Archive for setembro, 2011

Indiretas Já

segunda-feira, setembro 12th, 2011
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Isto parece propaganda política! Já vi algo similar a isto um tempo atrás (ô como o tempo passa…).

Mas isto foi fruto de uma conversa com uma amiga sobre este tema. Não me perguntem como começou o assunto porque não lembro.

Eu dizia a ela que não gosto de indiretas, prefiro que as coisas sejam ditas de forma direta. Aí ela me vem com uma definição eu nunca havia pensado: Não existem indiretas, existem informações ditas diretamente para alguém de forma disfarçada para que somente o alvo entenda.

Fiquei pensando nisto e fui obrigado a concordar com ela. Na hora que concordei ela me desafiou a escrever um post no blog sobre isto (acredito que ela tenha usado a boa e velha psicologia infantil comigo, mas tudo bem).

Primeiramente vamos delinear as características de uma indireta.

Eu tenho de falar alguma coisa a alguém e não tenho coragem de dizer diretamente (por qualquer motivo que seja). Então crio alguma coisa para que a pessoa entenda e (por associação) pense naquilo que eu gostaria de dizer (e não disse).

Nossa! Falando assim parece uma coisa idiota. Mas é uma prática muito comum.

Mas quais as vantagens e desvantagens desta prática?

Prós:
– Podemos nos esquivar do que falamos caso a coisa vá para uma situação complicada.
– Dá aquela tentação de que não falamos nada demais.
– Temos a chance de abordar um assunto delicado de forma branda.

Contras:
– O nosso alvo pode não entender o que falamos.
– O nosso alvo pode entender de forma errada.
– O nosso alvo pode interpretar mal o que falamos e criar um outro problema.

Mas eu fiquei avaliando os pontos a favor da utilização… Se o assunto é muito delicado o melhor é abordá-lo diretamente, de forma branda mas direta. Se é um assunto delicado, não podemos nos esquivar dele. Isto é fugir.

Avaliando os pontos contra a utilização, os mesmos já justificam não utilizar as indiretas.

Se não temos coragem suficiente para abordar o assunto de forma direta ou se o assunto é por demais delicado para ser abordado ou mesmo se julgamos que não seja o momento de abordarmos tal assunto, o melhor é ficarmos calados.

Com toda certeza irei ser questionado sobre meus textos. Mas (já explicando) não escrevo texto contendo indiretas. Muito do que escrevo vem de minhas experiências (fatos que me ocorreram e eu generalizo para que transmitam alguma coisa) e pessoas que me pedem para escrever sobre determinado tema, sendo que neste caso me contam o que está acontecendo e eu utilizo os exemplos que me foi passado junto com os comportamentos das pessoas que eu conheço (colocando minha opinião pessoal).

Aqui não tenho indiretas, mas meus textos se tornam mensagens indiretas porque muitas pessoas "vestem a carapuça", mesmo que eu não tenha escrito para esta finalidade. Então, por mais que existem pessoas que pensem que eu escrevi direcionado, não faço isto (entendeu Lúcia??? rsrsrsrsrs).

Escolhas

segunda-feira, setembro 5th, 2011
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Salvo engano eu já escrevi algo sobre isto, mas acredito que nunca é demais…

A nossa vida é feita de escolhas. O que eu vivo hoje é fruto de minhas escolhas de ontem. O meu amanhã é fruto das minhas escolhas de hoje. Não tem como ser diferente.

Numa forma humorística de encarar a coisa, vejo estas escolhas como a ponte Rio-Niterói. Uma vez que entrou na ponte não tem como voltar. Tem de cruzar a ponte para poder voltar. A nossa escolha é feita antes de entrar na ponte. Depois de entrar é viver a escolha que fizemos. Podemos fazer uma nova escolha depois de atravessar toda a ponte.

A vida é da mesma forma, escolhemos o nosso futuro e não o nosso presente. Depois que a escolha é feita só nos cabe vivê-la.

O meu objetivo aqui é alertar para estas escolhas. Muitas vezes modificamos nossos projetos para nosso futuro pensando apenas no presente, lembrando que depois de fazer nossas escolhas o retorno é bem improvável de acontecer. Ouvi muitas vezes a recomendação: "Faça a sua escolha e não olhe para trás". Isto, pra mim, significa pensar muito antes de escolher e depois de fazer as escolhas não perder tempo arrependendo das atitudes.

O que mais acontece é tomarmos decisões erradas (mesmo porque não sabemos o caminho certo, por isto temos obrigação de tentar os caminhos que nos parecem certos). Todas as atitudes geram consequências que serão vividas em sua integralidade. Podemos programar o nosso retorno ao ponto de origem ou em busca do caminho perdido. É bom lembrar que nada disso será conseguido sem luta. Temos de lutar, temos de esforçar e, consequentemente, iremos sofrer (o sofrimento é parte das consequências).

Algumas perguntas podemos nos fazer:
– O caminho que estou seguindo é realmente o que eu quero?
– Vou me arrepender dos projetos que "abortei" em detrimento de outros?

Depois de fazermos escolhas fatalmente iremos envolver pessoas nelas. Abortar estas escolhas significa:
– Admitir que erramos ao escolher
– Causar sofrimento aos envolvidos

É bom lembrar que nem sempre iremos conseguir escolher novamente a mesma escolha que perdemos no passado, principalmente se esta escolha envolver pessoas (a vida é dinâmica para todo mundo). Uma escolha que deixamos de fazer, deixamos de envolver determinadas pessoas e estas fazem outras escolhas. Abortar a nossa escolha significa que podemos nos colocar no ponto em que estávamos antes de escolher, mas não significa que outras pessoas façam o mesmo.

Pode até parecer estranho o que estou dizendo, mas vi algo relacionado a isto estes dias. A minha intenção não é colocar medo de decidir ou escolher, mas estimular certeza nas decisões. É muito ruim abrir os olhos e ver que poderíamos ter agido de forma diferente e termos um resultado completamente diferente do atual.

Você faz suas esolhas e suas escolhas fazem você
Shakespeare

Sonhos

quinta-feira, setembro 1st, 2011
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Quanto vale um sonho? Se tivéssemos que enfiar a mão no bolso e pagar por um sonho, de quanto estaríamos falando?

Simplesmente não há moeda no mundo capaz de mensurar o valor de um sonho. A sensação de saciedade por um sonho realizado não tem preço.

Junto com a realização de um sonho existem vários pontos que devemos lembrar:

  • Decisão. É quando decidimos nos movimentar para que o sonho se realize. É o início do processo.
  • Início. É a primeira atitude que tomamos em direção ao sonho.
  • Desenvolvimento. É quando vemos respostas aos nossos esforços. E a cada resposta positiva temos um brilho diferente no olhar modificando nossas atitudes e os nossos ânimos.
  • O quase. É quando vemos que a realização está bem próxima, que tudo se aproxima de forma programada e certeira (resultado de todos os esforços anteriores).
  • Pré-realização. É quando estamos (literalmente) a um passo de realizá-lo. Falta muito pouco mesmo. É hora de segurarmos a ansiedade.
  • O momento. Sonho realizado! Nossa programação foi cumprida. É a linha de chegada onde podemos respirar aliviados e felizes.
Tudo isto que citei acima constitui o pacote total que é o sonho. Este pacote é pleno quando sentido em sua totalidade.

Quando realizado nos sentimos poderosos a ponto de fazer algo ainda maior. Nos sentimos capazes de realizações. A felicidade que sentimos não há como descrever (por mais que se queira).

Ficamos em estado de êxtase durante um tempo, meio sem acreditar que tudo realmente aconteceu e que estamos vivendo algo que nos deixa muito feliz.

Pra que falei tudo isto? Para incentivar os sonhos. Sonhe! Nunca deixe de sonhar! Nunca deixe de lutar pelo seu sonho. Transforme seu sonho numa lista de metas a serem cumpridas e vá cumprindo uma a uma. Fatalmente vai atingir a linha de chegada.