Custo x Benefício

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É interessante como as pessoas se apegam nos meios e não mensuram os fins.
 
Estes dias eu conversei com uma pessoa que me pareceu agir de forma comum a todos os brasileiros (aqueles mesmos que dizem não desistir nunca).
 
O caso dela foi simples (e complexo ao mesmo tempo): O excesso de trabalho lhe causou uma doença. Ela quer provar judicialmente que ficou doente no trabalho e por causa dele. A justiça diz que ela ficou doente por uma série de fatores e não, especificamente, no trabalho ou em decorrência deste trabalho em específico.
 
Esta briga se arrasta por um longo tempo sem nenhum resultado positivo (para ela e na visão dela).
 
Fiz duas perguntas a ela e que me servem também em minhas reflexões:
1. Suponhamos que você ganhe o processo. O que você vai ganhar supera o investimento feito? (pergunta que qualquer economista faria)
2. Se você não tivesse iniciado este processo, como estaria sua vida hoje? Melhor ou pior?
 
Infelizmente as respostas que obtive para as duas perguntas foram:
1. Não
2. Melhor
 
Tá certo que eu resumi as respostas a uma única palavra, porque na verdade a resposta foi:
1. Não, mas… bla bla bla bla bla bla bla bla
2. Melhor, mas… bla bla bla bla bla bla bla bla
 
Não vou entrar no mérito da questão. E nem pensem que eu estou desestimulando as pessoas a exigirem na justiça seus direitos (meus amigos advogados não iriam gostar disto… rsrs).
 
O fato é que eu trouxe estas duas questões para mim mesmo, pois elas servem para tudo na vida.
 
Eu tenho de ter motivos para aceitar ou não aceitar as coisas. Tenho de ter motivo para fazer ou não fazer as coisas. Qualquer coisa fora disto é agir cegamente, o que não vai me levar muito adiante.
 
Como a reflexão foi boa para mim, eu trago para todos. As perguntas (refeitas de forma generalizada) são:
– Custo x Benefício. O meu custo é menor que o benefício que vou receber? Gastar 10 milhões de reais para fechar os números da megasena que vai me dar um prêmio de 8 milhões de reais significa um prejuízo muito grande.
– Projeção. Vale a pena me desgastar com tudo isto ou é melhor eu continuar vivendo sem preocupações?
 
A segunda pergunta é mais complicada de ser respondida. Para ela eu tenho exemplo em minha vida.
 
Trabalhei numa empresa em que tive diversas oportunidades de ganhar um bom dinheiro na justiça do trabalho pela forma como eles agiam (e ainda agem). Então ao sair da empresa eu pensei bem e não levei adiante este pensamento.
 
Mais tarde (um ou dois anos depois) eu estava desempregado e quem me socorreu foi esta mesma empresa. Este fato se repetiu por mais três ou quatro vezes (acreditem!).
 
Tenho certeza que se eu tivesse feito o que eu pensei em fazer lá no começo não teria tido outras oportunidades lá.
 
A coisa se resume em se projetar à frente tentando prever os desgastes que teremos e em como nossa vida pessoal será afetada.
 
Para o caso desta pessoa com quem conversei, não adianta chorar sobre o leite derramado. Então a solução é programar a vida a partir de então para sair do círculo vicioso em que está inserida. É uma tarefa complicada e árdua! Digo isto porque o adversário é a própria pessoa.
 
Mas não vou tentar traçar uma rota de conserto porque isto é muito particular… Cada um com suas dificuldades e limitações.
 
Só temos de tomar cuidado para saber que estamos gastando mais do que o que recebemos. Perceber (e admitir) isto não é fácil.
 
Vamos sempre lembrar: Não posso gastar mais do que posso pagar.
 

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