A Política e os Políticos

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Ah, a doce política!!!
 
Sim, isto é uma ironização do tema que, ao meu ver, deveria suscitar seriedade em todos mas não é bem isto que acontece.
 
Estou longe de condenar quem quer que seja neste texto. Não serei leviano o bastante para jogar no fogo os políticos e suas práticas descabidas. Mas, como cidadão cumpridor de meus deveres para com a sociedade, posso tecer alguns comentários generalisados sobre tudo o que vejo no nosso mundo político.
 
Política é a arte ou a ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa). Isto é o que o dicionário nos traz sobre o assunto. Parece sério, não é? Mas não só parece: É SÉRIO! Pena que muitos políticos não encaram da mesma forma.
 
É interessante quando alguém vai falar sobre os políticos, pois não podemos dizer uma frase como: TODOS OS POLÍTICOS SÃO RUINS. Primeiro porque pode haver algum bom político (e eu até acredito que exista, embora nunca tenha visto) e depois porque os maus políticos poderão processar o autor por calúnia e difamação. Aí as pessoas dizem: MUITOS POLÍTICOS SÃO RUINS. Ou seja, sobrou uma parcela, mesmo que pequena, para os bons políticos e nesta pequena parcela todos os políticos querem se encaixar! Mas, tudo bem… Vamos agindo assim…
 
Na minha visão (e na visão da maioria, acredito eu) os políticos estão exercendo os cargos públicos para defender os interesses da população. Eu comecei a pensar como tudo isto começou (sei que a política vem de muito tempo antes de Cristo). É o mesmo que juntarmos dez amigos para morarmos num lugar isolado. Cada um constrói a sua casa, planta aquilo que vai consumir e passa a viver assim. Num dado momento é necessário ir até a cidade para comprar medicamentos, sementes para plantar, adubos, etc. Ao invés de ir as dez pessoas basta que apenas um vá e faça as compras para os demais. Esta pessoa foi escolhida para representar os outros nove neste momento. O escolhido pode alegar que não pode ir porque precisa cuidar de sua plantação, precisa de cuidar de sua família pelo tempo que está fora. Os outros nove irão dizer que não se preocupe que tudo será cuidado por eles. Pronto. Assunto resolvido. Assim começa. Colocamos alguém para organizar as coisas na nossa comunidade e em troca nós garantimos a sua subsistência. Muito simples isto, não? Simples quando se trata de uma micro comunidade. Quando analisamos uma grande cidade a coisa complica.
 
Elegemos representantes para as regiões dentro de uma mesma cidade. Estes representantes reunem-se para discutir necessidades e propor soluções. Estas necessidades e soluções são levadas a outra pessoa que (de fato) tem o papel de gestor de toda a comunidade. Este gestor vai analisar todas as necessidades (com suas devidas soluções propostas) e verificar como isto pode ser feito bem como a prioridade de tudo isto.
 
É bom lembrar que ninguém está ali nos fazendo algum favor. Estão sendo pagos (e muito bem pagos, diga-se de passagem) para isto.
 
Ao contrário de muita gente, eu gosto de assistir o horário reservado às propagandas eleitorais. São interessantes porque podemos ver ali uma diversidade muito grande de pessoas se candidatando a algum cargo público.
 
Tem muita gente descompromissada e que nada sabem sobre gestão pública querendo apenas ganhar um salário (um bom salário, vamos deixar isto bem claro) durante pelo menos quatro anos.
 
Algumas coisas que dizem me soam como verdadeiros absurdos. O pior deles é:
"Vou cuidar da saúde, transporte público, segurança, educação e desemprego!"
 
Alguém, por favor, me diga algum problema que não esteja associado a um destes ítens acima! Me respondam: Como é que alguém quer resolver (ou mesmo cuidar) de 100% dos problemas que assolam a população? Se fossem problemas simples de serem solucionados é óbvio que alguém já teria feito.
 
Assistindo aos programas políticos eu olho com seriedade aqueles que trazem propostas sérias e olho com diversão aqueles que imaginam que estão me enganando.
 
Dá até para dividir os políticos que apenas querem tirar alguma vantagem em alguns grupos:
Político Galhofa: Aquele que quere fazer graça. Quere conquistar pelo humor ou pela descontração. Esquecem que irá lidar com necessidades sérias e que piadinhas não irão resolver nada.
 
Político Resolvedor: Aquele que resolve qualquer problema. É o típico que diz que vai resolver os problemas de saúde, transporte, segurança, educação e desemprego. Fala isto com uma cara limpa tamanha que chega a convencer que ele tem uma solução inimaginável (que eu até acredito se tratar de uma varinha de condão) para tudo isto.
 
Político Acusador: Aquele que não promete nada, não propõe nada. Sua campanha se resume em mostrar o que já foi feito de errado e o que seus concorrentes tem de ruim.
 
Político Ignorante: A ignorância aqui é a falta de conhecimento do que irá fazer se for eleito. É o político que não consegue delinear ações para (e se) quando for eleito. Não conhece absolutamente nada sobre o que é ser político. Exemplo: Tiririca. Nem acreditei quando fiquei sabendo que ele era candidado a Deputado Federal e, pasmem, já ouvi algumas pessoas dizendo que irão votar nele. Ele teve a ousadia de dizer que não sabe o que um Deputado Federal faz e disse também que irá ajudar as famílias carentes (incluindo a sua). Bem, pelo menos ele foi sincero mas nem por isto merecedor de votos. Existem outros que eu não acredito que saibam alguma coisa sobre a política ou que tenham alguma proposta séria (Tati Quebra-Barraco, Romário entre outros).
 
Político Vagalume: É aquele que você só vê na época de eleição. Depois que passa este período ninguém tem notícias dele. Não sei se realmente fazem alguma coisa ou se cumprem com o papel para o qual foi eleito (quando eleito). Mas o fato é que nunca sabemos de sua existência, exceto no período de eleições.
 
Político de Carreira: É aquele que em toda eleição você o vê sendo eleito para algum cargo. Se perguntarmos: Qual a sua profissão? Com certeza teremos a palavra "Político" como resposta. Em minha cidade eu conheço vários que desde que vim morar aqui (em 1986) estão em algum cargo político. Me recuso a acreditar que o interesse primário é o bem estar da população.
 
 
É claro que existem muitos outros grupos, mas a maioria se encaixam perfeitamente nestes que citei acima.
 
Tem uma frase que me perturba sempre que ouço: Temos de votar certo! Mas o que é votar certo? Votar em bons políticos? Como saber quem são os bons e os maus? Se na propaganda alguém dizer: Se eu for eleito vou desviar o máximo de dinheiro que puder para minhas contas bancárias. Este não será eleito. Então votar certo, na minha opinião, é eleger aquele em quem acreditamos ser o melhor para a comunidade. Não importa se depois nos arrependemos, mas no momento de votar as informações que temos (que com certeza são insuficientes para determinar quem é bom e quem não é bom) nos mostram em quem devemos e/ou em quem não devemos votar.
 
Vote certo, vote em quem te convenceu pelo que você ouviu de suas propostas. Votar certo é ter resposta plausível para a pergunta: Por que você votou nele?
 

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