Archive for janeiro, 2010

A Vida Ensina

terça-feira, janeiro 26th, 2010
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Uma vez ouvi uma frase que me marcou e guardo até hoje: O universo conspira a nosso favor. Se queremos atingir algum objetivo temos a contribuição de todo o universo para isto.
 
É óbvio que esta frase tem alguns (vários) "poréns". Não vou entrar nisto porque a frase tem lá o seu fundo de verdade.
 
Acredito piamente que a vida nos ensina muita coisa. O problema é que quando a vida resolve dar uma de professora normalmente a lição é aprendida com sofrimento e/ou dor (devido a nossa resistência em aprender).
 
Observar para onde a vida nos encaminha e já caminhar na frente por conta própria é o ideal. Assim passamos a aceitar tudo que nos acontece de forma pacífica e resignada. Não confundam isto com apatia. O fato de eu aceitar os reveses em minha vida não significa que eu esteja satisfeito ou passivo a tudo. Vou lutar contra tudo o que me faz infeliz da mesma forma.
 
É curioso como somos impulsionados a agir de determinada forma e mais tarde observamos que era assim que deveríamos ter agido desde o começo.
 
Tenho um amigo que estava passando por uma situação acomodada (e ruim), tanto profissional quanto financeiramente. Resistia em mudar com muitos medos. Instintivamente eu dizia a ele para se mexer, movimentar-se para ser mais do que é (porque ele tinha potencial para isto). Perdi o contato com ele durante anos e anos. Encontrei-o novamente no final de 2009, quando ele me contou a reviravolta que a sua vida tomou. Me contou que perdeu o emprego, trabalhou por conta própria, voltou a estudar. Cresceu! A sua vida financeira continua não muito boa, mas cresceu em experiências. Aprendeu muito com toda esta movimentação.
 
E é aí que devemos ter o olhar frio para enxergar que a perda do emprego foi apenas o instrumento que a vida se utilizou para fazê-lo se movimentar.
 
É comum, ao ler isto que escrevo (ou me ouvir falando disto), achar que foi pura coincidência e que esta visão é apenas uma visão positiva. Não vou discordar, mas observe a sua própria vida. Quantas modificações positivas aconteceram de fatos desagradáveis e que mais tarde você disse (ou pensou): Ainda bem que aquilo aconteceu! Não se assuste se lembrar de muitos fatos similares, é a vida nos ensinando a viver.
 
Quanto mais renitentes estivermos ao aprendizado que a vida nos proporciona mais duras se tornam as lições. A cada vez que temos de aprender a mesma lição sofremos mais.
 
Observem a própria vida (inicialmente) e depois observem a vida dos outros. Lembrem-se que a vida dos outros só pode ser observada mesmo, algo a mais do que isto vira fofoca… E se fizermos isto a vida vai nos ensinar a modificar mais esta questão!
 

Velhos Hábitos

segunda-feira, janeiro 18th, 2010
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Nossa primeira reação a qualquer dificuldade é fugir. Isto é instintivo. O animal, quando ameaçado, instintivamente procura abrigar-se contra o perigo. Se não tem saída, ataca para defender-se.
 
Podemos facilmente nos comparar aos animais neste sentido.
 
Quando acontece qualquer coisa de diferente da nossa rotina procuramos abrigo em locais conhecidos. Muitas vezes desagradáveis, mas conhecidos.
 
Até aí eu considero uma reação instintiva de conservação do bem estar. É, na maioria das vezes, útil. Mas vamos pensar melhor sobre isto porque esta reação nunca vem sozinha.
 
Uma outra reação que normalmente acompanha a fuga é a de destruir as nossas bases de sustentação. Isto é muito perigoso.
 
Temos a estranha mania de não reconhecer nos outros os nossos pontos de apoio para futuras dificuldades e os tiramos de nosso caminho. Estou ignorando o conceito que não devemos nos apoiar em qualquer coisa ou em qualquer um que não seja nós mesmos. Isto é o nosso futuro, mas não o nosso presente. Hoje precisamos uns dos outros para nos apoiar em muita coisa, isto é fato que não podemos igrnorar!
 
Quando cometemos algum erro (e o reconhecemos) tentamos apagá-lo de nossa vida. É óbvio que não conseguiremos de pronto. E é aí que mora o perigo. Iremos atacar as pessoas que podem nos induzir ao erro (mesmo que elas não sejam responsáveis pelo mesmo), atacaremos também as pessoas que podem nos alertar quanto aos erros que cometemos (enquanto o erro não é público, para todos os efeitos, não cometemos nenhum erro).
 
Uma outra situação é que nos consideramos bons demais para que alguém nos ajude e aí criamos uma escala de importância das pessoas que conhecemos, como se pudéssemos avaliar ou classificar a capacidade das pessoas sem conhecê-las no íntimo. E aí quando alguém se dispõe a nos ajudar esta ajuda não é eficaz porque não nos colocamos na posição de receber ajuda (muito menos desta pessoa). Não é raro nos irritarmos com estas pessoas que querem, simplesmente, nos ajudar.
 
Isto eu chamo de "martelar as próprias bases".
 
Quer corrigir isto? É simples também! Não despreze nenhuma opinião de ninguém (quem quer que seja e por pior que seja a opinião). Se alguém nos diz que estamos com algum problema há uma chance desta pessoa estar nos enxergando com algum problema inexistente, mas há uma chance muito maior do problema realmente existir. Se ignorarmos corremos o risco de deixar para que a vida nos mostre o mesmo problema de forma diferente (e, muitas vezes, dolorida).
 
Sejamos observadores!
 

Beleza Interior

quarta-feira, janeiro 13th, 2010
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A quanto anda o nosso interior?
 
O lado externo é fácil cuidar. Nada que um banho, perfumes, pente e (para mulheres) maquiagem não resolva.
 
Mas e o nosso interior? Como fica? Como temos demonstrado o que somos?
 
São perguntas cujas respostas não podem ser imediatas. Precisamos refletir para responder depois.
 
Me assusta ver pessoas lindas por fora e sem nenhum conteúdo. Simplesmente não dá para imaginar como alguém pode se preocupar tanto com o exterior e nem correr os olhos pelo que vai dentro de si mesmo.
 
Considero, por exemplo, a inteligência uma dádiva divina. Tal qual qualquer instrumento que temos aqui, se não usado atrofia (ou estraga). Aí vejo pessoas se recusando a aprender as coisas procurando sempre uma forma mais fácil de resolver seus problemas, sem se preocupar com o amanhã. E este perfil ainda é bom, porque pior ainda é aquele tecem seus próprios conceitos acerca de tudo e de todos sem aceitar opinião contrária.
 
Aí conversamos com estas pessoas, lindas por fora, esperando um mínimo de beleza interior. Não me canso de surpreender com o besteirol que ouço. E aí me bate aquela preguiça de tentar explicar as coisas ou de tentar defender minha opinião. Normalmente eu encerro o assunto dizendo o meu famoso: "Ok! Você está certo!".
 
Pois bem. O meu objetivo neste texto é que possamos rever nossos conceitos e atitudes para voltarmos para dentro de nós mesmos e melhorar o nosso "ambiente interno".
 

Cultura Inútil

quarta-feira, janeiro 13th, 2010
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Vocês sabiam que nas ruas de Belo Horizonte sabemos que estamos caminhando para o fim da rua quando os números ímpares estão do nosso lado esquerdo?
 
Vocês sabiam que se alguém gritar durante 8 anos, 7 meses e seis dias, produzirá energia sonora suficiente para esquentar uma xícara de café?
 
Vocês sabiam que a pressão produzida pelo coração humano ao bater é suficiente para espirrar sangue a uma distância de 9 metros?
 
Vocês sabiam que bater com a cabeça contra a parede consome 150 calorias por hora?
 
Vocês sabiam que de um modo geral, as pessoas têm mais medo de aranhas do que da morte?
 
Vocês sabiam que o músculo mais forte do corpo é a língua?
 
Vocês sabiam que o crocodilo não consegue mostrar a língua?
 
Vocês sabiam que a formiga consegue levantar 50 vezes o seu peso, puxar 30 vezes o seu peso e sempre cai para o lado direito quando intoxicada?
 
Vocês sabiam que os ursos polares são canhotos?
 
Vocês sabiam que a pulga consegue pular a uma distância correspondente a 350 vezes o comprimento do seu corpo. É como se um ser humano pulasse a distância de um campo de futebol?
 
Vocês sabiam que a barata consegue sobreviver por nove dias sem a cabeça antes de morrer de fome?
 
Vocês sabiam que o paladar das borboletas está nos pés?
 
Vocês sabiam que os elefantes são os únicos animais que não conseguem pular?
 
Vocês sabiam que o olho de uma avestruz é maior do que o seu cérebro?
 
Vocês sabiam que as estrelas do mar não têm cérebro?
 
Vocês sabiam que o "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê?
 
 
Aqui está apenas uma pequena parte da cultura inútil que nos circunda.
 
Há quem pense diferente e veja tudo isto como algo muito interessante, mas mesmo que seja interessante (algumas coisas realmente são), o que isto muda em nossa vida?
 
Quando alguém me diz algo similar eu sempre respondo com a frase: COMO É QUE EU PUDE VIVER ATÉ AGORA SEM ESTA PRECIOSA INFORMAÇÃO???
 
Sou muito bem humorado e vejo tudo isto sempre como uma piada. São coisas que realmente não farão a menor diferença saber ou não. Nunca pude utilizar informações similares para qualquer coisa em minha vida. Querem um exemplo? Observem as perguntas acima e imaginem uma utilidade para elas. Quando é que saber que os ursos polares são canhotos vai fazer alguma diferença em minha vida?
 
Mas em tudo existem momentos difíceis. O difícil, nesta questão, é quando alguém cisma que tudo isto é importante e quer nos provar cada uma das "teses" apresentadas.
 
Muitas vezes eu (inadvertidamente e acidentalmente) caí de paraquedas em discussões como esta. No fim das contas eu acordei para a inutilidade do processo todo e concordei com quem estava discutindo para que a discussão acabasse ali mesmo e eu não perdesse mais tempo ainda.
 
Bem. tudo isto serve de alerta para que não entremos nestas discussões e nem (tão pouco) sejamos nós os defensores de teses tão (IN)úteis.
 

Vencer na Vida

terça-feira, janeiro 12th, 2010
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Eu acho muito interessante as inúmeras e mirabolantes formas que as pessoas criam para ganhar dinheiro.
 
Admiro muito a criatividade e a visão empreendedora da maioria.
 
Na verdade eu admiro muito o trabalho, a luta, o esforço para conseguir o sustento e (algum) conforto.
 
Em meio a isto é evidente que existem aqueles que acham que trabalhar é para os fracos e idiotas. Sendo assim eles são espertos e irão ganhar a mesma coisa (ou mais) sem trabalhar ou trabalhando menos.
 
Aí entra em cena a contravenção, ou o crime, ou atitudes inescrupulosas.
 
Existem milhares de oportunidades para quem quer ganhar dinheiro ilicitamente. Sinceramente eu considero muito fácil ganhar dinheiro de forma desonesta. No fim das contas não vale a pena porque não tem o sabor de vitória.
 
O tráfico de drogas recruta pessoas de 8 a 80 anos e com possibilidade de ganhos variados (todas estas possibilidades são atrativas pelos elevados números). Enganar as pessoas e roubar-lhes é relativamente fácil, afinal de contas nem todo mundo anda prevenido nas ruas. Assaltar (com alguma arma) também é fácil, basta uma arma de brinquedo e as pessoas conseguem muita coisa. Ultimamente basta um telefone e uma boa lábia para conseguir enganar as pessoas e ganhar dinheiro (ou algo que o valha).
 
O que eu levanto aqui é que ganhar a vida desta forma não há mérito algum. Mérito mesmo é quando utilizamos a nossa inteligência (porque somos inteligentes) vencendo a crise e ganhando dinheiro honestamente.
 
Concordo que é difícil. Temos de usar nossa criatividade aliada a nossa observação do meio em que atuamos.
 
Vamos vencer, mas é bom observarmos a forma como estamos "vencendo". É bom lembrar que devemos vencer a crise econômica e não a honestidade.