Archive for outubro, 2010

Adeus a uma grande amizade…

quinta-feira, outubro 28th, 2010
adeus.jpg 
Há algum tempo nos conhecemos e desde então gostei muito de você. Você caiu como uma luva. Encaixou-se de tal forma que não me incomodou nem um pouco, aliás, me deu muito conforto.
 
Desde que nos conhecemos mantemos uma relação sólida e que prometia ser duradoura, mas é um duradouro que sabemos que terá um final por causa das circunstâncias que nos envolvem.
 
Sempre mantivemos o respeito entre nós: Você não me machuca e eu te mantenho sempre próximo.
 
Mas o tempo desgastou esta relação e agora percebo que você já não é mais a mesma coisa de antes.
 
Estou desgostoso com a sua presença e por isto resolvi (digamos) cortar relações de forma definitiva.
 
Não que eu não queira a sua amizade, pois ela me foi útil nos últimos tempos, mas não dá mais. No momento te quero bem longe de mim e estou lutando para isto.
 
Atualmente as minhas forças estão concentradas neste propósito que (tenho certeza) irá se concretizar até neste fim de semana.
 
Apesar de não te querer mal sei que sem a minha presença você irá de mal a pior. Mas a sua aparência já não é a mesma coisa (pelo menos para mim.
 
Saiba que sou muito grato por tudo que passamos juntos (muito mesmo) e sei que não vou retribuir.
 
A única coisa que posso dizer é: Muito obrigado meu sapato!
 
(É que vou comprar outro sapato neste final de semana e não resisti a oportunidade de prestar uma justa homenagem)
 

Emoções

quarta-feira, outubro 27th, 2010
sorriso.jpg

 

Já teve alguma grande emoção na vida? Não precisa ser muito grande, não. Mas alguma que te fizesse ficar balançado por alguns momentos.
 
Sempre acontece quando estamos com a sensibilidade à flor da pele ou quando somos pegos desprevenidos.
 
Muitas vezes não são boas emoções. Não estou aqui dizendo que são coisas boas, mas emoções de uma forma geral. Aquilo que nos faz sair de nosso equilíbrio.
 
Quando emoções más acontecem, demoramos a voltar ao nosso normal novamente. Nos faz querer ser como antes. Nos faz ansiar pelo nosso normal, afinal de contas ninguém gosta de estar numa situação difícil.
 
Nas boas emoções ficamos impregnados de uma energia altamente positiva e contagiante. Não é raro, quando estamos bem, alguém nos dizer que se sente bem ao nosso lado. Não é nenhuma surpresa isto, pois se as pessoas percebem quando estamos ruins o mesmo irá acontecer quando estivermos bem.
 
O que eu quero dizer neste texto é que seja lá o que estivermos sentindo, iremos (fatalmente) contagiar a quem estiver por perto. E, tenho certeza, é melhor contagiar as pessoas com algo de bom pois iremos receber a mesma energia em sinal de gratidão e contentamento.
 
Quanto mais temos mais ainda iremos angariar. Ou seja: Energias afins se atraem. Quanto melhor eu estiver mais propensão de estar melhor vou ter. Somos, a todo momento, incentivados a continuar do jeito que estamos (bem ou mal). Cabe a nós evitar as más influências e produzir "anticorpos" para continuarmos melhor.
 
Estes anticorpos podem vir de diversas maneiras. É alguma amizade que retomamos, é um reconhecimento de algum trabalho feito, é construirmos a certeza de que somos boas pessoas (embora cometamos erros), é o aconchego junto a pessoas a quem amamos e que também nos amam, enfim, é qualquer coisa que possa nos contagiar com algo de bom.
 
E assim vamos fazendo a vida caminhar de forma positiva. Hoje eu estou bem e faço questão de contagiar a todos com minha boa energia. Num outro dia que estiver ruim é a minha vez de captar as boas energias dos outros para que eu fique melhor.
 
Fazemos esta troca diariamente (e sem percebermos). Iremos continuar fazendo esta troca e isto será sempre positivo em nossa vida.
 
O que devemos nos cuidar sempre é para nos contagiar menos de más influências e abrirmos nossas portas para as boas influências.
 
Como saber quando é uma e quando é outra? Tempo e experiência. A medida que vamos crescendo isto vai se tornando claro. Viva! Aprenda! Experimente!
 

Coerência nas Atitudes

segunda-feira, outubro 25th, 2010
pinoquio.gif

Dá pra ser coerente em tudo que fazemos? É uma pergunta um tanto complicada para ser respondida. Mas não se apresse em responder, pelo menos até ler tudo o que está escrito aqui. No final eu faço a mesma pergunta e aí sim você responde (para você mesmo).
 
Ser coerente nas atitudes é ter sempre a mesma reação independente de quem sejam os personagens.
 
Somos capazes de matar alguém? A resposta imediata sempre é: NÃO! Temos até um discurso na ponta da língua que, normalmente, traz a palavra "consciência" como foco principal. Mas será que realmente não comos capazes ou basta ter o motivo certo? Imagine presenciar uma cena de violência contra quem você ama (sua mãe, seu filho, sua avó, etc). Aí seremos capazes de matar (e até com requintes de crueldade, eu diria).
 
Assisti um filme neste fim de semana que retrata isto muito bem. O filme chama: "Código de Conduta". Um assassino é cruelmente torturado e morto por uma antiga vítima sua. Confesso que não tive compaixão deste assassino embora tenha achado tudo muito cruel. É a minha parte cruel que foi colocada para fora por me sentir na pele daquele pai que teve a esposa e filha assassinadas. Não sei se teria coragem de fazer tudo o que o ator principal do filme fez, mas com certeza não seria coerente.
 
Ok. Falar em assassinato é ser extremista. Vamos colocar uma situação um pouco mais tranquila.
 
Tente contar quantas vezes você falou alguma coisa e fez exatamente o contrário. Mas não se justifique. Apenas conte quantas vezes. Peço para não justificar porque tudo tem uma justificativa. Não saímos fora da linha sem uma boa justificativa. Sempre temos uma. Mas isto não muda o fato. Então conte aí quantas vezes isto aconteceu com você. Sem saber quem está lendo este texto sou capaz de afirmar sem medo de errar que não são poucos os casos de incoerências.
 
Identificamos o problema. Correção? Sim, ela existe. Mas não é tão fácil quanto se pensa. Isto porque temos sempre duas forças opostas dentro de nós. Uma é a razão e outra é o sentimento.
 
Vou ser mais claro. Um grupo de voluntários distribui cestas básicas para famílias carentes. A regra (para quem vai receber as cestas): Estar presente no local no dia e horário combinado. Pessoas que chegam atrasadas não podem receber as cestas. Esta é a razão. Mas, cada caso é avaliado individualmente. Este é o sentimento. É comum pessoas que precisam tomar dois ônibus para chegar ao local e, com isto, acontecem atrasos. A solução é impedir que elas recebam a cesta por conta de uma regra destas? Olhem o sentimento falando alto e determinado o correto a ser feito. A mesma decisão não se aplica a quem mora muito próximo e chega atrasado porque esqueceu do horário.
 
O fato é: Aqui há uma grande incoerência nas atitudes. A regra que é divulgada não é sempre seguida.
 
Exemplifiquei a boa ação do sentimento sobre a razão, mas infelizmente não é sempre assim. Há casos (muitos) em que o sentimento apenas complica e muito nossa vida nos levando a atitudes totalmente descabidas. Basta observarmos os problemas de relacionamento que iremos ter bons exemplos disto.
 
Não devemos seguir apenas a razão assim como não devemos seguir apenas o sentimento. A união destas duas forças chama-se: BOM SENSO!
 
Conforme prometido: Dá para ser coerente em tudo o que fazemos?
 

Vamos Crescer?

quinta-feira, outubro 21st, 2010
peterpan.jpg

Num outro texto eu falei sobre o envelhecimento do corpo e a estagnação do estado mental (não vou repetir as definições que coloquei lá, se tiverem curiosidade é só ler o texto entitulado Envelhecer). 
 
Pois bem… A mente pode ser que fique estática mas temos de amadurecer. Vamos esquecer aquela ideologia do Peter Pan e seguir com a nossa vida em frente.
 
Isto, as vezes, é um pouco difícil pois é necessário algum (???) esforço de nossa parte.
 
É a análise fria de tudo o que nos acontece. É como se estivéssemos analisando outra pessoa e dar opiniões baseado no que estamos vendo. Isolar o que sentimos e nos voltar um pouco para a razão.
 
Já imaginaram como isto é difícil?
 
Temos sempre a tendência de continuarmos agindo do mesmo jeito administrando as consequências que bem conhecemos com o medo de mudar e outras consequências advir destas mudanças.
 
O amadurecimento significa a análise crítica e fria de tudo o que nos acontece antes de iniciarmos qualquer ação.
 
Iremos chegar a conclusões complicadas e aí passamos o caso para o departamento do sentimento decidir (o que ao meu ver é um grande erro, já que a razão já condenou a situação). É o mesmo que eu ir ao médico por conta de algum sintoma e ao ouvir o diagnóstico e as recomendações levar o caso para minha mãe.
 
Mas isto é o que normalmente fazemos. Eu costumo dizer que temos o péssimo hábito de nos sabotar em várias questões. E faremos isto até chegarmos ao nosso fundo do poço. É quando nos cansamos de sofrer e damos um basta. Aí (finalmente e felizmente) damos ouvidos às recomendações que a razão fez um bom tempo atrás e começamos agir neste sentido.
 
Será que vale a pena sofrer? Se por um ponto de vista o sofrimento nos traz aprendizado, por outro ponto de vista iremos enxergar a perda de tempo e a dor (que é o sofrimento propriamente dito).
 
Se podemos evitar o sofrimento eu digo que não vale a pena. Se não podemos evitar, transforme-o em seu aliado e extraia o que for de melhor.
 
Raciocine. Avalie sua vida e seus problemas atuais. Separe o que você mesmo já se aconselhou tempos atrás e pense se não é melhor seguir seus próprios conselhos. Avalie se vale a pena sofrer pelo que você sofre hoje.
 
Por experiência própria: Hoje eu deixei alguns motivos de sofrer guardados no baú. Vou deixá-los lá até que eu os esqueça (e é isto que vai acontecer). Não quero sofrer e (é decisão) não vou!
 

Limites

quinta-feira, outubro 21st, 2010
 limites_1.jpg

Falar de limites é sempre uma tarefa meio complicada… Qual o seu limite? A resposta não pode ser dada numa única frase. Tem que ter todo um contexto para ser corretamente respondida.
 
Para entender melhor isto vamos analisar crianças.
 
Se olharmos crianças poderemos entender o que se passa conosco.
 
As crianças precisam ser limitadas pois estão na fase de aprendizagem. Não conhecem até onde podem ir e sempre irão testar estes limites. Irão fazer coisas erradas e irão repetir o mesmo erro sob as mais diversas formas. Irão testar se há alguma forma de fazer aquilo que os pais lhe disseram ser errado (e que na maioria das vezes eles gostam) para ver se não são reprovados.
 
Uma criança sem limite fatalmente será um adulto problemático. Se você ama seu filho(a) demonstre o seu amor dando-lhe limites em suas atitudes. Não deixe fazer o que bem quiser e entender. Mostre o erro sem martirizar.
 
Agora é a nossa vez. A boa notícia é que já crescemos e, com isto, nossos limites são mais amplos. A má notícia é que nós mesmos que teremos de nos impor limites (e as vezes isto não é muito eficaz).
 
Trate seu limite baseado no limite dos outros. É como se fossem delimitações territoriais. A fronteira delimita o território de dois países. O limite de minhas ações não pode infringir o limite dos outros.
 
Não dá para imaginar as barbaridades que podemos fazer quando não temos limites.
 
E não se iluda, pois os limites estão em todos os nossos comportamentos. Exemplo: Temos de ter limites para falar (se você falar o que vier à mente vai sofrer consequências desagradáveis), limite para divertir (a vida não é ume brincadeira), limite para sonhar (sonhos são bons mas sonhar demais nos faz viver no mundo da fantasia), limite para o trabalho (trabalhar demais nos faz perder prazeres simples na vida) e assim vai.
 
Tudo existe limite e precisamos estar atentos para nos limitar. O poder está conosco mas a responsabilidade de utilizá-lo também.

Dor

quarta-feira, outubro 20th, 2010
dor.jpg

 
Qual é o mecanismo da dor? É algo interessante para ser analisado.
 
Primeiro vamos ver a dor física. Pra começo de conversa quem sente dor não é em todo o corpo, mas no cérebro. Quando espetamos uma agulha no nosso braço as terminações nervosas levam ao cérebro a informação de um corpo estranho agredindo nosso corpo, leva a informação da consistência do corpo, do grau do ataque e do quão grande é o estrago produzido. Com base nestas informações o cérebro produz reações para que tomemos providências e até nos indica o lugar da lesão… É a dor!
 
Falando assim fica até bonito, não é? É a beleza de uma máquina perfeita! Nunca deixo de admirar o corpo humano.
 
E quando a dor não é física? Ah, esta é mais complicada para ser analisada. Não é nada orgânico, tudo mental e (por que não?) sentimental.
 
Tudo começa com uma sensação de desconforto. É como se colocássemos na boca algo bem amargo. A boca trava, o rosto enrijece, os músculos se contraem, as mãos se fecham e logo cuspimos a porcaria. Mas não basta cuspir porque o gosto fica. Ficamos com a cara fechada por um bom tempo porque o gosto não sai de pronto. E quando sair ficamos com a lembrança. Podemos dizer que a nossa vida muda para sempre desde então. E nem pensem que é exagero, pois a partir desta ingrata experiência nunca mais seremos os mesmos.
 
A dor a que me refiro é assim. Modifica nossa vida não nos deixando esquecer daquilo que ousamos colocar na boca.
 
Ok. Eu mostrei como funciona (nem precisava mostrar, não é? acredito que todo mundo que leu até aqui já experimentou isto na vida pelo menos uma vez, embora eu acredite que não foi apenas uma única vez). Mas o que este conhecimento sobre o funcionamento do mecanismo da dor pode nos trazer de benefícios?
 
É simples. Todo antídoto é feito a partir do veneno. Não se faz um remédio sem antes conhecer (e muito) a doença.
 
Sim, considero a dor como uma doença! Por mais que isto assuste uns e outros é assim que eu vejo.
 
Então vamos tomar um remédio para curar isto?
 
A dor a que me referi é sentimental. O antídoto? Razão! Ressuscitar a nossa parte racional é uma boa saída. Iremos pensar com clareza como sair da situação complicada. Iremos traçar planos para não sentir dor.
 
A primeira providência normalmente é anestesiar. Ficar anestesiado para que, sem a dor, tenhamos condições de raciocinar com clareza.
 
A anestesia é justamente a razão no primeiro momento. Muitas vezes nos apegamos a fatos isolados, que embora não tenha muita lógica, nos servem de apoio para sairmos do quadro de dor.
 
Após isto é que entra a razão calma, simples e que arranca a dor pela raiz.
 
Experimentem um pouquinho… Irão ver que o que eu digo tem lógica!
 

Envelhecer

sábado, outubro 16th, 2010
envelhecer.jpg

Nem precisam me olhar torto… Eu só tenho 42 anos, portanto, ainda não estou velho! rsrs
 
Mas é uma coisa interessante de ser analisada. Não a velhice, mas o tempo passando.
 
O corpo vai envelhecer, ficar fraco, feio e deformado. Estamos morrendo a partir do momento em que nascemos.
 
Num país onde a média de vida é algo em torno dos 80 anos (estou sendo generoso, eu sei), significa que o ápice é os 40 anos. Ou seja, já comecei a descer a serra.
 
Aí vem uma coisa que merece uma atenção especial: A minha mente é a mesma dos meus vinte e poucos anos. É claro que com mais maturidade, com o senso de responsabilidade e consequência. Não faço as coisas como adolescente porque tenho experiência e sei que muita coisa não dá muito certo. Então a experiência me ensinou muita coisa. Mas nada mudou em termos de mentalidade. Sou eu. O mesmo de 20 anos atrás.
 
Converse com um idoso e ele vai te dizer a mesma coisa. Vai dizer que ele é o mesmo de mais jovem. A única coisa que mudou foi o corpo que envelheceu.
 
Quanto mais velho fica o corpo menos possibilidades nós temos. Eu não tenho a mesma disposição de 20 anos atrás (quem me dera!!!), meu corpo não aguenta os mesmos trancos que aguentava antes. Mas minha mente funciona tão bem (ou melhor) do que aquela época. Poderia considerar que funciona melhor devido as minhas experiências que vivi ao longo deste tempo todo. Com certeza se eu me transportasse para meu corpo de vinte anos atrás minha vida seria mais confortável hoje. Mas a vida não é assim, então é bom parar de sonhar com o que faríamos se voltássemos no tempo senão começo a ficar com remorso de várias coisas que fiz.
 
O fato é que devemos estar preparados para a terceira idade. Não iremos nos reconhecer (psicologicamente falando) na terceira idade. É curioso porque observamos os idosos de hoje e comentamos: Tem pensamento de velho. Errado!!! Tem pensamento de quando era jovem. Seus julgamentos e críticas são com base naquilo que conhecem. E é exatamente o que vivemos. A nossa formação é de nossa adolescência até o início da fase adulta. Daí pra frente estamos formados e entregues ao mundo para colocar em prática a nossa formação. E isto iremos levar até a morte.
 
É claro que a muitos idosos acompanham a evolução do tempo e dos valores. Passam a admitir coisas que antigamente não admitiriam. Mas a maioria não age assim e a maioria de nós não agiremos assim quando atingirmos a terceira idade.
 
Ah mas é justamente neste ponto que devemos ter o maior respeito pelos nossos idosos. Não devemos exigir que eles aceitem coisas que hoje aceitamos com facilidade. Um exemplo simples: Falar com minha avó sobre casamento homossexual é caçar briga (tá certo que "briga" é um pouco de exagero de minha parte, porque ela não faz isto por ser um doce de pessoa). Ela não entende como isto é possível e, com certeza, não admite que haja permissão para que isto aconteça.
 
É bom lembrar que a maioria de nós agiremos exatamente igual quando (e se) atingirmos uma idade avançada. Novidades irão aparecer que irão nos deixar boquiabertos e estupefatos. Enquanto os nossos jovens irão rir de nós nos chamando de atrasados e dizendo que precisamos abrir nossas mentes.
 
Pensem bem antes de falar isto de algum idoso!
 

EU TE AMO… NÃO DIZ TUDO!

sábado, outubro 16th, 2010
letras.jpg

É tanta coisa que dizem ser do Arnaldo Jabor que eu sempre desconfio. Mas sendo ou não dele tem um texto que eu li que achei muito interessante. Por este exato motivo coloco aqui.

 

 
EU TE AMO… NÃO DIZ TUDO!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,  que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas, e que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é ver como ele(a) fica triste quando você está triste, e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d’água. 

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;  Quem não levanta a voz, mas fala; Quem não concorda, mas escuta. 

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!




Arnaldo Jabor
 

Crianças

sexta-feira, outubro 15th, 2010
desenho_infantil.gif

 
Recebi alguns e-mails estranhando eu não ter feito nenhum texto sobre crianças.
 
Então, não me fiz de rogado. Vamos a ele… Mas acho que vou decepcionar quem me pediu porque não pretendo escrever da maneira esperada.
 
Vamos analisar as crianças sob a ótica adulta? Quem sabe assim nós não podemos aprender alguma coisa?
 
Uma coisa me encanta nas crianças: A simplicidade. Vamos colocar de lado aquelas crianças que, por seguirem os péssimos exemplos dos pais (ou responsáveis) são extremamente exigentes em tudo (desde roupa, alimentação e até a forma como se fala com elas). Mas criança é sempre criança. A personalidade está em formação por isto é facilmente moldada. Falando claramente e sendo muito direto: Se você está fazendo alguma burrada com a educação de seu filho ainda é tempo de consertar.
 
Uma criança não exige brinquedos caros e sofisticados. Quem exige isto são os pais. Os pais querem dar aos filhos aquilo que acham que gostariam de ganhar quando tinham a idade deles. Mas dificilmente perguntam aos filhos o que, efetivamente, querem. Ou então nem precisa perguntar, mas experimente comprar dez carrinhos de R$10,00 cada ao invés de comprar um de R$100,00. Vai ter o prazer de ver os olhos de seu filho brilhando de alegria (é uma emoção indescritível, eu garanto!).
 
A medida que vamos crescendo vamos perdendo esta simplicidade. Não basta ter um carrinho eu tenho de ter O MELHOR carrinho. Pra que? Para mostrar aos outros e não para minha satisfação pessoal.
 
Conheci uma mãe que não permitia que a filha retirasse suas bonecas de dentro da caixa. Colocava todas numa prateleira do quarto para enfeitar. E por quê? Tudo porque ela sempre sonhou ter uma coleção de bonecas. Mas este é um sonho dela e não da filha. Aí a filha ficava privada de brincar porque a mãe não deixava!
 
O tempo passa. Ficamos imersos naquilo que chamamos de "politicamente correto". Ou seja, tudo aquilo que a televisão fala que é certo (é isto mesmo, damos mais ouvidos para a televisão do que para a nossa consciência). E aí as atitudes (positivas) infantis desaparecem. Deixamos de olhar as coisas com simplicidade, porque se estiver muito simples é coisa de pobre então não serve! Criamos regras para relacionar com os outros. E nem queiram imaginar o quão complexas são estas regras. Abrimos mão de prazeres simples (caminhar ao lado de quem se gosta, brincar com seu filho no quintal ou na garagem ou mesmo no playground), ignoramos os momentos de carinho que podemos ter com eles e que são de extrema importância.
 
O que aconteceu conosco? Quando é que iremos abrir os olhos? Quando nossos filhos crescerem e aí nascer o remorso por não ter feito o que podíamos fazer quando eram pequenos?
 
Vamos mudar nosso comportamento enquanto pais ou responsáveis. O tempo passa. Aproveite. Construa uma relação sólida, duradoura e, principalmente, amorosa com seu filho. Ele nunca vai te decepcionar (lembrando que a decepção é causada por algo inesperado que ele faça, se você tem uma boa relação com ele com certeza conhecerá todas as suas tendências, ou seja, não vai se decepcionar).
 
Não perca tempo, porque ele passa muito rápido!
 

Aparências

sexta-feira, outubro 15th, 2010
aparencias.jpg 

As aparências enganam!
 
Cresci ouvindo esta frase. Mas também cresci ouvindo uma outra frase que invalida a anterior: "A primeira impressão é a que fica!".
 
Então como é que deve ser? É importante valorizar a aparência ou não devemos nos preocupar com isto?
 
Se a primeira impressão é a que ficar não vão adiantar nossos esforços posteriores pois ninguém dará valor. Se as aparências enganam nem devemos dar atenção às primeiras impressões.
 
É só eu ou tem mais alguém aqui que vê a contradição nestas frases?
 
Se alguém também vê é importante criarmos um critério nosso para esta questão, já que o critério "público" não está ajudando muito.
 
Este critério é algo que cada um tem de formular. Eu formulei o meu e o sigo a risca. Não me permito andar fora deste.
 
Vou expor aqui o que eu lembrar desta fórmula pessoal esperando que isto estimule a quem ler.
 
Eu tenho duas opções: Dar atenção para a minha aparência ou ser eu mesmo. Preferi a segunda opção. Nada contra quem prefere a outra opção.
 
Se eu começar a me preocupar com o que os outros pensam de mim eu vou ser sempre um personagem moldado pela vontade dos outros e nunca serei eu mesmo. O que acarreta isto? Pra começar baixa autoestima. Ninguém vai me conhecer exceto eu mesmo e isto é ruim!
 
Já imaginaram ser um personagem diferente para cada pessoa com quem você lida?
 
A pergunta acima é proposital porque existe muita gente que faz isto e acha a coisa mais normal do mundo.
 
Já imaginaram ser você mesmo e não se preocupar se as pessoas gostam ou não? As aparências enganam. Isto é uma verdade, afinal de contas. O que vemos nos outros não pode ser base para determinarmos o caráter delas.
 
O político (não me refiro ao político partidário, embora ele se encaixe com perfeição) é justamente o contrário. Quer ser sempre o amigo de todos e de todas as classes. Por isto nunca é ele mesmo. Ele é sempre o que as pessoas querem que ele seja.
 
Quando sabemos que as pessoas nos conhecem e mesmo assim gostam sentimos um prazer indescritível, como aquele incentivo para fazermos as coisas certas ou uma estranha (?) sensação de importância para o mundo. Isto nos faz sentir melhores, nos faz acreditar na vida e tem o grande poder de nos encentivar à nossa transformação moral.
 
E tudo isto partiu de uma coisa muito pequena que é sermos nós mesmos diante de toda e qualquer situação.
 
E como conseguir isto? Esforços!!! Nunca deixe de se esforçar! Nada vai ser conseguido sem se esforçar. E prepare-se para dificuldades normais neste processo. A mais comum é o extremo medo de ficar sozinho (isto se deve ao fato de que quem faz isto é alguém que tem medo da solidão, por isto quer todo mundo por perto a todo custo, mas isto é papo para outro dia).