Archive for setembro, 2010

Real ou Virtual?

quinta-feira, setembro 30th, 2010
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O que temos de real nesta vida?
 
A minha pergunta é bem pertinente… Estamos num mundo onde muita coisa se passa em âmbito virtual e muito está se perdendo para o que chamamos de virtual.
 
A internet, para mim, começou em 1996. Na época o melhor eram os bate-papos. Haviam vários sites que eram tidos como "points". Conheci várias pessoas…
 
Aí me pergunto: Conheci? Como? Apertei a mão delas?
 
A coisa evoluiu, desde então. Saímos do bate-papo e entramos na era do ICQ (precursor do MSN). Todo mundo tinha ICQ e isto era o máximo! Até que surgiu o MSN. Todo mundo abandonou o ICQ para ficar com o MSN. Bem mais prático!
 
Meus contatos eram profissionais. Sustentava um fórum de debates de uma linguagem de programação e com isto fiz várias amizades…
 
Quais amizades? Ah, mas desta vez foi um pouco diferente. Algumas pessoas eu conheci mesmo! Apertei a mão deles! Não vou citar nomes, obviamente.
 
Hoje temos os sites de relacionamento. Orkut é o campeão (aqui no Brasil). Entramos em contato com muitas pessoas do país inteiro (literalmente de norte a sul). O Orkut é até interessante por causa das comunidades onde podemos discutir sobre um determinado assunto. Eu participo de várias comunidades espíritas e várias comunidades ligadas à programação. Trocamos idéias sobre os mais diversos assuntos. Vemos discussões pesadas e (as vezes) brigas mesmo.
 
O que, em tudo isto, é real? Até onde vai a nossa realidade? Até onde nós podemos deixar misturar os mundos virtual e real?
 
Inventaram outra coisa chamada Second Life. É um jogo onde criamos um personagem e este personagem se relaciona com outros personagens (sob o nosso comando). Mais uma forma de ter uma vida virtual, só que mais intensa.
 
Com tudo isto fica impossível as aproximações (digamos) reais. Conhecemos pessoas interessantes, pessoas que nos mostram uma personalidade que nos encanta, pessoas perfeitas.
 
Mas até onde isto é verdade? Todos somos perfeitos até que provem o contrário e isto vale para as outras pessoas também. Dificilmente iremos conhecer alguém que se mostre complicado.
 
Onde eu quero chegar com tudo isto? NADA SUBSTITUI O MUNDO REAL!
 
Existem relacionamentos virtuais? Claro que sim! Existem boas pessoas no mundo virtual? Claro que sim!
 
Só porque o mundo é virtual não significa que não encontraremos alguém bom. Mas lembre-se sempre que vivemos mesmo é no mundo real. Não tente viver o mundo virtual no real porque não vai funcionar.
 
Falando em relacionamentos. O que é válido no relacionamento virtual? Apenas o conhecer. Porque relacionar mesmo só no mundo real.
 
E o que tem de real nos relacionamentos virtuais? NADA! Nada até que tenhamos algo de real (uma imagem, uma voz, um encontro, etc). Mas esta é a minha definição.
 
Um exemplo: Eu mantive por dois anos uma reunião semanal para debates de temas espíritas. Conheci grandes pessoas, mas a maioria eu nunca vi o rosto. Só ouvi a voz. Isto pra mim foi bem real (e acredito que para estas pessoas também) pois nos mostramos ali. Revelamos um pedaço de nossa personalidade. Foi algo de real dentro de um mundo virtual.
 
O cuidado maior que devemos ter é em não nos deixar influenciar pelo mundo virtual em nossa vida real. Se isto acontecer tenha certeza que haverá uma confusão dos diabos!

Com certeza este assunto não termina aqui… Existem muitas outras nuances para serem abordadas e eu farei isto em tempo oportuno.

 

Corpo, Alma ou Ambos?

segunda-feira, setembro 27th, 2010
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É interessante como algumas pessoas encaram o relaciomento a dois. Vislumbram apenas o físico, apenas o corpo. Esquecem que o ser pensante não tem forma definida.
 
Fico observando o pensamento das pessoas neste sentido e, em alguns casos, confesso que fico ruborizado com algumas "sábias" conclusões.
 
Preferir e desejar apenas o corpo eu acho muito pouco. Corpos não refletem o que a pessoa realmente é.
 
Eu já fui adolescente e, como tal, valorizei muito apenas a casca que represa o ser. Com o passar do tempo desviei meu olhar para algo além do corpo. Minha visão foi (e está) além do que pode ser visto por uma máquina fotográfica. E é exatamente isto que a maioria das pessoas tem no lugar dos olhos: Uma máquina fotográfica. Aquele aparelho que registra apenas a imagem física.
 
Para uma convivência não basta um corpo bonito. Aliás, o corpo bonito é o que menos interessa numa convivência. Mas temos o péssimo costume de achar que pessoas bonitas são legais e pessoas feias são chatas sem lembrar que isto transcende o físico.
 
Ter alguém apenas para não ficar só é pura perda de tempo. Tenha certeza que irá se desgastar muito e, com isto, irá perder todo o prazer de viver. Não queira isto para você.
 
Não mantenha laços fortes com quem você não esteja ligado de corpo e alma. Se você se ligar apenas no corpo, saiba que um dia este corpo que você acha lindo e é a base de sua ligação vai ficar feio. Quando isto acontecer como as coisas ficarão? Lembram da estória "A Bela e a Fera"? Ou do "Corcunda de Notredame"? Em ambas é mostrado o fato que o corpo não consegue transmitir a beleza interior. E para os "piadistas de plantão": Você pode se deliciar com o exterior (será uma bela massagem no ego e na vaidade) mas vai conviver com o interior das pessoas.
 
Imagine-se ao lado de uma pessoa linda (aquela pessoa que merecia estar numa capa de revista). É bom, não é? Agora imagine a mesma cena porém sendo que esta pessoa está com o coração em outro lugar… Complicou, não foi? Não se sujeite a isto e não faça isto com ninguém. Por mais que você ame alguém você deve amar a você em primeiro lugar.
 
Entre corpo e alma, prefira sempre o seu corpo e a sua alma.
 

Freio ou Acelerador?

segunda-feira, setembro 27th, 2010
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Depois de uma triste notícia de um grave acidente automobilístico nas proximidades de Belo Horizonte eu fiquei pensando nos motivos que levariam alguém a transitar com uma velocidade de 150 km por hora.

 
Dez centímetros é a distância que separa o acelerador do freio num carro. Mas esta distância é extremamente longa quando levamos em conta outros fatores.
 
Parece fácil quando dizemos: É só pisar no freio! O que nos parece simples é extremamente complicado se levarmos em consideração o tempo que leva para alguém que está no comando do automóvel tomar esta decisão.
 
E é justamente neste ponto que eu quero ressaltar neste texto: A decisão que temos de tomar entre acelerar ou frear. Isto pode significar estar vivo ou não (nos mais diversos sentidos que você possa imaginar).
 
Não temos como prever (com exatidão) nosso futuro. Só podemos fazer breves suposições mediante ao que temos no presente levando em consideração as experiências vividas no passado. Mas estes dois fatores são primordiais para tomarmos esta difícil decisão.
 
Vamos retirar o automóvel de nossa mente neste momento e colocar em seu lugar a vida. Devemos acelerar ou frear? A resposta dificilmente pode ser dita com apenas uma das duas palavras. Requer análise. Requer tempo que não dispomos quando a vida nos pede para decidir. Quais são as chances de tomar uma decisão errada? ENORMES!!! Mas seja lá qual decisão for temos de ter em mente que a tomamos pelas informações que tínhamos no momento de decidir. O mais importante é que uma decisão tomada não significa que não podemos corrigir no futuro. Portanto, se erramos na decisão com certeza iremos arcar com as consequências do erro cometido, mas nada impede que (a partir do momento em que reconhecemos o erro) mudemos para não errar mais.
 
Reconheço que existem erros que são fatais, que nos levam a morte. Se isto aconteceu o que se há de fazer? São consequências da decisão tomada. E nem pense em não tomar nenhuma decisão porque o fato de não decidir já é uma decisão. O fato é que se as consequências são muito complicadas iremos sofrer. Iremos sofrer até tomarmos outra decisão que poderá nos amenizar o sofrimento.
 
Entre acelerar e frear, escolha viver!
 

E o meu erro foi crer…

terça-feira, setembro 21st, 2010
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É complicado imaginarmos que sempre agiremos corretamente porque isto não vai acontecer. Esperar por isto é o mesmo que acreditar em Papai Noel.
 
Então já que não sabemos o caminho certo vamos agir pelo que conhecemos: O caminho errado!
 
Calma! Não estou mandando ninguém seguir pelo caminho errado, mas mapear os caminhos errados e escolher algum caminho desconhecido. E isto eu falo pela lógica (ou por eliminação). Se sabemos quais são os caminhos errados então andar por eles vai nos machucar ainda mais. O que estou dizendo é que as chances de encontrarmos um bom caminho agindo de uma forma que nos é novidade é muito maior do que agindo de uma forma que reconhecidamente é errada.
 
O andar voluntariamente (quase 100% de nossos erros são voluntários ou "de caso pensado") por caminhos errados só vai nos atrasar ainda mais os nossos objetivos.
 
Se a vida viesse com um manual de instruções com certeza um dos ítens mais importantes deste manual (provavelmente escrito em letras garrafais) seria: "RESPEITE OS OUTROS COMO QUER SER RESPEITADO". Então dê aos outros a liberdade de errar voluntariamente sem julgar.
 
Atualmente erramos muito mais por saber do que por ignorância.
 
A proposta é: Aproveitar o que sabemos em nosso favor. Não é tão difícil assim! Acredite em si mesmo. Nós erramos, mas acertamos também!
 

Celular

segunda-feira, setembro 20th, 2010
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Ontem estava lembrando de quando comecei a usar telefone celular e quais foram os meus celulares.
 
Confesso que foi engraçado!
 
Em 1998 comecei a trabalhar por conta própria e com isto precisei de um celular para que eu fosse mais facilmente encontrado. Saí procurando um celular que eu gostasse.
Encontrei um modelo da Motorola que era a sensação do momento. Era o Startac (tinha um número que eu não me lembro mais). Avançadinho para a época. Infinitamente ruim se comparado aos de hoje. Olha que interessante: Não tinha relógio nem despertador e muito menos identificador de chamadas. Mas era pequeno! Não incomodava muito. Tinha uma porcaria de antena que as vezes era necessário puxar para aumentar o sinal. Esta antena era frágil e quebrava numa facilidade incrível.
 
Mais tarde comprei o Nokia 6120. Este era melhor (embora maior que o Startac). Tinha relógio, despertador e identificador de chamadas. Não podem dizer que foi um avanço incrível. Com uma telinha que comportava apenas algumas linhas. A tela tinha duas cores: Aceso e apagado! rsrs. E tinha uma luz verde que iluminava toda a tela quando estava escuro. Um avanço e tanto!
 
Saí dele para outro Nokia que eu não me lembro o modelo. Mas este era mais avançado ainda. A diferença era: Menor em tamanho e tinha uma tela colorida (acho que 32 mil cores). Foi mais um avanço porque este já era GSM, ou seja, tinha o CHIP que os anteriores não tinham. Este telefone me serviu durante muito tempo.
Num outro momento comprei o Motorola V3 Black. Era a sensação do momento. Seu tamanho era pequeno. Tinha uma tela também colorida, duas câmeras, um tela menor do lado de fora do celular (já que ele era do tipo "flip"). Com esta tela era possível saber quem estava ligando sem precisar de abrir o celular. Achei o máximo! Este já contava com "bluetooth".
 
Saí dele para o que uso atualmente: Nokia E65. Um celular que me satisfaz muito! Tem bluetooth e wireless (rede sem fio). Com ele é possível usar internet através de um roteador sem fio. É muito interessante… Sua câmera é melhor, tem cartão de memória de até 2 Gb (o que me satisfaz plenamente).
 
Com certeza não vai parar por aí. Meu celular já está todo gasto (já são dois anos de uso). Na época que comprei o E65 estava de olho no E71. Mas estava muito caro. Hoje nem tanto. Está sendo o mais cotado no momento.
 
Um tempo atrás eu cogitei a idéia de ter um celular com dois chips. Ia usar um número para trabalho e outro pessoal. Ao final do dia é só desativar o número de trabalho ficando apenas o pessoal ligado (o que não é má idéia). Mas o problema dos telefones com dois chips é a bateria que dura muito pouco. Além de ser telefones fabricados na China, ou seja, sem garantia nenhuma.
 
A tecnologia não vai parar por aí e a tendência é colocar tudo em aparelhos pequenos para um conforto muito maior. Desde uma simples agenda de compromissos até programas mais complexos para as mais diversas finalidades transformando o celular num minúsculo computador de mão e (pasmem) que dá até para fazer ligações telefônicas!!!

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Sentimento pra que te quero?

segunda-feira, setembro 20th, 2010
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Cada um possui características que lhe é peculiar. Isto nos diferencia um dos outros. Não há como querer que um seja igual o outro porque além de ser impossível é falta de respeito.
 
As informações e posicionamentos que divulgo aqui servem unicamente a mim mesmo. Não ignoro o fato de que podem servir para alguém que esteja passando pelo mesmo problema mas é interessante notar que o caminho percorrido por mim para atingir determinadas situação só aconteceu para mim (e só aconteceu uma vez).
 
Bem. Desde criança fui muito racional. Um mais um sempre foi igual a dois e nem queiram me provar o contrário. Fui feliz assim. Deixei de passar por sofrimentos que vi muita gente passando e posso dizer que foi agradável me ver livre de determinadas situações numa tomada simples de decisão. Se não quero é só não querer e pronto.
 
De uns tempos pra cá resolvi experimentar o outro lado. Me deixei levar por uma onda sentimental. Gostei das sensações. Me senti leve como nunca havia sentido (mesmo pesando 85 quilos, rsrs). Mas tudo tem suas consequências. Experimentei coisas que não gostaria de ter experimentado. Não digo que não foram úteis, muito pelo contrário. Me senti vivo de uma forma que nunca havia me sentido. Senti a sensação de ser importante. Senti a força de um fogo modificador que arrasa tudo o que vê pela frente (isto dentro de mim com relação a minha forma de encarar o mundo). Senti tristezas que jamais imaginei que existissem. Senti um gosto amargo na boca que jamais terei como comparar para tentar explicar como é. Senti o peito como que perfurado por uma fina lâmina que não mata de pronto. Senti dores que me deixaram questionando minha vida e como eu lido com ela. Senti saudades de minha racionalidade…
 
Parei de brincar. Estou de volta ao meu lado racional. Mas volto diferente. Volto carregando uma bagagem imensa que adquiri com este meu "estágio" no sentimento. Volto a ser eu mesmo, o Marcelo de sempre. Modificado pela vida.
 
Com certeza muita coisa não mudou. A minha forma de encarar os problemas dos outros é uma delas. Jamais dei as costas para ninguém que estivesse passando por qualquer dificuldade e isto não farei jamais. O meu lado fraterno sempre esteve ativo (antes e depois deste ligeiro estágio).
 
O que mudou foi que eu decidi não mais sofrer por nada. Sofrimento é algo que nos pega pelo sentimento e atualmente este está sob a guarda da razão (que não sofre). Já senti melhoras e mudanças radicais desde o momento que me decidi por isto. Não vejo possibilidade de sentir nada de negativo que senti durante o tempo deste meu estágio.
 
Não dá para negar o que eu sou. Não dá para deixar de lado a minha racionalidade e adotar uma postura que me faz sentir menor. Isto (definitivamente) não é para mim.
 
Com certeza há quem discorde disto tudo que eu escrevi. Há, inclusive, pessoas que podem me criticar. Mas garanto que não existe ninguém que possa avaliar com precisão tudo o que se passa comigo e tudo o que eu vivi.
 
Como eu disse antes. Fórmula de um dificilmente serve para o outro. Mas esta é a minha forma pessoal de encarar isto… Certa ou errada é a minha (decidida pela razão).
 

Idéias x Fatos

sexta-feira, setembro 17th, 2010
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Sempre quando eu preciso de me concentrar no trabalho coloco fones de ouvido e alguma música num volume maior que o barulho externo. Não importa muito a música porque dificilmente vou prestar atenção nela. Mas desconhecemos a capacidade de nosso subconsciente de registrar aquilo que não damos atenção conscientemente.
 
Ontem eu utilizei este recurso, porém, sem querer (devido a uma combinação de teclas que eu juro não saber qual é), ativei a função "repeat" do player que estava usando e uma das músicas ficou tocando ininterruptamente. Só notei isto depois de muito tempo. É claro que o resultado disto é ter ficado com a bendita música na cabeça até agora e, pelo jeito, não vai sair tão cedo.
 
Ainda bem que é uma boa música (que até já comentei sobre ela aqui no blog). É uma música de Cazuza que embora eu não saiba o título praticamente decorei a letra toda…
 
Mas (mais) uma parte desta música me chamou atenção e me colocou pensando de ontem para hoje. É uma frase simples (e aparentemente boba): "Suas idéias não correspondem aos fatos".
 
Fiquei pensando em quantos (e quais) momentos eu sou incoerente comigo mesmo. Como funciona a relação entre o que eu acredito para o que eu faço? Não suporto a idéia do "faça o que eu digo e não faça o que eu faço", muito embora isto seja uma realidade (mesmo que velada). Fiquei pensando em que eu afirmo para os outros e faço justamente o contrário.
 
Falando assim pode ser que não tenham uma idéia do que possa ser e do quão grande isto é. Mas pensem bem. Se eu digo (e acredito) que gosto de algo mas minhas atitudes (se observadas por quem não conhece o meu íntimo) diz o contrário há um problema. Há que se pensar nisto porque se nós não somos capazes de sermos verdadeiros conosco mesmo como é que queremos ser verdadeiros com os outros e, o pior, como exigir que os outros sejam verdadeiros conosco se nem nós damos o exemplo (para nós mesmos)?
 
Quando temos filhos aí a coisa complica um pouco mais. Pois imagine alguém exigindo transparência, honestidade e verdade de um filho sendo que ele próprio se trai em todos estes quesitos para consigo mesmo…
 
Bem. Atrás de uma reflexão tão profunda vem sempre uma (ou mais) proposta de mudança. Não falo de promessas (que muitas vezes sabemos que não seremos capazes de cumpri-las), mas de propostas mesmo. Aquelas que podem ser traduzidas como uma modificação (mesmo que mínima) na forma de agir visando o cumprimento de uma meta. Nestas propostas estão incluídas associações e desassociações que com certeza serão úteis em todos os sentidos. Assim como estão incluídas esforços e até considerados alguns sofrimentos (pois mudar nunca é tão fácil quanto se imagina). Fiquei pensando nas desculpas que eu dou a mim mesmo para que estas propostas não sigam adiante (são todas desculpas esfarrapadas, confesso).
 
Tenho de mudar… Tenho de vencer… Eu preciso… Eu posso… Eu consigoEu sou capaz
 
Sinceramente? Se eu sou tudo isto, todo mundo é!
 

Meu Epitáfio

terça-feira, setembro 14th, 2010
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É claro que um epitáfio seria apenas aquelas frases curtinhas para colocar numa lápide. Mas, tal como a música da banda Titãs, tenho um texto meio grande para ser colocado numa lápide mas que expressa o meu sentimento se eu "partisse" neste momento. É claro que não vou colocar nomes e fiz o texto de uma forma interessante para que ninguém seja identificado (poderia correr o risco de esquecer alguém).
 
 
Vivi durante longos anos. Digo longos porque cada ano foi uma experiência incrível e que jamais me arrependi de ter vivido.
 
Em sã consciência jamais particularizaria um texto como este para não correr o risco de deixar de fora alguém importante em minha vida. Mas com certeza todos que gostam de mim irão se identificar num pedaço dele (ou em todo ele).
 
Peço desculpas. Desculpas a você que eu tantas vezes deixei para atender as minhas necessidades pessoais, ou simplesmente não quis ter qualquer contato sem nenhuma explicação para mim mesmo. Peço desculpas por ter te ignorado em tantas ocasiões onde merecia toda a minha atenção. Peço desculpas por ter tentado em várias vezes te tirar do pensamento, mas saiba que tive fracasso em todas estas vezes porque você é importante para mim (e continua sendo). Peço desculpas por não conseguir dedicar a você um tempo precioso que se traduz em carinho, em amor. Sei que você sentiu minha falta, mas mesmo sabendo não fiz nada para corrigir ou amenizar este sentimento.
 
Sei que te fiz sofrer. Não foi (e nem é) fácil admitir isto. Sei que sou (de alguma forma) referencial para você em muita coisa. Sei que te decepcionei e sinto que isto vai voltar a acontecer por causa do que eu realmente sou. Tenho de admitir que tenho qualidades que muita gente sonha em ter mas tenho defeitos que me deixam envergonhado perante a todos e (principalmente) perante a mim mesmo.
 
Me desculpe por não me revelar integralmente a você. Sempre fui uma pessoa reservada e sempre mantive boa parte de mim guardada como um terreno seguro onde só eu tenho acesso. Neste terreno eu guardo muita coisa boa e muita coisa ruim.
 
Me desculpe por me considerar solitário embora você sempre estivesse presente. Não cabe aqui a fala de que "eu sempre fui assim", visto que nos propomos a mudanças constantes. Mas, acredite-me, não era o que eu queria. O meu desejo era ser sempre o mais transparente possível. Minhas limitações (e defeitos) me impediram. Não tive tempo de me vencer neste ponto.
 
Não tenho como voltar o tempo atrás, portanto, pedir desculpas não vai corrigir nada. Vai (no máximo) mostrar que eu sei onde errei (o que também não corrige nada).
 
Acredito que a vida não encerra com a morte do corpo por isto tenho propostas para mim mesmo e que te envolvem. Vou estar com você, onde quer que eu esteja. Nem que seja apenas no pensamento, porque este direito ninguém me tira.
 
Amanhã vai ser outro dia. Com certeza vou estar mais conformado que hoje e teremos menos importância uma na vida do outro. Mas isto não dilui o sentimento que continua e sempre continuará intacto.
 
Acho que parte do meu pseudo-isolamento se deve ao fato de não querer te ver sofrendo num momento como este. Mas sofro por reconhecer que o ato de evitar seu sofrimento te fez sofrer também…
 
Nos últimos tempos em que estive por perto lutei contra meus sentimentos. Abri as comportas da razão para que o sentimento fosse afogado. Consegui grandes progressos nisto pois você quase ficou em terceiro plano na minha vida. Digo em terceiro plano porque consegui (após muita luta íntima) me colocar em primeiro plano. Em segundo plano a razão elegeu meu trabalho.
 
Enfim, só posso dizer que muita coisa do que fiz me arrependo. O arrependimento é sincero mas aprendi muito com tudo. Tenho certeza que vou conseguir muito mais do que isto abraçando novos ideais.
 
Fique com Deus.
 

Meu Epitáfio

terça-feira, setembro 14th, 2010
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É claro que um epitáfio seria apenas aquelas frases curtinhas para colocar numa lápide. Mas, tal como a música da banda Titãs, tenho um texto meio grande para ser colocado numa lápide mas que expressa o meu sentimento se eu "partisse" neste momento. É claro que não vou colocar nomes e fiz o texto de uma forma interessante para que ninguém seja identificado (poderia correr o risco de esquecer alguém).
 
 
Vivi durante longos anos. Digo longos porque cada ano foi uma experiência incrível e que jamais me arrependi de ter vivido.
 
Em sã consciência jamais particularizaria um texto como este para não correr o risco de deixar de fora alguém importante em minha vida. Mas com certeza todos que gostam de mim irão se identificar num pedaço dele (ou em todo ele).
 
Peço desculpas. Desculpas a você que eu tantas vezes deixei para atender as minhas necessidades pessoais, ou simplesmente não quis ter qualquer contato sem nenhuma explicação para mim mesmo. Peço desculpas por ter te ignorado em tantas ocasiões onde merecia toda a minha atenção. Peço desculpas por ter tentado em várias vezes te tirar do pensamento, mas saiba que tive fracasso em todas estas vezes porque você é importante para mim (e continua sendo). Peço desculpas por não conseguir dedicar a você um tempo precioso que se traduz em carinho, em amor. Sei que você sentiu minha falta, mas mesmo sabendo não fiz nada para corrigir ou amenizar este sentimento.
 
Sei que te fiz sofrer. Não foi (e nem é) fácil admitir isto. Sei que sou (de alguma forma) referencial para você em muita coisa. Sei que te decepcionei e sinto que isto vai voltar a acontecer por causa do que eu realmente sou. Tenho de admitir que tenho qualidades que muita gente sonha em ter mas tenho defeitos que me deixam envergonhado perante a todos e (principalmente) perante a mim mesmo.
 
Me desculpe por não me revelar integralmente a você. Sempre fui uma pessoa reservada e sempre mantive boa parte de mim guardada como um terreno seguro onde só eu tenho acesso. Neste terreno eu guardo muita coisa boa e muita coisa ruim.
 
Me desculpe por me considerar solitário embora você sempre estivesse presente. Não cabe aqui a fala de que "eu sempre fui assim", visto que nos propomos a mudanças constantes. Mas, acredite-me, não era o que eu queria. O meu desejo era ser sempre o mais transparente possível. Minhas limitações (e defeitos) me impediram. Não tive tempo de me vencer neste ponto.
 
Não tenho como voltar o tempo atrás, portanto, pedir desculpas não vai corrigir nada. Vai (no máximo) mostrar que eu sei onde errei (o que também não corrige nada).
 
Acredito que a vida não encerra com a morte do corpo por isto tenho propostas para mim mesmo e que te envolvem. Vou estar com você, onde quer que eu esteja. Nem que seja apenas no pensamento, porque este direito ninguém me tira.
 
Amanhã vai ser outro dia. Com certeza vou estar mais conformado que hoje e teremos menos importância uma na vida do outro. Mas isto não dilui o sentimento que continua e sempre continuará intacto.
 
Acho que parte do meu pseudo-isolamento se deve ao fato de não querer te ver sofrendo num momento como este. Mas sofro por reconhecer que o ato de evitar seu sofrimento te fez sofrer também…
 
Nos últimos tempos em que estive por perto lutei contra meus sentimentos. Abri as comportas da razão para que o sentimento fosse afogado. Consegui grandes progressos nisto pois você quase ficou em terceiro plano na minha vida. Digo em terceiro plano porque consegui (após muita luta íntima) me colocar em primeiro plano. Em segundo plano a razão elegeu meu trabalho.
 
Enfim, só posso dizer que muita coisa do que fiz me arrependo. O arrependimento é sincero mas aprendi muito com tudo. Tenho certeza que vou conseguir muito mais do que isto abraçando novos ideais.
 
Fique com Deus.
 

A Política e os Políticos

segunda-feira, setembro 6th, 2010
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Ah, a doce política!!!
 
Sim, isto é uma ironização do tema que, ao meu ver, deveria suscitar seriedade em todos mas não é bem isto que acontece.
 
Estou longe de condenar quem quer que seja neste texto. Não serei leviano o bastante para jogar no fogo os políticos e suas práticas descabidas. Mas, como cidadão cumpridor de meus deveres para com a sociedade, posso tecer alguns comentários generalisados sobre tudo o que vejo no nosso mundo político.
 
Política é a arte ou a ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa). Isto é o que o dicionário nos traz sobre o assunto. Parece sério, não é? Mas não só parece: É SÉRIO! Pena que muitos políticos não encaram da mesma forma.
 
É interessante quando alguém vai falar sobre os políticos, pois não podemos dizer uma frase como: TODOS OS POLÍTICOS SÃO RUINS. Primeiro porque pode haver algum bom político (e eu até acredito que exista, embora nunca tenha visto) e depois porque os maus políticos poderão processar o autor por calúnia e difamação. Aí as pessoas dizem: MUITOS POLÍTICOS SÃO RUINS. Ou seja, sobrou uma parcela, mesmo que pequena, para os bons políticos e nesta pequena parcela todos os políticos querem se encaixar! Mas, tudo bem… Vamos agindo assim…
 
Na minha visão (e na visão da maioria, acredito eu) os políticos estão exercendo os cargos públicos para defender os interesses da população. Eu comecei a pensar como tudo isto começou (sei que a política vem de muito tempo antes de Cristo). É o mesmo que juntarmos dez amigos para morarmos num lugar isolado. Cada um constrói a sua casa, planta aquilo que vai consumir e passa a viver assim. Num dado momento é necessário ir até a cidade para comprar medicamentos, sementes para plantar, adubos, etc. Ao invés de ir as dez pessoas basta que apenas um vá e faça as compras para os demais. Esta pessoa foi escolhida para representar os outros nove neste momento. O escolhido pode alegar que não pode ir porque precisa cuidar de sua plantação, precisa de cuidar de sua família pelo tempo que está fora. Os outros nove irão dizer que não se preocupe que tudo será cuidado por eles. Pronto. Assunto resolvido. Assim começa. Colocamos alguém para organizar as coisas na nossa comunidade e em troca nós garantimos a sua subsistência. Muito simples isto, não? Simples quando se trata de uma micro comunidade. Quando analisamos uma grande cidade a coisa complica.
 
Elegemos representantes para as regiões dentro de uma mesma cidade. Estes representantes reunem-se para discutir necessidades e propor soluções. Estas necessidades e soluções são levadas a outra pessoa que (de fato) tem o papel de gestor de toda a comunidade. Este gestor vai analisar todas as necessidades (com suas devidas soluções propostas) e verificar como isto pode ser feito bem como a prioridade de tudo isto.
 
É bom lembrar que ninguém está ali nos fazendo algum favor. Estão sendo pagos (e muito bem pagos, diga-se de passagem) para isto.
 
Ao contrário de muita gente, eu gosto de assistir o horário reservado às propagandas eleitorais. São interessantes porque podemos ver ali uma diversidade muito grande de pessoas se candidatando a algum cargo público.
 
Tem muita gente descompromissada e que nada sabem sobre gestão pública querendo apenas ganhar um salário (um bom salário, vamos deixar isto bem claro) durante pelo menos quatro anos.
 
Algumas coisas que dizem me soam como verdadeiros absurdos. O pior deles é:
"Vou cuidar da saúde, transporte público, segurança, educação e desemprego!"
 
Alguém, por favor, me diga algum problema que não esteja associado a um destes ítens acima! Me respondam: Como é que alguém quer resolver (ou mesmo cuidar) de 100% dos problemas que assolam a população? Se fossem problemas simples de serem solucionados é óbvio que alguém já teria feito.
 
Assistindo aos programas políticos eu olho com seriedade aqueles que trazem propostas sérias e olho com diversão aqueles que imaginam que estão me enganando.
 
Dá até para dividir os políticos que apenas querem tirar alguma vantagem em alguns grupos:
Político Galhofa: Aquele que quere fazer graça. Quere conquistar pelo humor ou pela descontração. Esquecem que irá lidar com necessidades sérias e que piadinhas não irão resolver nada.
 
Político Resolvedor: Aquele que resolve qualquer problema. É o típico que diz que vai resolver os problemas de saúde, transporte, segurança, educação e desemprego. Fala isto com uma cara limpa tamanha que chega a convencer que ele tem uma solução inimaginável (que eu até acredito se tratar de uma varinha de condão) para tudo isto.
 
Político Acusador: Aquele que não promete nada, não propõe nada. Sua campanha se resume em mostrar o que já foi feito de errado e o que seus concorrentes tem de ruim.
 
Político Ignorante: A ignorância aqui é a falta de conhecimento do que irá fazer se for eleito. É o político que não consegue delinear ações para (e se) quando for eleito. Não conhece absolutamente nada sobre o que é ser político. Exemplo: Tiririca. Nem acreditei quando fiquei sabendo que ele era candidado a Deputado Federal e, pasmem, já ouvi algumas pessoas dizendo que irão votar nele. Ele teve a ousadia de dizer que não sabe o que um Deputado Federal faz e disse também que irá ajudar as famílias carentes (incluindo a sua). Bem, pelo menos ele foi sincero mas nem por isto merecedor de votos. Existem outros que eu não acredito que saibam alguma coisa sobre a política ou que tenham alguma proposta séria (Tati Quebra-Barraco, Romário entre outros).
 
Político Vagalume: É aquele que você só vê na época de eleição. Depois que passa este período ninguém tem notícias dele. Não sei se realmente fazem alguma coisa ou se cumprem com o papel para o qual foi eleito (quando eleito). Mas o fato é que nunca sabemos de sua existência, exceto no período de eleições.
 
Político de Carreira: É aquele que em toda eleição você o vê sendo eleito para algum cargo. Se perguntarmos: Qual a sua profissão? Com certeza teremos a palavra "Político" como resposta. Em minha cidade eu conheço vários que desde que vim morar aqui (em 1986) estão em algum cargo político. Me recuso a acreditar que o interesse primário é o bem estar da população.
 
 
É claro que existem muitos outros grupos, mas a maioria se encaixam perfeitamente nestes que citei acima.
 
Tem uma frase que me perturba sempre que ouço: Temos de votar certo! Mas o que é votar certo? Votar em bons políticos? Como saber quem são os bons e os maus? Se na propaganda alguém dizer: Se eu for eleito vou desviar o máximo de dinheiro que puder para minhas contas bancárias. Este não será eleito. Então votar certo, na minha opinião, é eleger aquele em quem acreditamos ser o melhor para a comunidade. Não importa se depois nos arrependemos, mas no momento de votar as informações que temos (que com certeza são insuficientes para determinar quem é bom e quem não é bom) nos mostram em quem devemos e/ou em quem não devemos votar.
 
Vote certo, vote em quem te convenceu pelo que você ouviu de suas propostas. Votar certo é ter resposta plausível para a pergunta: Por que você votou nele?