Archive for novembro, 2010

Fazer Rir ou Fazer Sorrir?

domingo, novembro 21st, 2010
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É uma coisa interessante que eu sempre noto nas pessoas: Querer fazer os outros rir?
 
Até onde isto é bom?
 
Noto que existem pessoas que persegue este objetivo custe o que custar. E para isto passam por cima de tudo que é ético e calcado no bom senso. No final das contas: Valeu a pena arrancar algumas risadas? Qual foi o custo disto? Colocando numa balança: De um lado as risadas e de outro o que isto custou. Para onde a balança pende?
 
É justamente sobre isto que eu quero falar aqui. O custo de fazer rir. Na maioria dos casos o custo é alto. O preço é o constrangimento, a exposição de defeitos dos outros, a ridicularização das pessoas, a banalização dos comportamentos, entre outras coisas muito piores e que todos nós sabemos muito bem.
 
Faça uma análise (como eu fiz e continuo fazendo). A última vez que arrancou risadas teve ou não alguém sendo prejudicado por isto? Se teve o saldo foi negativo. Alguém riu mas alguém não gostou.
 
Por mais engraçado que seja alguém tomando um susto ou tomando um choque, só é engraçado para quem não sofreu. Quem viveu a situação não achou graça nenhuma.
 
Agora vem a proposta: Ao invés de fazer alguém rir (simplesmente arrancar risadas), que tal arrancar sorrisos? Fazer alguma coisa que deixe alguém feliz a ponto de te presentear com um belo sorriso. Eu sei, é mais difícil. É mais difícil porque teremos de nos esforçar para fazer algo bem diferente do que já estamos acostumados. Mas é hora de mudar.
 
Tenho certeza que somos muito mais do que uma piadinha infame que coloca as pessoas no ridículo. Somos capazes de muito mais do que isto, basta que queiramos.
 
Vamos fazer a experiência?
 
 
"Fazer rir é uma arte, fazer sorrir é um dom!"
 

Ninguém Está Sozinho

quinta-feira, novembro 11th, 2010
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Por muito tempo eu acreditei que estivesse sozinho, mas finalmente (e felizmente) minha ficha caiu!
 
Sempre valorizamos o nosso sofrimento não importando a quantidade de motivos para estarmos alegres tenhamos. Se sofrimento fosse uma ação na bolsa de valores poderia dizer que é uma das mais bem cotadas (por nós).
 
É comum dizermos para todos que temos mais sofrimentos do que alegrias e, sem conhecer quem lê este texto, eu digo (sem nenhum medo de errar) que pensar assim é um grande erro! O problema é que raramente valorizamos os momentos bons que temos, ao passo que olhamos e valorizamos todos (eu disse: TODOS) os maus momentos.
 
Uma pergunta que eu sempre faço para quem me reclama disto: Quando foi a última vez que viu o sol se por? Não me assusto (mais) se me responderem que nunca viram isto! E é uma das coisas mais bonitas, posso afirmar!
 
Sempre que abraçamos o sofrimento (porque é sempre nós quem procuramos motivos para sofrer) nos vemos sozinhos em meio uma multidão. Isto se deve porque ninguém (ou raríssimas pessoas) conhecem o nosso íntimo, portanto, desconhecem os motivos de nosso sofrimento. Muitas vezes até desconhecem que estamos sofrendo. Aí nos achamos sozinhos. Mas isto é um julgamento injusto porque não nos abrimos para ninguém. Até onde eu sei não existe bola de cristal capaz de fazer as pessoas adivinharem o nosso estado sem que falemos.
 
Então é injusto o pensamento de que estamos sozinhos no mundo.
 
Já experimentaram contar seus problemas a alguém? Raras são as pessoas que não estão dispostas a ajudar. Analise por você mesmo. Se algum de seus amigos resolver lhe contar algum problema, qual será sua reação? Ignorar ou ajudar? Com certeza raros responderão a esta pergunta com a palavra "ignorar". Se você é capaz de ajudar a quem lhe pede ajuda, por que acha que outras pessoas lhe negarão ajuda caso peça???
 
Então, de uma vez por todas, não se considere sozinho mais. Você está rodeado de pessoas que estão prontas e dispostas a lhe ouvir na primeira oportunidade. Basta que você faça esta oportunidade nascer.
 
Pronto. A bola está contigo, na marca do pênalti e sem goleiro! É só chutar e correr para o abraço!
 

Amor

quinta-feira, novembro 11th, 2010
Amor

Aí vai mais uma pessoa tentando expressar em palavras alguma definição sobre o amor.
 
O fato é que não há como fazer isto de forma eficaz. Lembrando que a forma eficaz é aquela que convence e ensina aquele que nada sabe sobre o assunto. Então não tenho a pretensão de conseguir sequer chegar perto de fechar o assunto, mesmo porque eu não tenho domínio total sobre ele (quem tem?).
 
A música "Monte Castelo" da banda Legião Urbana traz um trecho que sempre me chama atenção:
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
 
Especialmente a primeira frase deste trecho: "É estar-se preso por vontade". Quanto mais se ama mais se quer estar "aprisionado" por este sentimento.
 
Só entendemos o amor quando o outro está à frente de nossas intenções. Neste ponto esquecemos de nós mesmos e colocamos o outro à frente e como prioridade.
 
É interessante observar como enxergamos a quem amamos. Vemos os defeitos e valorizamos as qualidades. Observamos cada atitude (por menor que seja) numa tentativa vã de conhecer todos os detalhes.
 
Quando estamos perto da pessoa que amamos sentimos o tempo parar. Não temos fome, sede, dores ou qualquer desconforto. O mundo ao nosso redor pára e nosso foco fica integralmente na pessoa amada.
 
Alguns especialistas dizem que o amor é capaz de fazer verdadeiros milagres:
– Rejuvenescimento. Desaparecem rugas, a pele fica mais limpa, o organismo responde positivamente a tudo. Tudo funciona com perfeição.
– Alegria. Ficamos como bobos rindo de tudo e para todos. É difícil encontrar alguém (ou alguma coisa) que nos abale.
– Tranquilidade. Nada nos tira a forma simples de ver a vida e ver a todos. Passamos a desconhecer o significado da palavra "estresse".
 
E isto são apenas alguns pontos dentre tantos outros.
 
Assisti a um filme onde um aluno de uma escola não tinha boas notas em redações. O conselho do seu professor foi interessante:
– Ame! Encontre alguém para amar e suas criações irão melhorar.
 
E foi exatamente isto que aconteceu.
 
Que sentimento é este que nos faz vasculhar e extrair sempre o melhor de nós?
 
Costumo dizer que a melhor forma de identificar o amor é sendo pai (ou mãe). Passamos a colocar 100% de nossas atenções nos filhos. A vida deles passa a ter muito mais importância do que a nossa. Se tivesse que dar a minha vida por um de meus filhos faria isto com extremo prazer. Não existe como explicar isto, só sentindo mesmo.
 
Fico pensando se tivéssemos condições de dedicar todo este sentimento para outra pessoa. Se as pessoas fizessem isto com certeza o mundo seria completamente diferente.
 
Não queremos sequer imaginar qualquer sofrimento (por mais ínfimo que seja) àquele a quem amamos. Imagine se tivéssemos isto por todos indistintamente…
 
Não consigo me imaginar sem este sentimento. Ele já faz parte de mim e me alimenta. É parte de meu sustento. Não consigo viver (ou viveria muito mal) sem amar e ser amado.
 
O amor não se resume (e nem pode ser assim) a feições humanas. Transcende a tudo o que pudermos imaginar como físico. Os corpos envelhecem mas o ser permanece. Amamos o ser. Se for diferente disto aquilo que é chamado de "amor" acaba. Se acabou é porque não é amor (chame do que quiser, mas não é amor).
 
Então não procure o amor nas aparências que as pessoas trazem. Saiba que este sentimento vem por motivos extrafísicos. Aliás, não procure pelo amor, ele te acha da forma mais inusitada possível e sempre vai te pegar desprevenido (como se tivéssemos de nos prevenir de alguma coisa).
 
Eu não posso dizer que amo a ponto de entender plenamente o que é este sentimento, pois o amor é imaterial, o amor não exige nada, o amor cria um filtro em nosso olhar para minimizarmos os defeitos e valorizarmos as qualidades (vejam, como exemplo disto, mães de criminosos).
 
Posso passar tempos e tempos escrevendo sobre o amor que nunca vou esgotar o assunto.
 
Mas AME! Nunca deixe de amar. Não se deixe levar por sentimentos diferentes do amor que algumas pessoas nutrem por você, sempre existe alguém que lhe ama. Não se imagine sem amor. Não se imagine não amando.
 
É claro que este texto não pára por aqui. Voltarei a falar sobre amor em outras nuances (mesmo porque este tema é inesgotável).
 

Premissas

segunda-feira, novembro 1st, 2010
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Quais são suas premissas?
 
Ah você não sabe o que é isso? Tenho certeza que sabe sim, mas não dá este nome. Vou explicar e você vai identificar o que estou dizendo.
 
Sempre que arvoramos em caminhos novos mantemos a nossa visão naquilo que nos é certo. Não é comum perdermos o nosso foco onde temos segurança. Quando isto acontece é sofrimento na certa. Então sempre evitamos fazer isto.
 
Então o que eu chamo de premissa é o nosso terreno sólido que nos dá a certeza de que tudo pode acontecer que dele não iremos passar.
 
É comum as pessoas colocarem como premissas de vida a sua própria família. Tudo pode acontecer de ruim, mas a pessoa sempre sabe que a família o irá apoiar. Ótimo. É disto que estou dizendo.
 
Mas a família não é premissa para tudo. Para cada coisa, para cada situação temos uma premissa diferente.
 
É importante estabelecermos de forma bem clara todas estas premissas.
 
Com todas (ou a maioria delas) devidamente estabelecidas aí passamos a eleger quais as premissas são mais importantes que as outras.
 
É comum também elegermos pessoas que são as responsáveis por estas premissas. Então estas pessoas são como referências para nós.
 
É aquela pessoa a quem pedimos opinião para tudo. Não que iremos agir exatamente como a opinão destas pessoas, mas iremos considerar estas opiniões com um peso enorme. Iremos questionar a nossa própria opinião se a opinião destas pessoas forem contrárias. Não digo que isto é ruim. O enfoque não é este.
 
É importante determinarmos como agimos com estas premissas. E é extremamente importante termos estas premissas.
 
Isto vira certezas em nossa vida. Tudo pode dar errado, mas as nossas premissas estão lá do jeito que deixamos da última vez que vimos.
 
Num momento difícil, volte-se para suas premissas e recomece a partir daí. Quando tudo der errado, recorra às suas premissas e passe a reconstruir a partir delas. Elas funcionam como nossos alicerces onde construímos nosso castelo. Os ventos, as chuvas e qualquer outra coisa podem destruir nossas construções, mas o alicerce fica sempre intacto (dispenso engraçadinhos incluindo terremotos neste meu exemplo… rsrs… mas o terremoto significa a quebra de referência ou de nossas premissas, pois isto pode acontecer).
 
Procure suas premissas. Mantenha-as sob sua intensa vigilância. Não as perca de vista em tempo algum.
 
De resto, viva. Perca-se na vida (mantendo as premissas). Experimente de tudo. E observe as suas premissas crescendo e ficando cada vez mais sólidas. Isto só vai acontecer se sairmos de nosso casulo, se sairmos de nossa zona de segurança.