Novas Mudanças

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É muito interessante quando passamos de uma fase para outra. Mas é mais interessante ainda quando percebemos esta mudança porque aí podemos avaliar (com uma maior precisão) os benefícios das mudanças com vistas a pequenos (ou grandes) ajustes para melhor adequação de nossa vida ao que chamamos de normal.
 
Vou comentar aqui como eu estava e como estou apenas com a intenção e esperança de que tudo isto possa auxiliar quem porventura esteja transitando pelo mesmo processo.
 
O ano de 2010 finalizou e próximo das festas de fim de ano estava me sentindo meio sufocado por alguns de meus comportamentos e algumas de minhas atitudes.
 
Eu tinha uma vida ativa no Orkut. Dedicava um bom tempo em muitas comunidades e aos amigos (???) que tenho por lá. Minha vida virtual superava (em muito) a minha vida real. Após algumas reflexões e avaliações a decisão foi abandonar o Orkut. Mas, obviamente, não dá para se fazer isto de uma hora pra outra. Fiz a coisa de forma tranquila e hoje minha participação no Orkut está (se tivesse de me expressar em números) 99,5% menor que antes. Desativei todas as notificações que o Orkut envia para meu e-mail, configurei o meu perfil para dificultar novos pedidos de amizade, retirei todas as minhas fotos de lá, saí de algumas comunidades, me mantive em outras por uma questão puramente ética ou por causa de minhas verdadeiras amizades que fiz. Uma opção seria fazer o que chamam de "Orkuticídio" (exclusão de minha conta), mas isto faz com que todas as mensagens que postei sejam apagadas e considero que isto seja uma grande perda (sem falsa modéstia), pois tem muita coisa boa que escrevi e que certamente ajuda a muitos. Então, apenas diminuí minha participação a quase zero.
 
Me tornei uma pessoa mais séria. Deixei de brincar com a frequência que fazia. Não deixo de brincar e de rir, mas não faço como antes. Antes eu tinha um limite para minhas brincadeiras, o trabalho que fiz foi de diminuir este limite de forma muito drástica. Vejo que as brincadeiras, apesar de legais, me transformam em algo que não sou. Então pra que disfarçar? Não brinco como antes, não rio como antes. Me sinto leve e passei a fazer o que fazia muito bem um tempo atrás: Observar. A observação de detalhes sempre foi minha marca registrada e com esta postura vi que esta característica novamente ficou acentuada, o que me deixou feliz. Vi o tanto que perdi por pura falta de observação Muita informação passava despercebida e (diga-se de passagem) informações com muita relevância para a minha felicidade.
 
Me afastei de tudo o que me causa qualquer tipo de sofrimento. Que mania a gente tem de se sabotar… Não quero mais isto. Em algumas situações (agora raras) até fico cara a cara com o "bicho papão" de antes, mas o meu olhar para ele mudou. Desta vez minha postura está mais equilibrada.
 
Estou valorizando a mim mesmo antes de qualquer coisa. Com isto que se dane o resto, mas eu tenho de ser feliz. É óbvio que sempre observando meus critérios de honestidade, ética e bom senso pois não admito pisar em ninguém ou construir minha felicidade na infelicidade dos outros (construções com alicerces ruins tendem a ruir com pouco tempo).
 
Não tenho de fazer nada para que os outros vejam o que estou fazendo. Aí entra a questão de me priorizar. Tenho de satisfazer em primeiro lugar a mim mesmo e se a minha satisfação (sem nenhum prejuízo a quem quer que seja) não é agradável aos outros que se danem os outros que não querem a minha felicidade.
 
Esta questão de preocupar comigo mesmo em primeiro lugar está longe de ser uma postura egoísta. Preocupo com os outros também (especialmente as pessoas que eu gosto), mas se eu me prejudicar para ajudar os outros sou eu quem vai precisar de ajuda e isto pode não ser muito bom. Já passei muito aperto porque priorizava os outros e me deixava de lado. O resultado era ninguém (incluindo eu mesmo) preocupando com meu bem estar.
 
Amizades difíceis eu estou correndo longe. Pessoas com idéias fixas e enraizadas em alguma questão não são fáceis de serem modificadas e eu não tenho obrigação nenhuma de consertar ninguém (até mesmo porque não consigo consertar nem a mim mesmo). Então se você é meu amigo e quer fazer alguma coisa não muito certa não vai ter meu apoio e nem minha reprovação. Viva sua vida.
 
Cansei de esperar por atitudes das pessoas que denotem algo bom. Eu tenho de ser o que espero das pessoas, mas principalmente para mim mesmo.
 
Bem, se eu for escrever a medida que for lembrando o que mudei vai dar um livro (confesso que me surpreendi agora… não achei que as mudanças tivessem sido tão radicais).
 
As minhas mudanças são irreversíveis, visto que elas já estão consolidadas pois me fazem melhor e mais feliz.
 
É claro que todas estas mudanças não se deram da noite para o dia. Foram feitas de forma gradativa e boa parte delas estavam como que represadas dentro de mim faz um bom tempo, foi só abrir as comportas e tudo saiu de forma tranquila aliviando a pressão (algumas pessoas assustaram com isto achando que era uma mudança radical e impensada).
 
Espero, sinceramente, que tudo isto sirva para alguém…
 

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