Crianças

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Recebi alguns e-mails estranhando eu não ter feito nenhum texto sobre crianças.
 
Então, não me fiz de rogado. Vamos a ele… Mas acho que vou decepcionar quem me pediu porque não pretendo escrever da maneira esperada.
 
Vamos analisar as crianças sob a ótica adulta? Quem sabe assim nós não podemos aprender alguma coisa?
 
Uma coisa me encanta nas crianças: A simplicidade. Vamos colocar de lado aquelas crianças que, por seguirem os péssimos exemplos dos pais (ou responsáveis) são extremamente exigentes em tudo (desde roupa, alimentação e até a forma como se fala com elas). Mas criança é sempre criança. A personalidade está em formação por isto é facilmente moldada. Falando claramente e sendo muito direto: Se você está fazendo alguma burrada com a educação de seu filho ainda é tempo de consertar.
 
Uma criança não exige brinquedos caros e sofisticados. Quem exige isto são os pais. Os pais querem dar aos filhos aquilo que acham que gostariam de ganhar quando tinham a idade deles. Mas dificilmente perguntam aos filhos o que, efetivamente, querem. Ou então nem precisa perguntar, mas experimente comprar dez carrinhos de R$10,00 cada ao invés de comprar um de R$100,00. Vai ter o prazer de ver os olhos de seu filho brilhando de alegria (é uma emoção indescritível, eu garanto!).
 
A medida que vamos crescendo vamos perdendo esta simplicidade. Não basta ter um carrinho eu tenho de ter O MELHOR carrinho. Pra que? Para mostrar aos outros e não para minha satisfação pessoal.
 
Conheci uma mãe que não permitia que a filha retirasse suas bonecas de dentro da caixa. Colocava todas numa prateleira do quarto para enfeitar. E por quê? Tudo porque ela sempre sonhou ter uma coleção de bonecas. Mas este é um sonho dela e não da filha. Aí a filha ficava privada de brincar porque a mãe não deixava!
 
O tempo passa. Ficamos imersos naquilo que chamamos de "politicamente correto". Ou seja, tudo aquilo que a televisão fala que é certo (é isto mesmo, damos mais ouvidos para a televisão do que para a nossa consciência). E aí as atitudes (positivas) infantis desaparecem. Deixamos de olhar as coisas com simplicidade, porque se estiver muito simples é coisa de pobre então não serve! Criamos regras para relacionar com os outros. E nem queiram imaginar o quão complexas são estas regras. Abrimos mão de prazeres simples (caminhar ao lado de quem se gosta, brincar com seu filho no quintal ou na garagem ou mesmo no playground), ignoramos os momentos de carinho que podemos ter com eles e que são de extrema importância.
 
O que aconteceu conosco? Quando é que iremos abrir os olhos? Quando nossos filhos crescerem e aí nascer o remorso por não ter feito o que podíamos fazer quando eram pequenos?
 
Vamos mudar nosso comportamento enquanto pais ou responsáveis. O tempo passa. Aproveite. Construa uma relação sólida, duradoura e, principalmente, amorosa com seu filho. Ele nunca vai te decepcionar (lembrando que a decepção é causada por algo inesperado que ele faça, se você tem uma boa relação com ele com certeza conhecerá todas as suas tendências, ou seja, não vai se decepcionar).
 
Não perca tempo, porque ele passa muito rápido!
 

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