Archive for maio, 2011

Opções

segunda-feira, maio 23rd, 2011
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Este é um assunto recorrente aqui no Blog, mas acho que vale a pena sempre relembrar. Acredito que nunca é demais lembrar a mesma coisa com palavras diferentes e com situações diferentes.
 
A vida é repleta de opções. Para tudo temos opções e sempre iremos escolher uma e viver suas consequências (boas ou não). Não adianta dizer que não vai escolher porque o "não escolher" é apenas uma das opções disponíveis (na verdade esta é a opção "Nenhuma Das Respostas Acima", rsrs), gerando também suas consequências…
 
Vamos abrir este assunto um pouco mais.
 
Sempre vamos ter muitas variantes na hora de decidir, porém, tudo vai se resumir em duas grandes vertentes: Razão e Sentimento. Sempre teremos opções baseadas na razão ou na emoção. Em muitas vezes a melhor decisão são as opções baseadas na razão. Em outras muitas vezes a melhor decisão está baseada no sentimento. Em outras (ainda) será meio que uma mistura de razão e sentimento.
 
Qual é a fórmula? Não sei e acredito que não exista, pois cada situação é única e particular.
 
Não nos cabe julgar e/ou condenar as decisões alheias. Como eu disse, cada situação é única e particular. E só é única e particular porque ninguém é igual a ninguém no universo inteiro. Então só estando vivendo a vida do outro para saber se a decisão foi realmente a melhor. Podemos, no máximo, dizer o que faríamos se estivesse no lugar do outro.
 
Então, sempre teremos opções para tudo. Em todas as situações sempre teremos mais de uma opção para decidir. Mesmo que a decisão seja a mais óbvia possível, sempre existe outra opção.
 
O meu objetivo neste texto todo é lembrar de uma decisão muito importante em nossa vida: A de sofrer ou não. Sim, o sofrimento é opcional e só depende de nós mesmos.
 
É claro que os acontecimentos dolorosos muitas vezes acontece sem a nossa participação (e sem que possamos evitar). É claro que a nossa surpresa e o nosso sofrimento numa situação destas é também inevitável. Mas a nossa opção é justamente sair da situação difícil.
 
O "parar de sofrer" é opcional. Sempre será. Sempre que um acontecimento difícil vem a tona temos um péssimo hábito que é alimentar este acontecimento difícil não deixando que o mesmo seja esquecido ou assimilado. Ou seja, mantemos a chama do sofrimento sempre acesa e não permitimos que ninguém nem chegue perto.
 
Podemos decidir por parar de sofrer. A forma como faremos isto são as mais diversas. Mas sempre podemos optar por não sofrer, sempre podemos optar por outra coisa que nos leve para fora da zona de sofrimento.
 
Seja lá o que houve a nossa disposição, sempre teremos recursos para sair do sofrimento. Não iremos mudar o quadro, mas iremos mudar a nossa visão do quadro que se nos apresenta. E é justamente isto que importa. Não conseguiremos mudar o mundo, mas podemos mudar a nossa visão do mundo.
 
Fizemos alguma coisa errado? Vamos consertar. Não tem conserto? Então encare as consequências e se proponha a fazer diferente daqui pra frente. Enfim, tenhamos atitudes positivas perante as coisas desagradáveis que acontecem.
 
Uma frase antiga (que sempre ouvi de meu pai): Não adianta chorar sobre o leite derramado. Pra mim isto significa que não há como modificar um acontecimento. Temos de continuar a vida (apesar de tudo). E essa de continuar a vida significa encarar tudo de forma positiva para não ficarmos caídos "chorando sobre o leite derramado". De nada adianta lamentações de algo desagradável que aconteceu, pode servir momentâneamente para desabafo, mas isto é só momentâneamente. Nada muito demorado porque senão vira sofrimento voluntário e persistente.
 
Se eu tivesse de eleger algo como (início de) fórmula para estancar o sofrimento, diria que é a mudança de ponto de vista para um ponto de vista positivo.
 
Não tente esquecer os fatos negativos, isto não vai funcionar (a menos que você tenha amnésia). Mas tente viver apesar dos fatos negativos fazendo um esforço para extrair algo de positivo (nem que seja apenas a experiência). Sempre é possível, não digo que é fácil, mas é possível.
 
Não tente, também, ver o lado positivo durante o calor dos acontecimentos. Não vai conseguir. Deixe tudo acontecer porque enquanto todo o acontecimento não finalizar a história pode se modificar ao infinito. Então deixe para buscar os ensinamentos quando a "poeira baixar".
 
Só nunca esqueça de que é possível extrair este lado positivo. Peça ajuda para alguém caso não consiga. Mas nunca desista.
 


Amor Platônico

segunda-feira, maio 16th, 2011
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Resolvi escrever sobre isto um pouquinho, pois é motivo de sofrimento.
 
Aos filósofos de plantão, estou me atendo ao sentido popular da expressão "Amor Platônico" onde a definição é um amor impossível de se realizar.
 
Se eu estiver apaixonado pela Angelina Joulie dificilmente vou sofrer por causa deste amor. A razão me coloca no meu devido lugar, informando "gentilmente", que ela nem sequer imagina que eu existo e mesmo que imaginasse eu estou longe de ser sequer comparado com o Brad Pitt (verdade seja dita, né?). Então eu posso alimentar uma paixão apenas para visualizar a aparência da mulher ideal para mim (no máximo a aparência porque eu não a conheço de verdade).
 
Então este amor platônico não faz mal. Ele não nos faz sofrer porque de uma forma ou de outra sabemos que ele é realmente impossível (e nem venham citar o exemplo do Jesus Luz para derrubar minha fala, rsrs).
 
O amor platônico a que me refiro (e o foco deste texto) é aquele que tem tudo para ser possível, mas é impossível. É aquele cujo qual nos apegamos a um fio (sequer) de esperança na tentativa de torná-lo real, mas é em vão. Este sim nos faz sofrer.
 
A razão nos leva a acreditar que é possível. Mas para dar certo o mundo tem de ser perfeito, ou seja, tudo tem de acontecer conforme nossas regras. Aí sim a coisa funciona e terminamos como num conto de fadas: "E fomos felizes para sempre". Nunca prevemos os percalços. A vontade de viver este amor cega nossa razão que fica viciada em ver apenas numa única direção nos impedindo de ver o óbvio: É IMPOSSÍVEL!
 
Se a cada vez que ficássemos empolgados por alguém nós fizéssemos uma análise racional de tudo veríamos a possibilidade ou a impossibilidade de concretização. Aí é a hora da razão dominar o sentimento, aí é a hora do sentimento obedecer (cegamente) a razão.
 
Se a razão nos mostrou que é impossível a solução é: DESENCANA! Parte pra outra! Esquece! Não tem que insistir em algo que sabemos que não vai dar certo. A insistência vai culminar em sofrimento, pois quando finalmente o sentimento concordar com a razão o envolvimento já será real e aí a desvinculação é sempre dolorosa.
 
Devemos ser claros conosco mesmos para colocar em pratos limpos tudo o que sentimos e as reais condições que temos acesso. Devemos ser claros o suficiente para determinar as chances reais de tudo acontecer conforme o desejo de nosso sentimento. Devemos ser corajosos para admitir tudo isto e agir corretivamente para que não haja tanto envolvimento.
 
Devemos também ser claros com os outros. Quando alguém nos tem (digamos) em alta conta e com intenções de um relacionamento e não temos a intenção (ou vontade mesmo) de estar com esta pessoa o correto é deixar isto o mais claro possível. Se não formos compreendidos, dizer novamente usando palavras e expressões diferentes com a finalidade de esclarecer o máximo possível. Nos enganar é muito ruim, mas enganar os outros é pior ainda (e a idéia que vai ficar é esta, mesmo que não tenhamos consciência de nossos atos).
 
Isto é usar a razão de forma equilibrada para evitarmos ter de usá-la de forma radical para corrigir alguma trapalhada que o sentimento fez.
 

Escolhas

segunda-feira, maio 9th, 2011
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Infelizmente tem sido cada vez mais comum as pessoas agirem na contramão daquilo que acreditam e pregam.
 
Me recuso a achar que isto é normal. Me recuso pensar que uma pessoa que diz uma coisa e no "meio do caminho" muda sem acreditar que isto já era parte do passado antes do início da jornada.
 
É bom lembrar que nossas atitudes sempre geram reações nos outros ou na própria natureza. Isto me lembra de filmes em que os personagens voltam ao passado e fazem pequenas alterações. Esta alteração pequena e, teoricamente, boba gera uma reação em cadeia que transforma todo o presente. A mesma coisa acontece conosco, só que no presente. Pequenas atitudes transformam completamente o nosso futuro alterando todo o cenário.
 
A parte ruim é que uma vez alterado nunca mais volta ao que era antes. Pode-se até (com certa dificuldade) traçar uma linha para retornar ao caminho anterior. Mas nunca iremos deparar com as mesmas condições de outrora. Sempre iremos caminhar. Não existe aquele recurso de salvar a posição atual, tentar e caso dê errado carregar a última posição salva para fazermos diferente.
 
Se já fizemos alguma coisa da qual arrependemos a solução é traçar o retorno para aquilo que chamamos de ponto de equilíbrio. Com certeza o cenário pode estar completamente diferente do que seria caso não tivéssemos desviado, mas agora não adianta mais. Teremos de viver com todas estas modificações planejadas (e executadas) por nós mesmos sem reclamar ou revoltar. A reclamação ou revolta só agrava as nossas condições…
 
Antes de culparmos alguém ou mesmo reclamarmos da situação que se nos apresenta no momento, vamos ajustar o nosso "espelho retrovisor" para enxergar mais além, lá na nossa retaguarda de forma que possamos ter explicações plausíveis para tudo e nos corrigir para que isto não se repita no futuro.
 
Não sei quanto a vocês, mas eu chamo isto de maturidade!