Archive for setembro, 2009

Não Gosto

quinta-feira, setembro 17th, 2009

 

 

Venho, ao longo de algum tempo, aprendendo formas diferentes de ser agradável no trato com as pessoas.

Aprendi como ser atencioso. Treinei e consegui grandes feitos neste sentido. Aprendi a ouvir mais e falar menos. Treinei isto e consegui não me envolver em maiores problemas apenas por não falar ou por ouvir toda uma história antes de dar o meu pitaco.

Tenho aprendido mais uma coisa que estou colocando em prática para melhorar ainda mais o meu relacionamento com as pessoas.

Todas as vezes que não gostamos de alguém ou de alguma coisa sem motivos acabamos por criar uma barreira quando este alguém ou esta coisa aparece na nossa frente.

Suponhamos que eu não goste de políticos. Então eu crio (internamente) uma discriminação contra os políticos de uma forma geral. Se alguém me diz que é político ou que tem algum parente que é político ou mesmo que gosta de política vou associar com o meu preconceito que já trago. Isto cria uma barreira me impedindo de ouvir e até (dependendo do grau deste meu “não gostar”) de me relacionar.

Temos o péssimo hábito de sermos contra alguma coisa. Ao invés disto poderíamos ser a favor de muitas outras. Nos acostumamos a procurar motivos para sermos contra as pessoas quando deveríamos fazer justamente o contrário: Procurar motivos para sermos a favor. Desta forma veríamos no criminoso um ser humano carente de uma porção de coisas.

Querem um exemplo mais vivo? É comum vermos cultos evangélicos de determinadas igrejas onde o pastor passa a maior parte do tempo falando no Demônio ao invés de falar de Deus. Ao invés de ser contra o Demônio ele poderia ser a favor de Deus o que seria bem mais interessante. Deixo claro aqui que não tenho absolutamente nada contra nenhuma religião (principalmente às Igrejas Evangélicas).

Agimos como cegos todas as vezes que gostamos ou não gostamos sem conhecer motivos. Gostar por gostar ou não gostar por não gostar já não cabe numa sociedade que usa a inteligência como elemento norteador de atitudes.

Se formos pensar nisto veremos beleza em tudo e em todos pois sempre procuraremos alguma coisa positiva para ser exaltada ao invés de fazermos o mesmo com os aspectos negativos.

 

Inteligência

sábado, setembro 12th, 2009

 

Inteligência

 

Você é inteligente? É óbvio que vai responder que sim… E tomara que responda mesmo! Nada de se achar menos que os outros!

Mas tem uma coisa que me intriga nisto tudo. Inteligência serve pra que mesmo??? Eu penso que serve para ser utilizada em seu próprio benefício e (se sobrar algum espaço) em benefícios dos outros. Se der para unir as duas coisas, ótimo!

Acho melhor exemplificar logo senão ninguém vai me entender direito.

Conheço três pessoas que me chamam atenção pela sua inteligência (digamos) peculiar. Vamos chamá-los de João, Maria e José.

O João. Pensa rápido. Raciocina também rapidamente. É capaz de tomar decisões raciocinadas em pouco tempo. É um fato admirável. Tem curso superior, fez pós-graduação e depois mestrado. Carreira brilhante. Ensine a ele alguma coisa e pronto. Aquilo fica permanentemente na sua memória. Se você aplicar uma prova do que lhe ensinou se não tirar 10 fica raspando. Até aí tudo bem, não é? Aliás, bem até demais… Já presenciei inúmeras vezes o João travando batalhas sem sentido com os outros, disputando razão em coisas banais (aquelas coisas que qualquer um fica perguntando: E se ele ganhar a disputa, o que ele vai fazer depois???). Já vi ele ficando nervoso tentando convencer um adolescente de 15 anos de um fato ocorrido no meio político e o garoto estava apenas querendo irritá-lo (e conseguiu!!!). Eu disse que ele é capaz de tomar decisões raciocinadas em pouco tempo, mas não disse que as decisões são acertadas. Ele é dotado de uma impulsividade fora do comum e isto o leva para os piores caminhos em termos de decisão. É aquela pessoa que se passasse uma boiada e ele fosse o encarregado de contar quantos bois passaram por ele com certeza contaria o número de patas e dividiria por quatro para saber quantos animais passaram. De que vale toda a inteligência se ele não consegue ser simples no agir?

A Maria. Me surpreendeu, pois não dei nada por ela. Conheci faz alguns meses. É o tipo de pessoa que anda na linha. Não gosta de nada fora do lugar. Tem pós-graduação e quando se concentra em alguma coisa consegue se anular do mundo externo. Dê-lhe uma vírgula e ela é capaz de reconstruir a frase. Também é do tipo que pensa rápido e quem conversa com ela não imagina que seja assim, pois sua voz é meio arrastada (parecendo baiano… rsrsrs). Pouco tempo depois me veio a surpresa: Tomou decisões na sua vida pessoal que lhe afetou muito. Passou maus bocados por causa disso. Mas tudo isto porque não pensou antes de agir em algo bem delicado. Eu tentei dizer alguma coisa, mas o que dizer quando se já tomou a decisão? Praticamente nada, né? Então a coisa toda se resumia em colher os frutos que foram plantados. Tem toda pinta de empreendedora mas morre de medo, mesmo sabendo que a sua área de atuação é promissora. Mas isto eu relevo porque cada um tem uma característica (uns são conservadores e outros nem tanto). Ela se sujeita num emprego que sub-utiliza sua capacidade. É o tipo de pessoa que literalmente está desperdiçada fazendo o que faz! Cadê a inteligência nesta hora???

O José. Caramba… Se tem existe uma pessoa inteligente o nome dele é José! O José é mais velho (infelizmente perdi o contato com ele algum tempo). Mas ele tem pelo menos 4 cursos superiores em áreas completamente diferentes. Passou em todos os vestibulares para graduação. Fez todos os cursos até o final, ou seja, graduou-se em todos eles. Estão curiosos para saber os cursos? Não vou falar senão exponho o José (mesmo com o nome fictício). Simplesmente não existe um asssunto sequer que o José não saiba ensinar alguma coisa. Pegar a linha de raciocínio do José para segui-la é uma tarefa para pouquíssimos. Nas poucas vezes que me atrevi a fazer isto me perdi em pouco tempo. Mesmo com todo este conhecimento é a humildade em pessoa. Ele jamais constrange as pessoas demonstrando conhecimento. Muito pelo contrário, ele evita a todo custo fazer este tipo de demonstração. O que me decepcionou no José? A sua inércia! Mesmo com tudo isto não admite a hipótese de abrir os olhos para a vida e ver que podemos fazer coisas bem legais além de trabalhar e dormir. O raciocínio dele para resolver problemas do cotidiano não são nada simples. Ele tem o seu mundo e ninguém penetra nele. Para acessar o mundo do José só com uma conexão especial (ele é analista de sistemas). É a pessoa que parece que deram corda nele e ele faz apenas aquilo que está programado para fazer… SOMENTE ISTO!!! Não abre os olhos para ver o mundo que acontece ao lado. Com isto ele perde o melhor da vida, que é VIVER!

Estes exemplos realmente existem. São pessoas de carne e osso e que conheço.

Não me acho tão inteligente quanto algum dos três, mas eu tenho algo a mais: Eu uso a pouca inteligência que tenho em meu benefício. Observo meus rastros para ver se errei que é uma forma de traçar a minha rota futura. Admito que posso errar (e erro) e hoje não mais me martirizo com meus erros (já faz algum tempo que não faço isto e não vou tornar a fazer). Não tenho grande poder de concentração (se comparado com estes ícones que coloquei aqui) mas me concentro na vida de uma forma geral. Abraço com prazer o problema dos outros na intenção de ajudá-los a resolvê-los (sem a neurose de tomar o problema pra mim). Não gosto de complicar se tem jeito de simplificar. Atalho é comigo mesmo!

A conclusão que chego é que embora não tenhamos tanto conhecimento acadêmico somos muito inteligentes quando usamos o pouco que conhecemos para viver melhor.

 

Razão

quarta-feira, setembro 9th, 2009

 

Balança

 

Eu me considero uma pessoa racional. Isto significa dizer que se a vida fosse resumida numa balança que de um lado é o sentimento e do outro é a razão, poderia dizer seguramente que a minha balança pende para o lado da razão (apesar do lado do sentimento ter uma presença significativa). Mesmo assim eu sempre tenho dificuldades para traduzir em palavras a razão (isto é bom ou mau sinal? rsrs).

Houve uma época que tive alguns problemas no condomínio que moro com algumas pessoas de um determinado apartamento (não moram mais lá, mudaram faz tempo, senão não estaria dizendo isto aqui, rsrsrs). Um amigo (também morador) me deu algumas sugestões para aprontar com eles, fazer algumas molecagens mesmo. Gosto um pouco disto, confesso. Fiquei tentado a acatar as sugestões dele mas depois pensei melhor e lhe disse que não faria nada porque eu gostaria de ficar com a razão.

Usei o raciocínio para que não perdesse o direito de reclamar depois pelas coisas desagradáveis que vinham acontecendo.

Depois deste ocorrido eu fiquei pensando nesta situação toda.

Várias vezes eu me peguei pensando nisto, mantendo a calma (quando o normal seria explodir) para que depois eu tivesse todo o direito de reclamar.

A minha característica observadora me traz alguns benefícios, pois numa discussão eu mais observo do que manifesto. Uma vez me descreveram de uma maneira inusitada. Disseram que numa discussão a pessoa chega com metralhadora e eu com uma faca. Enquanto a pessoa despeja tiros eu fico quieto, mas quando resolvo usar a faca é uma vez só. rsrsrs… Nem precisa dizer que isto me fez rir, mas a bem verdade é que numa discussão eu só me defendo quando tenho realmente razão e nunca me escondo atrás dos defeitos alheios (aquela coisa de justificar o erro com outro erro).

Luto para ter a razão e quando tenho luto para mantê-la. Isto significa cuidar de minhas atitudes perante os outros e perante a vida.

Uso algumas ferramentas para ter razão na maioria das vezes. Estas ferramentas são:

  • Silêncio. Quem muito fala sempre acaba falando demais. Resultado: Perda da razão.
  • Calma. Quanto menos calma tiver maior é a chance de falar ou fazer alguma coisa da qual se arrependa depois. Resultado: Perda da razão.
  • Bom senso. Quanto menos bom senso tivermos mais vazão daremos para atitudes erradas e impensadas. Resultado: Perda da razão.
  • Observação. Quanto menos observador formos maior é a chance de deixarmos passar despercebido um detalhe ou outro que pode fazer com que toda a discussão encerre de maneira amigável. Resultado: Perda da razão.
  • Imunidade. Isto significa não se deixar contaminar por qualquer atitude alheia. Não importa se a pessoa está nervosa, impaciente ou descontrolada. Se entrarmos numa destas sintonias o resultado será (invariavelmente) a parda da razão.

Observem as ferramentas descritas acima. Constituem um ideal para a vida de qualquer um. Se conseguirmos usá-las todas ao mesmo tempo é sinal que teremos atingido um patamar muito alto em termos de reforma moral.

Somente o esforço irá nos conduzir a este patamar!
 

Kung Fu Panda

sábado, setembro 5th, 2009

 

Kung Fu Panda

 

Sou um amante de desenhos animados! rs… Podem rir a vontade, mas eu gosto muito!

E tem uns que deixam mensagens interessantíssimas. Assisti (pela enésima vez) o “Kung Fu Panda”. E saí anotando tudo de bom que tem neste desenho.

A primeira coisa que me chama atenção é a mensagem central: Não precisamos de nenhum “ingrediente especial” para sermos melhores. Basta acreditarmos nisto e já seremos.

Em toda luta pessoal que empenhamos nos preocupamos em ter algo de melhor, algo que nos diferencie da multidão. Ignoramos que já temos isto desde o nascimento. Do contrário seríamos todos iguais. Mas não somos. Temos possibilidades diferentes e somos capazes de esforços diferenciados. Tudo o que precisamos para vencer em todos os sentidos já temos. Não há nenhum ingrediente especial a ser adicionado em nós mesmos para que sejamos melhores. Já somos desde que acreditemos nisto.

O desenho mostra isto de uma forma muito interessante e no meio dele encontrei algumas frases de efeito que me fizeram pensar.

As vezes encontramos o nosso destino pelo caminho que tomamos para evitá-lo. Muitas vezes na tentativa de evitar o sofrimento acabamos por sofrer do mesmo jeito. Avaliem para ver se isto não é uma grande verdade!

A mente é como a água, quando fica agitada não consegue ver claramente. Mas se permitir que fique calma verá que a resposta fica clara. Em meio a tanto tumulto raramente paramos para raciocinar o que vai mal para aplicar a correção adequada. Nos preocupamos muito com ações corretivas mas dificilmente planejamos estas ações. Isto se chama impulsividade.

O ontem é história. O amanhã é mistério. Mas o hoje é uma dádiva, por isto se chama “presente”. Preocupar com o que fizemos no passado e temer o futuro nos faz deixar de viver o presente. Está mais do que na hora de nos ocuparmos de viver o presente de forma digna para evitar dissabores futuros.

O desenho mostra muito mais do que isto, mas é preciso ficar atento.

Fica aí a minha recomendação.

 

Ouvir

sexta-feira, setembro 4th, 2009

 

Ouvir

 

Quantas vezes por dia temos paciência para ouvir os outros? Se, em nossa análise rápida, constatarmos que são poucas as vezes acredite: É sinal de problema!

Uma fala popular diz que se temos dois ouvidos e uma boca é sinal que deveríamos ouvir mais e falar menos. Muitas vezes eu acho que isto é a mais pura verdade.

Saber ouvir é fundamental para manter qualquer relacionamento. Quantos maus entendidos poderíamos evitar se nos prestássemos a ouvir as pessoas?

Falei insistentemente sobre isto durante esta semana (não sei se as pessoas ouviram… rsrs). Há algumas recomendações úteis no ouvir:
– Compreender. Não basta apenas ouvir, mas temos de prestar atenção ao que está sendo falado para que possamos emitir uma opinião sensata e (no mínimo) dentro do assunto que está sendo falado. Entender o que o outro fala é o mínimo que se espera.
– Tolerar. Uma pessoa está nos contando o mesmo assunto (ou o mesmo caso) pela “enésima” vez. Convenhamos, se a pessoa lembrar que já nos contou o mesmo assunto não iria falar novamente (a menos que pedíssemos). Então se está contando é sinal que há algum problema neste assunto ou então esqueceu mesmo. Cabe a nós (ouvintes e amigos) a tolerância no ouvir. Podemos até dizer (ou dar indicativas) de que sabemos do que se trata, mas nunca interromper a pessoa com frases do tipo: “Você já me disse isto um monte de vezes”.
– Interesse. Mostrar-se desinteressado em ouvir os outros causa um mal estar muito grande. Basta lembrar de alguma vez em que conversamos com alguém que se mostrou desinteressado no que estávamos falando (todos nós já passamos por isto algum dia).
– Diálogo. Opinar, argumentar, sugerir e questionar fazem parte do diálogo. Deixar apenas a pessoa falar e não pronunciar nada é sinal claro que o assunto desagrada. Se realmente desagrada não há mal algum em informar isto. Mas por via de regra podemos perfeitamente participar do assunto sem nos envolver por ele.
– Atenção. Voltar a nossa atenção para a pessoa com quem estamos conversando. É um sinal de descaso quando conversamos com alguém e percebemos que esta pessoa está “no mundo da Lua”. Nada substitui o “olho no olho”. Preste atenção na conversa e deixe isto bem claro.

É bom lembrar que nem sempre estamos disponíveis para ouvir (também temos problemas) então é hora de usarmos sinceridade e dizer algo do tipo: “Agora não posso te dar atenção, podemos conversar noutra hora?”

Isto mostra que somos corretos conosco mesmo e com os outros. É importante avisar às pessoas que não podemos prestar atenção no que vai ser falado ao invés de simular atenção.

Eu fico imaginando a quantidade de problemas que seriam resolvidos ou evitados se tivéssemos o hábito de ouvir (despretenciosamente) a todos.