Dor

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Qual é o mecanismo da dor? É algo interessante para ser analisado.
 
Primeiro vamos ver a dor física. Pra começo de conversa quem sente dor não é em todo o corpo, mas no cérebro. Quando espetamos uma agulha no nosso braço as terminações nervosas levam ao cérebro a informação de um corpo estranho agredindo nosso corpo, leva a informação da consistência do corpo, do grau do ataque e do quão grande é o estrago produzido. Com base nestas informações o cérebro produz reações para que tomemos providências e até nos indica o lugar da lesão… É a dor!
 
Falando assim fica até bonito, não é? É a beleza de uma máquina perfeita! Nunca deixo de admirar o corpo humano.
 
E quando a dor não é física? Ah, esta é mais complicada para ser analisada. Não é nada orgânico, tudo mental e (por que não?) sentimental.
 
Tudo começa com uma sensação de desconforto. É como se colocássemos na boca algo bem amargo. A boca trava, o rosto enrijece, os músculos se contraem, as mãos se fecham e logo cuspimos a porcaria. Mas não basta cuspir porque o gosto fica. Ficamos com a cara fechada por um bom tempo porque o gosto não sai de pronto. E quando sair ficamos com a lembrança. Podemos dizer que a nossa vida muda para sempre desde então. E nem pensem que é exagero, pois a partir desta ingrata experiência nunca mais seremos os mesmos.
 
A dor a que me refiro é assim. Modifica nossa vida não nos deixando esquecer daquilo que ousamos colocar na boca.
 
Ok. Eu mostrei como funciona (nem precisava mostrar, não é? acredito que todo mundo que leu até aqui já experimentou isto na vida pelo menos uma vez, embora eu acredite que não foi apenas uma única vez). Mas o que este conhecimento sobre o funcionamento do mecanismo da dor pode nos trazer de benefícios?
 
É simples. Todo antídoto é feito a partir do veneno. Não se faz um remédio sem antes conhecer (e muito) a doença.
 
Sim, considero a dor como uma doença! Por mais que isto assuste uns e outros é assim que eu vejo.
 
Então vamos tomar um remédio para curar isto?
 
A dor a que me referi é sentimental. O antídoto? Razão! Ressuscitar a nossa parte racional é uma boa saída. Iremos pensar com clareza como sair da situação complicada. Iremos traçar planos para não sentir dor.
 
A primeira providência normalmente é anestesiar. Ficar anestesiado para que, sem a dor, tenhamos condições de raciocinar com clareza.
 
A anestesia é justamente a razão no primeiro momento. Muitas vezes nos apegamos a fatos isolados, que embora não tenha muita lógica, nos servem de apoio para sairmos do quadro de dor.
 
Após isto é que entra a razão calma, simples e que arranca a dor pela raiz.
 
Experimentem um pouquinho… Irão ver que o que eu digo tem lógica!
 

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