Archive for outubro, 2011

Mau momento

segunda-feira, outubro 31st, 2011
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As coisas nem sempre acontecem do jeito que prevemos. Eu ainda tenho de aprender a lidar com isto.

Eu tenho o hábito de acreditar nas pessoas e, curiosamente, minhas maiores decepções acontecem justamente com as pessoas em quem eu mais acreditei. Isto é óbvio, diriam alguns. É óbvio porque a decepção só acontece em quem se confia. Se não houvesse confiança não haveria decepção. E quanto maior for a confiança maior será a decepção.

A solução é não confiar? Não acredito nisto. Eu acredito que o problema mesmo é de quem traiu a nossa confiança. Eu não tenho de mudar o meu jeito porque alguém resolveu agir na contramão daquilo que é correto.

O fato é que confiei muito numa pessoa que hoje mostrou que eu não devia ter confiado tanto. Ruim pra mim? Sim, claro. Perdi alguém que gostava. Mas pior para ela que perdeu a minha confiança por atos (eu diria) impensados.

Quando isto acontece (sim, já traíram minha confiança outras vezes) eu sempre penso uma coisa: Que bom que foi agora, imagine se isto acontece mais tarde?

Eu não tenho o direito de julgar ninguém, mesmo num momento como este. Cada um age conforme seu entendimento. Muitos costumam pensar nos outros antes de agir, outros nem tanto. E outros (ainda) pensam apenas em si. Daí vivem em conflito consigo mesmo porque nunca conseguem se encontrar, sempre vivem a mercê da vontade dos outros e no fim das contas sempre agem de forma a beneficiar a si mesmo.

Eu sempre tive um cuidado muito grande na minha vida: Não prejudicar os outros. Tinha crises de baixa autoestima toda vez que percebia que prejudiquei alguém (mesmo que indiretamente). Agumas pessoas não tem este cuidado… É uma pena… A vida costuma cobrar caro de quem age assim (e com toda certeza não serei eu que vou cobrar).

Bem, esta é uma pequena amostra de minha profunda indignação a uma confiança perdida. A pessoa lia este blog (nem sei se lê ainda) e vai saber se identificar aqui. Só espero que absorva a mensagem oculta em algumas coisas que escrevi de forma genérica. A indignação passa, a raiva momentânea também. O que vai ficar é a experiência de como lidar com pessoas similares…

Quer a minha confiança? No momento ela está com a cotação em alta, vai ter de conquistar!

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

sexta-feira, outubro 28th, 2011
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Sei que tem muito texto atribuído ao Luis Fernando Veíssimo que não é de sua autoria, mas, independente de ser ou não, achei interessante divulgar e se aplica integralmente ao que venho colocando por aqui.

 

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

 

Luís Fernando Veríssimo
Retirado de: http://pensador.uol.com.br/dez_coisas_que_levei_anos_para_aprender/

Sentimento e Razão

quarta-feira, outubro 26th, 2011
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Coração vazio é sempre fonte de problemas.

Sem que tenhamos qualquer controle, focamos nossas atitudes envolvendo o coração deixando de lado uma parte importante de nós mesmos: A razão.

Foi abandonada? Assimile o abandono e não se deixe abater. Com certeza vai ficar triste sim, se permita que isto aconteça mas não "vá para o chão".

Falei sobre isto com uma pessoa estes dias. Estava se sentindo sozinha e abandonada por ter sido esquecida por alguém a quem ama muito. Racionalmente falando haviam duas alternativas:
1. Bola pra frente. Sentir cada gota de sofrimento para que ele acabe rápido. É como um remédio amargo, podemos tomar num gole só ou com canudinho. Tentar evitar sofrer é usar o canudinho. Passado o sofrimento deixar-se disponível, permitir que as coisas aconteçam.
2. Insistir. Tentar obter notícias por qualquer meio que seja (telefone, e-mail, recado, sinal de fumaça, etc), não se importar com a falta de atenção alheia e sobreviver com o que se tem.

Concordo que as opções que coloquei são tendenciosas, mas sinceramente não vejo nenhum bom motivo para que se continue insistindo em algo que está fadado ao fracasso por falta de interesse de uma das partes.

Eu sempre vou preferir e recomendar o que traz menos sofrimento, muito embora as pessoas optem por ele. Não cabe a mim criticar a opinião ou a decisão alheia. Meu papel é apenas mostrar um ponto de vista que muitas vezes é ignorado, mas a decisão é sempre pesssoal.

O fato é que a falta de decisão na vida (especialmente em questões sentimentais) influenciam no comportamento geral e em todos os setores.

Não tente tapar o buraco do coração com coisas que não irão durar ou que podem lhe trazer consequências. Quando o sentimento falhar a razão deve conduzir. Se o motorista não estiver apto para dirigir, deve ser substituído.

Decidir ou não?

quarta-feira, outubro 26th, 2011
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Eu sempre digo que não é boa prática tomar decisões em meio a problemas. Durante um problema não é aconselhável que tomemos alguma decisão pois as chances de nos arrependermos depois é imensa.

Entre o que eu acredito e o que me dá vontade de fazer existe um verdadeiro abismo. Felizmente, no fim das contas, eu acabo optando por aguardar as coisas ficarem mais calmas para me movimentar. Mas confesso que não é uma tarefa muito fácil… Durante o problema eu escrevo vários e-mails que nunca são enviados, ensaio diálogos que nunca acontecerão e as vezes até brigo comigo mesmo por me achar incapaz de agir num momento crucial. Quando tudo passa eu acho ótimo por aquele e-mail não ter sido enviado ou por não ter tido oportunidade de ter um diálogo como os que eu imaginei.

Não é necessário que alguém tenha atitudes imediatistas para que os problemas se afastem. É muito mais necessário agir de forma correta e precisa. Porém se não temos capacidade de delinear nossas atitudes para que as mesmas sejam corretas, o ideal é não agir.

Prefira sempre a inércia do que a ação errada que pode trazer danos (as vezes) irreparáveis. Pode até ser que quando for o momento de agir as nossas atitudes não sejam corretas (com certeza não iremos acertar sempre), mas não podemos negar que no momento da nossa atitude tudo contribuia para o acerto.

Em muitas situações é melhor observar o que nos acontece em volta para planejar nossas atitudes. Isto gera menos sofrimento… Relaxe e curta a vida!

Só por hoje…

sexta-feira, outubro 14th, 2011
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Só por hoje:
  • Eu não vou chorar sobre o leite derramado. Não adianta, ja aconteceu mesmo…
  • Eu não vou responder mal a quem me maltratar. Não preciso retribuir nada na mesma moeda…
  • Eu não vou cobrar atenção de ninguém. Atenção é presente e não é certo exigir presente de ninguém…
  • Eu não vou agir com intenção de fazer as pessoas ficarem com raiva (incluindo no trânsito, rsrs). Pra que piorar o dia dos outros?
  • Eu vou ouvir mais do que falar. Aprende-se muito mais, garanto!
  • Eu vou prestar atenção nas minhas atitudes. Não é preciso prejudicar ninguém.
  • Eu vou desejar o melhor para todos (independente de quem seja).
  • Eu vou andar ao invés de correr. Correr pode acarretar acidentes…
  • Eu vou experimentar mais. Agir pelos mesmos caminhos errados não vai produzir resultados diferentes (e mais felizes).
  • Eu vou ser mais prestativo do que nunca. Ajudar os outros é gratificante.
  • Eu vou ouvir os conselhos que dou para os outros. Muitas vezes eu falo coisas que servem muito mais pra mim do que pra qualquer pessoa.
  • Eu vou ligar para alguém apenas para saber como está. É muito gostoso quando sentimos que alguém se preocupa conosco.
  • Eu vou ser diferente do que sou normalmente.
  • Eu vou ser melhor do que ontem.

Isto é para ser lido todos os dias!

Falar o que pensa?

quinta-feira, outubro 13th, 2011
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Você fala o que pensa? Se a sua resposta é sim, provavelmente você deve ser o tipo de pessoa que bate no peito se atribuindo o título de "autêntico". Com certeza é o tipo de pessoa que que mente pra si mesmo nesta questão.

Bem, logo de cara já procurei confusão! rsrsrs… Mas vou explicar.

Imagine as seguintes cenas. Você chega no trabalho e seu chefe te pergunta: "Eu estou bem?". A sua resposta será exatamente o que pensa? Você está numa festa com sua mãe e ela lhe pergunta: "Eu estou bem?". A sua resposta será exatamente a expressão da verdade (mesmo havendo alguma coisa com a aparência de sua mãe)?

Na primeira cena você corre o risco de perder o emprego, na segunda cena você corre o risco de magoar sua mãe.

É preciso mentir? Tecnicamente falando: Sim. É a chamada "mentira social". Você não precisa dizer exatamente o que pensa, pode dizer algo que não seja mentira mas que não expresse TODA a verdade. Seu chefe não precisa saber (através de você) que ele é feio, você dizer que ele está bem pode expressar a forma como ele está vestido ou pode expressar algum ponto de vista particular. Você dizer a alguém (no meio de uma festa) que a sua aparência não está boa (por mais intimidade que se tenha) não vai ajudar em absolutamente nada. Se a pergunta lhe for feita durante o momento que está prepando para sair (se arrumando) é válido pois está num momento onde é possível corrigir esta ou aquela "falha". Mas dizer algo neste sentido num local onde não há como corrigir serve apenas para deixar a pessoa se sentindo como um "peixe fora d’água".

Eu aprendi que existem formas (caridosas) de se dizer tudo sem precisar ofender ou mesmo chocar.

Quem tem esta postura pode observar (nitidamente) o afastamento de várias pessoas. Algo meio sem explicação. Uma pessoa se aproxima, cria um laço de amizade para depois se afastar. Sem motivo aparente. Concordo que isto acontece com todo mundo sem exceção, mas acontece com uma frequência muito maior em pessoas que costumam falar exatamente o que pensam.

Quando eu estou irritado fico vigiando o que sai da minha boca. Isto porque se eu der vazão aos meus pensamentos vou ofender a quem me ouve. Já segurei os dedos quando recebi aquele e-mail falando que a Microsoft vai doar US$0,01 para cada e-mail repassado para aquela menininha queimada. A minha resposta era engraçada, mas ofensiva. Eu estava irritado no dia… rsrsrs.

É curioso que estas pessoas que falam o que pensam não suportam ficar perto de outra pessoa que também fala o que pensa. Se irrita com a "sinceridade" de outra pessoa para consigo mesmo, mas não pensam duas vezes antes de fazer a mesma coisa com os outros que não tem este (péssimo) hábito.

Não sei o que irão fazer, mas façam alguma coisa para se controlar!!!

O Meu e o Seu

terça-feira, outubro 4th, 2011
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É interessante como a maioria das pessoas ainda insistem em dizer que apenas o próprio ponto de vista é o correto, em detrimento a qualquer outro.

Formulamos uma teoria sobre determinado assunto (ou até acumulamos alguma experiência sobre o mesmo assunto) e debatemos como se o nosso ponto de vista fosse o único válido. Isto já é motivo mais do que suficiente para que estas pessoas passem a não ouvir outras opiniões diferentes da sua.

Isto é falado, na linguagem popular, como o ato de "colocar uma viseira para enxergar apenas numa única direção". Não associo esta postura com falta de inteligência. Na maioria dos casos é simplesmente uma posição confortável. A pessoa encontrou uma forma confortável de levar a vida e nós não temos o direito de tentar convencê-la a sair do seu casulo e concordar com a nossa opinião.

Até aqui eu me preocupei em delinear atitudes alheias. Mas o importante é observarmos nossas próprias atitudes.

Vamos puxar da memória algumas coisas interessantes:
– Quando foi a última vez que, mesmo estando com plena certeza de alguma coisa, eu parei para ouvir (com atenção) uma opinião de outra pessoa que não concorda comigo?
– Quando foi a última vez que abri mão de minhas definições e certezas para admitir que outra pessa estava certa e eu errado?

Como as perguntas são de cunho íntimo as respostas podem (e devem) ser silenciosas. Não preciso expor a ninguém minhas respostas, mas eu preciso saber quais são para mapear meus erros e trabalhar na sua correção.

O fato é que ainda somos muito individualistas. Podemos facilmente extender o assunto que estou tratando aqui para a nossa vida de uma forma geral. Se não sou capaz de admitir que o outro está certo e eu errado fatalmente não serei capaz de identificar onde estou errando, ou seja, é bem provável que eu prejudique as pessoas achando que estou certo e todos errados.

Neste ponto somos "promovidos" a Dono da Verdade. Não existe diálogo neste ponto. Existe apenas a nossa opinião e as opiniões erradas.

Estes dias fui considerado (e tratado como) um idiota por não concordar com a opinião de uma pessoa. Nestas situações eu prefiro me calar e me passar por idiota a ter que tentar impor minha opinião. Mas é lamentável o posicionamento de algumas pessoas. Mas este posicionamento me fez ficar pensando se eu não ajo da mesma forma com os outros em outras situações.

O correto, na minha opinião, é que existem vários pontos de vista acerca de um mesmo assunto. Se não houver alguém com autoridade suficiente para determinar qual opinião é a correta só nos cabe aceitar e respeitar a opinião alheia. Devemos fazer isto do mesmo jeito que gostamos quando fazem conosco…