Archive for outubro, 2009

Super Heróis

sexta-feira, outubro 30th, 2009

 

 

Já pararam para analisar os super-heróis?

Pois é… Eu andei pensando nisso uns tempos atrás. Não cheguei a qualquer conclusão, mas pensei.

Vamos pensar direito sobre cada um dos super-heróis conhecidos?

 
 
 
Superman
Superman

Uma criança é mandada de um planeta longíquo para a Terra porque este tal planeta (chamado Kripton) estava prestes a ser destruído e todos (menos esta criança) morreram. Bem, aqui na Terra esta criança (sob a influência do nosso sol) possuia inúmeros poderes.

Aí começam as inconsistências. O cara não morre nunca. Não tem nada que mata ele. Aliás, quase nada. Tem um mineral do planeta origem dele que é capaz de matar. O curioso é que sempre tinha um com este mineral nas mãos aterrorizando o Superman. Onde é que este povo arranja este mineral???

Mas as inconsistências não param aí. O disfarce do sujeito é apenas um óculos!!! Ou seja, com o óculos é o Clark Kent e sem os óculos com uma roupinha azulzinha e com capa vermelha é reconhecido como Superman. Foi uma das coisas que eu perguntei: COMO ASSIM???

Outra coisa. Concordam que alguém com todo este poder teria o poder de dominar (literalmente) o mundo? O curioso é que alguém com tanto poder se preocupe em tirar um gatinho do alto de uma árvore!!! Que vá para uma favela e prenda traficantes, toma as armas deles, etc. Mas o gatinho???

Uma pergunta que eu sempre me fiz com relação ao Superman: Que mérito ele tem? Até eu, com o poder dele, faria no mínimo a mesma coisa (isto se não fizer melhor).

 
 
Spiderman
Spiderman

 
 
Um super herói que eu admiro em determinadas coisas. Mas não é bem admiração.

O Spiderman é, na vida real, um fotógrafo e tem de aturar um chefe super chato. Ganha super mal e passa uma dificuldade financeira incrível.

O disfarce é contra inconsistências. Tampa todo seu corpo. Ninguém vê seu rosto, sua boca, seus olhos, seu nariz, suas orelhas ou seu cabelo. Ou seja, ninguém poderá reconhecê-lo.

Notei duas coisas. Ele não disfarça a voz. Então quem conhece o Peter Parker fatalmente irá reconhecê-lo no Spiderman se conversar com o super herói também. A outra coisa é a teia. A teia sai do lado interno dos seus punhos. Visto que ele usa uma luva que tapa a mão até o antebraço como é que a teia sai???

Batman
Batman

 
Um super herói admirável. O seu poder está na sua inteligência. Graças a sua inteligência ele se livra de várias coisas. Aliado a isto tem o conhecimento de artes marciais.

Inconsistências? Tem sim, claro!!!

O cinto de utilidades tem de TUDO!!!! Tem um cabo de aço lá que ele lança a uma distância de uns 100 ou 200 metros. A pergunta é: Onde é que este cabo fica enrolado que não ocupa espaço???

Outra coisa. O Batman não tem poderes mesmo. Então é um ser humano comum e sujeito às mesmas fraquezas. Um bom revólver (ou fuzil) e um bom atirador acabaria com ele rapidinho, né? E por que nenhum vilão pensou nisso??? Ah, mas a armadura dele o protege. Sim, protege. Mas a boca tá de fora…

Por causa da sua falta de poderes sobre-humanos então ele também está sujeito a uma boa gripe, uma infecção intestinal (por causa dos canapés que o Bruce Wayne come nas festinhas, talvez). Mas ele sempre tá lá inteiro e nada o afeta. Nenhum espirro ou uma tosse ou uma rouquidão… Nada!!!! Fica como se ele tivesse super poderes!

Eu achei tudo isto engraçado. Mas é claro que quando estamos assistindo um filme de qualquer super-herói podemos claramente entrar no filme e admitir tudo como se fosse verdade e literalmente viajar com a história. Eu gosto muito, apesar das críticas que faço levantando estas inconsistências.

 

Dores

quinta-feira, outubro 29th, 2009

Dores

Este é um texto grande (enorme, pra ser sincero), mas acho que vale a pena lê-lo todo.

Não é de minha autoria, eu apenas adaptei com algumas particularidades.

Vamos lá!

Sempre que sentimos dores ou estamos doentes podemos temos de avaliar o que esta dor (ou doença) quer nos transmitir em termos de conhecimento para modificar nossa vida.

O que quero dizer é que tudo o que nos acontece fisicamente tem um respaldo na nossa forma de conduzir a vida.

A psicologia tem algum estudo a respeito que eu acho fantástico.

Vamos a duas definições básicas:
1. Toda doença é uma tentativa de cura.
2. A doença nos torna autênticos/sinceros/honestos.

A doença é um estado que indica que a pessoa deixou de estar em ordem ou em harmonia ao nível da sua consciência. Essa perda do equilíbrio interno manifesta-se no corpo como sintoma. O sintoma é um sinal portador de informação. A sua aparição interrompe o ritmo da nossa vida e nos obriga a ficar atentos a ele. O sintoma informa-nos de que algo falta.

A doença ataca sempre nos ataca em nosso seu lado mais vulnerável. Uma dor de dentes, uma gripe ou uma diarréia bastam para converter qualquer campeão arrogante num pobre coitado.

Um sintoma teoricamente é uma partícula de sombra que se introduziu na matéria. Através do sintoma aquilo que falta ao indivíduo “aparece”.

A pessoa julga sempre ser apenas aquilo com que se identifica – apenas como ela se vê. Se uma pessoa se nega a assumir conscientemente um princípio, este introduz-se no corpo e manifesta-se sob a forma de sintoma. O indivíduo passa, assim, a não ter outro remédio senão assumir o princípio rejeitado.

Se o nosso corpo é o espelho da nossa alma; ele revela aquilo que somos incapaz de reconhecer. A doença sempre ataca pelo nosso lado mais vulnerável.

Então, a função do sintoma é corrigir um desequilíbrio: o hiperativo é forçado a descansar, o irrequieto é forçado à imobilização, o comunicador compulsivo é obrigado a silenciar-se… etc.

“Basta uma dor de dentes, uma gripe ou uma diarréia é quanto basta para converter qualquer campeão arrogante num pobre coitado”

A RESPIRAÇÃO COMO ASSIMILAÇÃO DA VIDA

A respiração impede que o Ser Humano se isole do Todo, se feche e torne impenetrável a fronteira do seu Eu.

Portanto, a respiração tem algo que ver com o contato e relacionamento. E também liberdade e independência.

Contato e relacionamento: Tanto pulmão quanto a pele, estão relacionados com o contato. A pele com o contato direto (mais intenso, direto e submetido a nossa vontade)

Já o que ocorre através dos pulmões é indireto, mas obrigatório. Não podemos evitá-lo, nem quando uma pessoa nos inspire tanta antipatia que não a podemos “nem sentir seu cheiro”, nem quando a outra nos impressione tanto que nos deixa sem alento.

Liberdade e independência: Quando alguém tem dificuldade em respirar, pode ser indício de que ela tem medo de dar os primeiros passos no sentido da liberdade e da independência.

Também o sufoco que sentimos em situações de aperto, que pode ser uma ânsia de liberdade e de espaço.

Quando apresentamos doenças respiratórias as perguntas abaixo são interessantes:
1. O que é que me impede de respirar?
2. O que é que não quero admitir?
3. Com o que, ou quem, não desejo entrar em contato?
4. Estou com medo de quê? Qual passo temo dar?

Asma

O ataque de asma é sentido pela pessoa como um sufoco mortal: o doente procura desesperadamente inspirar e tem a respiração ofegante, o que dificulta também a expiração. No asmático coincidem vários aspectos:

1. Desequilíbrio entre tomar e dar

A perturbação do equilíbrio: os pólos tomar e dar devem estar em equilíbrio para criar um ritmo. A lei da evolução depende do equilíbrio interno: toda a acumulação impede a fluidez. No asmático, o fluxo respiratório é interrompido porque ele toma em demasia. Acontece então que é incapaz de dar, não podendo voltar a tomar aquilo que tanto quer.

Seja o que for que se deseje possuir – dinheiro, atenção, fama, sabedoria – é preciso sempre haver um equilíbrio entre o que se toma e o que se dá.

O asmático pode ser sedento de amor: deseja amor e por isso inspira tão profundamente. Mas tem dificuldade de amar: tem dificuldade em expirar.

2. O desejo de inibição

A contração asmática está ligada ao medo – com o medo de admitir certos aspectos da vida. O desejo de se fechar persiste no asmático até que ele alcance o seu ponto culminante na morte. A morte é a derradeira possibilidade de se fechar e de se isolar do que é vivo. (A este propósito afigura-se pertinente a seguinte observação: é possível enfurecer com facilidade um asmático dizendo-lhe que a sua asma não é perigosa e nunca lhe poderá causar a morte. É que para o asmático, o carácter maligno da sua doença é de grande importância!)

3. Desejo de domínio e insignificância

O asmático tem um grande desejo de dominar que ele próprio não reconhece e que, portanto, é transmitido ao corpo onde se pode manifestar através da soberba do asmático.

Esta soberba revela com nitidez a arrogância e megalomania que o doente cuidadosamente reprimiu na sua consciência.

O asmático serve-se dos sintomas para exercer o seu poder sobre o seu entorno. Os animais domésticos tem de ser eliminados, não pode haver indício de pó, é proibido fumar na sua presença, etc.

Geralmente o asmático não aprendeu a articular devidamente a sua agressividade na fase verbal – precisa de espaço e tem a sensação de estar prestes a explodir e no entanto é incapaz de exteriorizar os gritos e as injúrias que gostaria de soltar. Estas manifestações regressam então ao plano corporal e saem sob a forma de tosse e de expectoração. A agressividade revela-se também nas alergias e a maioria destas está associada à asma.

4. Rejeição do lado obscuro da vida

O asmático ama tudo o que seja limpo, puro, transparente e estéril e evita tudo o que julga escuro, profundo e terreno, o que costuma traduzir-se claramente na sua seleção de alergênios. Deseja instalar-se no âmbito superior para não entrar em contato com o pó inferior. Costuma, portanto, ser uma pessoa cerebral (a doutrina dos elementos atribui à faculdade do pensamento o elemento Ar).

O asmático quer ar puro. Gostaria de viver no topo de uma montanha (desejo que vê realizado quando se lhe prescreve um tratamento de climoterapia).

Satisfaz-se assim também o seu desejo de domínio: lá em cima, contemplando desde as alturas os acontecimentos turbulentos do vale a distância segura.

O que é que poderá ajudar? À semelhança do que acontece com todos os sintomas, há apenas um remédio: a tomada de consciência e uma sinceridade implacável para consigo mesmo. Quando uma pessoa tenha reconhecido os seus receios, deverá acostumar-se a não evitar as causas do medo mas a confrontá-las até que as consiga aceitar e assumir. Este processo necessário é simbolizado perfeitamente numa terapia.

Perguntas que o asmático deveria fazer a si próprio:
1. Em que aspectos quero receber, mas não estou disposto a doar?
2. Sou capaz de reconhecer conscientemente a minha agressividade?
3. De que forma é que coloco a mim mesmo o conflito domínio/insignificância?
4. Quais os aspectos da vida  valorizo negativamente e rejeito?
5. Quais os aspectos da vida procuro evitar, quais os que considero sujos ou baixos?

Importante: Alguns autores também relacionam asma com mães superprotetoras e ausência paterna!

Gripes

Uma gripe ou a sensação de estar “entupido” acontece geralmente em situações críticas, quando estamos fartos ou quando algo nos irrita.

A somatização acontece na medida em que não estamos dispostos momentaneamente a reconhecer nem a carga que estas pequenas crises cotidianas representam, nem os nossos desejos de evasão: o corpo manifesta ostensivamente a sensação de estarmos de nariz entupido.

Sentimos dor de cabeça (circunstância na qual não se pode exigir de uma pessoa que ela resolva um problema), os olhos lacrimejam, ficamos congestionados, dói o corpo. Teoricamente ninguém deve aproximar-se de nós, ninguém deve tocar-nos sequer. O nariz fica entupido e dificulta qualquer tipo de comunicação (respiração é contato).  Se a garganta fica irritada, a fala, como meio de comunicação, também fica diminuída…

A medicina naturalista vê na gripe / resfriado um processo de limpeza através do qual as toxinas são eliminadas do corpo – as toxinas eliminadas representam igualmente os problemas que se resolvem e se eliminam no plano psíquico. Corpo e alma saem assim fortalecidos da crise, esperando pela próxima vez que estivermos fartos e de nariz entupido.

 
 
 

DIGESTÃO – ASSIMILAÇÃO

Simbolismo da nutrição
 
Através das preferências gastronómicas podemos descobrir-se muitas coisas (diz-me o que comes e dir-te-ei quem tu és).

Quando manifestamos a preferencia por algo, este dado fornece um indício a respeito da nossa personalidade. Quando, ao invés disto, algo não nos apetece, essa aversão também é reveladora…

Geralmente aqueles que gostam de alimentos picantes tem desejo de viver novas emoções. São amantes dos desafios – ainda que se revelem indigestos.

Estômago
O doente do estômago tende a ser uma pessoa que costuma fugir de conflitos. Todos os alimentos saborosos, o álcool, o café, nicotina e os doces representam um estímulo excessivo para o doente do estômago. A vida e a comida têm de estar isentas de desafios…

Existe uma relação entre a secreção gástrica e a mente.

As pessoas que sofrem de perturbações do estômago e do aparelho digestivo podem pesquisar como lidam com seus sentimentos, agressividade e problemas. Como assimilam as situações? Literalmente: O que eu não digeri?

Náusea: tentativa de livrar-se das coisas e das impressões que não quer  ou não consegue assimilar e deseja afastar de si. O vômito é uma expressão categórica de defesa e de repúdio.

Pâncreas
O pâncreas tem duas funções principais: a função exócrina, que consiste na produção dos sucos gástricos essenciais, de carácter eminentemente agressivo e a função endócrina.

O diabético (por carência de insulina) é incapaz de assimilar o açúcar contido nos alimentos; o açúcar escapa-se-lhe do corpo através da urina. Basta que substituamos a palavra açúcar pela palavra amor e teremos descoberto o problema do diabético. Por trás do desejo do diabético de saborear coisas doces e da sua incapacidade para assimilar e armazenar açúcar nas suas próprias células esconde o desejo não reconhecido de realização no plano amoroso, unido à incapacidade de aceitar o amor e de se abrir a ele. O diabético tem de se alimentar de medicamentos substitutos: sucedâneos para satisfazer os seus desejos autênticos. A diabetes provoca a hiperacidulação ou avinagramento do corpo e pode inclusive chegar a provocar o coma.

O que o corpo, neste caso, ensina: quem não ama torna-se azedo.

Apenas é capaz de receber amor aquele que é capaz de o dar: o diabético apenas dá amor sob a forma de açúcar na urina. Aquele que não se deixa impregnar não pode reter o açúcar. O diabético deseja amor (coisas doces), mas não se atreve a procurá-lo ativamente (“os doces não me fazem muito bem!”). Anseia por ele (“é o que mais desejo, mas não posso!”). Não pode receber porque não aprendeu a dar e, portanto, não retém o amor no corpo: não assimila o açúcar e é forçado a expulsá-lo.

Vesícula biliar
A vesícula armazena a bílis produzida pelo fígado. Acontece com frequência, porém, as vias biliares ficarem obstruídas por cálculos impedindo assim que a bílis chegue à digestão. A bílis simboliza agressividade.

Chamamos a atenção para o fato de os cálculos biliares incidirem sobretudo nas mulheres, sendo os cálculos renais, correspondentes ao pólo oposto, mais frequentes entre os homens. Mais ainda, as mulheres casadas e com filhos estão mais sujeitas a sofrerem de cálculos biliares do que as solteiras. Estas estatísticas facilitam a interpretação. A energia deseja fluir e se o fluxo for obstruído produz-se uma acumulação de energia. Se a acumulação se mantiver durante muito tempo, a energia tende a solidificar-se. As sedimentações e calcificações no corpo são sempre indicadores de energia coagulada. Os cálculos biliares são agressividade (energia) petrificada. Energia e agressividade são conceitos quase idênticos. É importante ressaltar que a agressividade não é vista de forma negativa, com valorização negativa. A agressividade é tão necessária como a bílis ou os dentes.

Não é de estranhar, por isso, a grande incidência de cálculo biliar entre mães de família. Essas mulheres ressentem a família como uma estrutura que as impede de dar livre curso à sua energia e agressividade. As situações familiares são vividas sob uma coação da qual a mulher não se atreve a libertar-se e as energias coagulam e petrificam. Através da dor a paciente é obrigada a fazer tudo aquilo que não se atreveu a fazer até então: liberta a energia contida. Doença é sinceridade!

ÓRGÃOS DOS SENTIDOS / PERCEPÇÃO

 
 
Os órgãos dos sentidos são as janelas da alma, através das quais contemplamos a nós mesmos. Aquilo que chamamos mundo exterior é o nosso reflexo. Um espelho.

Olhos

 
Neles se vêem os sentimentos e o estado de espírito de uma pessoa. Por esta razão olhamos para os olhos das outras pessoas para tentar ler o seu olhar. São o espelho da alma.

As doenças mais frequentes dos olhos são a miopia e o presbitismo; a primeira manifesta-se principalmente na juventude enquanto a segunda é um problema do envelhecimento. Os jovens costumam ver o imediato faltando-lhes alcance e uma visão de conjunto. A velhice, ao contrário, distancia-nos das coisas. Da mesma forma, a memória dos idosos é incapaz de recordar os acontecimentos mais recentes mas recorda-se, geralmente, com exatidão dos acontecimentos do passado.

A miopia denota subjetividade exagerada. O míope vê tudo pela sua ótica e sente-se pessoalmente afetado por qualquer tema. Há pessoas que não vêem para além do próprio nariz mas que nem por isso se conhecem bem. A miopia compensa essa má interpretação. Obriga o indivíduo a olhar para o seu entorno de mais perto. Este tem de chegar o ponto de focagem mais perto do nariz e dos olhos. A miopia revela, no plano corporal, uma grande subjetividade acompanhada de um desconhecimento de si próprio.

Conjuntivite, como todas as inflamações, traduz conflito. Produz uma dor que se acalma apenas quando fechamos os olhos. Assim, fechamos os olhos perante um conflito que não queremos enfrentar.

Ouvidos

 
Relacionados com a obediência  e equilíbrio entre egocentrismo e humildade.

Os rins – Convivência

 
As dores e inflamações dos rins costumam surgir quando existem problemas de relacionamento e de convivência. Parceria.

Perguntinhas básicas:
1. Que problemas tenho no campo da convivência com o meu parceiro? Seja ele de trabalho, na família, no casamento…
2. Estou projetando meus defeitos no meu parceiro?

 
 
Coração e a circulação
 
Pressão baixa – Pressão alta (hipotensão – hipertensão)

O sangue é símbolo de vida, sustentáculo material da vida e expressão de individualidade.

A pressão sanguínea é expressão da dinâmica do Ser Humano. É a interação do fluxo sanguíneo e das paredes dos vasos sanguineos. Ou seja: algo que flue e o que o contém.

– Hipotensão: a pessoa que tem a pressão baixa (hipotensão), não desafia fronteiras. Não procura impor-se e coloca em campo todas as suas resistências: nunca vai até ao limite. Quando se depara algum conflito,  retira-se de imediato e o sangue bate também em retirada até que ela acaba por desmaiar. Essa pessoa renuncia (aparentemente) a toda e qualquer forma de poder; ela e o seu sangue retiram-se e demitem-se das suas responsabilidades. Graças ao desmaio o indivíduo perde o conhecimento. A pessoa se ausenta. Ou seja, falta coragem e ânimo.

– Hipertensão: O hipertenso, também tende a não resolver os seus conflitos. Foge em atividades externas e exageradas no mundo exterior, procura distrair-se e distrair aos demais, em detrimento de resolver os conflitos. A hipertensão  é um indício de agressividade reprimida. A hostilidade permanece encalhada no plano das idéias e a energia mobilizada não chega a ser descarregada através da ação. Chamamos a esta atitude “autodomínio”. O impulso agressivo provoca um acréscimo de pressão e o autodomínio provoca a contração dos vasos sanguíneos. O indivíduo consegue, assim, manter a pressão sob controle. A pressão do sangue e a contra-pressão das paredes dos vasos sanguíneos provocam a sobre-pressão. Esta atitude de agressividade reprimida pode conduzir ao enfarto.

Tanto aquele que sofre de tensão baixa como o que a tem excessivamente alta tendem a evitar conflitos. Só que assumem táticas diferentes. O primeiro se retira para o campo do inconsciente, o segundo se confunde numa atividade excessiva e em um dinamismo desnecessário. Refúgio na ação.

O mais comum é a tensão baixa presente nas mulheres e a tensão alta nos homens.

Insônia

 
Para dormi temos que perder todo o controle, toda a intenção e atividade. Exige entrega e confiança. Não é possível induzir o sono através da força, do autodomínio ou de um ato de vontade. Não há como desejar a todo o custo adormecer para não pregar o olho. Podemos apenas criar as condições favoráveis – para além disso teremos de aguardar com paciência e confiança que o sono aconteça. Nem nos é possível sequer observar o processo – a observação só por si já nos impediria de adormecer.

O sono transporta até ao limiar entre o Aqui e o Além, acompanha-nos até à zona obscura e sombria da alma, permite-nos viver em sonhos o não vivido e reconduz-nos ao equilíbrio.

Geralmente quem sofre de perturbações do sono, tem dificuldade e medo de se libertar do controle consciente e de se entregar ao inconsciente. Ele transporta consigo para a zona do sono todos os seus pensamentos e atividades. Prolongamos o dia noite adentro e procuramos analisar o lado noturno da nossa alma com os métodos da consciência diurna. Falta pausa.

O insone deve aprender a terminar o dia conscientemente para poder entregar-se por completo à noite e às suas leis. Deve, além disso, aprender a preocupar-se com as zonas do seu inconsciente para averiguar de onde é que procede a ansiedade. A mortalidade é, para ele, um tema importante. Faltam ao insone a confiança e a capacidade de entrega. Identificam-se demasiado com o perfil da pessoa “ativa”.

A sonolência excessiva revela o problema oposto. A pessoa que, apesar de ter dormido o suficiente, continua a ter problemas para despertar e levantar-se da cama deverá procurar analisar o temor que exercem sobre ele as exigências do dia, da atividade e do esforço. Despertar e começar o dia significa atuar e assumir responsabilidades. A pessoa que tem dificuldades para passar à consciência diurna pretende refugiar-se no mundo dos sonhos para evitar os desafios e as responsabilidades que a vida lhe possa proporcionar ou exigir. Nesse caso o tema consiste na fuga para o campo do inconsciente.

Perguntinhas:
Para a ausência de sono:
1. Dependo do poder, do controle, do intelecto e da observação?
2. Sou capaz de me entregar e confiar?
3. Preocupo-me com o lado noturno da minha alma?
4. Tenho medo da morte? Já pensei suficientemente sobre o assunto?

Para a sonolência excessiva:
1. Evito a responsabilidade, a atividade e a tomada de consciência?
2. Vivo num mundo de fantasia e tenho medo de despertar para a realidade?

Simbologia resumidíssima:

Boca – disposição para acolhimento / receber
Dentes – agressividade, vitalidade
Dor de cabeça: raiva, agressividade, tensão (com variação no caso de enxaqueca)
Estômago – sentimento, capacidade de acolhimento e assimilação
Fígado – valorização, visão do mundo
Joelhos – humildade, flexibilidade
Intestino delgado – assimilação, análise
Intestino grosso – instinto, avareza
Mãos – compreensão, trabalho
Membros e músculos – mobilidade, flexibilidade, atividade, ação. (A lateralidade simboliza os pólos masculino e feminino)
Nariz – poder, orgulho, sexualidade.  (na Rinite: irritação)
Ossos – firmeza, realização
Ouvidos – obediência
Pele – delimitação, normas, contato x isolamento (90% das causas de doença de pele são emocionais)
Pés – compreensão, constância, implantação, humildade, caminho.
Pescoço – medo, controle.
Pulmões – contato, comunicação, liberdade. Tristeza.
Rins – associação, relacionamento
Sangue – vitalidade
Vesicula: agressividade, energia, raiva

Referências bibliográficas:
– A Doença como Caminho. Autores Dethlefsen e Rudiger Dahlke
– A Doença como Linguagem da Alma. Autor Rudiger Dahlke
– A Doença como Simbolo. Autor Rudiger Dahlke
– Quem Ama não Adoece. Autor: Marco Aurélio Dias da Silva

 

Esforços

sexta-feira, outubro 23rd, 2009

 

Esforço

 

Como é que tem se esforçado pela sua melhoria íntima como pessoa? Aliás, a pergunta inicial deveria ser: Você tem se esforçado pela sua melhoria íntima como pessoa?

Infelizmente são poucas as pessoas que se esforçam neste sentido e isto é um motivo para entristecermos.

Quando falamos em esforços é possível ver a cara de preguiça que as pessoas fazem pelo fato de imaginar tende de fazer força para que alguma coisa aconteça.

Mas a coisa é exatamente o contrário! Se tivermos que sofrer para mudar então há alguma coisa errada. As principais mudanças não podem ser radicais e nem à custa de sofrimento.

Se queremos esforçar para atingir alguma melhoria íntima é imperioso pensar que os esforços devem ser mínimos para que sejam feitos com uma boa margem de segurança e continuamente. Não podemos nos propor a mudar radicalmente porque não vamos conseguir manter a mudança por muito tempo. E se não conseguimos manter a mudança que nos propomos a fazer vem a frustração junto com todos os seus agravantes.

Então nos programemos para atingir metas pequenas e facilmente alcançáveis sem grandes esforços.

O esforço deve ser mínimo e contínuo. Contínuo o suficiente para conseguirmos torná-lo um hábito e aí ao final de algum tempo (não interessa quanto) aquilo que antes era conseguido na base do esforço (mínimo, reitero) hoje é feito de forma natural, ou seja, já faz parte de nosso “código de conduta”. Então é sinal que não estamos fazendo mais nenhum esforço e aí é hora de programarmos outro pequenino esforço e persistir nele até que o mesmo se consolide em nosso comportamento.

Parece simples. E realmente é simples!

Querem exemplo? Vamos lá. Falar mal dos outros é um defeito (na minha opinião). Não vamos conseguir parar de falar dos outros de uma hora para outra porque isto está enraizado a tanto tempo que qualquer esforço radical neste sentido nos fará sofrer. Então, ao invés de nos propor a não falar mal dos outros vamos nos propor a falar menos mal dos outros. Ou seja, vamos continuar com o nosso (prazeroso) mal hábito, mas vamos nos propor uma diminuição. Se nos contermos uma vez por dia apenas, pelo menos uma única vez, já é uma diminuição. Então todas as noites (isto serve de exercício) podemos fazer uma reflexão para nos lembrarmos de qual foi o momento em que nos refreamos para não falar mal de alguém. Se encontrarmos este momento podemos considerar que a nossa tarefa diária foi cumprida com sucesso. Proponha a fazer isto durante um mês ininterruptamente. Depois destes trinta dias observe o que mudou em sua vida. Tenho certeza que alguma coisa mudou para melhor. E olhe que isto é uma coisa simples.

Se achar este exemplo/proposta complicada então não faça, mas faça alguma coisa. Não fique acomodado(a). Faça alguma coisa por você mesmo!

Lembre-se que estas mudanças que eu sugiro são necessidades que a vida mais tarde pode cobrar de uma forma nada agradável. Então, quanto mais cedo mudar menos sofrerá porque menos afinidades com situações/coisas negativas terá.

Sou Especial

quinta-feira, outubro 22nd, 2009

 

Qualidades

 

Prazer, meu nome é Marcelo…

Este é a frase padrão quando sou apresentado (ou me apresento) a alguém. Acredito que a frase padrão da maioria é mais ou menos esta (mudando apenas o nome, obviamente).

Mas será que nos conhecemos suficientemente bem?

Temos a estranha mania de confiar mais nos outros do que em nós mesmos. E isto é correto? Como diria uma amiga que tenho: E isto é bonito? rs

A valorização pessoal está longe de ser chamada de vaidade ou mesmo orgulho. O contrário disto é a desvalorização do que fazemos ou somos.

Vamos começar a partir de agora? EU TENHO QUALIDADES! Podem acreditar. Todos temos. Uns mais outros menos, mas todos temos qualidades. O legal é que não dá para comparar a qualidade de um com a qualidade de outro porque são pessoas diferentes e cada ser tem uma infinidade de variantes o que impossibilita qualquer comparação.

Muitas vezes vejo a falsa modéstia dizendo: Sou uma pessoa ruim que ainda tem de melhorar muito para atingir o mínimo. Pois é! Já ouvi uma frase mais ou menos igual a esta vinda de uma pessoa que eu considerava (sim, o verbo está no passado propositadamente) como alguém num nível acima do meu. Sabe o que aconteceu? De tanto esta pessoa fazer questão de mostrar que é ruim eu acabei acreditando.

Entendam que eu não quero aqui fazer apologia à vaidade e ao orgulho. Ninguém tem que achar que é superior aos outros por ter esta ou aquela qualidade. Eu não estou acima de ninguém, mas não preciso evidenciar aos quatro ventos que tenho defeitos.

Meus defeitos são vistos a quilômetros de distância (iguais aos defeitos de todo mundo). Eu vejo os defeitos dos outros a quilômetros de distância porque muito provavelmente também tenha presente em mim os mesmos defeitos. Mas, eu tenho qualidades e posso (leia-se: DEVO) lançar mão delas sempre que possível e necessário.

Alguns podem até dizer: Exaltando minhas qualidades posso suscitar inveja nos outros. Eu digo que sim. Isto é bem possível e é lamentável que alguém queira ter as minhas qualidades sem um mínimo de esforço para tal. Querem um exemplo (sim, vou falar de uma de minhas qualidades)? Tenho uma paciência acentuada. Só que para conseguir chegar neste ponto foi necessário muito esforço de minha parte. Um treino para não dar uma má resposta aqui, uma agressão ali, um palavrão acolá, etc. Então é lamentável quando alguém quer ter a minha paciência como num passe de mágica, sem esforços. É lamentável porque infelizmente as coisas não funcionam desta forma. É necessário esforços em cima de esforços, treinos e muitos testes para averiguar se realmente adquirimos a bendita paciência.

E assim a coisa funciona com todas as nossas qualidades.

Se alguém nos inveja eu só tenho a lamentar por esta pessoa pois o tempo que está perdendo desejando algo que só se consegue com esforço não volta mais, é perdido mesmo.

O fato é que não podemos nos segurar por questões iguais a esta. Estamos aqui para crescer e sermos melhores como pessoas a cada dia sem nos importar se o outro está fazendo a mesma coisa. Ou seja, nesta questão o outro não nos importa, o que importa é o que nós estamos fazendo de bom e o quanto de bom estamos deixando de fazer.

Não existem fórmulas para isto. Cada um inventa a sua segundo suas próprias forças, limitações e necessidades. Só não espere que as coisas caiam do céu como presentes porque isto não vai acontecer. ESFORCE-SE!!!

 

O Lado Infantil

segunda-feira, outubro 19th, 2009

 

Lado Infantil

 

Deixei passar de liso o Dia das Crianças. Mas como diria o Chaves: Antes tarde do que mais tarde!

Eu sempre gostei de crianças e talvez pelo fato de sempre brincar muito elas normalmente gostam de mim. É estranho porque eu pirraço muito elas que normalmente ficam morrendo de raiva mas não saem de perto de mim.

Mas este texto não é para contar como eu lido com crianças e sim para mostrar como podemos ser crianças responsáveis e sairmos no lucro não nos estressando por causa dos problemas que acontecem.

Já viram como criança são capazes de enxergar os piores problemas como simples? Ou, quando os piores problemas acontecem, com pouquíssimo tempo elas estão totalmente descontraídas pensando noutra coisa completamente diferente.

O fato é que nós podemos agir da mesma forma sem sermos irresponsáveis perante o problema que surgiu. Isto significa liberdade porque os problemas nos aprisionam de tal forma que não conseguimos nos desvencilhar deles nem quando vamos dormir.

É possível determinar, neste momento, um “modus operandi” quando surge algum problema. Na maioria das vezes focamos todas as nossas atenções para o problema em questão e nos esquecemos de coisas básicas (comer, beber, dar atenção a quem gostamos, pagar contas, etc).

E é exatamente aí que devemos nos lembrar dos nossos tempos de criança. O mundo está caindo, mas tá na hora de dormir, então vamos dormir que amanhã resolvemos isto. Tá instaurado o caos, mas agora eu tenho prova de matemática, então depois eu resolvo isto. Mas o que mais me deixa encantado é o fato de não guardar rancor de nada. Brigou agora (uma briga homérica) e daí a pouco está brincanco com a mesma pessoa como se nada tivesse acontecido. A capacidade de visualizar os pontos positivos e ignorar os pontos negativos é simplesmente fantástica.

É justamente neste ponto que eu gosto frizar que termos um pouco de criança dentro de nós é bem salutar.

Deveríamos ter atenção com a forma como as crianças agem para que pudéssemos lembrar como agíamos no passado e preservássemos o que realmente vale a pena.

Mas é curioso que algumas atitudes infantis (e negativas) ainda persistem. Duvidam? A pirraça é uma coisa bem infantil e amplamente praticada por adultos. É legal lembrar disto porque temos sempre que filtrar nossas más atitudes e, convenhamos, é um incentivo e tanto identificar atitudes infantis negativas quando adultos…

Que tal observarmos melhor nossas próprias atitudes para pontuá-las visando a nossa melhoria como seres humanos? Esta é a proposta de estarmos aqui, não?

 

Dos Males o Menor

quinta-feira, outubro 15th, 2009

 

Males

 

Sempre dizemos isto numa forma de tentar minimizar alguma coisa ruim que nos acontece. Mas como é isto? Por que temos de nos conformar com um mal menor?

É algo que sempre me incomoda um pouco quando alguém pronuncia esta frase para tentar me colocar pra cima quando algo de ruim me aconteceu.

Eu não quero me conformar com a coisa ruim que me aconteceu apenas porque poderia ser pior. Convenhamos que isto não serve de consolo em tempo algum.

Ao mesmo tempo eu não fico “no prejuízo” amargando o acontecimento ruim sem tentar sair do lugar.

É aí que eu uso a filosofia (santa filosofia que já me tirou de poucas e boas).

Vamos pensar sobre as coisas ruins que nos acontecem? Uma pessoa certa vez, tentando me vender um processo terapeutico, me perguntou:
– O que, em sua vida, você gostaria de esquecer?

Em princípio é fácil escolher este ou aquele fato no nosso passado que queremos simplesmente apagar da história. Mas antes de responder eu pensei. E a minha resposta foi:
– Não gostaria de esquecer nada porque o que eu sou hoje é baseado em tudo o que eu vivi de bom e de ruim no meu passado!

Eu até entendo que todos nós temos pequenos traumas. Acontecimentos que modificaram negativamente a minha personalidade. Mas não vai ser esquecendo estes acontecimentos que vou melhorar minha personalidade. É até fácil chegar a esta conclusão, basta ver a linha de tempo em nossa vida. Observem:
– Aos 13 anos acontece um fato desagradável em minha vida;
– A partir deste momento eu passo a modificar meu comportamento por causa do que sofri;
– Aos 40 anos de idade a minha personalidade já está formada e teve como base (para algum desvio) aos 13 anos.

Ok. Aí alguém vem com uma técnica especial (que fiz questão de não entender, é bom deixar claro! rs) e me faz esquecer o que eu vivi aos 13 anos e que me fez mudar.

Muito bem. Eu esqueço o que aconteceu mas a mudança está consolidada em minha vida. Ou seja, de nada vai adiantar eu esquecer, aliás, só vai servir para me confundir ainda mais porque se eu esqueço posso (em algum momento) me questionar os motivos do meu comportamento atual (que teve início aos meus 13 anos.

Toda esta historinha é para ilustrar a minha filosofia pessoal que me diz que toda situação ruim me serve de experiência para que eu me cuide no futuro. Se privarmos uma criança de tomar choque elétrico fatalmente terá algum acidente no futuro ao manusear erroneamente algum equipamento conectado à eletricidade. Ajude uma borboleta a sair do casulo e ela nunca voará por não ter exercitado suas asas. Então sempre aprendemos com as dificuldades (e isto nunca é diferente onde quer que estejamos).

Alguns dizem que as dificuldades nos fazem melhores. É uma pena que muitos ainda insistem em não aprender com as dificuldades (porque aí é sinal que uma dificuldade maior ainda virá para fazê-lo aprender de uma forma ou de outra).

O fato é que não somos super-heróis e com isto não conseguiremos evitar sofrimento.

E se você tiver a brilhante idéia de tentar evitar sofrimento saiba que o ato de “evitar sofrimento” causa um sofrimento muito maior do que o sofrimento evitado!

Como agir então? Simples. Assimile o sofrimento. Aconteceu? Não se impeça de sofrer. Sofra. Chore. Coloque pra fora seu sentimento. Seja um ser humano normal. Com certeza sofrerá menos e por menos tempo do que tentar se fazer de forte.

Vai consolar alguém por algo ruim que aconteceu na vida dela? Pelo amor que você tenha a Deus e a esta pessoa, não diga frase “DOS MALES O MENOR” porque além de não consolar só faz revoltar! Ao contrário disto, mostre a ela que existem pontos positivos em tudo o que aconteceu (mesmo que seja apenas a experiência dos fatos) e ofereça apoio (mesmo que seja apenas um ombro e um par de ouvidos).

 

Consideração

terça-feira, outubro 13th, 2009

 

Consideração

 

Qual é a importância que damos aos outros? Podemos dizer que é a mesma importância que gostaríamos de ser para quem gostamos? Em caso positivo, tudo bem. Nada a dizer. Mas em caso negativo é sinal de problemas (atuais e/ou futuros).

É comum haver diferenças de consideração. Afinal de contas somos pessoas diferentes umas das outras. Com isto a nossa forma de encarar os relacionamentos são igualmente diferentes. Cabe a nós fazer o possível para ficarmos no lucro sempre.

E o que é o lucro? Bem simples. Vamos encarar que sempre que damos importância aos outros seja um ponto positivo e sempre que recebemos importância dos outros seja um ponto a menos no nosso saldo. O que eu quero dizer que devemos cuidar para sempre darmos mais atenção do que recebemos.

Como fazer isto? A resposta é mais simples ainda: SE VIRA! rsrs. Arranja um jeito. Acharam que eu ia dar alguma fórmula mágica? Ledo engano! Não existe fórmula mágica porque cada um tem a sua própria vida.

Não tem tempo? Arranja algum! Está cansado? E daí? Dê atenção pois você nunca saberá a real situação de quem te pede atenção se não conversar com ela. A pergunta para justificar tudo isto é: E se fosse eu?

Não estou aqui dizendo que devemos viver em função dos outros. Não é nada disso. Mas são coisas simples. O cumprimento diário (quanto custa um “oi” ou um “bom dia”?). O interesse (mesmo que só aparente) pela dificuldade do outro. E por aí vai.

Li uma matéria numa revista onde o autor se propôs a cumprimentar todo mundo que ele via pela frente (conhecidos ou não, simpáticos ou não, carrancudos ou não) por um período de 21 dias (três semanas). As conclusões foram interessantíssimas. Disse (entre muitas coisas) que:
– Não foi fácil começar. Teve de forçar muito. A coisa (no início) era mecânica e forçada. Mas com pouco tempo a coisa virou hábito.
– As pessoas mais arredias passaram a ser mais amigáveis.
– As pessoas carrancudas passaram a abrir um largo sorriso ao seu cumprimento.
– As pessoas antipáticas tornaram-se mais simpáticas.
– O seu círculo de amizades aumentou.
– As pessoas ao seu redor foram contagiadas pelo seu hábito e no final de seu propósito todos já estavam com o mesmo hábito e mais felizes.

E o mais legal:
– Ele não conseguiu parar após terminado o prazo que ele havia estipulado para sua experiência!

Sabe o que vi nisto tudo? Uma grande necessidade humana sendo suprida de alguma forma.

Comecei a lembrar de alguns fatos de minha própria vida. A maioria das vezes que fui bem atendido em lojas foi quando eu cheguei com um sorriso no rosto e cumprimentei o(a) vendedor(a). Quebrei toda e qualquer expectativa negativa dele em relação a mim. Fiz com que ele pensasse que eu sou um cara legal e que pode relaxar (faço ele pensar a verdade sobre mim… rsrsrs).

Lembrei das vezes que faço questão de cumprimentar as pessoas que já se sentem excluídas por causa da baixa autoestima (devido ao pouco estudo ou a profissão que exercem). Estas pessoas, que antes faziam uma idéia negativa ao meu respeito, passaram a sorrir pra mim, fazer piada, conversar amenidades, etc.

Lembrei também daquelas vezes em que um diretor de determinada empresa se mostrou sorridente quebrando qualquer idéia preconcebida que eu tinha dele por causa do cargo que ocupava.

Bem. Consideração é uma coisa complicada de se pedir. Aliás não é coisa que se peça é algo que tem de ser dado de forma espontânea (pelo menos na visão de quem recebe atenção). Procurar fazer o máximo neste sentido é nunca deixar as pessoas que gostamos sem a devida (e merecida) atenção. Afinal de contas adoramos quando sentimos que somos bem quistos em todos os ambientes. Nada como retribuir isto de alguma forma (até mesmo para a manutenção deste sentimento alheio por nós).

Ridículo

quinta-feira, outubro 8th, 2009

 

Bobo da Corte

 

Se tem uma coisa que me irrita é quando alguém me acha com cara de palhaço, cisma que eu acredito em tudo e aí sai falando as piores bobagens.

Eu analiso sempre as coisas e quando vejo que a pessoa está mentindo ramente desminto. Deixo como está para ver até onde vai e para não constranger.

Melhor seria se a pessoa não tomasse uma atitude destas. Será que nunca passa pela cabeça que alguém pode perceber e que isto vai ser muito feio?

Mais irritante é quando a pessoa fica tão convicta de que enganou mais que dá um “reforço” na porcaria que está despejando no meu ouvido.

Avaliar o que se diz. É o que eu recomendo. Pense antes de falar porque uma mentira sempre puxa outra, e outra, e outra, e outra… Chega num ponto insustentável.

Eu até concordo quando alguém diz que todos nós mentimos. Ou seja, somos mais ou menos mentirosos. Se não concorda basta lembrar quando alguma mulher pergunta: Estou gorda? Se você disser que está a coisa vai ficar feia!!! rsrsrs.

Mas não se desespere. Isto é bem comum. Chamamos isto de “mentira social”. A mulher que pergunta se está gorda, na verdade ela faz uma afirmação e não uma pergunta. A afirmação é: Eu acho que estou gorda, mas não quero que você me diga pois eu tenho de acreditar no contrário!

Nossos olhos sempre vêem a verdade, mas nem sempre é lícito que a nossa boca divulgue o que os olhos viram. Ou se assim fizer, teremos de ter um grande cuidado para não deixar as pessoas em situação ruim.

Várias vezes me peguei pensando nisto e nunca chegava a uma conclusão definitiva porque é um assunto pra lá de delicado. Dizer que todos nós somos mentirosos não é uma tarefa muito fácil. Uma generalização destas é sempre complicada.

Mas o que fazer quando a verdade está aí estampada na nossa frente? Só me resta admitir e ficar de olho para não cair no ridículo de aumentar as mentiras que ouço e nem inventar coisas que não vi.

Cada momento vivido não precisa ser visto como um erro pelo simples fato de termos dito uma das “mentiras sociais” (alguém lhe pergunta na rua: Como vai? e você sem querer entrar em detalhes responde: Vou bem! e na verdade não tem nada bem… rsrsrs).

Muitas e muitas vezes isto vai acontecer, não se privem de fazer isto. Mas cuidem para que isto não seja desculpa para aumentar ainda mais o rol de mentirosos contumazes que povoam o nosso planeta.

 

Propagandas do MSN

terça-feira, outubro 6th, 2009

 

Windows Live Messenger

 

Quem nunca passou raiva com aquelas mensagens promocionais no MSN levante a mão!

Considere como mensagens promocionais aquelas imagens que ficam piscando também. Quando o ponteiro do mouse escorrega pra cima dela a mesma cresce ocupando toda a área do MSN.

Isto não é irritante?

Pois então, não se preocupe mais com isto. Agora existe um programa que é capaz de retirar estas mensagens e imagens de forma simples, rápida e segura.

Para baixar o programa (super pequeno) clique aqui. Ao executá-lo irá aparecer uma tela cheia de opções (em inglês).

 

Tela

 

Quando for executar lembre-se que você precisa sair do MSN primeiro.

Se as coisas lhe parecem muito estranhas deixe tudo em branco e marque as opções “Banner Ads” e “Ad Bar” como “Invisible”. Depois é só clicar no botão “Patch” e tudo estará resolvido como num passe de mágica.

Entre novamente no MSN e não vai ver as propagandas chatas novamente.

Amizades

segunda-feira, outubro 5th, 2009
Amizades
 
Sempre tive relativa facilidade para fazer amigos. Com isto ajuntei um monte de pessoas que sempre estão a minha volta.

A expansividade é minha marca registrada e talvez seja este o motivo de conseguir tudo isto. Como marca registrada todos que me conhecem sabem que sou muito difícil de ficar envergonhado e que sempre vou ter um sorriso no rosto para tudo.

Mas cheguei num ponto onde comecei a questionar toda esta amizade de todo mundo. Não confundam isto com egoísmo de minha parte, mas é aquela busca (infundada, eu sei) de alguém sem defeitos.

Inventei uma historinha hoje (que retrata bem isto) e achei legal colocá-la aqui.

A historia é assim: Acordei num belo dia e achei uma lâmpada mágica. Esfreguei e o gênio apareceu (ohh que novidade, rsrsrs). Só que ele me concedeu quantos pedidos eu quisesse. Então vamos começar, mas tenho de pensar muito no que vou escolher.

Nesta história de pedidos, gênios e etc fiquei pensando no volume de amigos que tenho. Sendo assim eu pensei em fazer uma seleção destes meus amigos utilizando o gênio da lâmpada.

E como seria isto? Acho que será simples. Apesar de que nada que vem das profundezas de minha mente possa ser considerado simples. Mas isto é uma outra história! rsrs

Nada que um bom e poderoso gênio não seja capaz! Nas histórias os gênios são capazes de tudo. Fazem o mundo virar do avesso, mas não são capazes de modificar o coração das pessoas. Então já que não posso modificar o íntimo das pessoas (e nem seria lícito fazer isto) tenho de pedir outras coisas.

Aí comecei a pedir:

Vamos desaparecer, do meu círculo de amizades, as pessoas que só se preocupam consigo mesmas. Pedi ao gênio e… pluft… pronto, estas pessoas foram estirpadas do meu convívio.

Agora é a vez das pessoas que me subestimam. Acham que tenho um retardo mental (rsrsrs… não riam disso… rsrsrs… mas tem gente que pensa assim mesmo). Manda elas para longe. O gênio prontamente atende ao meu pedido.

No meu terceiro pedido quero que desapareçam as pessoas que me decepcionaram. Sim. Aquelas pessoas de quem eu esperava algo legal e foram capazes de fazer justamente o contrário. Vamos gênio… Trabalha aê!

Inteligentemente eu logo lembrei das pessoas que me causaram alguma lesão. Que me fizeram alguma coisa de ruim. Estas são as próximas, gênio! Vamos lá!

Agora eu quero que as pessoas que têm (ou já tiveram) desprezo ou raiva de mim vâo para bem longe. Gêniooo… Vamos lá…

Ufa! Já foi todas as pessoas que tinham na minha pálida seleção. Mas… Ué! Cadê o resto??? Onde tá todo mundo??? Fiquei sozinho!!!!

Então é hora de fazer meus dois últimos pedidos ao gênio:
1. Traga todo mundo de volta.
2. Entre dentro desta lâmpada e vá para o fundo do oceano mais profundo possível para que ninguém te ache novamente.

Sabem o que eu compreendi? Que todos nós temos defeitos, não importa quais são! E vou mais além. Eu mesmo já senti tudo isto por muita gente que eu gosto. E não deixei de gostar destas pessoas pelo fato de algum dia ter sentido alguma coisa negativa por elas. Então, estas pessoas não deixaram de gostar de mim pelo simples fato de algum dia na vida ter sentido algo negativo por mim.

O que eu quero é que todo mundo seja o que tem de melhor e é isto que passei a procurar em cada um que conheço.

Hoje procuro motivos para gostar das pessoas e não para não gostar. Ou seja, procuro os pontos positivos ao invés dos negativos. E descobri que todos nós temos pontos positivos (e como temos!).

Experimentem! Façam o mesmo!!!

(Este texto é uma homenagem às minhas verdadeiras amizades)