Archive for setembro, 2009

Prêmio Darwin

terça-feira, setembro 29th, 2009

 

Prêmio Darwin

 

Eu não poderia deixar de compartilhar com vocês esta pérola do humor negro. Trata-se do Prêmio Darwin.

O Prêmio Darwin é dado às maiores idiotices cometidas. Infelizmente a grande maioria das pessoas que ganham o Prêmio Darwin não sobrevive à idiotice cometida.

Vamos para a verdadeira definição da coisa toda.

O prêmio recebeu esse nome em honra de Charles Darwin o pai da evolução, e representa a evolução em ação, pois mostra o que acontece com aqueles que são incapazes de lidar com os perigos básicos do mundo moderno. Os eventos vencedores de um Darwin Award são fábulas macabras que nos fazem rir ao mesmo tempo em que nos ensinam as leis básicas do bom senso. Veja o exemplo o homem que passou por debaixo da cerca de proteção da montanha russa para buscar seu chapéu. Quando o próximo carrinho desceu, um passageiro azarado quebrou a perna e seu crânio. Ai! Do nosso ponto de vista, o homem que foi decapitado é um vencedor do Darwin Award, e sua história é apenas um outro episódio na saga da sobrevivência do mais apto.

Os vencedores do prêmio Darwin Awards são escolhidos por votação, pela internet. No entanto cada um deles precisa atender a um conjunto mínimo de critérios:

   1. Reprodução: eliminou seus genes, morto ou estéril;
   2. Excelência: discernimento sensacionalmente errado;
   3. Auto-seleção: causou o desastre por si mesmo;
   4. Maturidade: capacidade de julgar o que estava fazendo;
   5. Veracidade: evento verdadeiro, verificável.

Tudo é bem explicado no site oficial (em inglês).

Todos os anos os vencedores são escolhidos e eles fazem um ranking das três pessoas mais votadas.

Vencedor do Prêmio Darwin do ano de 2007:

Você sabe o que é um enema? Vou trazer a definição da Wikipedia aqui para ajudar:

Enema, clister ou chuca, sendo este último o termo mais popular entre os indivíduos GLS, é a introdução de água ou qualquer outro líquido no intestino através do ânus. Pode ser feito com fins medicinais, por higiene ou ainda por estímulo sexual.

Dito isso, vamos ao vencedor.

4 de Outubro de 2007, Texas, EUA – Michael era alcoólatra. E não era um alcoólatra comum, mas um alcoólatra que gostava de tomar sua bebida… bem, retalmente. Sua esposa disse que ele era “viciado em enemas” e frequentemente tomava álcool desse modo. O resultado era o mesmo: embriaguez.

Ele, que era torneiro mecânico, não podia tomar álcool pela boca devido a um problema médico na garganta que lhe causava dores extremas, então resolveu tomar sua bebida favorita por enema. E naquela noite, Michael estava pronto para uma tremenda de uma festa: duas garrafas de um litro e meio de sherry (uma espécie de vinho do porto), três litros de uma bebida potente enfiados lá onde o sol não bate!

Quando qualquer um passa da conta na bebida, pára de beber ou desmaia. Quando Michael passou da conta (e desmaiou) o álcool que continuava na sua cavidade retal continuou a ser absorvido. Na manhã seguinte, Michael estava morto. De acordo com os relatórios dos toxicologistas o nível de álcool no seu sangue era 0,47% — o seja, ele aparentemente se matou e se embalsamou de uma vez só.

Apesar do evento ter ocorrido em 21 de Maio de 2004 ele só se candidatou ao Darwin Awards em Outubro de 2007, quando a justiça declarou que o Sr. Michael Warner era o culpado de sua própria morte, inocentando a esposa.

Vencedor do Prêmio Darwin do ano de 2008:

20 de Abril de 2008, Paraná, Brasil – Adelir Antonio de Carli, padre de 41 anos de idade, decidiu bater o recorde mundial de vôo com balões de festa inflados de gás hélio. Queria divulgar seu plano de construir um “descanso espiritual para caminhoneiros”. Foi equipado: vestiu um macacão especial, um para-quedas, escolheu uma cadeira flutuante, levou um GPS e um telefone via satélite. Só esqueceu de um pequeno detalhe: como usar o GPS.

Ele queria ir para o Mato Grosso do Sul. Mas os ventos mudaram (como as vezes costumam fazer) e o padre foi soprado inexoravelmente na direção do mar aberto. Ele poderia ter saltado de para-quedas enquanto ainda estava sobre terra — mas preferiu não fazê-lo. Quando viu que estava sobre o mar, prudentemente usou o telefone via satélite e pediu ajuda. Mas o resgate não conseguiu chegar até ele sem as coordenadas de localização. O padre ficou tentando sem sucesso ler o GPS enquanto a bateria do telefone acabava.

Ao invés do GPS, Adelir deixou Deus ser seu guia. E Deus o guiou diretamente para o céu. Pedaços de balões foram aparecendo nas praias e nas montanhas, e por fim o corpo foi encontrado no mar, comprovando que Adelir, ao contrário de seu precursor Larry Voador , tinha abandonado o mundo dos vivos.

O juízes do Prêmio Darwin Awards consideraram o Padre como sendo duplamente merecedor do troféu 2008. Todos os padres católicos se comprometem com o celibato, e por isso não deixam descendentes — fazendo jus a um Darwin Award coletivo, como categoria. Adelir então ganha duas vezes: uma por ser padre, e outra por ter de forma tão peculiar se despedido da vida.

Tem um dos casos que merece uma menção honrosa devido a forma como tudo aconteceu. Foi o vencedor do ano de 1982.

Larry Walters de Los Angeles é um dos poucos a disputar o Darwin Awards e viver para contar a historia. “Realizei o meu sonho de 20 anos”, disse Walters, um ex-motorista de caminhão para uma empresa que faz comerciais de televisão. “Eu ficarei no chao agora. Eu provei que a coisa funciona.”

O sonho de infância de Larry era voar. Mas o destino conspirou para mantê-lo longe de seu sonho. Ingressou na Força Aérea, mas a sua deficiência visual desqualificou ele do emprego de piloto. Depois que ele foi dispensado da carreira militar, sentou no seu quintal assistindo jatos voar por cima de sua cabeça.

Ele teve a ideia dos balões meteorológicos enquanto estava sentado na sua “extremamente confortável” cadeira de descanso. Ele comprou 45 balões meteorológicos a partir de uma loja de rejeitos do exercito, amarrou eles a sua cadeira que lhe deu a inspiração, e encheu os balões de 1,2m de diâmetro com hélio. Então ele se amarrou em sua cadeira com alguns sanduíches, cerveja, e uma arma de ar comprimido. Ele pensou em estourar alguns dos muitos balões quando fosse hora de descer.

O plano de Larry era remover a âncora e lentamente flutuar até uma altura de cerca de 10 metros no seu quintal, onde ele iria desfrutar de algumas horas de voo antes de voltar para baixo. Mas as coisas não funcionam tão bem como Larry havia planejado.

Quando seus amigos cortaram a corda que ligava a cadeira à ancora (o seu jipe), ele não flutuou lentamente até 10 metros. Em vez disso, ele riscou os céus de Los Angeles como se fosse atirado de um canhão, arrastado pelo empuxo de 42 balões de hélio carregando 11 metros cúbicos de gás hélio cada.

Ele não nívelou a 30 metros, nem mesmo se estabilizou a 300 metros. Após subir e subir, ele estabilizou em 5.000 metros.

Naquela altura ele sentiu que não podia arriscar em atirar em qualquer um dos balões, com medo de que ele desequilíbrasse a carga e realmente ficasse em apuros. Então ele ficou lá, à deriva com frio e assustado, com a sua cerveja e sanduíches, por mais de 14 horas. Ele cruzou a principal roda de aterrisagem do aeroporto internacional de Los Angeles, onde pilotos da Trans World Airlines e Delta Airlines relataram por radio a estranha visão.

A torre de controle do aeroporto internacional de Los Angeles relatou o ocorrido para a Força Aérea que enviou dois helicópteros para averiguar o relato de alguém num balão e armado a 5.000 metros de altitude no corredor do tráfego aéreo.

Os militares que atenderam o chamado perceberam que Walters não oferecia perigo pois estava com frio e medo.

Eles não podiam resgatá-lo por causa das hélices do helicóptero, então, rebocaram-no para cima do mar e de dentro do helicóptero começaram a atirar nos balões para que ele descesse. No mar a guarda costeira o aguardava para detê-lo.

A Administraçao Federal de Aviação não ficou nada feliz. O Inspetor de Segurança Neal Sabóia disse, “Nós sabemos que ele quebrou alguma parte da Lei de Aviação Federal, e assim que decidirmos qual a parte é, havera uma punição.”

 

Não me expliquem, não quero entender!

terça-feira, setembro 29th, 2009

 

Conhecimento

 

Pode parecer estranho eu falar assim, mas tem coisas que realmente eu não faço a menor questão de saber como funciona.

E este foi um papo que tive com um gerente de banco uma vez. O banco se recusou a creditar um dinheiro na minha conta porque o meu cadastro estava expirado. Eu perguntei ao gerente:
– O que eu tenho a ver com isso???
E ele começou a se explicar dizendo:
– Vou te explicar como as coisas funcionam…
Na mesma hora eu interrompi dizendo:
– Por favor, não me explique. Não quero entender isto. Isto é função sua. A minha função é trabalhar e ganhar dinheiro. Não quero saber como funciona o trâmite dentro do banco ao qual você está obrigado a seguir.

Sim! Eu estava nervoso! rsrsrsrs…

Mas eu não quero saber como uma carta que eu coloco numa agência dos Correios chega ao destino. Sei que tem um carteiro que chega até o endereço caminhando para entregar. Mas o caminho que ela percorre até chegar lá eu não faço a menor idéia e não tenho a mínima curiosidade em saber.

Não quero saber como os clips são feitos. Gosto deles para prender minhas folhas de papel. Quando preciso compro numa papelaria ou ganho em algum lugar.

Numa entrevista de emprego o entrevistador perguntou: Como são feitos os MM’s? (aqueles confeitos de chocolate). Não era eu quem estava sendo entrevistado, mas se fosse eu diria: Não sei, não quero saber e morro de ódio de quem sabe!!!

Li numa reportagem que um entrevistador perguntou ao entrevistado: Por que as tampas dos bueiros são redondas? Esta eu até saquei a resposta. São redondas para que a tampa não caia dentro do bueiro. Mas o que me importa se a tampa é redonda, quadrada, oval, triangular, hexagonal ou o diabo a quatro?

Uma vez um amigo me disse que as ruas de Belo Horizonte seguiam uma regra. Se a numeração ímpar estiver no seu lado esquerdo significa que você está indo em direção ao final da rua, ou seja, os números irão crescer a medida que andar. Eu disse a ele, embora seja uma curiosidade isto é inútil pois basta ver dois números do mesmo lado que eu sei para que lado estou andando… O ruim da história é que eu nunca consegui esquecer isto!!!

Entendem onde quero chegar?

Eu já carrego uma gama de informação puramente inútil dentro de mim. Então eu corro de conhecer mais informações inúteis.

Uma pessoa uma vez me disse:
– É inútil hoje, mas quem sabe num futuro?

E eu respondo:
– Qual é a utilidade, meu Deus, saber que todas as ruas no centro de Belo Horizonte (com exceção da avenida principal que se chama Afonso Pena) tem nomes de estados brasileiros quando na horizontal e nomes de tribos indígenas quando na vertical?

Eu não tenho facilidade de esquecer coisas inúteis. Na verdade eu lembro da maioria delas… Por isto insisto em não querer saber quando alguém tenta me explicar.

 

Alternativas

domingo, setembro 27th, 2009

 

Alternativas

 

Temos um péssimo hábito de achar que a vida acabou por conta de algum problema que nos acontece.

Isto acontece por alguns fatores. Os mais importantes são:
Achamos que o nosso problema é o maior problema do mundo. Que se dane aquele que passa fome, que não tem onde dormir, que tem uma doença terminal, que sente dores terríveis. O nosso problema supera tudo isto. Esta visão egoísta da coisa nos fecha apenas em torno de nós mesmos impedindo de ver além das aparências.
Não queremos mudar, mas muitas soluções resultam em alguma mudança (interna e/ou externa). A perda de um emprego, por exemplo, nos obriga a mudar nossos hábitos para economizar o máximo que pudermos.
Queremos manter o nosso orgulho. Não podemos admitir que estamos errados pois afinal de contas somente os outros erram. Nós sempre acertamos. Mas mesmo assim, em raríssimas exceções, quando erramos é porque além de haver um excelente motivo alguém errou muito mais feio do que nós.

Estes três fatores acima resumem tudo.

Raramente levantamos os nossos olhos para ver o mundo que nos cerca. Sempre dizemos que temos muitos problemas, que estamos passando por uma situação muito difícil, etc. Mas nunca procuramos observar o problema dos outros.

Uma coisa interessante que ouço sempre: Eu tenho de resolver os meus problemas primeiro para depois ajudar os outros. Esta é a forma educada (e disfarçada) de dizer: EU NÃO QUERO AJUDAR NINGUÉM! Digo isto por uma razão bem óbvia: Alguém aí já parou para pensar quando é que todos os nossos problemas estarão resolvidos? Se alguém tem alguma resposta diferente de NUNCA me diga porque eu não sei. Quando resolvemos um problema outro aparece para ocupar o lugar dele. Isto é a coisa mais certa. E, sinceramente, eu dou graças a Deus por isto pois imagino que a vida seria um tédio sem nenhuma preocupação.

Mas o fato é que estamos sempre querendo ajuda para resolver os nossos problemas e raramente (mas muito raramente mesmo) nos ocupamos em ajudar os outros.

Com isto nos fechamos no nosso mundinho e não admitimos nada e nem ninguém estranho nele.

Este enclausuramento nos faz repelir toda e qualquer tentativa de ajuda que as outras pessoas fazem para nos tirar deste círculo vicioso.

Queremos que apareça uma Fada Madrinha (daquelas dos contos de fada mesmo) e com a sua poderosa varinha de condão resolva todos os nossos problemas sem que tenhamos que mover um músculo. Vamos para a realidade agora? Isto nunca vai acontecer. Se não arregaçarmos as mangas e nos movimentarmos em prol da solução de nossos problemas estes tomarão uma proporção gigantesca com consequências drásticas e dolorosas. Está (como sempre esteve) em nossas mãos a solução de nossos problemas.

E para complicar as coisas mais ainda temos aquele péssimo hábito de não admitir os próprios erros. Vou contar uma novidade: Nós erramos sim. E erramos muito!!! Admitir isto não nos faz piores nem mais fracos que os outros. O que nos faz mais fracos e piores é justamente não admitir tal coisa. Isto nos coloca numa posição de destaque negativa em que não teremos a confiança de ninguém.

Aí quando algum problema acontece a junção destas três coisas vira algo explosivo. Querem ver: O problema que aconteceu é o maior do mundo, temos de esperar alguém resolver o NOSSO problema (sem mover um dedo sequer) e não vamos admitir que estamos errados (mesmo que estejamos). Desta forma não existe nenhuma alternativa para solução do problema, pois sempre (para início de conversa) teremos de admitir o erro (independente de qualquer coisa), depois de termos admitido que erramos vamos ter de nos movimentar para sanar as consequências e nos propor a não errar novamente.

O importante é frisar bem: SEMPRE EXISTEM ALTERNATIVAS! Nada está fechado sem saída. Existe solução pra tudo nesta vida.

Vale lembrar que se trabalharmos nos três ítens que mostrei acima com certeza conseguiremos algum progresso. E o menor progresso que conseguirmos será de extrema valia no nosso relacionamento com os extraterrestres (aqueles que habitam fora do nosso mundo, rsrsrs).

 

Jô Soares – Professor Marins (1/3)

sábado, setembro 26th, 2009

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Jô Soares – Professor Marins (2/3)

sábado, setembro 26th, 2009

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Jô Soares – Professor Marins (3/3)

sábado, setembro 26th, 2009

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Gente Simples

sexta-feira, setembro 25th, 2009

 

Gente Simples

 

É curioso como eu sempre tive um ótimo relacionamento com pessoas mais simples. Em todo lugar que vou logo faço amizade com pessoas que trabalham em profissões mais simples.

Eu realmente admiro estas pessoas pela simplicidade que tem no olhar. É claro que não posso dizer que todas as pessoas são assim. Pessoas de má índole existem em tudo quanto é lugar. Mas as pessoas simples me cativam fácil.

Normalmente faço questão de saber o nome e chamá-las pelo nome.

Vou fazer uma pequena homenagem a algumas destas pessoas aqui. Vou trocar os nomes por uma questão de ética e de segurança.

Conheci a Dona Arlinda numa das empresas que trabalhei. Um doce de pessoa. Sempre risonha, brincalhona apesar das dificuldades que passa. Ela já tem uma idade um pouco avançada. Nunca perguntei a idade dela, mas já tem filhos adultos. Ela é faxineira e diarista nas horas vagas. É uma pessoa que eu admiro.

Houve um tempo que estava fazendo um trabalho numa empresa fora de Belo Horizonte. Eu rodava 200 km por dia. Com isto eu gastava um tanque de gasolina a cada dois dias. Sempre abasteci num mesmo posto de combustível. Obviamente conheci todos os frentistas de lá. Hoje a maioria não se lembra de mim. Exceto um. Este é o Francisco. Este trabalho que me obrigava a visitar o posto de combustível a cada dois dias durou cerca de quatro meses. Depois que encerrou o trabalho eu troquei de carro. Peguei um carro mais econômico. Passei a visitar o posto uma vez por semana. Com isto a maioria dos frentistas esqueceu de mim. Exceto o Francisco que sempre conversou comigo como sempre. Sempre conversamos quando encontramos. Me lembro uma vez que estava num super mercado (disfarçado de Clark Kent) quando alguém me chama pelo nome. Quando me viro vejo o Francisco com sua esposa. Cumprimentamos, conversamos algumas besteiras e saímos. Estava junto com outro amigo que me perguntou quem era. Eu disse que era um amigo frentista no posto de combustível onde abasteço o carro. Percebi a cara de desdém deste meu amigo (atitude desprezível). Ano passado fiquei (o ano inteiro) sem carro. Ou seja, não fui ao posto de combustível em momento algum. Desde o mês de março deste ano estou com carro novamente. Quando voltei ao posto achei que ele nem ia lembrar. Ledo engano. Cumprimentou, reclamou que tinha sumido, etc…

Estes dois resumem bem o que eu quero com todo este texto.

Eu desprezo (com todas as minhas forças) as pessoas que julgam os outros pela aparência. A forma de vestir, o jeito de falar, o jeito de se expressar e a profissão que exercem não dizem nada sobre o caráter. Na minha opinião prefiro estar rodeado de pessoas de bom caráter (sem me importar com as aparências) do que estar ao lado de pessoas bonitinhas mas ordinárias.

A minha admiração por estas pessoas é muito pela ausência de “necessidades” fúteis que temos. O jeito simples de viver gera uma qualidade de vida invejável. A pessoa vive com pouco e consegue!!! Isto não quer dizer que eles nunca reclamem da vida, reclamam sim. Mas as reclamações são poucas se comparadas às nossas. As pessoas de vida mais simples são as pessoas mais honestas de nossa sociedade (os comerciantes podem confirmar esta minha afirmação com extrema facilidade). São transparentes pois quando não gostam de alguma coisa dizem, xingam, brigam. Ao contrário de muitos que quando não gostam de algo que fazemos (ou dizemos) se escondem numa máscara e agem “nos bastidores da vida” para nos prejudicar.

Realmente admiro as pessoas simples e sempre faço questão de conviver com elas (talvez na tentativa de também ser simples no meu jeito de viver).

 

Verdades

terça-feira, setembro 22nd, 2009

 

Verdades

 

Sou adepto da “tese” que não existem calúnias, mas verdades que queremos a todo custo manter escondidas. E nesta tentativa de esconder estas verdades acabamos por nos condenar pois a ênfase que damos na nossa defesa é altamente suspeita.

Bem, estou aqui para admitir como verdade tudo o que falaram a meu respeito. Vou ressaltar alguns dos singelos adjetivos que me deram com algum comentário.

Estúpido. É… Já me deram este adjetivo. E ainda bem que falaram isto pois me serviu para refletir e mudar. Muita gente que conheço hoje jamais falaria isto de mim, pois me conheceram após esta reflexão.

Insensível. Isto também já foi uma característica marcante minha. Hoje não mais. Fiz um grande trabalho dentro de mim para que minha sensibilidade para os problemas alheios e para as pessoas à minha volta. Se hoje eu fico atento para qualquer possibilidade de ajudar a quem precisa é porque eu trabalhei muito neste sentido a partir do momento que ouvi isto de mim.

Judas. Esse foi legal! Em princípio estranhei alguém me chamando assim. Mas fiquei refletindo. Juro que não me doeu, mas serviu para que eu avaliasse a minha postura perante meus amigos. Depois de um bom tempo de reflexão pude ver que a minha traição com meus amigos estava muito mais associada ao fato de não dar-lhes a atenção merecida (principalmente nos momentos difíceis). Tenho trabalhando esta questão…

Infantil. Tá uma coisa que realmente sou e que será bem difícil de mudar. A maior parte do tempo sou maduro em minhas decisões, embora seja muito bem humorado. Mas costumo agir infantilmente quando pressionado. Ou seja, meu instinto é infantil pois quando a razão falta é a infantilidade que assume e toma as decisões descabidas. Estou convivendo com isto, mas a boa notícia é que esta característica está devidamente mapeada.

Orgulhoso. Qualquer um responderia uma “ofensa” (?) destas com a frase: Mas quem não é? Porém, antes de abrirmos a boca para dizer isto devemos raciocionar. Não importa se 100% da população também é orgulhosa o que importa é que eu sou orgulhoso e devo me corrigir neste sentido. Tenho planos traçados e que com certeza vou levar toda minha vida combatendo este defeito.

Estas foram algumas coisas que falaram a meu respeito e que eu admito de peito aberto.

Agora cabe uma pequena reflexão nisto tudo. Não sou só isso! Eu tenho qualidades também. Se alguém não vê minhas qualidades é melhor que fique longe de mim. Posso parecer estúpido falando assim, mas não é isto. As minhas qualidades são maiores que meus defeitos. Não posso ser insensível quanto aquilo que tenho de bom. A insensibilidade para comigo mesmo soaria como uma verdadeira traição. Aí sim eu tomaria decisões infantis que culminaria por me afastar de tudo e de todos, o que me tornaria ainda mais orgulhoso.

Como podem ver, sou aberto a críticas. Se elas me ofendem fico chateado (como qualquer pessoa fica) mas logo vem a fase da reflexão pois se alguém me deu algum adjetivo desagradável tenho certeza que este adjetivo foi visto em mim e se foi visto é porque existe. Logo, se existe precisa ser corrigido.

 

Minha Diversão

terça-feira, setembro 22nd, 2009

 

Cinema

 

Vocês gostam de filmes? Pergunto porque eu adoro! Mas o meu gosto por filmes é meio peculiar.

Assisto filmes mais de uma vez. A primeira vez é para curtir mesmo. Vejo por ver, por ter interessado pelo título e/ou pela sinopse. Já a segunda vez em diante é para buscar falhas de roteiro. Me divirto com isso.

Ultimamente (confesso) não tenho tido tempo pra isso, mas não tenho deixado de ver filmes. Só não tenho tempo para ver várias vezes.

Algumas falhas foram irritantes de descobrir. Teve um filme que nem precisou de ver duas vezes não. Na primeira vez eu vi a coisa ridícula! Na cena um grupo de pessoas numa selva fechada. O que ia na frente tinha um facão que ele usava para cortar o mato e abrir caminho. Pararam para descansar num riacho e logo depois seguiram viagem, só que o distinto cavalheiro esqueceu o facão. A câmera mostra o facão no canto da tela. Na cena seguinte lá estava o mesmo cavalheiro empunhando o mesmo facão como se nada houvesse acontecido… Esta falha foi horrível!

Algumas outras ficam um pouco mais encobertas.

Exemplo de uma falha que eu considero clássica: Star Wars! Sim, eu consegui ver uma falha no Star Wars!!! Sou fã destes filmes. Para quem não sabe vou resumir: Na década de 80 lançaram os episódios 4, 5 e 6 (nunca vi isto, começaram pelo episódio 4, mas tudo bem). Nestes episódios havia um cara que era o vice-vilão (tá logo abaixo do vilão-mor) chamado Darth Vader. Ele vestia uma roupa toda preta com uma máscara também preta. Não era possível ver seu rosto. No episódio 6 ele morre (porque vilão que é vilão normalmente morre) e foi um contraste interessante porque ele tira a máscara. O cenário era todo branco, ele todo de preto, a pessoa bem branca (porque não tomava sol, obviamente, rsrsrs) e com os olhos azuis que pareciam dois faróis brilhando. Ok… Fim do filme… Aí lançaram os episódios 1, 2 e 3 para completar a história toda. Sendo que nestes três primeiros episódios é a história deste vilão antes de se tornar vilão. No episódio 1 ele era uma criança que……. NÃO TINHA OLHOS AZUIS!!!!!!! Já no espisódio 2 ele era um adolescente e aí sim colocaram um ator com olhos azuis (ou com lentes de contato).

Isto é uma das minhas diversões… Vou procurar fazer mais isto, vou abrir tempo na minha agenda pra assistir os filmes que tenho guardado aqui! rs

Depois de tudo isto eu ainda tenho a coragem de perguntar: SOU NORMAL??? rsrsrsrs

 

Inteligência X Instinto

segunda-feira, setembro 21st, 2009
Inteligência X Instinto
 
Há tempos eu quero escrever sobre este assunto, mas me faltou inspiração. Vamos ver se sai alguma coisa interessante…

Primeiro precisamos definir as coisas.

Instinto: Impulso espontâneo independente de reflexão. Tendência, aptidão inata.
Inteligência: Conjunto de todas as faculdades intelectuais (memória, imaginação, juízo, raciocínio, abstração e concepção).

Se você não conseguiu ver nenhuma relação entre as duas palavras, pode me dar a mão para formarmos uma grande corrente dos que também não viram… rsrsrs.

Mas estas duas palavras possuem algo em comum e que a definição pura não mostra. Juro que vou tentar ser o mais suscinto possível (e claro ao mesmo tempo).

O instinto é a inteligência animal. É a inteligência que os animais possuem para fazer algo coerente e pertinente à circunstância do momento. Podemos dizer que o instinto é o ensaio da inteligência pois só se apresenta se corretamente estimulado. Exemplos? Vários (muitos). Pise no rabo de um cachorro e seu instinto o fará lhe atacar. Agiu por instinto ao ser atacado.

A inteligência consiste no domínio do instinto. A mesma inteligência nos recomenda não reagir a um assalto (por exemplo) pois o risco de morte é alto, embora estejamos tremendo de raiva por dentro e numa vontade imensa de dominar o assaltante (dominar foi uma palavra boazinha para expressar a nossa real vontade num momento destes). É óbvio que a inteligência é muito mais do que isto que eu escrevi, mas para o propósito da comparação com o instinto o que eu escrevi é o básico e necessário.

Já que definimos bem uma coisa e outra é hora de refletirmos um pouquinho.

Quando devemos usar o instinto e quando devemos usar a inteligência?

Meu pai diz uma frase que eu considero apropriada (e que nunca me esqueço): Se atacarmos um animal ele revida o ataque. Deus nos deu inteligência para agirmos diferente!

Não estou dizendo aqui que o instinto é totalmente ruim. Ainda dependemos dele em muitas situações. Um dos mais importantes instintos que temos é o de conservação. Usando o instinto de conservação nos mantemos longe dos perigos. Comumente o chamamos de medo! Mas quando algo nos parece estranho ou amedrontador este instinto se encarrega de nos colocar longe daquilo que classificamos como perigo. É útil, pois se não o tivéssemos com certeza nos arriscaríamos muito e desnecessariamente. Deixaríamos de tomar precauções.

O paralelo que quero traçar aqui (que é o verdadeiro objetivo deste texto) é propor uma identificação clara de quando usamos o instinto quando (na verdade) caberia usar a inteligência (ou razão).

Se alguém nos ofende imediatamente devolvemos a ofensa. Assemelhamos, desta forma, ao animal que reage negativamente ao ataque.

É interessante tentar mapear onde agimos por puro instinto, com a velha desculpa: Fiz sem pensar!