Medo

medo.jpg 

Outro dia conversava sobre o medo. O assunto rendeu e tivemos conclusões interessantes…
 
A maioria dos medos é fruto da irracionalidade. Temos medos de coisas que desconhecemos ou de práticas que nos fogem à razão.
 
Eu tenho medo de altura. O meu medo de altura é devido ao risco de despencar de onde estiver e me machucar. Mas se for pensar bem, eu não preciso ter medo de altura porque não vou me arriscar em locais altos e perigosos. Então eu troco o medo pela razão.
 
Seguindo a mesma linha de raciocínio: Não tenho medo de choque porque não vou meter o dedo na tomada. Também não tenho medo de pular de paraquedas porque não me vejo sequer perto de praticar isto. Não tenho medo de enfiar minha mão numa caixa desconhecida, porque por medida de segurança não faço isto.
 
Com o passar do tempo vamos trocando o medo pela razão.
 
Uns falam que o medo é o instinto de conservação. Aquele velho instinto que nos preserva de perigos. Concordo. Mas estamos aprendendo a trocar o instinto pela razão. Nem sempre agir pelo instinto é o ideal. Vamos exemplificar: Pise no rabo de um cachorro e ele lhe morte. Tome esta mesma atitude com quem lhe pisa no pé (num ônibus cheio, por exemplo) e vai ter problemas. Então estamos, gradativamente, trocando o instinto pela razão.
 
O instinto de conservação será extinto e usaremos a razão. Hoje o instinto de conservação me impede de andar com o carro a 200 km por hora. Em outro tempo a razão vai fazer isto, pois vou (finalmente) compreender que não é seguro trafegar nesta velocidade por vários motivos.
 
Quanto antes adiantarmos esta consciência do medo e do raciocínio melhor para nós mesmos.
 

3 Respostas to “Medo”

  1. Ana Clara Lergam Says:

    É importante refletir se a apologia a razão não é a fuga para justificar o MEDO.

  2. Kleonice Fonseca Says:

    Gostei da idéia de mudar o medo para o raciocínio, mas eu mesma não consegui (ainda) vencer esta batalha. Tenho um medo que me impede, às vezes, de sair (chuva) e isto incomoda.

  3. Marcelo Says:

    É algo para se pensar, sim.

    Colocar qualquer coisa na frente do medo apenas para mascará-lo não é boa prática. Mas usar a razão para conhecer o desconhecido e assim racionalizar aquilo que chamamos de medo é super válido.

    Pode observar que a maioria de nossos medos são completamente irracionais.