Disputa Interna

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Faz algum tempo eu escrevi (acho que mais de uma vez) sobre disputas.
 
Inclusive a minha conclusão (quando o assunto é disputas) é que a melhor maneira de ganhar uma disputar é não disputar. Ou seja, o ideal é deixar quem quer levar os louros da batalha sozinho no pódium.
 
De ontem para hoje estava pensando noutro tipo de disputa. A disputa que travamos conosco mesmo. Uma parte de nós quer algo e outra parte não quer. Aí iniciamos uma disputa dentro de nós e enquanto não há algum vencedor ficamos ansiosos e temerosos com o futuro.
 
Vou ser ousado dizendo que a maioria de nossas disputas ocorrem entre sentimento e razão (pelo menos comigo é assim). Ultimamente eu desliguei (ou diminui muito a intensidade do) meu sentimento. A razão está pesando mais na balança e isto tem me feito muito bem. Fiquei forte novamente. Por enquanto nada me abate ou me constrange porque eu deixo de sentir e vivo a vida com mais racionalidade.
 
Voltei a agir da maneira: Quer me dizer alguma coisa? Seja direto, claro e objetivo porque caso contrário eu não vou entender!
 
Não estou dando direito ao sentimento de conduzir minha vida (não mais). Chegou o tempo da razão, aliás, voltou o tempo da razão pois era ela quem sempre esteve no controle. De uns anos pra cá é que deixei o sentimento assumir o poder. Mas o seu mandato acabou.
 
Bem, quando a razão assume eu fico mais seco para o mundo. Isto é meio óbvio porque eu diminuo a intensidade de minha sensibilidade. Não que vire as costas para as dificuldades alheias (isto de jeito nenhum) mas deixo de sentir junto com a pessoa (que no fim das contas me faz bem).
 
Se eu fico mais seco, deixo de sentir falta das pessoas. Passo a dar muito valor para mim mesmo sem a falsa ideologia que me diz que eu me basto para tudo. Mas passo a reconhecer o meu valor e dar mais atenção a mim mesmo em tudo e em todas as situações. O deixar de sentir falta das pessoas não quer dizer que não goste delas. Não mexi no que eu sinto por ninguém só não dou tanta atenção ao que sinto, mas ainda sinto.
 
Tudo isto me faz bem, fico com os dois pés no chão e senhor de mim mesmo. Nada me controla a não ser eu mesmo e naquilo que é realmente bom para mim.
 
Até quando eu vou ficar assim? Bem. Eu sempre fui assim, tive atitudes diferentes de alguns anos pra cá, mas agora estou voltando a ser o que eu verdadeiramente sou.
 
Mas há uma coisa interessante: Se você não me conhece muito bem nem vai notar diferença. Apenas parei de disputar internamente porque de hoje em diante não existem disputas. Se você não notou nada de diferente é sinal que não me conhece muito bem… rsrsrs
 
 
 
 

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