Archive for novembro, 2009

Beleza Relativa

terça-feira, novembro 24th, 2009
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Conversávamos na cozinha da empresa onde atualmente presto serviços.

Estávamos em três homens e uma mulher. O assunto foi para as preferências masculinas e brincamos de classificar as mulheres que conhecemos no quesito beleza.

A partir de um certo ponto começamos a falar um pouco mais sério e aí a conversa ficou realmente interessante.

Vou colocar aqui, de forma textual, o que conversamos nesta parte interessante.

Os homens tem a visão para o todo, ignoramos os detalhes se estes não afetam o conjunto. Já as mulheres tem a visão detalhada, ignoram o todo e se prendem a detalhes.

Nós, homens, não percebemos quando as mulheres cortam cinco ou dez centímetros no cumprimento do cabelo se este já é comprido. Outra mulher percebe! É automático. Uma mulher coloca um brinco e por mais maravilhoso que seja nós iremos avaliar o conjunto (rosto, cabelo, roupa, etc). Mulheres pegam detalhes pequenos. Trocou um brinco de prata para dourado com certeza ela vai perceber.

O corpo perfeito nos enche os olhos, mas nos amedronta também. Dificilmente iremos nos apegar a uma mulher com corpo escultural e sem defeitos. De nada adianta ter um corpo fenomenal mas com baixa inteligência Admiramos a inteligência feminina. Quando algum de nossos amigos tem uma namorada (ou esposa) que conquistou um bom emprego ou uma posição de destaque sentimos felizes por ele e admiramos ela. Na nossa concepção uma mulher inteligente supera (e muito) a beleza exterior.

Mas não é só inteligência que conta. Vamos analisar também a companhia. Tem mulheres que nos dão prazer de estar ao lado delas pois são pessoas agradáveis. Não importa se são gordas, baixinhas e até um pouco feias. A beleza interior conta muito na hora de estarmos com alguém.

Um dos amigos que estavam na conversa disse para o outro (que é mais jovem): Você um dia vai ficar encantado por uma gordinha!

A mulher que estava presenciando o nosso papo ficou boquiaberta. Acho que ela nunca esperava ouvir isto de algum homem.

Ela reclamou que faz as unhas mas o namorado nem nota. E eu disse: Não é que ele não nota as unhas, mas as unhas fazem parte do todo. Unhas, batom, cabelos, roupa, acessórios formam o conjunto que olhamos no todo. Mude a cor do esmalte de branco gelo para um rosa claro e não iremos notar, corte dois centímetros no cumprimeto do cabelo e não iremos notar, mude a cor do batom de forma discreta e mais uma vez não notamos, coloque (ou troque) um brinco por outro de mesmo tamanho e também não notamos. Mas faça tudo isto ao mesmo tempo! Se estivermos desatentos iremos dizer: Tem alguma coisa diferente!

Isto não quer dizer (nem de longe) que não apreciamos uma mulher bem arrumada. Mas observerm o "conjunto da obra" e não somente detalhes.

Não se preocupem se estão além do peso, se tem estrias, celulites e coisinhas assim. Isto tudo é irrelevante para nós. Nós somos sempre conquistados pela pessoa independente da aparência.
 

(Um pedido: Façam o que quiserem, mas não nos deixem vê-las de bobs no cabelo! rsrs)

O Direito Torto

sexta-feira, novembro 13th, 2009

 

 

E interessante como um ponto de vista pode mudar muita coisa.

Há muito tempo eu passei a tentar ver utilidade em tudo (mesmo que sejam as piores coisas). Com certeza existem coisas que não consigo ver nada de positivo, mas bem que eu tento.

Estamos aqui para construir virtudes. Nesta corrida desenfreada para construir tais virtudes nos esquecemos de coisas básicas.

Não temos (ou temos muito pouca) capacidade de treinar as boas virtudes já sendo bons. Então o nosso treino é naquilo que nos é comum, ou seja, em maus momentos e em más situações mesmo.

O assaltante as vezes tem de treinar a paciência para observar dias e dias a sua vítima. Este treino lhe será muito útil no futuro quando resolver sair da criminalidade (o que torcemos que seja o mais breve possível). O estelionatário tem de ser inteligente o suficiente para bolar um plano infalível de ser mais esperto que todos e não ser preso. Esta inteligência, com certeza, lhe será útil quando não mais quiser praticar os crimes.

Não estou aqui fazendo apologia ao crime ou a qualquer coisa errada, mas apenas observando que mesmo fazendo coisas erradas estamos treinando algumas virtudes que mais tarde serão utilizadas para o bem.

Acham que os exemplos que dei são meras coincidências? Então observem as principais invenções do mundo. Grande parte delas foram, inicialmente, usadas para o mal e só depois de desgastar o lado ruim é que passamos a utilizá-la para algo melhor. A pólvora é um bom exemplo. As pesquisas atômicas (inicialmente eram apenas bombas, hoje existem usinas geradoras de energia). O próprio computador que antes era usado como artefato para facilitar operações bélicas. A Internet que ainda é mal utilizada (vide sites pornográficos, pedófilos, etc) e que já desponta a boa utilização em vários sentidos.

Podemos ver alguns presos que se convertem a alguma religiâo evangélica (ou outra qualquer) e passam da condição de criminosos para a condição de convertedores de pessoas que antes lhes comungavam as mesmas idéias. A mesma persistência que tinham no crime tem no incentivo contra o crime. A força (ou energia) é a mesma, porém, em direção diferente.

A proposta que faço é tentar identificar quais as virtudes estamos trabalhando de maneira torta e mudar a direção. Para facilitar existem muitas virtudes que normalmente trabalhamos errôneamente: Criatividade, paciência, persistência, esperança, fé, honestidade, organização, prudência, etc.

 

Somos Heróis

terça-feira, novembro 3rd, 2009

 

Vencedor

 

Falei sobre as inconsistências dos super-heróis no post passado. Fiz isto propositadamente para mostrar que embora sejam heróis existem falhas na sua concepção para o “cargo” ou neles próprios. O que, de certa forma, nos coloca no mesmo patamar.

Somos verdadeiros heróis em várias situações.

Ainda comparando com os heróis da ficção, podemos notar que todos eles possuem um grande e poderoso inimigo. Aquele vilão que o deixa sossegado em momento algum. O Batman tem vários (Coringa, Duas-Caras, Homem-Gelo, Pinguim, etc). O Spiderman também tem vários. O Superman (que, ao meu ver é o mais poderoso) tem apenas um. Injustiça isso! rsrs… Mas o fato é que todos tem.

Conosco não é diferente. Atuando como heróis da vida temos um super vilão que (literalmente) não larga do nosso pé. Este vilão sempre nos pega em nossos pontos fracos (e ele conhece todos). Nos faz desviar de nossos objetivos para nos atrasar em todos os sentidos.

Vencer este vilão não é tarefa fácil e é comum encontrar pessoas que não resistem aos seus ataques e sucumbem. O que devemos fazer, então? LUTAR! Alguns dizem. E, de certa forma, não estão errados. Mas a luta não pode ser desleal senão iremos nos igualar a ele quando o propósito é justamente o contrário. a Melhor forma de lutar contra ele é não lutando porque ele mesmo se encarrega de se derrotar. Isto porque o que lhe alimenta são os nossos golpes e a nossa tentativa desenfreada de ganhar dele. É como um grande monstro que se alimenta de nossas investidas e de nossos golpes. Então a forma de vencê-lo não será golpeando.

Nós conhecemos muito bem este vilão e até sabemos quais são as suas investidas. Mas mesmo assim sucumbimos por termos pontos fracos.

Para saber quem é este vilão é bem fácil. Basta separar a nossa personalidade. Uma parte de nós quer crescer e melhorar como pessoas. A outra parte tende a continuar do jeito que estamos e revolta-se com tudo de ruim que nos acontece e que acontece a nossa volta.

Vencer a nós mesmos é uma das tarefas mais árduas que existe. Normalmente digo que é uma luta desleal porque o nosso oponente nos conhece muito e sempre ataca nos pontos fracos.

Como vencer? Apesar da resposta simples a sua execução não é tão fácil como parece. É bom deixar claro que a fórmula para um pode não servir para outro. Mas o jeito que eu consigo é:
– Estabelecer metas pequenas e fáceis de serem alcançadas. Cumprir metas programadas nos faz sentir melhor e nos deixa confiantes para cumprir outras.
– Priorizar o cumprimento destas metas. Nada (ou quase nada) é tão prioritário quanto estas metas. Isto nos remete à disciplina que é um fator imprescindível para o sucesso de qualquer coisa.
– Não iludir-se. Nada de tentar vencer o chefe de todos os vilões porque iremos perder feio. Ao invés disto, vá lutando contra seus capangas mais fracos e que damos conta de vencer com folga. Se vencermos todos os seus capangas o grande chefe morrerá (filosofia de vídeo-game, rsrs).
– Admitir-se não tão forte quando se quer. Somos ainda fracos para vencer grandes forças. Mas não tão fracos para iniciar a luta.
– Observar. Grandes e importantes informações normalmente nos chega de forma silenciosa. Um jeito de olhar, um gesto, uma forma de expressar, etc. Observar coisas simples (e invisíveis) aos olhos despreparados é uma grande ajuda.

É isto e muito mais.

Mas o mais importante é considerarmos o fato que seremos vencedores. Não importa o caminho que tomarmos. Não importa o quanto erremos. Não importa o que aconteça. Seremos vencedores. A pergunta é o quanto devemos sofrer para que isto aconteça. Mas podemos, facilmente, vencer quando tivermos motivação para tal.

Temos, a muito tempo, vencido este grande vilão que me referi aqui. Quer provas disto? É fácil! Basta observar a sua própria vida 10 anos atrás. Com certeza você agia de forma que hoje condena e que acha absurdo. Então é sinal que venceu este grande vilão com o passar dos anos.

Somos super-heróis natos! Acredite nisto! Vença a si mesmo hoje! Faça algo bom que não fazia ontem e/ou deixe de fazer algo ruim que fazia ontem. Isto é uma verdadeira chicotada no grande vilão! rsrs.