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Combate ao Mal

segunda-feira, fevereiro 22nd, 2010
Combate ao Mal
Fiquei pensando nisto neste fim de semana (muitos me perguntariam se eu não tenho mais nada o que pensar, mas vou ignorar isto… rsrs).
 
Há um grande movimento em prol do combate ao mal. Mas aí começam as inconsistências. O que é o mal? Entenderam onde eu quero chegar? O que é mal para mim pode não ter a mesma conotação para outra pessoa (pode até ser mal para todo mundo, mas nunca na mesma intensidade).
 
Então alguns combatem um mal que não tem a mesma importância para outras pessoas. E aí começam as discussões sobre o que combater.
 
Bem. Para ser diferente disto tudo eu digo: NÃO VOU COMBATER NADA. E esta é a melhor forma de combater qualquer coisa ruim.
 
Vou explicar, calma! Sempre que eu me movimento em prol do combate ao mal fatalmente me misturo com ele. Ainda temos enraizado o conceito que para nos defender temos de atacar. E aí começa a disputa em prol do bem usando o mal.
 
Quantas vezes já vi religiosos brigando por causa de religião!!! Acho isto uma coisa extremamente contraditória (qualquer semelhança com as "Guerras Santas" ou a "Santa Inquisição" é mera coincidência). Eu pego uma boa causa e utilizo dos piores meios para que a MINHA boa causa tenha êxito.
 
É por isto que eu digo que a melhor forma de combater o mal é justamente não combater. Eu me recuso a me imbuir de alguma coisa ruim para evidenciar alguma coisa boa, senão tudo fica inviável.
 
Não precisamos resistir ao mal e nem revidar nada. O mal gera consequências por si só. Então pra que reagir (praticando, as vezes, as mesmas atitudes que condenamos)? O mais lógico é deixar que a vida tome as devidas atitudes para que não tenhamos nossa consciência maculada.
 
Todas as vezes que nos embrenhamos numa disputa para fazer valer o certo é bom sabermos que já iniciamos errado. O certo não precisa ser defendido. O certo não precisa ser exaltado.
 
Pensemos bem antes de combater aquilo que não precisa ser combatido.
 

Descaso

domingo, fevereiro 7th, 2010
silencio.jpg

– Olá! Como vai?
cri-cri  (barulhinho de grilo indicando silêncio total)

– Você está por aí? Tem alguém aí?
cri-cri

– Sei que você está me ouvindo. Por que não me responde?
cri-cri

Óbvio que tudo isto é uma brincadeira, mas na vida real temos esta situação acontecendo várias e várias vezes.

Para quem está do lado de quem recebe o chamado não há muito incômodo, pois afinal de contas está vendo que alguém o procura. Porém, para o lado de quem chama dá uma sensação terrível de invisibilidade (na melhor das hipóteses, porque na pior a sensação é de abandono mesmo).

Eu fico pensando aqui comigo: Quanto custa fazer alguém feliz? A minha resposta a esta pergunta é: Muito pouco! Muito mesmo!!!

Muita gente reclama comigo do excesso de atenção porque eu tenho um lema: E-mail recebido, e-mail respondido. Nem que seja só para avisar que recebi e que não tenho como me dedicar um tempo para respondê-lo como merece. Posso até esquecer de respondê-lo depois (sou um ser humano como qualquer outro), mas nunca deixar alguém sem resposta.

Estou falando no geral. Porque se eu deixo de responder algum e-mail é sinal que existe algum problema. Portanto, se eu não te responder saiba que eu estou enfrentando problemas pessoais grandes ou tenho algum problema com você e não quero entrar no assunto agora.

Não estou na posição de condenar ninguém apenas porque tenho costumes diferentes. Mas observo o comportamento das pessoas (comigo e com as outras). Vejo o que comportamentos simples pode gerar (de positivo e de negativo) nas outras pessoas. Vejo o descaso de alguns quando dizem: O problema não é meu se Fulano quis se sentir assim!

Juro que já tentei tapar o sol com peneira (como dizem por aqui) tentando suprir essa ou aquela dificuldade gerada por um comportamento "largado" de outros. Confesso que quase sempre não consigo suprir positivamente (mas bem que eu tento).

Ultrapassei o ponto da dor neste sentido. Não me preocupo mais se as pessoas respondem ou não aos meus chamados, embora lamente muito a falta de resposta (e/ou de atenção). Sei que atitudes iguais a esta só criam (ou aumentam) distâncias e é justamente por isto que nunca deixo de dar atenção.

Se quer cultivar o carinho das pessoas mantenha-se próximo. Se o seu plano for se afastar, comece fingindo que é surdo…