Archive for novembro, 2011

Frases que eu sempre quis dizer…

quarta-feira, novembro 30th, 2011

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Frases que eu sempre quis dizer… Mas nunca disse por falta de oportunidade.

Existem algumas frases que eu sempre quis dizer a alguém mas nunca disse por não encontrar momento propício.
– Você sabe com quem está falando???
– Acorda pra vida, ela está passando e você não está vendo!
– Já se olhou no espelho?
– Não acredito que você seja capaz de fazer isto!
– Esquece o que você pensa que sabe e observe o que eu estou dizendo.
– Este é o seu telefone? Nossa que tijolo!
– Seu filho é um capeta!
– Foi você quem desarrumou, né? Então trate de arrumar!!!
– Não me ligue mais hoje, por favor!
– Uma pessoa com um mínimo de inteligência jamais faria isto!
– Já passou pela sua cabeça que você faz os outros sofrerem?
– Por que você trata seu filho desta forma, seu cavalo?
– Sua mãe nunca te deu educação? Ou deu e você (de tão burro) não aprendeu?

Acho que poderia passar o dia todo escrevendo algumas destas frases.

Mas, na verdade, eu não digo não por não encontrar um momento propício, pois penso nestas frases no momento certo de dizê-las. O que me impede é a preocupação com o sofrimento e a situação dos outros.

Se eu não gosto de sofrer não tenho o direito de produzir (ou aumentar) o sofrimento em quem quer que seja (por mais que seja merecedor). A maioria destas frases, com toda certeza, não produz algo positivo. Se o que desejamos é alertar para alguma coisa que vem acontecendo existem outras formas bem mais eficazes.

O fato é que se eu agir com grosseria estarei cometendo um erro (independente se a outra pessoa é ou não grossa comigo). Acredito que todo erro carece reparação e a vida vai me proporcionar isto cedo ou tarde (quer eu queira ou não).

Em tudo a receita é sempre a mais simples possível: Agir com os outros da mesma forma que eu gostaria que agissem comigo. E não se iludam: Todos nós adoramos ser bem tratados.

Outro dia eu comentava com uma amiga um momento difícil que passei. Recebi uma má notícia que me deu vontade de jogar o mundo num vaso sanitário e puxar a descarga sem dó nem piedade. Algumas horas depois, mais calmo, estava com algumas conclusões:
– Que bom que não fui eu a causar o momento difícil. Na minha visão o pior mal é aquele que eu pratico.
– Que pena que alguém teve de fazer algo complicado para o meu aprendizado. O fato é que aprendi com tudo isto, mas não é necessário que ninguém faça nada de ruim (mas quando algo de ruim acontece podemos aproveitar para aprender).
– Que bom que só demorei algumas horas para estar bem próximo do estado que chamo de "normal". Um tempo atrás demoraria semanas.
– Que bom que, durante meu tempo de desequilíbrio, eu não soltei frases sarcásticas e que machucam. Escapei de endividar com a vida desta vez (olhei a esmo e disse: "Tá me devendo esta, heim?"  rsrsrs).

Estou contando tudo isto apenas para servir de exemplo. Podemos nos controlar. Somos capazes disto e sempre teremos sucesso se fizermos um mínimo de esforço.

Não há dinheiro que pague a satisfação da consciência tranquila!
 

 

Desculpas

sexta-feira, novembro 25th, 2011
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Por muitas vezes eu quis desferir um golpe mortal no pescoço de alguém e fui severamente contido porque ganhei aquele famoso "tapinha nas costas" seguido de um sorriso amarelo e um seco pedido de desculpas.

Um conhecido meu (que tem uma idade avançada) dizia:
– Depois que inventaram a desculpa minha garrucha enferrujou!

As vezes eu entendo o que ele quer dizer vivenciando algumas situações.

Somos forçados a engolir nossa raiva e nossas vontades mais primitivas por causa de tudo isto. É claro que é muito difícil conter este tipo de pensamento, ao passo que não é tão difícil refrear atitudes.

Ficamos roxos de raiva e na hora da explosão ouvimos:
– Me desculpe!

E aí (em nome dos bons costumes) a roxidão se solta em forma de um:
– Não foi nada!

Quando a adrenalina vai embora, se lembrarmos do fato podemos até achar graça de nossa atitude mental naquele momento.

Mas o que eu quero com tudo isto? Simplesmente observar que todas as nossas piores atitudes podem ser contidas. Isto significa dizer que somos vencedores pois conseguimos vencer o nosso mais forte oponente na mais árdua batalha (o oponente mais forte somos nós mesmos).

Já pararam para mensurar quantas batalhas nós já vencemos? Nós temos o péssimo hábito de registrar apenas as derrotas (que são em muito menor quantidade que as vitórias). Isto se deve ao fato de que fomos criados para observar os nossos erros com o propósito de corrigi-los. Mas eu proponho observar os acertos com o propósito de repeti-los.

Em quais momentos fomos capazes de conter aquele acesso de raiva e soltar uma frase de compreensão perante uma falta que cometeram conosco? Estou me referindo àqueles momentos em que somos (reconhecidamente) as vítimas e estamos diante de nossos opressores arrependidos pelo que foi feito.

Mas, como não sou de ficar satisfeito por pouca coisa, eu vou mais além: Que tal exercitarmos o perdão sem a necessidade do pedido ser verbalizado?

Eu sei que alguns podem achar que estou pedindo demais, que isto está além de suas forças e capacidade. Mas é uma idéia, é algo para se pensar. A pergunta chave para originar a atitude é: Pra que eu preciso que a pessoa me peça perdão?

Isto não é pra se fazer agora, vamos nos preocupar (por hora) em nos conter em nossos acessos de raiva e explosões. Já vai ser um grande passo… Quem sabe mais tarde?

 

Obediência

terça-feira, novembro 22nd, 2011
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Existem coisas que são passadas de geração a geração e que hoje são questionadas apenas na parte externa sem nenhuma análise mais profunda.

Vemos muitos dizendo que a mulher deve obediência ao homem. É um conceito arcaico, eu sei disso. Mas basta nos reportarmos a algumas décadas atrás para vermos como isto era tido como verdadeira lei. A mulher não tinha direito nenhum de contestar uma opinião masculina sem sofrer (duras) consequências.

A prova que a humanidade evolui é que isto se modificou e a mulher conquistou um importante espaço (claro que com muito esforço e sacrifício).

Mas fiquei pensando sobre isso estes dias. De onde saiu esta definição? O que ela guarda de verdade ou de bom? Eu acredito que as coisas boas duram e nunca acabam (no máximo se modificam). Então se a origem disto se remonta na antiguidade (nem vou arriscar um período que isto começou) é sinal que tem de ter algum fundamento.

Bom… Eu achei… rsrsrs…

Encaro a mulher como a representação do sentimento e o homem como a representação da razão. É óbvio que existem muitas mulheres que expressam a razão e muitos homens que expressam o sentimento, mas são exceções. Estou tratando o comum. O normal é encontrarmos mulheres sentimentais e homens racionais. Se eu pudesse expressar isto numa frase para cada um, seria:
– Mulher: Eu gosto mesmo sabendo que não devo.
– Homem: Isto não é bom, portanto não gosto.

Muito longe de ser um texto machista ou feminista, estou tentanto traçar diferenças entre os dois posicionamentos. Já adianto que não há como dizer que um está certo e o outro errado.

Sentimento sem razão gera consequências desastrosas. Razão sem sentimento faz a mesma coisa.

Mas há um "porém" nisto tudo. Agir unicamente pelo sentimento a propensão ao erro é muito maior. Agir no impulso ou no calor dos acontecimentos gera consequências difíceis de serem consertadas.

A diretiva antiga de que a mulher deve obediência ao homem eu encaro como: O sentimento deve (antes de agir) consultar a razão. A razão é o balizamento necessário para que nos deixemos ou não sermos levados pelos acontecimentos.

Se pensam que isto se refere apenas a situações de relacionamentos, estão enganados. Um exemplo do cotidiano:
– Estamos num ônibus e alguém pisa no nosso pé.

Atitude sentimental: Raiva, indignação.
Ação: Brigar e (as vezes) revidar.

Atitude racional: Confusão. Não entende (de início) o que aconteceu.
Ação: Observar a situação onde se encontra.

Mostrei uma situação onde a razão leva a melhor. Mas é a maioria delas.

Só pra não dizer que sou contra o sentimento: Razão puramente tornas as pessoas frias e insuportáveis. O racional pensa antes de sorrir, abraçar e acolher. Mas em matéria de decisões, deixe a razão dar (ao menos) a sua opinião.

A mulher (representação do sentimento) deve obediência ao homem (representação da razão). Antes de agir pelo sentimento, consulte a razão para verificar se é o melhor ou se a sua atitude vai contribuir com alguma coisa.

É claro que no sentido literal nem a mulher nem o homem devem obediência um ao outro (é bom explicar porque corro o risco de ser apedrejado por machistas ou feministas de plantão).

Opinião Própria

sexta-feira, novembro 18th, 2011

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Você tem opinião própria? Ou sempre depende da "sugestão" dos outros?

Podemos dizer que são dois extremos: Alguém com opinião própria de um lado e alguém que se deixa levar pela opinião dos outros. Mas não tem de ser assim tão radical. Podemos adotar um posicionamento interessante sem ofender ninguém nem a nós mesmos.

O fato é que sempre iremos ter opiniões alheias para tudo o que estivermos passando. Não gosta disso? É simples: Pegue suas coisas e vá morar numa caverna sozinho. É só assim que não vai ouvir opiniões dos outros sobre algo que estivermos passando.

Já que não é possível impedir que as pessoas opinem sobre nossa vida, nos cabe saber viver (e conviver) com isto.

Existem sempre dois tipos de pessoas que opinam na vida dos outros:
1. Opiniões em forma de sugestões. São as mais interessantes pois nos dá liberdade para recusar a opinião sem caracterizar nada de ruim.
2. Opiniões em forma de exigências. Estas são as mais complicadas. A pessoa não opina, apenas exige que vivamos segundo o seu ponto de vista (ignorando o que queremos e o que sentimos). Quer assumir nossa vida como se fosse dela.

É sobre o segundo tipo de pessoa que quero me ater neste texto.

Normalmente são pessoas que nos querem muito bem. É bem comum nossos pais estarem neste papel. Sendo pessoas queridas é óbvio que não queremos ofender, então cada movimento nosso deve ser bem pensado e, ao mesmo tempo, rápido para não dar espaço para novas exigências.

Primeiramente o trabalho tem de ser feito conosco mesmos. Temos de admitir que a nossa vida é nossa e de mais ninguém. Ninguém vai arcar com as consequências de nossos atos senão nós mesmos. Então o mérito ou demérito de nossas ações pertence unicamente a nós mesmos, independente se estamos agindo pressionados por outra pessoa. Nós somos os responsáveis pelas nossas atitudes independente de qualquer coisa.

Não importa o quão importante é a pessoa que nos exige mudanças, quem decide mesmo e quem faz a mudança somos nós e mais ninguém.

E quando acharem um absurdo não termos agido segundo as "sugestões" dadas, basta dizer (com calma e sem qualquer sinal de alteração) que sempre seremos nós a decidir quando e como iremos agir. É claro que existem milhares de formas para se dizer isto. Encontre a que mais se adequa a você e a situação que está vivendo. Se tudo isto falhar, silencie e aja conforme a sua decisão.

É importante lembrar que errar é nosso direito. Então não espere que todas as decisões que tomar sejam acertadas porque com certeza não iremos acertar tudo.

Errou? Peça desculpas, faça o possível para consertar (se for possível) e tente não fazer novamente. Mas o importante é que foi uma decisão sua!

As pessoas que opinam na nossa vida nem sempre (quase sempre) não sabem de tudo, ou seja, não possuem todos os elementos suficientes para produzir uma boa opinião, então irão opinar com o material que possuem. E não é porque eles não possuem todas as informações que iremos ter de forncecê-las, todos temos nossas reservas.

Ter a nossa própria opinião é direito nosso e ninguém pode nos tirar isto (seja lá quem for). Faça valer o seu direito, mas não faça disto uma guerra pessoal. Não é necessário brigar com ninguém pelo direito que temos. É direito e ninguém consegue tirar.

É importante mencionar também as consequências de não ter opinião própria e estar sempre sujeito às "sugestões" alheias. Alguém que age assim vai, fatalmente, perder o melhor da vida que é experimentar. A vida é feita de experimentações. Experimentações estas que resultam em erros e acertos. Em qualquer resultado sempre irá sobrar a essência da vida: O aprendizado! Mas esta essência é o bônus para quem experimenta.

Viva! Experimente! Acertar ou errar não importa. Importa é agir por conta própria e consciente.
 

Explicações

quinta-feira, novembro 10th, 2011
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Eu nunca escrevi nada relativo ao que acontece na mídia. Primeiro porque nunca tive vontade e segundo porque não é sempre que podemos confiar no que passa na televisão (infelizmente).

Mas não posso me abster de pelo menos buscar explicações lógicas e plausíveis para o fato.

O fato: A USP tinha insegurança dentro do seu campus. Isto ocasionou a morte de um estudante. Para solucionar isto a Polícia foi colocada dentro do campus para coibir a ação de pessoas má intencionadas.

Num dia a Polícia encontra alguém usando drogas (sim maconha é droga sim, pesquisem pra ver) e fez o que se espera que a Polícia faça: Registrar a ocorrência e proceder com as normas.

Os estudantes ficaram revoltados e querem a Polícia fora do campus… (???????????)

Eu não tenho elementos suficientes para julgar o fato, mas é impossível não tirar conclusões (que podem estar erradas): Os estudantes querem usar drogas sossegados sem serem importunados pela Polícia. É isto mesmo??? Se for isto, sinto em dizer, será um grande retrocesso se a Polícia sair do campus. Aliás, será como abandonar a lei… Dentro do campus pode usar drogas. A lei que coibe o uso e o TRÁFICO de drogas só é válida fora do campus?

Alguém que conheça o caso pode me explicar?