Archive for janeiro, 2011

Mentir

segunda-feira, janeiro 31st, 2011
mentir.jpg

 
Mentir ou falar a verdade?
 
Para quem tem o hábito de mentir esta é uma pergunta que sempre aborrece. Para quem tem o hábito de sempre dizer a verdade esta pergunta ofende.
 
Mas vamos analisar o ato. Nada melhor que exemplos:
Primeiro caso.
Sua mãe (ou sua avó) coloca uma roupa nova e lhe pergunta toda entusiasmada:
– Ficou bom?
A resposta correta (e verdadeira) seria:
– Não!
A minha pergunta a você é:
– Você falaria a verdade ou mentiria?
 
Vamos primeiro pontuar uma coisa e outra. Verdade é tudo aquilo que estamos vendo como real. Mentira é tudo aquilo que não é verdade. Então, pelo caso acima proposto, falar a verdade seria dizer "NÃO". Qualquer coisa diferente disto é uma forma de mascarar a verdade, ato este que eu chamo carinhosamente de: Mentir!
 
Segundo caso.
Você vai a um jantar na casa de seu chefe. Eis que você percebe que o seu prato predileto foi preparado. Obviamente você será generoso (sem ser deselegante) ao fazer o prato. Na primeira garfada percebe que a comida não está boa (ou, melhor dizendo, está RUIM). Imagino eu que a grande maioria das pessoas faria um esforço tremendo para engolir o resto da comida. Aí a esposa de seu chefe faz a pergunta fatídica:
– Estava bom?
A resposta correta (e verdadeira) seria:
– Não!
Esta resposta poderia variar para:
– Estava uma porcaria!!!
Tenho certeza que respostas como estas irão desfilar em sua mente todas querendo sair pela sua boca. Mas fica a pergunta:
– Você falaria a verdade ou mentiria?
 
Com base nestes dois casos vou perguntar:
– Você é 100% verdadeiro?
 
Se me disser que sim quero distância, pois certamento o convívio com você deve ser bastante complicado. Nem todos estamos preparados para ouvir a verdade a respeito de si próprio.
 
Por via de regra a maioria das pessoas que batem no peito se afirmando verdadeiros e que nunca mentem (na minha opinião já mentiram dizendo que nunca mentem) não suportam a verdade sobre si mesmos… Mas fazem questão de fazer isto com os outros…
 
Antes de condenar a mentira lembre-se que você muito provavelmente também mente. E só para deixar as coisas claras: Roubar um centavo ou um milhão incorre no mesmo erro que é o roubo. Então mentir socialmente ou mentir descaradamente incorre no mesmo erro que é mentir.
 
Condenar os outros por suas atitudes nunca foi o melhor a ser feito. Pense duas vezes antes de fazer isto (em seu próprio benefício).
 

Explicações

segunda-feira, janeiro 31st, 2011
explicacoes.jpg 

Estes dias andei pensando sobre explicações. Principalmente nos motivos que nos levam a dar explicações… Será que elas servem pra alguma coisa?
 
É claro que temos de pontuar as coisas… Não podemos esperar que as pessoas entendam de pronto todas as nossas atitudes. Nem sempre (ou quase nunca) dispõem de todos os elementos para uma análise precisa. Aí cabe a nossa explicação para que as coisas não sigam por caminhos tortuosos.
 
O meu objeto de análise aqui são as explicações excessivas que mudam de nome para justificativas.
 
Uma frase que vi (e que resume tudo aqui) é:
"Não se justifique pois os amigos não precisam e os inimigos não vão acreditar"
 
Isto me deixou pensando e, confesso, mudou algumas coisas em meu comportamento.
 
Explicações sobre o que fazemos ou deixamos de fazer são inevitáveis. O trabalho que fiz comigo mesmo foi de diminuir (drasticamente) as justificativas. Só faço com o inevitável, quando não tem jeito mesmo. De resto, teço explicações e quando me questionam mais querendo aprofundar em coisas que não lhes dizem respeito eu coloco o limite dizendo que já dei todas as explicações para o caso em questão.
 
Mas até chegar aqui tive de enfrentar a mim mesmo pelo fato de que as justificativas eram parte de minha vida. Não bastava eu explicar minhas atitudes, tinha de justificá-las. Vi que isto era algo que fazia desde criança e que não é preciso este tipo de coisa.
 
Se formos pensar racionalmente: Nada justifica uma má atitude assim como não são necessárias justificativas para uma boa atitude. São dois extremos.
 
Isto veio como uma luva para algo que já acreditava: Todas as vezes que sentimos a necessidade de justificar algo é sinal que não fizemos boa coisa.
 
A frase que ficou para mim como regra é: Não preciso justificar nada.
 

Oferta maior que demanda

quarta-feira, janeiro 19th, 2011
plantacao.jpg 

 
Pelas regras do comércio se a oferta é maior que a demanda os preços abaixam e mais pessoas podem usufruir do bem ou serviço.
 
É interessante como esta regra se aplica com perfeição em nossa vida pessoal.
 
Aumente a sua oferta de amizade e terá mais amigos. Diminua esta oferta e o preço de sua amizade fica caro e até os amigos que já tem irão embora.
 
O que me motiva a escrever este texto é uma recente decepção de alguém que eu considerava como amigo e que me provou (da pior maneira possível) que a consideração não é recíproca.
 
É claro que na hora dá vontade falar poucas e boas porque esperar algo de bom de alguém que lhe dá o inverso não é agradável. Mas isto não me dá o direito de fazer o mesmo com ele ou com qualquer pessoa.
 
No fim das contas o que eu tive a dizer a ele foi que ficasse tranquilo que não farei com ele o que ele fez comigo onde e com quem quer que eu esteja.
 
Ótimo. Assim não diminuo meu terreno fértil para novas amizades e me mantenho disponível para novas conquistas sem diminuir meu magnetismo pessoal.
 
Mas no fundo fico pesaroso por alguém que antes confiava e hoje não confio mais. Me dá uma sensação amarga de perda. Conversando com uma amiga ela disse uma frase que se refere a um caso que aconteceu com ela (e que se aplica a mim nesta situação): Quem perdeu foi a outra pessoa e não eu!
 
Eu aprendi que o mundo é muito pequeno e fatalmente nos esbarramos em alguma esquina em algum tempo. Então o melhor é não fechar portas para nada e para ninguém. Deixar o campo das possibilidades sempre fertilizado e irrigado para termos sucesso.
 
Não é tarefa muito fácil travar a língua quando se quer despejar cobras e lagartos nas pessoas que nos fazem mal. MAS É POSSÍVEL. E é nisto que temos de trabalhar: NO POSSÍVEL!!!
 

Mudanças

sexta-feira, janeiro 14th, 2011
mudanca.jpg

Mude. Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
 
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
 
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus.
 
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira pra passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas.
 
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma do outro lado da cama.. depois, procure dormir em outras camas.
 
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais… leia outros livros. Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade.
 
Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias. Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida. Tente.
 
Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
 
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado.. outra marca de sabonete, outro creme dental.. tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores.
 
Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
 
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras poesias. Jogue fora os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
 
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus. Mude.
 
Lembre-se que a vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um novo emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
 
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
 
Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas.
 
Mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!
 
 
Autor: Edson Marques

Custo x Benefício

quinta-feira, janeiro 13th, 2011
custoxbeneficio.jpg
É interessante como as pessoas se apegam nos meios e não mensuram os fins.
 
Estes dias eu conversei com uma pessoa que me pareceu agir de forma comum a todos os brasileiros (aqueles mesmos que dizem não desistir nunca).
 
O caso dela foi simples (e complexo ao mesmo tempo): O excesso de trabalho lhe causou uma doença. Ela quer provar judicialmente que ficou doente no trabalho e por causa dele. A justiça diz que ela ficou doente por uma série de fatores e não, especificamente, no trabalho ou em decorrência deste trabalho em específico.
 
Esta briga se arrasta por um longo tempo sem nenhum resultado positivo (para ela e na visão dela).
 
Fiz duas perguntas a ela e que me servem também em minhas reflexões:
1. Suponhamos que você ganhe o processo. O que você vai ganhar supera o investimento feito? (pergunta que qualquer economista faria)
2. Se você não tivesse iniciado este processo, como estaria sua vida hoje? Melhor ou pior?
 
Infelizmente as respostas que obtive para as duas perguntas foram:
1. Não
2. Melhor
 
Tá certo que eu resumi as respostas a uma única palavra, porque na verdade a resposta foi:
1. Não, mas… bla bla bla bla bla bla bla bla
2. Melhor, mas… bla bla bla bla bla bla bla bla
 
Não vou entrar no mérito da questão. E nem pensem que eu estou desestimulando as pessoas a exigirem na justiça seus direitos (meus amigos advogados não iriam gostar disto… rsrs).
 
O fato é que eu trouxe estas duas questões para mim mesmo, pois elas servem para tudo na vida.
 
Eu tenho de ter motivos para aceitar ou não aceitar as coisas. Tenho de ter motivo para fazer ou não fazer as coisas. Qualquer coisa fora disto é agir cegamente, o que não vai me levar muito adiante.
 
Como a reflexão foi boa para mim, eu trago para todos. As perguntas (refeitas de forma generalizada) são:
– Custo x Benefício. O meu custo é menor que o benefício que vou receber? Gastar 10 milhões de reais para fechar os números da megasena que vai me dar um prêmio de 8 milhões de reais significa um prejuízo muito grande.
– Projeção. Vale a pena me desgastar com tudo isto ou é melhor eu continuar vivendo sem preocupações?
 
A segunda pergunta é mais complicada de ser respondida. Para ela eu tenho exemplo em minha vida.
 
Trabalhei numa empresa em que tive diversas oportunidades de ganhar um bom dinheiro na justiça do trabalho pela forma como eles agiam (e ainda agem). Então ao sair da empresa eu pensei bem e não levei adiante este pensamento.
 
Mais tarde (um ou dois anos depois) eu estava desempregado e quem me socorreu foi esta mesma empresa. Este fato se repetiu por mais três ou quatro vezes (acreditem!).
 
Tenho certeza que se eu tivesse feito o que eu pensei em fazer lá no começo não teria tido outras oportunidades lá.
 
A coisa se resume em se projetar à frente tentando prever os desgastes que teremos e em como nossa vida pessoal será afetada.
 
Para o caso desta pessoa com quem conversei, não adianta chorar sobre o leite derramado. Então a solução é programar a vida a partir de então para sair do círculo vicioso em que está inserida. É uma tarefa complicada e árdua! Digo isto porque o adversário é a própria pessoa.
 
Mas não vou tentar traçar uma rota de conserto porque isto é muito particular… Cada um com suas dificuldades e limitações.
 
Só temos de tomar cuidado para saber que estamos gastando mais do que o que recebemos. Perceber (e admitir) isto não é fácil.
 
Vamos sempre lembrar: Não posso gastar mais do que posso pagar.
 

Retrospectiva

terça-feira, janeiro 4th, 2011
 retrospectiva.jpg

Julio Cesar, antigo imperador romano, disse uma frase que traduz esta minha restrospectiva: Veni, vidi, vici (traduzindo: Vim, vi, venci).
 
Sou um observador do comportamento humano e isto não me faz um psicólogo ou qualquer coisa que o valha. Mas me dá elementos para entender comportamentos, atitudes e pessoas.
 
Nesta minha constante observação faço comparações comigo mesmo para o meu próprio aprimoramento.
 
Vi, neste ano de 2010, pessoas que lesaram as outras (e até a mim mesmo) sem o menor peso na consciência. Passei a me observar quantas vezes eu passo por cima daquilo que considero certo para satisfazer minhas vontades pueris.
 
Vi pessoas sendo agressivas com os outros (e também comigo mesmo) achando que estavam certas e por isto podiam agir como bem quisessem. É claro que lembrei das vezes que sou igualmente agressivo e muitas vezes sem justificas plausíveis (como se isto fosse justificável).
 
Vi pessoas magoando os outros (e a mim mesmo) por extrema falta de maturidade. Me serviu para lembrar das vezes que coloco os meus interesses na frente das necessidades emergenciais dos outros.
 
Vi pessoas que apesar de terem tido diversas oportunidades de aprendizado não aproveitaram (por diversos motivos). Me fez recordar as vezes em que recusei a fazer o que era certo para dar lugar àquilo que (hoje) considero questionável.
 
Vi pessoas se compromentendo com promessas que elas próprias sabem que não conseguirão cumprir. Me remeteu a todos os meus fracassos sem atitudes. Aquelas propostas de renovação que eu deixei de lado porque estava com preguiça.
 
Vi pessoas que se embrenharam no caminho que considerava errado mas que no final foram felizes. Me serviu para ver que existem pontos de vista diferentes do meu e que são igualmente dignos de todo respeito.
 
Vi pessoas que tomaram atitudes precipitadas sem um mínimo de informação. Recordei das inúmeras vezes em que agi impensadamente em prol de algo que sequer conhecia. Bastou um mínimo de informação para que eu mudasse radicalmente de opinião.
 
Vi pessoas valorizando o dinheiro acima de tudo e deixando de lado coisas que são bem mais duradoras. Olhei para meu passado me enxergando desprezando pessoas por causa de coisas.
 
Mas vi coisas boas também… O que me deixa aliviado…
 
Vi pessoas percebendo o erro e dando a volta por cima. Me deram um bom incentivo para fazer o mesmo em minhas dificuldades.
 
Vi pessoas aparecendo no momento e no lugar certos. Mas não foi acaso, foi porque perceberam que era a hora e o lugar para aparecerem. Sempre estiveram por perto. Vi que podemos ajudar de maneira precisa sem constranger ninguém a nada.
 
Vi pessoas amando incondicionalmente. Me deixou pensativo em como eu estou amando e como devo amar…
 
Vi pessoas dando aos outros aquilo que mais precisavam por acreditar que o outro precisava mais. Notei meu egoísmo latente! Preciso pensar mais nisto…
 
Vi pessoas ignorando o erro cometido e abraçando aquele que errou. Fiquei pensando que é melhor condenar os erros e acolher as pessoas ao invés do inverso ou ao invés de condenar tudo.
 
Vi pessoas alegres pelo simples fato de que um amigo está feliz, mesmo a própria vida estando um caos. Me fiz a pergunta: Quando foi a última vez que incentivei alguém a continuar acertando?
 
 
Vi muito mais coisas do que posso escrever num simples texto. O importante é o que isto modifica em mim. Cresci com tudo isto, me enchi de propostas para meu futuro. Mas cuidei para que as propostas não sejam mirabolantes a ponto de não conseguir cumpri-las. Não quero nada além daquilo que possa alcançar, nem quero nada que eu tenha de fazer um esfoço descomunal para conseguir. Quero fazer coisas simples para que eu tenha sucesso e este sucesso me estimule a fazer mais.
 
Que 2011 seja melhor que 2010!