de sermos masoquistas, valentes e abrir o peito para recebermos o sofrimento. Quando fazemos isto iremos ter a grata surpresa de ver que não sofremos tanto quanto esperávamos.

Avaliem pra ver. Avaliem o que aprenderam após cada sofrimento e imaginem-se sem estes sofrimentos o que deixaria de ser aprendido.

Uma pessoa uma vez me perguntou: Qual o fato ruim da sua vida que você gostaria de retirar da sua memória agora? Eu respondi: Nenhum! A junção dos fatos bons e ruins em minha vida me faz o que sou hoje.

Foi aí que comecei a pensar nos sofrimentos de forma, digamos, mais equilibrada.

Vamos sofrer sim! E vamos parar de sofrer com as proteções que arranjamos.

Uma pergunta que não quer calar: Quem irá nos proteger do sofrimento que as nossas proteções geram???
 

A Pior Notícia

terça-feira, agosto 11th, 2009

 

Tristeza

 

Por que nós ainda nos assustamos tanto com a morte?

Não é a única certeza que temos na vida? Então a surpresa deveria ficar apenas no “onde”, “quando” e “como”. Mas temos a estranha mania de achar que pessoas queridas são imortais. Na verdade são, mas não no sentido material (ou físico).

Vemos todo mundo deixando a vida (tal qual entendemos como vida) e nunca nos acostumamos com isto. O pior é que fazemos mais do que não nos acostumar: Acreditamos (piamente) que nunca vai acontecer com as pessoas que gostamos.

É sempre muito triste ver o sofrimento dos outros e não podermos fazer absolutamente nada para remediar ou estancar a ferida aberta pela separação.

Sempre fico com o coração apertado por me sentir impotente mediante situações como esta. Quando o desespero passa eu até tento fazer o possível para minimizar o sofrimento. Algo como fazer com que as pessoas olhem o mesmo fato com outros olhos (com outro ponto de vista) mas nem sempre as pessoas querem fazer isto. Sim, muita gente gosta de sofrer mesmo e cultivam o motivo do sofrimento a todo custo. E quem sou eu para julgá-los? Meu papel é bem outro. Como amigo eu tenho de consolar, de mostrar positividade apesar dos pesares.

O fato é que pessoas ligadas (de alguma forma) a alguma religião conseguem lidar melhor com tudo isto.

Não gosto de indicar uma religião específica para quem quer que seja, mas faço questão de frisar a importância de se ter uma religião. Buscar ajuda em quem já passou pela mesma situação e em quem está de fora para que possa, com o equilíbrio necessário, apresentar “a outra face” dos acontecimentos.

Este post é dedicado ao pai do meu amigo Lúcio Novaes (Antônio Novaes).
 

Marcelo Torres

segunda-feira, agosto 10th, 2009

 

Marcelo Torres

 
 

Depois de falar sobre um monte de coisas, achei que já era hora de falar de mim. Mas, ao mesmo tempo, não posso colocar isto como um post comum, pois se assim fizer ele será deslocado para o final quando vierem os outros.

Como tenho recebido pedidos para dizer algo sobre mim, aqui vai.

Começando do começo. Sou o Marcelo. Eu sou o cara (da foto)… Tenho 44 anos, moro em Belo Horizonte (MG).

Ganho a vida com análise e desenvolvimento de sistemas. Algumas pessoas me disseram que sou bom no que faço (e eu acreditei nelas).

Sou espírita desde 1988, ou seja, há bastante tempo. Tempo suficiente para saber o que quero e ter certeza disto. Poupe o seu (e o meu) tempo tentando me convencer do contrário.

Sou do tipo de pessoa que tem uma frase filosófica pra tudo (ou quase tudo). Já vivi muita coisa e as vezes me surpreendo com minha memória de longo prazo lembrando de coisas que a maioria das pessoas já esqueceu. Porém (nem tudo é perfeito) minha memória recente é péssima. Costumo esquecer com extrema facilidade algumas coisas recentes.

Tenho muita facilidade com números. Guardo números com muita facilidade e a matemática me encanta.

Uma outra área que muito me chama atenção é a psicologia. Tenho relativa facilidade de perceber reações alheias, muito embora eu guarde estas informações apenas para mim mesmo.

Me considero uma pessoa normal (JURO!). Sabem aquelas estatísticas que aparecem na televisão? Aquelas que dizem 80% da população age assim… Tenham certeza que eu estou no meio destes 80%.

Sou bem humorado. Não me irrito com facilidade e tenho sempre uma piadinha para tudo quanto é situação. As vezes reconheço que brinco com coisa séria, mas é que a vontade de soltar a piada é mais forte do que o meu autocontrole. Já fui chamado atenção diversas vezes por causa disto.

Tenho uma facilidade grande para fazer amizades, muito embora eu possa contar nos dedos (de uma só mão) os meus amigos em quem eu realmente confio. Mas não impeço ninguém de entrar no meu círculo de amizades.

Meu trunfo (ou carta debaixo da manga) é o sentimento. Quando tudo está caindo por causa da razão eu sempre mostro que além da razão existe sentimento e isto acaba por explicar muita coisa bem como resolver muita coisa.

Descobri que gosto de escrever sobre muita coisa e isto tem me feito bem.

Tenho MSN mas raramente uso. Normalmente fica todo mundo bloqueado e uma ou duas pessoas desbloqueadas. Se deixar todo mundo desbloqueado e eu ficar visível no MSN não vou conseguir trabalhar direito. Podem me adicionar, se quiserem. Mas saibam que raramente irão me ver online.

Estou muito mais presente via e-mail. Normalmente respondo rápido quando a resposta não exigir muito.

Gosto de regras e não gosto de exceções às regras. Portanto, sou um perfeito cumpridor de regras.

Acredito no esforço humano. Acredito que todos somos capazes de fazer qualquer coisa. Só acho que temos de avaliar o tempo em que vamos conseguir algum sucesso antes que a nossa vida (literalmente) desmorone. Daí a necessidade de buscarmos ajuda para alguns problemas…

Sou extrovertido. Quase nada me deixa envergonhado. Esta característica já me tirou de diversas enrascadas.

Me sinto muito mal quando percebo que magoei ou prejudiquei alguém. Simplesmente detesto quando isto acontece! Mas sempre acontece e sempre vai acontacer pois (tal qual o resto do mundo) não sou perfeito. Mas tenho a consciência no lugar a ponto de reconhecer meu erro e pedir desculpas.

Não acho que eu seja uma pessoa de difícil convivência. Sou receptivo a tudo e raramente falo algo que seja ofensivo a quem quer que seja (só quando a coisa sai no susto e/ou sem pensar).

 
Este blog retrata muito do que eu sou nos mais diversos post que coloco aqui. Sinta-se a vontade para comentar qualquer post e dar a sua nota, mesmo que seja ruim, naquilo que escrevo (as avaliações são anônimas, eu não sei quem deu as notas e nem quais foram). Os comentários requerem minha aprovação e eu só não aprovo se contiver algum material ofensivo ou spam (arghhh).
 
 
É isso… Este sou eu!

Abraços,
Marcelo

Custo x Benefício (ou Malefício)

segunda-feira, agosto 10th, 2009

 

Custo x Benefício

 

Tem uma frase que aprendi na minha infância e, desde então, vinha querendo achar algum fato que provasse que a mesma não tem sentido.

A frase é: Neste mundo nada é de graça! Tudo tem um preço!

Juro que passei anos a fio com esta frase na cabeça tentando encontrar algo que fosse contrário a isto. Mas, sinceramente, não conegui encontrar. Quando eu achei que estava no caminho certo, via que este caminho não era lá muito correto. E voltava ao ponto inicial.

Aposto que você (que lê isto agora) já deve ter tentado encontrar algo que não custe nada (ou até já deve ter alguma coisa que está convicto de que é gratuito). Acreditem, eu já tentei de tudo!

Quanto mais eu amplio meus conhecimentos mais certeza tenho de que esta frase é uma certeza.

Bem, não estou aqui para citar coisas que são pagas, já que acredito que todas são. Mas vou me ater ao preço que pagamos às coisas e analisar se vale a pena pagar.

Apenas para quantificar, quanto vale a sua paz? A minha vale o meu peso em diamantes (e olhe que não sou muito leve, rsrsrs)! Então procuro levar isto em consideração na hora de decidir alguma coisa.

Um amigo tem aquele velho costume de querer levar vantagem em tudo. O que ele ganha com isto? Dinheiro. Admiração por parte das pessoas próximas (pela sua inteligência e rapidez de raciocínio). Quanto ele paga por isto? Paz. Tem sempre alguém querendo ser mais esperto que ele. Tem sempre alguém querendo levar vantagem com tudo o que ele faz. Ele tem sempre de ficar atento a tudo e em todos. Definitivamente isto não é nada agradável.

Uma amiga me disse, certa vez, que estava com vontade de fazer uma tatuagem no braço. Era em homenagem ao pai. Vou deixar claro que não tenho absolutamente nada contra tatuagens. Eu disse a ela: Seu pai realmente precisa desta homenagem? E ela me respondeu que não, mas que faria uma homenagem a ele. Eu disse a ela: Faça uma homenagem diferente para seu pai. Seja FILHA dele. Não se importe se ele não se comporta como pai, mas seja filha. Isto é uma homenagem e tanto!!! Mais tarde descobri que ela tinha sérios problemas de relacionamento com o pai. Mas o fato é que ela ia fazer uma tatuagem para “tapar buraco” da consciência, pois sabia que falhava enquanto filha (eu não sabia de nada disso antes de falar com ela, talvez se soubesse não falaria). Mas qual o benefício que ela estava procurando? Ter paz de consciência. Qual o custo direto? Algum dinheiro para fazer a tatuagem e alguma dor. Qual o custo indireto? Não teve a paz que almejou. Continuou “atormentada” internamente. Não vou me espantar se daqui um tempo ela quiser fazer outra tatuagem em homenagem ao pai, novamente.

Ah, e tem outro que é meio maluco… rsrsrs… (engraçado que são poucas pessoas “normais” que se relacionam comigo, será que eu não sou normal??? rsrs). Recentemente ele me disse que fez a sua inscrição para participar da próxima edição do Big Brother Brasil. Preencheu um questionário, assinou algumas coisas e mandou um vídeo (meio bobo) para lá. Eu disse a ele que estou na torcida contra. Estou torcendo para que ele não seja chamado. Parece estranho, né? Mas torço contra isto porque acho ele muito gente boa. Vai para lá, vai expor a sua intimidade, vai ser testado nos seus limites, vai mostrar o seu lado ruim (porque todos nós temos) e todos irão ver nitidamente os seus defeitos (que é o que nós todos nos preocupamos em ver nos outros). Ele pode ganhar um monte de coisas. Vai que ele ganha o primeiro prêmio? É uma boa grana. Então vou supor que ele será o grande vitorioso. Qual o custo disto? Perda do emprego (de cara) e dar vazão a uma de suas principais características: A Fuga! Vai fugir de onde ele tem mais compromisso que é o seu próprio lar (e onde ele também tem dificuldades). Tudo bem, ele me deu um tapa na cabeça por pensar assim, mas é o meu pensamento… rsrs.

Tudo nesta vida nos custa alguma coisa. Temos de avaliar o quanto nos será cobrado e se temos disposição de pagar.

O que eu mais vejo são dívidas indo para protesto na vida. A vida sempre cobra e é implacável no seu processo de cobrança. Não segue a lei humana (que mais protege o devedor), mas faz com que a dívida seja cobrada de todas as formas.

O ideal é checar a nossa “carteira” para ver se temos recursos suficientes para pagar o preço que será cobrado, pois não se volta no tempo. Não se recupera um amor perdido. Não há como desmanchar cicatrizes. E tudo isto podemos chamar de custo de nossas ações (muitas vezes) impensadas.

Por que eu???

domingo, agosto 9th, 2009

 

Por que eu?

 

Esta é uma das perguntas que as pessoas se fazem sem saber a verdadeira causa dos males que lhes acontecem.

Ao longo de um tempo tenho colhido algumas reclamações que eu vejo que têm a sua origem nos próprios reclamantes. Vou dar alguns exemplos que me lembro agora:

Reclamação: Falta de dinheiro.
Atitude: Nunca ajudam ninguém. Nunca participam de nenhuma campanha humanitária. Nunca enfiam a mão no bolso para ajudar. Sempre crucificam as pessoas que lhe devem a menor quantia.

Reclamação: Falta de atenção.
Atitude: Cara fechada. Se fecham no seu mundo e ignoram todos ao seu redor.

Reclamação: Solidão.
Atitude: Ignoram as pessoas. Deixam as pessoas junto com seus problemas. Assumem uma posição de superioridade isolada.

Reclamação: Falta de amigos.
Atitude: Não fazem a mínima questão de cultivar os amigos que tem, desprezando-os. Colocam os amigos numa prateleira para usar quando precisarem, apenas isto.

Reclamação: Incompreensão.
Atitude: São totalmente intransigentes para com os outros e com os seus problemas.

Reclamação: Vítima de inveja.
Atitude: Fazem questão de ostentar valores perecíveis.

Reclamação: Vazio interior.
Atitude: Valorizam coisas (e situações) fúteis. Nunca buscam a lição que a vida nos dá em tudo o que acontecem. São as eternas vítimas.

A maioria destas informações eu obtive num trabalho de Atendimento Fraterno (com a devida ajuda de uma intuição muito forte sobre a vida da pessoa).

Se eu forçar a mente vou me lembrar de muito mais coisas, mas todas estas situações (embora diferentes entre si) possuem uma coisa em comum: Sofremos o que fazemos aos outros.

Conversava com uma grande amiga sobre algo parecido um tempo atrás e “coincidentemente” o Orkut soltou duas frases (daquelas “Sorte do Dia”) que são bem condizentes com isto:
– Devemos ser a mudança que queremos ver
– A melhor maneira de se encontrar é se perder em benefício de outros

Nem vou me preocupar em comentar as frases pois elas falam por si.

Vale a pena revermos nossos posicionamentos para certificarmos que estamos reclamando de algo que fazemos por onde sofrer, ou seja, sempre sofremos por algo que procuramos (inconscientemente, na maioria das vezes).

Mudar é sempre preciso.

Quanto tempo dispomos para mudar? Resposta simples: Eternidade! Mas a pergunta certa seria: O quanto estamos dispostos a sofrer para nos convencer que devemos mudar? Ou então: Onde é o meu “fundo do poço”?

Não quero pagar pra saber a resposta das duas últimas perguntas… Movimentando a partir de agora!

 

Observador

domingo, agosto 9th, 2009

 

Observador

 

Eu sou um eterno observador das pessoas.

Infelizmente nem sempre posso divulgar minhas observações (sob pena de ser extremamente mal interpretado). Mas as observações existem. Não gosto de fofoca, por isto guardo minhas observações para mim mesmo. Quando resolvo divulgar faço isto diretamente com a pessoa e nunca com outra.

Mas é interessante relacionar as coisas que já observei para que sirva de alerta a alguns. Todos os nomes aqui são fictícios, portanto, não se preocupem.

Conheci a Alessandra. Uma pessoa com altas qualidades. Bem, seu olhar é de uma pessoa desconfiada. Do tipo que mantém uma distância segura de todo mundo, como se qualquer um pudesse fazer algum mal a ela a qualquer momento. É o olhar repreensivo que se tivesse som ouviríamos: “CUIDADO COMIGO!”. Ela se diz forte. Sua voz é baixa, firme e contínua (não é entre-cortada) o que demonstra firmeza de vontade (sabe o que quer). Sempre demonstra que é forte e eu aprendi (com a experiência) que “cachorro que ladra não morde” e foi dito e feito. A sua força está mais em fazer as pessoas acreditarem que é forte. Diversas vezes eu a vi caída nas suas fraquezas. Disse a ela algumas coisas e ela negou tudo o que eu disse veementemente e eu, como sempre, me calei e disse: Deixa que a vida vai te mostrar o que eu não consegui fazer. Tá certo, fui ousado, mas… Num belo dia, em que muita coisa aconteceu e ela se reconheceu fraca diante de uma série de coisas me procurou e disse que eu tinha razão no que falei. A parte boa é que ela modificou-se um pouco (mas não tanto).

Uma outra pessoa interessante para analisar é a Beatriz. Bia é uma pessoa sorridente. Tem uma resposta pra tudo. Muito bem humorada. Sorriso é seu sobrenome! Tem grandes qualidades também. Uma qualidade interessante é a de preocupar-se em não ferir os outros. Bem, eu disse a ela que ninguém a conhece por inteiro. Ela se esconde muito bem e não permite que ninguém a conheça. Talvez por causa de más experiências no passado (não sei dizer exatamente). O fato é que ninguém tem acesso a ela. Aí começam os problemas. Extremamente volúvel (perante os outros, pois ninguém a conhece). Com isto sofre os mais errôneos julgamentos. Lutadora, batalhadora e muito esforçada. Determinada e sempre conclui aquilo que começa. Não pensa muito para tomar uma decisão, mas quando toma tem o lema de não voltar atrás (orgulho? medo? não sei…). Onde está a raiz do problema da Bia? Dentro dela mesma. Ela se julga inferior a um monte de gente. Aí se protege tentando ser melhor. Só que não tem parâmetro daí nunca será melhor (na visão dela), pois sempre terá de ser melhor. Seus esforços resumem-se nisto.

Outra pessoa legal é a Carla. É do tipo: Mulher Maravilha. Totalmente independente. Extremamente esforçada em tudo o que faz (por isto tudo o que faz dá certo). Lida muito bem com sentimentos, embora já tenha sofrido muito com eles. Não tem medo de desafios e olhe que já enfrentou alguns que eu tremeria para enfrentá-los. Determinada em tudo o que faz e muito bem focada. Quando está concentrada o mundo pode cair a sua volta que ela nem pisca. Onde a Carla pode melhorar? Ela tem um grande problema sentimental onde ela perdeu as referências materna e paterna na formação de sua personalidade (não vou contar aqui o que houve para não que ninguém reconheça quem é a Carla). Identificou claramente muitos erros no pai, por isto acentuou seu lado racional e abafou o lado sentimental por acreditar que é fraco. Desde cedo se considera sozinha no mundo, por isto tem de ser mais forte que tudo e todos. Seu coração está aprisionado numa cela minúscula sem janelas e contato com o mundo externo. Ela acredita que assim é melhor, pois não sofrerá. Só que os esforços que ela emprega para se manter fora de perigo identificam um caminho seguro e certo para quem quer atingir seu coração (disse isto a ela, mas não acreditou… então disse a ela o que um homem precisa ter para conquistá-la e não foi capaz de negar… rsrsrs). O que ela precisa mudar para evitar maiores sofrimentos? Não se proteger! Quem se protege são as pessoas que precisam de proteção. Então ela quer se mostrar de uma forma que não é. A melhor forma de não sofrer é (curiosamente) sofrendo pois isto lhe trará experiências que ela evita (mas não poderá fazer isto a vida toda). Ao mesmo tempo que estes sofrimentos gerados pelo sentimento nos fazem mais sentimentais e nos melhoram como seres humanos. Mas ela não acreditou em nada do que eu disse e continua se protegendo… Até quando? rs

Não vou colocar mais casos aqui. O meu objetivo é mostrar que o nosso corpo demonstra exatamente o que somos por dentro. O que eu observo?
– Olhos (e olhar)
– Voz
– Expressões faciais
– Mãos
– Postura

Tudo isto é material mais do que suficiente para obter informações sobre qualidades, defeitos e dificuldades que a pessoa tem. Aliado a tudo isto tem o comportamento (que eu observo muito). Comportamento mediante a um monte de coisa. E tudo isto são informações precisas de como a pessoa é por dentro.

Vale a pena estudar isto dentro de nós e ver onde podemos nos modificar internamente para sermos pessoas melhores.
 

Poema do Perdão

sexta-feira, agosto 7th, 2009
Perdão

Um dia eu magoei
Magoei a quem amo
Magoei por não ser perfeito
Magoei sem saber ou pensar no que estava fazendo.

Um dia eu fui magoado
Magoado pela minha imperfeição
Magoado por minha suscetibilidade
Magoado no meu orgulho.

O amor sempre vence
Vence tudo o que nos aflige
Vence todos que se prejudicam
Vence a mim.

Mais uma vez eu peço perdão
Perdão a quem amo
Perdão com o mais profundo sentimento
Perdão pela mágoa provocada.

Um dia eu magoei
Um dia eu fui magoado
O amor sempre vence
Mais uma vez eu peço perdão.

(Autor: Felipe Mollati)

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Tempo

sexta-feira, agosto 7th, 2009
Tempo

Assisti um filme que o protagonista vivia cantando um pedacinho de uma música (que não conheço) que dizia assim: “O tempo, está do meu lado”.

Não sei porque mas este pedacinho ficou na minha cabeça desde então (e a música nem era bonita).

Neste tempo todo tenho pensado nisto. Nesta frase específica: “O tempo está do meu lado”. Até onde isto seria verdade em minha vida?

Para a minha surpresa eu descobri que isto retrata uma grande verdade para mim. O tempo realmente está do meu lado. Digo isto porque eu sempre tive tempo para me preparar para as minhas principais decisões, sempre tive tempo para me recuperar das minhas decepções, sempre tive tempo para tudo nesta vida. E quando eu acho que não tenho mais tempo, eis que surge um fato novo que me mostra o contrário.

Obviamente que mais uma vez estou viajando positivamente na maionese. Mas podem observar. É muito raro (eu não me lembro) um fato acontecer repentinamente e não identificarmos nenhum “aviso” anterior ao mesmo. Por maior que seja a nossa surpresa, depois que passa a fase inicial ou depois que nos conformamos com o fato identificamos diversos sinais que, de alguma forma, nos prepararam para o desfecho.

Ficar procurando a todo custo tais sinais a medida que acontecem vira paranóia. E quem fica assim é classificado como esquizofrênico (literalmente deixa o mundo real e vive no mundo das possibilidades onde nada é certo). Mas é importante identificar que fomos preparados para os acontecimentos (principalmente os ruins) pois isto nos dá a pálida e gostosa sensação que “alguém” olha por nós.

É no mínimo curioso pois esta preparação as vezes se dá com mudanças (ou sugestões de mudanças) comportamentais. Aí quando acontece o fato desagradável dizemos: Eu bem que tive vontade de me modificar mas ignorei a vontade e continuei do mesmo jeito.

Esta “vontade” súbita de fazer alguma coisa (positiva) eu chamo de intuição e normalmente não as desprezo. Mais tarde eu vejo poque foi interessante não ter desprezado!

Todo este preparo e (digamos) cuidado serve para que não nos demoremos tanto nas zonas de desequilíbrio.

Sabendo disto podemos “manipular” o tempo. Ou seja, podemos manipular o tempo em que estivermos desequilibrados da forma como quisermos.

Por mais que soframos nunca estamos sozinhos. Por mais que nos sintamos solitários, sempre teremos amigos. Por menos amigos que tenhamos, sempre existe aquela pessoa (que seja uma só) em quem depositamos mais confiança.

O importante é saber que não estamos sozinhos e, principalmente, que teremos todo o tempo do mundo para melhorarmos!

Lembrem-se: O tempo está do nosso lado!

Erros

quarta-feira, agosto 5th, 2009

 

Erros

 

Quem nunca cometeu algum erro que atire a primeira pedra em quem comete! É um plágio de uma passagem bíblica que tem muito fundamento.

Mas, venhamos e convenhamos, jogar pedra é sempre muito fácil. Há quem sinta prazer nisto (o que não é o meu caso).

Não sou a favor do erro (claro que não), mas já que os cometemos então que tal tirar algum proveito dele? Vamos analisar o erro de forma positiva?

Uma pessoa a quem muito considero tem um texto de autoria do escritor Paulo Coelho que retrata bem a utilidade do erro:
“Todo Guerreiro de Luz já ficou com medo de entrar em combate… Todo Guerreiro de Luz já traiu e mentiu no passado… Todo Guerreiro de Luz já trilhou um caminho que não era dele… Todo Guerreiro de Luz já sofreu por coisas sem importância… Todo Guerreiro de Luz já achou que não era um Guerreiro de Luz… Todo Guerreiro de Luz já falhou em suas obrigações espirituais… Todo Guerreiro de Luz já feriu alguém que amava…  Por isso é um Guerreiro de Luz… porque já passou por tudo isso e não perdeu a esperança de ser melhor do que era.”

Este texto sintetiza a utilidade do erro e o que precisamos de fazer.

Uns dois anos atrás reencontrei uma amiga que a quase dez anos não via. Na conversa que tivemos eu disse a ela que não tinha problemas em admitir meus erros. E ela, brincando, me disse: “O problema é que você não erra, né?” O tom foi de brincadeira, tudo foi brincando mesmo. Mas fiquei com aquilo na cabeça porque retratava uma verdade. Para me fazer admitir que estava errado quase que o mundo precisava girar ao contrário. Ou seja, por mais que divulgasse que admitia meus erros fazia exatamente o contrário, pois arranjava mil artifícios para provar que não estava errado (ou que estava menos errado). Bem, eu acho que mudei em alguma coisa…

O fato é que não iremos deixar de errar e que a cada erro cometido é um ensinamento a mais que temos. Sabemos onde não devemos pisar.

O que não devemos fazer é criar um trauma a cada erro cometido. Devemos nos permitir errar porque o erro sempre vai nos trazer algum benefício (SEMPRE). Se adotarmos uma postura de que não temos o direito de errar fatalmente iremos cultivar uma frustração e uma depressão, porque os erros irão acontecer independente da nossa vontade e quando acontecerem nos sentiremos fracassados por não conseguir impedi-los. Então vamos nos permitir errar sim.

Cada erro cometido pode nos derrubar, pois junto com ele vem uma série de sofrimentos. Mas guarde a lição que o erro trouxe, ela será muito útil em nossa vida.

Vale, ainda, a lição de William Shakespeare:
“O maior erro que você pode cometer é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum.”

 

Mágoas

quarta-feira, agosto 5th, 2009

 

Mágoa

 

Não vivemos sem elas e não vivemos sem produzi-las nos outros.

Nunca me detive para analisar a mágoa, embora tenha sentido inúmeras vezes. Assim como também nunca me preocupei em lembrar as mágoas que gerei nas pessoas.

Fui ao dicionário para me ajudar a decifrar isto. A definição é bem clara: Tristeza; desgosto; dor de alma; amargura. Bem clara e bem triste também. Sim, eu sei o que é isto… Já senti e posso perfeitamente identificar cada palavra desta definição.

Não estou aqui para lembrar o que já vivi, mas para analisar a questão sob uma ótica positiva e que nos leve a algum lugar.

Hoje eu disse a uma pessoa que estava revoltada com Deus pelo falecimento de sua mãe: A sua revolta até hoje não lhe trouxe nada de bom, então é hora de mudar alguma coisa para ver no que vai dar. E é isso que devemos fazer, nos mexer para ver onde vai dar. Parece bem incerto, mas nunca temos certeza de nada quando estamos magoados. Aliás, temos sim. A única certeza que temos é que se continuarmos do mesmo jeito vamos piorar a cada dia que passar.

E o que fazer? Eis a grande pergunta do dia!

A reposta trivial é: Nada que nos gere mais sofrimento! Porque se precisarmos de sofrer para parar de sofrer é sinal que alguma coisa está errada.

Relembrando as minhas mágoas e como eu as resolvi posso identificar um “modus operandi” empregado na solução. Não quer dizer que a minha forma de resolver seja a ideal ou que sirva para outra pessoa, mas eu sempre resolvi procurando a fonte da mágoa. Retornando onde fui magoado. Trocando em miúdos: Procurando novamente quem me magoou para procurar entender como tudo aconteceu.

Normalmente eu vejo que foi tudo um grande mal entendido e que, no fim das contas, o errado fui eu por ter me magoado. Aliás, nenhuma das pessoas que me magoaram no passado tiveram a brilhante idéia: VOU MAGOAR O MARCELO HOJE! Então a mágoa foi um entendimento que eu tive de um fato ocorrido. Aí eu pergunto (para que eu nunca mais esqueça): De quem foi o erro??? E eu respondo (com a cara mais limpa do mundo): MEUUUU!!!! Meu porque eu decidi ficar magoado com algum fato. Sim, a decisão foi toda minha e de mais ninguém.

Acho que já é hora de tomar minhas decisões voltadas para o meu benefício. E assim eu acredito que serei mais feliz. Da mesma forma como acredito que todos seriam se fizesse a mesma coisa.

DECIDIR PELA FELICIDADE é a resposta para a grande pergunta do dia!