Explicações

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Estes dias andei pensando sobre explicações. Principalmente nos motivos que nos levam a dar explicações… Será que elas servem pra alguma coisa?
 
É claro que temos de pontuar as coisas… Não podemos esperar que as pessoas entendam de pronto todas as nossas atitudes. Nem sempre (ou quase nunca) dispõem de todos os elementos para uma análise precisa. Aí cabe a nossa explicação para que as coisas não sigam por caminhos tortuosos.
 
O meu objeto de análise aqui são as explicações excessivas que mudam de nome para justificativas.
 
Uma frase que vi (e que resume tudo aqui) é:
"Não se justifique pois os amigos não precisam e os inimigos não vão acreditar"
 
Isto me deixou pensando e, confesso, mudou algumas coisas em meu comportamento.
 
Explicações sobre o que fazemos ou deixamos de fazer são inevitáveis. O trabalho que fiz comigo mesmo foi de diminuir (drasticamente) as justificativas. Só faço com o inevitável, quando não tem jeito mesmo. De resto, teço explicações e quando me questionam mais querendo aprofundar em coisas que não lhes dizem respeito eu coloco o limite dizendo que já dei todas as explicações para o caso em questão.
 
Mas até chegar aqui tive de enfrentar a mim mesmo pelo fato de que as justificativas eram parte de minha vida. Não bastava eu explicar minhas atitudes, tinha de justificá-las. Vi que isto era algo que fazia desde criança e que não é preciso este tipo de coisa.
 
Se formos pensar racionalmente: Nada justifica uma má atitude assim como não são necessárias justificativas para uma boa atitude. São dois extremos.
 
Isto veio como uma luva para algo que já acreditava: Todas as vezes que sentimos a necessidade de justificar algo é sinal que não fizemos boa coisa.
 
A frase que ficou para mim como regra é: Não preciso justificar nada.
 

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