Archive for junho, 2010

Branca de Neve e os Sete Anões

segunda-feira, junho 28th, 2010
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Na noite de ontem meu filho me pediu para contar uma história.
 
Não estava com paciência para inventar uma história (como eu faço as vezes), então vamos às clássicas mesmo. A escolhida foi: Branca de Neve e os Sete Anões.
 
Para quem não sabe (e quem não sabe????) é aquela história de uma menina linda que foi vítima de inveja da madrasta que mandou matá-la. Mas o capanga encarregado de matá-la amarelou e ela fugiu para a floresta. Ficou abrigada numa cabana com sete anões (ela era a gigante do lugar) e para pagar a estadia teve de lavar, cozinhar e dar faxina na casa.
 
Nem precisa dizer que esta farsa foi logo descoberta pela madrasta que tratou de fazer o serviço pessoalmente. Disfarçada, deu a ela uma maçã envenenada, e ela morreu (ou pelo menos parecia morta). No seu velório aparece um príncipe que, diante de tanta beleza, resolveu beijá-la. Este beijo fez com que ela acordasse (se tudo curasse com um beijo…).
 
A história termina com: "E eles se casaram e foram felizes para sempre".
 
Bem, foi assim que eu terminei a história para meu filho que foi dormir alegre e satisfeito.
 
Mas eu continuei a história!
 
COMO ASSIM FORAM FELIZES PARA SEMPRE????
 
Vamos aos fatos: O sujeito vê uma mulher bonita, que aparentemente estava morta. Aí resolve beijá-la porque ficou encantado pela sua beleza. Até aí tem pouca coisa fora do comum. Estou sendo bem generoso ao considerar comum alguém querer beijar uma pessoa que nunca viu antes na vida e que já morreu, mas vamos passar batido por este fato. Então o cara beija a mulher e ela acorda da morte… Isto, na vida real, seria um verdadeiro corre-corre no velório. Imaginem a cena de alguém, num velório, levantando do caixão. Não vai ficar ninguém perto! O povo simplesmente vai voar para fora. Neste momento dramático é cada um por si e pernas pra que te quero!!!
 
Mas, na história não foi bem isto que aconteceu. Todos se alegraram com o fato. Que ótimo. Sinal que ela era muito querida. Vamos partir para esta hipótese porque senão complica muito.
 
Aí ela olha para o sujeito que a beijou e se encanta também.
 
Ah que ótimo! Fórmula perfeita para o casamento! Pronto! A garota e o príncipe se casaram. Mas entre casar e ser feliz para sempre há um imenso abismo.
 
Na verdade este é um casamento que tem tudo pra dar errado! Eles não se conhecem!!! Apenas se viram uma única vez e pronto! Vamos casar!
 
Por trás da beleza do bom moço podem haver uma série de coisas desagradáveis. Imaginem ele chegando em casa no meio da madrugada após uma farra com os amigos na taberna da vila? O cara que vive enfiado em roupas pesadas em cima de um cavalo chegando em casa com um baita chulé. Sem contar que o banho, naquela época, não era algo comum de se fazer (até hoje não é pelas bandas da Europa, mas não vou entrar nisto).
 
E ela? Bonitinha, delicadinha e prendada. Mas não é isenta de defeitos. Deve ser um poço de chatice e frescura. Imaginem ela nos bailes da realeza. O príncipe tem de ficar 100% do tempo ao lado dela porque se alguma mulher se aproximar a casa vai cair! Na menor contrariedade vai querer voltar para casa ou ir para o seu quarto (caso a festa seja no próprio palácio).
 
E os anões? Vai que ela cisma de levá-los para morar com elas (afinal de contas seria retribuir o favor)? Já imaginaram a vida do casal com sete pessoas morando junto com eles? E o pai dela? O cara é um banana, né? Viu a madrasta fazendo merda e não tomou atitude nenhuma… Mas, não vamos entrar nesta questão, o fato é que o pai dela estava sozinho pois a madrasta (e mulher dele) foi morta pelos anões. Já imaginaram a confusão que isto ia ser???
 
Não! Não há a menor possibilidade de haver felicidade após este casamento…
 
Um final perfeito para esta história seria a garota ter morrido, o pai ter acordado do surto psicótico e mandado prender a madrasta num calabouço a pão e água (uma vez por dia) e dar uma boa vida para os sete anões que protegeram a sua filha (fazendo o trabalho que ele deveria ter feito).
 
Mas para não ser tão dramático, há um outro final que poderia ter sido feito: A garota ter ficado encantada pelo rapaz e ele por ela. Daí surgir um namoro duradouro e sério para que eles se conhecessem melhor. O futuro deste namoro? Sinceramente não sei… Não sei se um iria suportar o outro… Mas ela voltaria a morar no palácio junto com o pai e os anões serem amplamente recompensados pela proteção que deram a ela e não precisar mais trabalhar naquela mina que tira a saúde deles.
 

Minha Família

domingo, junho 27th, 2010
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É um tema bem polêmico, pois muitas coisas que aprendemos sobre a família são passadas de geração a geração com poucas (ou nenhuma) alterações.
 
As famílias se fecham criando uma sociedade fechada e unida pelo sangue. Só que esta união é algo que nem sempre é bem vista pelo bom senso, pois desta união temos coisas não muito boas…
 
Quem faz parte de minha família? Meu pai, minha mãe e meus irmãos. Isto enquanto eu estiver solteiro porque depois de casado a minha família é composta de: Eu, minha esposa e meus filhos. O resto são familiares.
 
A minha família direta (aquela que eu devo lutar pela união e pelo bem estar) é composta pelos membros mais próximos. 
 
Quando estes valores estão conturbados eu considero como família direta a todos e aí minha atenção fica dividida. Deixo de privilegiar a quem realmente precisa de mim (que é a minha família direta) para dar atenção aos meus familiares. E este é apenas o começo dos problemas…
 
Uma família com falta de valores para a família direta passa a desprezar os membros que não são consanguíneos (genros, noras, enteados, etc). E dentro do clã estes não são admitidos (apenas tolerados).
 
É comum observar a dificuldade de relacionamento dos membros da família que não consideram esposa e filhos como família direta. Normalmente acabam em separação, pois a convivência torna-se insustentável.
 
O que falo aqui não é contra a união da família como um todo, mas um pensamento sobre quem realmente devemos colocar como principais herdeiros de nossa atenção primária.
 
A partir do momento em que constituimos a nossa família começa um novo ciclo e devemos desapegar do ciclo anterior. Não fazer isto é o mesmo que não cortar o cordão umbilical e viver sempre sob a tutela dos pais.
 
Não existe curso para ser chefe de família ou para ser pai (ou mãe). Nossos pais encararam o desafio e venceram (de uma forma ou de outra estamos aqui vivos). Cometeram erros (como todo mundo). Na nossa vez temos de nos permitir errar também e, no fim das contas, vencer o grande desafio de nossa vida. Mas se deixarmos de lado o cuidado com a nossa família direta como iremos dizer que vencemos se sempre tivemos o amparo de outras pessoas?
 
É para pensar mesmo: Será que vale a pena viver sempre na dependência de quem quer que seja?
 
Na posição de pais: Até quando vou conseguir proteger meu filho? Por que ele não pode errar?
 

Mudanças

sábado, junho 26th, 2010
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Estamos em constante mutação desde que nascemos (eu poderia dizer antes de nascer, mas vamos considerar apenas após o nascimento para não dar muita confusão).
 
As mudanças físicas são inquestionáveis mas a principal mudança não é a do corpo físico mas é a mudança de nossos pensamentos e comportamentos.
 
Tem uma frase bíblica que diz: "antes de conhecermos a lei o que conhecemos é a lei". Isto é a mais pura verdade e reflete bem o que estou querendo dizer aqui. A partir do momento em que apuramos o nosso conceito de certo e errado mudamos o nosso comportamento para pender para o lado certo.
 
Mas é exatamente aí que devemos nos cuidar. O nosso senso de percepção do certo e do errado é algo mutável (isto é fato, quanto mais amadurecemos melhor temos a noção do que é correto) e durante um momento difícil ficamos com nossa atenção desfocada de nossos ideais. É muito comum ouvirmos as pessoas dizerem que tomaram uma decisão errada porque estavam sufocadas pelos problemas.
 
O curioso é que sempre que algo desagradável acontece programamos algumas mudanças em tempo recorde. E o pior: Executamos estas mudanças como se elas fossem nos devolver a felicidade (teoricamente) perdida.
 
Aí eu vejo pessoas pintando o cabelo, mudando o estilo de roupa, mudando os hábitos sociais, mudando a forma como tratam as pessoas, etc (as possibilidades de mudanças são infinitas).
 
Fica a pergunta: As mudanças externas realmente tapam o buraco causado pela dificuldade? Eu tenho a mais absoluta certeza que a resposta é NÃO!
 
Quanto mais difícil for a dificuldade, menos visão nós teremos para enxergar todas as possibilidades de saída e (ao mesmo tempo) teremos uma chance enorme de errar em nossas escolhas.
 
Devemos nos permitir mudanças? Claro que sim! Mas mudar para tapar algum buraco normalmente geram outros buracos (e estes mais difíceis de serem tapados).
 
O que fazer então? Brincar de estátua! rsrs… Ou seja: Aconteceu uma dificuldade? Então não é o momento de fazer mudanças, é o momento de resolver a dificuldade. Nem que a solução seja assimilar o acontecimento (acostumar-se aos novos fatos para que não possamos sofrer por causa deles) para depois nos propor a alguma mudança (se for o caso).
 
E quando a mudança for irreversível? Se esta mudança foi feita durante um momento difícil é bem provável que a pessoa se arrependa mais tarde. Aí a mudança será outro problema que deverá ser assimilado (ou seja, o problema será um fato) e não corrigido com outra mudança.
 
A fórmula é bem simples: Enquanto houver problemas não é o momento de movimentar-se. A solução do problema deve ser focada ao invés de qualquer outra coisa.
 
Façam isto em benefício próprio!
 

Limites

sábado, junho 19th, 2010
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Você conhece todos os seus limites?
 
Testar nossos limites é coisa que fazemos desde que nascemos. O ser humano vive fazendo isto o tempo todo. Alguns arriscam a vida tentando, outros nem tanto.
 
A ânsia do conhecer-nos a nós mesmos é grande e vivemos testando até onde aguentamos.
 
Você se conhece a ponto de saber qual é o seu limite de sofrimentos? Está achando isto meio mórbido? Mas pare um pouco para pensar sobre isto. Sofrimento engloba tudo. Sabe o seu limite para fome? Já sentiu fome o suficiente para dizer que chegou no seu limite? E sede? Já precisou tanto de tomar água que sentiu que não fosse aguentar mais? E o sono? Qual o maior tempo que já ficou acordado?
 
Conhecer o seu limite, dependendo da situação, pode ser o que vai lhe deixar vivo. É, muitas vezes, a decisão do ir ou não ir. É a informação que precisamos para tomar atitudes salutares.
 
Dizemos que nós temos de ir no fundo do poço para voltar. E eu digo que não é legal esperar chegar no fundo do poço, pode ser que a chegada ao fundo do poço seja por demais dolorosa. É fato que nós só efetivamente sofreremos quando não estivermos no nosso limite, mas em termos de sofrimento é ideal que não esperemos o extremo.
 
Conhecer os limites não quer dizer que temos de viver no limite ou de atingir o limite. Conhecer o limite significa mapeá-lo ou delineá-lo em nossa vida.
 
E é exatamente isto que eu proponho aqui: O delineamento destes limites.
 
Um limite fácil de pensar porém difícil de colocar na prática é a bebida alcóolica. Ouço muita gente dizendo que quando começa a beber não consegue parar. Mas e o limite? Onde está o autocontrole? Limite-se a beber uma certa quantidade e respeite a quantidade que você mesmo estipulou. Se você não é capaz de cumprir uma regra que você mesmo estipulou é sinal de problemas. Por causa disto muita gente prefere não pensar nisto para não ter que colocar algum limite e assim não precisar se controlar.
 
Mas não podemos sofrer para mudar (mudanças feitas com sofrimentos estão fadadas ao fracasso), então pensar nos limites já é um grande passo.
 
Qual o seu limite? Já pensou nisto?
 

Amizade

segunda-feira, junho 14th, 2010
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As vezes fico me perguntando (talvez tentando delinear) os ingredientes necessários para uma grande e duradoura amizade.
 
Não posso falar por ninguém além de mim mesmo, mas com certeza não sou diferente de muita gente (não sou uma nota de três reais).
 
Os ingredientes que eu vejo como básicos e necessários são:
Empatia: É a nossa identificação (principalmente intelectual) com a pessoa. Alguma coisa temos de ter em comum e que sirva de ponto de contato. Começa sempre pela empatia. Muitas vezes é silenciosa. A identificação com a pessoa nos atrai para conhecê-la melhor.
Simpatia: É um pouco mais profundo do que a empatia. Envolve questões morais que temos em comum. A pessoa nos torna simpática e a convivência se torna agradável.
Educação: Nada melhor que lidar com pessoas educadas. Pouca gente suporta a falta de educação. Podemos até ter amigos mal educados, mas serão sempre exceção e nunca serão considerados aquele grande amigo.
Solicitude: É o fator primordial para ter um laço sempre apertado com alguém. Sempre que alguém nos faz um favor (ou nos ajuda em alguma coisa) nos sentimos na obrigação de devolver e isto mantém acesa a chama da amizade. Nada contra quem não pode nos prestar um favor ou nos ajudar, mas quem ajuda tem ponto extra.
Confiança: Este é o principal. Nenhuma amizade vai adiante sem a confiança. Sem confiança nunca passaremos de meros conhecidos. Normalmente sem confiança falta simpatia e até mesmo empatia. Confiança é algo complicado porque só se perde a confiança quando a temos (ninguém perde o que não tem). Normalmente confiamos em todos de uma maneira geral e algumas pessoas se destacam neste quesito por nos provarem que são dignas para isto. E aí exigimos um pouco mais abrindo o livro de nossa vida. E se a pessoa corresponde aí pronto, a confiança mútua está estabelecida e o relacionamento tende a galopar. Mas se tivermos alguma atitude contrária a confiança iremos perder tudo, inclusive a amizade por completo. Se tem a confiança de alguém, guarde-a num local muito seguro pois tem um valor incalculável. A confiança eu considero como o fermento da amizade. É o que a faz crescer!
Atenciosidade: Tem algo bem desagradável que é a falta de atenção. Isto reflete a consideração que as pessoas têm por nós. Reflete o quando a nossa amizade vale a pena (na visão das outras pessoas). Não tem uma regra definida para caracterizar alguém atencioso ou não. Mas o fato é que quando alguém não nos dá atenção passamos a moldar a nossa vida para este fato e acabamos acostumando com sua falta. Ou seja, a amizade está fadada ao esquecimento. A atenciosidade é o conservante da nossa receita. Quer ter uma amizade duradora? Seja atencioso!
 
Misture tudo isto e terá a amizade. Se for capaz de colocar um outro ingrediente (que eu também considero essencial) vai ficar melhor ainda. Este ingrediente é o amor. Isto fará com que nos esforcemos em todos os quesitos para sermos cada vez mais importante na vida das pessoas.
 
É claro que tudo isto é segundo a minha visão pessoal. Para alguns pode haver a necessidade de um ou outro ingrediente ou alteração nas proporções e importâncias dos mesmos.
 
O incentivo que eu quero dar aqui é o de cultivarmos o máximo possível nossas amizades pois são elas que nos sustentam em momentos difíceis.
 

Amor x Ódio

quarta-feira, junho 9th, 2010
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Ouvi uma coisa no mínimo curiosa hoje. Qual é o contrário do amor? Ou, qual é o inverso do amor?
 
Muitos (inclusive eu) responderia sem pensar: Ódio! Mas não é!
 
Muitos dizem que o amor e o ódio andam juntos e que um não é o outro extremo da reta. A partir de hoje eu passei a pensar assim também.
 
O amor é caracterizado pela importância que a pessoa nos representa. Quem odeia é sinal que a pessoa continua importante (visto que não lhe sai dos pensamentos).
 
Já que o ódio e o amor caminham juntos qual é a justificativa (ou explicação) para isto?
 
Simples. Quando amamos nos abrimos, baixamos nossas defesas para a pessoa amada. Qualquer movimento negativo que esta pessoa fizer vai machucar, pois não estamos esperando. Aí nos sentimos ofendidos. O que é ferido é o nosso orgulho. Aí gera uma baita confusão. Abafamos o amor com o sentimento de orgulho ferido.
 
Na maior parte das vezes em que o ódio teve origem no amor a pessoa se manteve esperançosa de um reencontro. Nos recusamos a oferecer o amor como oferecíamos com medo de nos ferir novamente mas ao mesmo tempo mantemos a pessoa bem perto do mesmo jeito. Ao menor sinal de que as coisas podem voltar a ser o que eram antes não perdemos tempo em aceitar.
 
Mas já que o ódio não é o contrário do amor, qual é o contrário do amor? Se amor é atenção, o contrário é a indiferença. A pessoa passa a não significar nada. Simplesmente apagamos a pessoa de nossa vida e ela passa a ser como um estranho. Não significa mais nada.
 
Enquanto estivermos incomodados com a pessoa significa que estamos mantendo esta pessoa bem próxima. A partir do momento em que não nos importamos mais nos distanciamos.
 
Particulamente eu acho bem mais triste a indiferença do que o ódio.
 
Tá aí um tema que precisamos pensar. Não digo que o ódio é melhor ou pior que a indiferença, mas é necessário pensar sobre o assunto e formar uma opinião.
 

SPAM

sexta-feira, junho 4th, 2010
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O assunto deste texto é algo que incomoda muita gente.
 
Para quem não sabe. Spam é todo e-mail não solicitado visando um pedido ou propaganda comercial normalmente enviado em massa (para muitas pessoas ao mesmo tempo).
 
Eu tenho aproximadamente 15 anos de internet e neste tempo todo eu aproveitei (no máximo) uns dois ou três spams que caíram na minha caixa postal.
 
De tão incômodo eu aprendi algumas coisas sobre o assunto. O spammer (pessoa que pratica spam) tem um grande problema: Coletar o maior número de e-mails válidos (e-mails que realmente existem e não devolvem mensagens). A pessoa que coleta estes e-mails monta uma lista com milhares deles e os vende para empresas que praticam spam. E aí seu e-mail anda por muitos lugares e você acaba recebendo e-mails de toda natureza oferecendo os mais diversos produtos/serviços.
 
Mas como esta pessoa coleta estes e-mails válidos? Aí é que vem o grande truque. A pessoa envia um e-mail com uma história qualquer. Coloca fotos (de crianças, preferencialmente) para sensibilizar e pede para que repasse a mensagem para todos os seus contatos. Quem repassa mantém os textos anteriores (incluindo os endereços para onde foram enviadas) e não toma nenhum cuidado de esconder para quem manda. Volta e meia esta mensagem volta ou chega a outra pessoa que faz a mesma coisa.
 
Hoje eu recebi uma mensagem destas. Fiz questão de contar quantos e-mail eu poderia coletar. Totalizaram 453 endereços. Olhem só a trajetória da coisa (eu troquei os nomes para proteger a identidade das pessoas envolvidas):
 
Amarante enviou para 31 pessoas
Grimálio (que recebeu a mensagem de Amarante) reenviou para 89 pessoas
Benedita (que recebeu de Grimálio) reenviou para 26 pessoas
Berilo (que recebeu de Benedita) reenviou para 12 pessoas
Durvalino (que recebeu de Berilo) reenviou para 13 pessoas
Demístocles (que recebeu de Durvalino) reenviou para 50 pessoas
Justino (que recebeu de Demístocles) reenviou para 51 pessoas
Asdrúbal (que recebeu de Justino) reenviou para 91 pessoas
Ambrosina (que recebeu de Asdrúbal) reenviou para 81 pessoas
Eu (que recebi de Ambrosina) JOGUEI NO LIXO!!!!
 
Eu só listei aqui um "nó" da cadeia de cada um. A progressão é mais do que geométrica se imaginarmos que cada uma das pessoas que recebeu este e-mail repassou para todos os seus contatos…
 
Nesta mensagem em específico havia um texto dizendo que se tratava de uma mãe de uma criança de alguns meses de idade que estava com uma doença grave e que não tinha dinheiro para comprar medicamentos caros. Aí disse que a Microsoft (que é uma empresa super generosa) daria a ela US$0,32 (trinta e dois centavos de dólar) por cada mensagem encaminhada e aí ela pede para cada um FAÇA A SUA PARTE encaminhando a mensagem para todos os seus contatos.
 
Primeira coisa: O SUS fornece medicamentos em caso de doenças graves. Vejo muitas ações na justiça por este motivo e estas pessoas sempre ganham estas ações.
 
Segunda coisa: Não há como a Microsoft saber para quem eu encaminho minhas mensagens (graças ao bom Deus não tem como a Microsoft saber). Portanto, não poderá remunerá-la através deste meio.
 
Terceira coisa: Mesmo que houvesse uma forma hipotética da Microsoft saber esta informação porque escolheu uma pessoa brasileira para fazer isto? Como foi o critério para sortear (porque o que mais existe é gente precisando desesperadamente de dinheiro) esta pessoa?
 
Eu sei que muita gente que costuma encaminhar este tipo de mensagem deve estar se considerando trouxa por ter contribuído com isto.
 
Suponhamos que você receba uma mensagem e que queira repassá-la para todos os seus contatos. Há uma forma segura de fazer isto sem que ninguém fique prejudicado:
1. Retire do corpo do e-mail todos os endereços de e-mail que ver. Deixe só o texto que interessa;
2. Quando for enviar existem sempre três campos onde podemos colocar os destinatários: "Para", "Com cópia" e "Com cópia oculta". Coloque todos os endereços para quem você queira enviar a mensagem no campo "Com cópia oculta". Assim os endereços não são embutidos na mensagem e ninguém fica sabendo para quem você mandou.
 
Dê a sua contribuição para que esta prática pelo menos diminua.
 

Confiança

quarta-feira, junho 2nd, 2010
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O quanto devemos confiar nas pessoas?
 
Eu diria que esta é a pergunta que não se tem resposta. As variações são infinitas e a minha impressão de determinada pessoa não representa o que a pessoa realmente é.
 
Qualquer que seja o grau de confiança que depositar em alguém tenha sempre em mente que a chance de você decepcionar com ela é grande. Isto porque somos todos seres humanos e como tal não somos perfeitos.
 
A decepção que tivermos com alguém não significa que devemos nos fechar para outras pessoas. Ao contrário! Deveria nos servir de incentivo e de alegria por ainda estarmos abertos às pessoas.
 
Eu só decepciono porque confio. Pior seria se não confiasse em ninguém.
 
Não estou aqui desprezando a dor que a decepção causa (porque realmente dói). Mas quando a poeira baixar tente observar o que de bom ficou (sempre fica alguma coisa boa). E se não conseguir ver é sinal que a poeira ainda não baixou o suficiente, ou seja, aguarde mais um pouco.
 
A confiança é algo que é conquistado ao longo de um tempo. Quanto mais longo for o tempo levado para que a confiança seja conquistada menor o risco de decepções futuras. Isto porque ao longo deste tempo conhecemos a pessoa em quem estamos (aos pouquinhos) depositando nossa confiança.
 
De igual forma, quanto menos tempo levar para que a confiança seja conquistada maior o risco de decepções porque pode ser que a pessoa em quem confiamos não tenha estrutura para suportar o peso de nossa confiança e/ou maturidade suficiente para tal empreendimento.
 
Mas de qualquer forma a confiança ainda é algo bem delicado e como tal deve ser tratada (quando confiamos e quando alguém confia em nós).
 
Os maus exemplos servem de alerta para o que não devemos fazer. E em hipótese alguma, sob nenhuma circunstância, quebre a confiança de alguém. Termine a amizade, mas mantenha sua dignidade e sua honestidade para consigo mesmo!