Archive for dezembro, 2009

Propostas

quarta-feira, dezembro 30th, 2009
Vencer 
Todo fim de ano nos propomos a uma série de mudanças positivas em nossa vida.
 
Muito provavelmente estas propostas nasceram do Espírito Natalino. Desejamos para nós as felicitações que fizemos aos outros. Como sabemos que as coisas não virão de graça, nos propomos a nos movimentar.
 
É uma pena que a maioria destas propostas acabam no esquecimento em menos de uma semana após serem formuladas.
 
Mas há uma razão do motivo de nossas propostas não durarem: São difíceis de serem mantidas. Eu diria que algumas são impossíveis, mas mesmo assim tentamos!
 
Desta vez eu não vou me propor mudanças que poderiam facilmente serem consideradas como milagres. Vou fazer o contrário. Vou me propor mudanças que eu consigo fazer. Nada de tentar algo radical ou mesmo difícil (a custa de sacrifícios).
 
Minhas propostas:
  • Vou comer menos. Não vou deixar de comer nada daquilo que gosto, mas vou comer em menos quantidade. O quanto menos? Não sei, só sei que será menos. Que seja 50 gramas menos, mas já é menos.
  • Vou falar menos da vida alheia. Vou continuar falando, mas vou me propor a falar menos. O quanto menos? Não sei, só sei que será menos. Se eu evitar de falar de uma pessoa já estarei falando menos.
  • Vou caminhar mais. Vou continuar indo trabalhar de carro (mesmo quando não for preciso), mas vou me propor andar mais. Não sei o quanto irei caminhar, mas vou.
  • Vou gastar menos dinheiro com coisas supérfluas (coisas que eu considero supérfluas para minha vida). Com certeza vou continuar comprando coisas inúteis e/ou desnecessárias, mas vou economizar. Um centavo que eu economizar é um centavo a mais a minha disposição para coisas importantes.
 
A lista é longa (e ela existe). O importante nisto tudo é que devemos colocar coisas que damos conta de fazer com um mínimo de esforço (nada além do mínimo). Não podemos nos iludir achando que vamos nos transformar da noite para o dia. Eu acho graça daquelas propostas que exigem um grande esforço. Estas propostas nunca duram mais do que uma semana. Eu não acredito em mudanças radicais em curto espaço de tempo. A mudança que prevalece é aquela feita aos pouquinhos.
 
Não é necessário fazermos grandes esforços. É importante que façamos pequenos e insignificantes esforços de forma contínua. Um pequeno (e insignificante) esforço que fazemos hoje, com pouco tempo ele se torna hábito. Tornando hábito é hora de nos esforçarmos novamente em outra questão (esforço pequeno e insignificante, sempre!). Ao final de algum tempo (não importa quanto tempo) veremos que modificamos muito e de uma forma sólida.
 
É o momento de iniciarmos! Vamos aproveitar o início de ano para nos propor mudanças pequenas e insignificantes, mas (principalmente) que damos conta de fazer.
 
Um feliz ano novo para todos e boas propostas!
 

Então é Natal…

quinta-feira, dezembro 24th, 2009
natal_2009.jpg
Bem, eu já vivi 42 Natais! Então posso dizer que tenho "história pra contar". rs
 
Mais um Natal chegou. Mais uma vez vejo o corre-corre para compras. Mais uma vez vejo comerciantes ganhando muito dinheiro. Mais uma vez vejo as ruas, lojas e shoppings lotados. Mais uma vez vejo atitudes de caridade com os menos favorecidos.
 
Acho maravilhoso este espírito natalino que move as pessoas para atitudes de caridade. Muito embora eu olhe com certo desdém estas atitudes meramente natalinas (como que para cumprir uma obrigação social ao invés de um verdadeiro ato de caridade).
 
Este espírito natalino não me pega. Sou no Natal exatamente do mesmo jeito que sou o resto do ano. Mas digo isto porque já compreendi que não devemos ser bondosos e caridosos APENAS na proximidade do Natal. Tenho me esforçado durante todo o ano por ser o que muitos são apenas no Natal.
 
Uma vez ouvi uma frase de um amigo que me deixou pensando: "Se somos igual a maioria devemos tomar cuidado, porque a maioria não representa o melhor!". Desde que ouvi esta frase minha vida virou um inferno porque a minha frase-padrão para desculpas ("Se todo mundo é assim porque eu não posso ser?") caiu por terra. E foi daí que partiram os meus esforços.
 
Quando digo que o espírito natalino não me pega é porque procuro viver pequenos (e possíveis) atos de caridade o ano inteiro ao invés de concentrar tudo num dia só.
 
As instituições de caridade ficam abarrotadas de alimentos e de visitas neste fim de ano e passam por extremas dificuldades o resto do ano. Parece incoerente só para mim ou vocês pensam o mesmo?
 
O meu objetivo, neste texto, é a conscientização de que precisamos ser melhores é durante todo o ano e não apenas durante a época de Natal.
 
Feliz Natal a todos e que o Natal dure 365 dias ao invés de apenas 1.
 

Excelência da Profissão

quarta-feira, dezembro 16th, 2009
excelencia.jpg

 

Falei, noutro artigo, sobre as responsabilidades que cada profissão traz.
 
Agora vou me ater no bom desempenho de cada profissão.
 
Não basta sermos profissionais, temos de amar o que fazemos. Aí sim atingimos o ápice da qualidade ou da excelência naquilo que fazemos.
 
Vi ontem um documentário na TV onde uma médica desempenhava o seu papel de uma forma tão boa que os pacientes, quando recebiam alta, ficavam pesarosos de deixar o hospital pela saudade que tinham.
 
Ela extrapolou à obrigação. Fez além daquilo para o qual é paga, mas recebe muito mais porque o pagamento neste caso é numa moeda muito mais rica: O agradecimento, o reconhecimento.
 
Conheço um eletricista que, por amor à profissão, desempenha a sua função de uma forma como ninguém faz. O respeito que ele tem pela eletricidade e pelas normas de segurança fazem dele uma pessoa respeitada dentro do seu campo profissional.
 
Um ano atrás conheci um carcereiro que embora o seu trabalho seja árduo (pelo local de trabalho, que é uma penitenciária) me deu uma aula de respeito humano. A frase que ele me disse que me marcou (e que me lembro até agora) foi: "Trato os presos da mesma forma que eu gostaria que meu filho fosse tratado se ele estivesse lá". Nisso aí dá para resumir como ele desempenha o seu papel.
 
O que eu quero dizer é que sempre podemos crescer na nossa profissão se formos humanos, se agirmos com amor, se não nos deixarmos levar pela ganância, etc.
 
Em termos de prestação de serviço o melhor serviço que podemos prestar é o bom tratamento.
 

Profissões e Responsabilidades

segunda-feira, dezembro 14th, 2009
Profissões 

Para se ter uma profissão (qualquer que seja) é necessário um mínimo de qualificação. Sem qualificação a pessoa pode até ter emprego, mas não tem profissão.
 
Eu vejo que em todas as profissões existem responsabilidades embutidas em que o profissional deve ser o exemplo para que quem o veja se convença do que ele faz.
 
Basta pensar um pouquinho (não precisa muito) sobre todas as profissões e veremos a responsabilidade lá estampada.
 
Vou dar aqui alguns exemplos, nada muito profundo mas com lógica.
 
Médicos possuem a obrigação de manter o corpo saudável. Ter hábitos saudáveis. Os médicos estudaram arduamente sobre o corpo humano, sobre os efeitos de remédios e drogas, sobre a consequência de maus hábitos alimentares e comportamentais. Entretanto é comum vermos médicos fumando, bebendo e até usando drogas. Isto não soa contraditório? Está sendo irresponsável com aquilo que aprendeu.
 
Contadores estudam incansavelmente sobre procedimentos e leis tributárias do país, portanto, sua responsabilidade é cumprir as leis que tanto estudaram. Observar e respeitar impostos. Entretanto é também comum vermos contadores gastando tempo raciocinando sobre uma maneira de burlar o imposto de renda ou outro imposto qualquer.
 
Advogados estudam a lei e a constituição brasileira com a finalidade de defendê-la de quem quer que a infrinja. Podemos dizer (racionando um pouco) que os advogados existem para defender a verdade, verdade esta que é baseada no que temos em termos da constituição. Infelizmente é muito comum vermos advogados procurando brechas na lei para defender alguém que reconhecidamente cometeu um erro. Para isto usam de todos os artifícios possíveis.
 
Professores se prepararam por anos para ensinar. Conhecem técnicas para melhor abordar os assuntos que serão ensinados e estudam muito para isto. São conhecedores daquilo que ensinam. Podemos dizer, sem muita dificuldade, que professor tem a obrigação de ensinar. Ensinar sempre. Sempre serão referências em tudo o que fizerem e disserem. Não possuem o direito à impaciência (alguém tem? rs) no ato de ensinar. Explicar a mesma coisa "n" vezes para a mesma pessoa de forma incansável até que aprenda é o seu dever (ele se preparou para isto). Infelizmente não é bem isto que vemos.
 
Psicólogos e psiquiatras tem a obrigação de manter a mente saudável, visto que o trabalho deles é justamente auxiliar quem passa dificuldades psicológicas. É comum vermos psicólogos altamente desequilibrados e dando conselhos no mínimo questionáveis.
 
Sociólogos tem a obrigação do bom relacionamento. Estudam a sociedade e deveriam ser pessoas alheias a mesma para que o fruto do seu estudo seja o mais isento possível. Infelizmente não é bem isto que acontece. Já vi sociólogo com aversão à sociedade. Cheguei a perguntar o motivo pelo qual estudou sociologia…
 
Assistentes sociais são o apoio humanitário que se espera de todos concentrado num grupo apenas. Tem a obrigação de amparar e zelar pelo bem estar das pessoas que sofrem. É uma profissão (na minha opinião) linda. Vi muitos assistentes sociais desempenhando um papel maravilhoso no meio que se encontravam, assim como vi assistentes sociais zelando apenas pelo seu bem estar num egoísmo inexplicável.
 
Não vou cercar aqui todas as profissões (não tenho esta pretensão), mas quero mostrar que em todas existe a responsabilidade embutida. Para descobrir qual é esta responsabilidade basta ver o objetivo da profissão e voltar este objetivo para o próprio profissional que a desempenha.
 
Nós trazemos esta "cobrança" inconsciente. Basta ver as críticas que fazemos (mesmo que sem dizer a ninguém) quando vemos um professor de educação física obeso, ou um cabeleireiro com o cabelo desarrumado, ou um médico fumando, ou um psicólogo desequilibrado, etc.
 
Aquele ditado que diz "casa de ferreiro, espeto de pau" não serve mais para justificar isto.
 
Quanto mais conhecimento temos, mais responsabilidades. E nisto não adianta recusar conhecer, pois temos também responsabilidade sobre as oportunidades de instrução que deixamos (voluntariamente) passar.
 

Fazer a Diferença

sexta-feira, dezembro 11th, 2009
Seja diferente

O que estamos fazendo no mundo (e pelo mundo)?
 
Quando adolescente havia uma pergunta que sempre fazíamos entre os amigos (o tom da pergunta era sempre de brincadeira, mas encerrava uma grande lição): O que você fez de útil para a humanidade em toda a sua vida?
 
Normalmente ficávamos sem resposta para esta pergunta, porque nada tínhamos feito.
 
Aí veio a grande idéia: Vamos fazer alguma coisa para responder esta pergunta. E fizemos. Plantamos uma árvore. Hoje eu posso dizer: Fiz (pelo menos) uma coisa útil para a humanidade. Plantei uma árvore!!!
 
Já não me misturava à multidão que nada respondia a esta pergunta.
 
O que eu quero com tudo isto é bem simples. Ser igual a todo mundo é fazer o esperado. É agir em comunhão com a multidão.
 
Estamos aqui para sermos diferentes em alguma coisa. Podemos viver como todo mundo vive, mas temos todas as possibilidades de agir fazendo a diferença na vida dos outros.
 
Aí começa a nossa peregrinação em busca do que fazer de diferente. É uma busca que não precisa ir muito longe. O mundo nos cobre de possibilidades e cabe a nós aproveitar tais oportunidades.
 
Querem sugestões? Fácil! Procurem um abrigo que acolhem crianças. Não precisam levar nada. As crianças que estão "internadas" nestes abrigos estão carentes de calor humano e não de presentes comprados em lojas. O maior presente para elas é serem consideradas como seres humanos (enquanto todos as consideram como lixo). Agir diferente, neste caso, é ter um compromisso de visitá-las periodicamente. Não vai gastar dinheiro, só um pouco do seu tempo. E não visitem apenas na época do Natal, porque isto também é bem comum. Que seja uma vez por mês. Após a segunda visita as crianças já vão te esperar para a próxima. Briquem com elas, conversem, dialoguem… Trate-as como seres humanos. Seja humano!
 
Esta é uma das sugestões, dentre tantas outras que existem.
 
Não gostaria de deixar esta vida sendo considerado como uma pessoa normal. Quero que sintam a minha falta porque a minha presença faz falta (sentir minha falta por causa da falta de meu dinheiro não é muito legal também).
 
Tenha amigos. Ouça-se e respeite-os sempre! Não há prazer maior do que ser lembrado pelos seus amigos como uma boa referência.
 
Sejam o que quiserem ser, mas façam a diferença na forma positiva de pensar.
 

Não Posso Errar

quarta-feira, dezembro 9th, 2009
 erros.png

É uma frase que eu conheço muito. Ouço esta mesma frase de muitas pessoas.
 
Mas por que, exatamente, não podemos errar? O erro é direito nosso. Vou mais além: O erro consciente é direito de todos.
 
Existem erros dos quais ainda não temos forças para nos libertar. E nós sabemos exatamente que erros são estes. Então, travar luta contra estes erros o resultado é claro e antecipado: Fracasso!
 
Cada vez que fracassamos no combate a algum erro amargamos o prejuízo da culpa e do remorso.
 
Reconhecer e assumir os erros é imprescindível. Mas não podemos nos privar do direito de errar.
 
Iremos errar sim, tantas vezes quanto quisermos. Temos este direito. Vamos cair nas mesmas falhas e não queremos ser julgados por isto (basta a nossa consciência que não nos deixa em paz quando erramos).
 
Considero o erro consciente como uma evolução, pois se antes errávamos achando que estávamos agindo corretamente, hoje erramos sabendo que é a nossa atitude é errada.
 
Não podemos encarar este direito ao erro como uma desculpa para o comodismo. Devemos sempre cuidar para evitar os erros, mas não devemos nos martirizar por causa deles.
 
Sempre que paramos para viver o remorso por um erro cometido é sinal que:
1. O erro ainda é mais forte que nós. Portanto, não deve ser alvo de nossos combates;
2. Existem outros erros menores que estão sem a nossa devida atenção.
 
E a recomendação é bem simples. Podemos exercitar o nosso poder de combate aos erros com os pequenos erros. Combater os erros que damos conta de vencer é prazeroso e aumenta a nossa auto estima.
 
Não podemos pensar que iremos vencer sem esforços, mas não precisamos empreender um esforço do qual não daremos conta de vencer. Podemos conseguir grandes feitos com esforços insignificantes e constantes.
 
Para isto basta vontade! Desanimar e acomodar nunca!
 

Valores

sexta-feira, dezembro 4th, 2009
 pinoquio.jpg

Vamos ser artistas?

Eu até acho que a maioria de nós somos, porque sobreviver no mundo de hoje com dignidade é uma verdadeira arte.

É complicado resistir às tentações de não tirar vantagem em tudo quando partimos para coisas ilícitas. Afinal de contas temos tido exemplos disto em todo lugar.

É bom lembrar de nossas referências, mas é bom questionar todas as referências que temos. Sempre que algo nos fizer pensar será como aquela sinetinha interna que nos alerta de que algo não está muito certo. É bom darmos ouvidos a este precioso aviso.

Eu fico observando como as pessoas se comportam em várias situações e isto tem me ensinado muito.

Outro dia comentávamos sobre o trabalho de jurado num tribunal. Se algum dia eu fosse "convidado" com certeza iria dar a minha opinião mediante os fatos e provas que teria à minha frente sem nenhuma outra influência. Mas isto é o que se espera. O ato de dizer que alguém é culpado ou inocente é sério. Mas como seria nossa atitude se fosse um amigo que estivesse no banco dos réus? Será que a nossa opinião mudaria simplesmente por ser um amigo que está lá? Não dá para ser diferente. Nossa opinião deveria ser a mesma, pois deveria ser baseada em fatos.

Um amigo me contou um fato interessantíssimo que merece destaque. Ele estava conversando com uma amiga que é Coronel da Polícia Militar. Numa conversa disse a ela (em tom de brincadeira):
– Tenho andado pensando muito em você?
– Por quê?
– Porque tenho visto muita fiscalização policial e se eu for parado em alguma vou te ligar.
– Me ligue sim. Eu terei o maior prazer em ir lá com meu carro e te levar para onde você quiser.
– Como assim?
– Sim. Como sua amiga eu terei o maior prazer em ir até o lugar que você estiver com meu carro e te dar uma carona para onde você quiser, porque se me ligar é sinal que o seu carro ficou apreendido.

Vi nisso tudo uma beleza muito grande. É o sinônimo de honestidade acima de tudo e sem o famoso "jeitinho brasileiro" que eu traduzo sempre em desonestidade.

Sabem o que o "jeitinho brasileiro" produz? Os nossos maus políticos e maus governantes. Não temos como exigir honestidade de ninguém quando nós mesmos somos desonestos.

"Ah, mas para minha família eu abro uma exceção". Não! Não faça isto! Não abra exceções apenas porque é para sua família. Transforme esta exceção em regra e se não puder fazer isto é sinal que o que se propôs a fazer não é correto, então não faça.

Como exigir de meu filho que ele sempre diga a verdade se na primeira oportunidade eu o peço para dizer, a alguém que me chama ao telefone, que não estou? Não dá para ter dois pesos e duas medidas para coisa alguma nesta vida.

É curioso como exaltamos aquela pessoa que achou uma carteira repleta de dinheiro e a devolve intacta sem retirar um centavo sequer (mesmo passando dificuldades) e não aceita recompensa. Esta pessoa não fez mais do que a obrigação de qualquer cidadão honesto.

Estamos vivendo um tempo em que os honestos são exaltados (quando não são taxados de idiotas por agirem honestamente). Na verdade a honestidade é nossa obrigação.

É hora de revisão. Revisão de tudo o que temos feito para uma mudança urgente nos nossos conceitos e pontos de vista.

Qual é o exemplo que estamos deixando para as outras gerações? Será que o exemplo é daquele "mentir é errado, mas de vez em quando é necessário"?

Pensemos, reflitamos, mudemos… URGENTE!!!