Reciclagem

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É um assunto em moda nos últimos tempos… Falar de reciclagem de materiais (lixo ou não) é praticamente um CTRL-C e CTRL-V de tantos lugares que falam muito bem sobre o assunto.
 
Mas e a reciclagem íntima? Ainda não vi ninguém falando. Então eu falo!
 
Primeiro o embasamento. Do que se trata a reciclagem? É a "arte" de aproveitar (ou tornar úteis) coisas que iriam para o lixo. E como podemos fazer isto no campo íntimo? Aí entra a nossa imaginação trabalhando a nosso favor…
 
Sou daqueles que acreditam que todas as atitudes são aproveitáveis (umas mais, outras menos). De tudo podemos tirar alguma coisa boa, alguma lição. Podemos sempre aprender e podemos sempre praticar.
 
Erros acontecem pra todo lado, mas eles são (nada mais e nada menos que) novas experiências e aprendizados. Não há como negar que (infelizmente) aprendemos muito mais errando do que acertando. É aquela frase que sempre digo: Eu não conheço o caminho certo, sei quais são os errados e com base nesta informação vou fazer tentativas. Se estas tentativas resultarem em novos erros eu terei crescido (ou atingido um patamar superior), pois é uma informação a mais que terei.
 
Nesta busca pelo acerto existem inúmeros métodos. Qual é o melhor método? É uma pergunta complicada de ser respondida, porque os métodos são feitos sob medida para cada um. O meu método pode não servir para mais ninguém assim como o método dos outros não me serve. Cabe a mim estabelecer o melhor método que eu possa ter para que hava um melhor desempenho e um melhor resultado.
 
Sou contra métodos que exigem sofrimento para conseguir alguma coisa. Isto é sinal que não haverá resultado positivo. Falo isto com imensa certeza por já ter adotado inúmeros métodos similares. O melhor é não sofrer. Não precisamos sofrer para melhorar, precisamos esforçar.
 
O mal que eu fazia ontem me serve de exemplo vivo hoje para que eu não só não faça novamente como para amparar vítimas deste mal praticado por outras pessoas.
 
Antigamente eu tentava modificações radicais e que sempre resultaram em mudanças insustentáveis. Hoje minhas mudanças são todas dentro dos meus limites e sempre previamente calculadas para não me fazer sofrer. Se eu sofrer significa que tem alguma coisa errada.
 
Para uma boa reciclagem existem alguns elementos essenciais:
– Observação: Quem não é observador não sabe o que deve mudar e como deve mudar. Um bom observador deve usar o silêncio acima de tudo. Observar significa que deve prestar atenção nas pessoas e principalmente em si mesmo. Significa que precisa pensar antes de falar. Significa que devemos saber do que estamos falando. Significa não deixar para raciocinar sobre o que falamos na hora (ou depois) que as palavras saem.
– Seriedade: Nada de ser irresponsável com você mesmo ou com os outros. Há sempre aqueles que dizem que não devemos levar a vida tão a sério. Concordo plenamente com isto, mas devemos (acima de tudo) saber delinear os limites da seriedade. Poderia até dizer que a vida é uma tela em branco, temos em mãos dois baldes de tinta: Um azul e outro amarelo. Devemos sempre buscar o verde homogêneo… (para quem não sabe: o verde obtém-se da mistura do azul com amarelo). Dosar a seriedade e a descontração é a chave e não saberemos fazer isto se não "observarmos" atentamente onde estamos vivendo.
– Seleção: Convenhamos, há coisas que não dá mesmo para reciclar… Aí é jogar no lixo mesmo. Então não podemos perder tempo em tentar reciclar algo que sabemos que não tem proveito algum. Esta seleção é feita pela constante "observação".
– Atitude: Agir corretamente no momento certo. Só saberemos qual são as atitudes corretas e o momento correto "observando".
 
Como podemos ver, nada conseguiremos agindo impulsivamente e impensadamente. Observar é a chave de tudo…
 
Após tudo isto já será possível para qualquer um reciclar algumas coisas (meio) chatas como:
– Tristezas
– Amarguras
– Inimizades
– Indiferenças
– Intolerâncias
– Impaciências
 
Lembrando que reciclar não é jogar fora, mas transformar… Podemos transformar tudo isto que citei acima em coisas boas, basta tentar!
 

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