Água mole em pedra dura…

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"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Ditado popular bem interessante, mas eu prefiro uma variante dele que é: "Água mole em pedra dura, tanto bate até que a água acaba".
 
Certas coisas não mudarão pelo simples fato de sermos insistentes. Irão acontecer de um jeito ou de outro. O que vai mudar é que não mais teremos paciência ou argumentos para persistirmos.
 
O combustível da insistência é a esperança. Enquanto houver um fio de esperança nós estaremos lá insistindo. Na outra extremidade temos fatores desgastantes. O principal deles é o sofrimento. O sofrimento é o custo da (ou o valor pago para) insistência.
 
Na contabilidade da insistência o saldo não pode ser negativo, porque se for queima o combustível. Com pouco tempo não haverá mais combustível para a insistência.
 
O mais importante disto tudo é a avaliação contínua do quanto estamos gastando nas nossas insistências. Fazer um balanço periódico nesta contabilidade toda. Se, em nossa avaliação, o valor pago está consumindo o combustível principal é necessário uma ação corretiva o quanto antes.
 
Se nenhuma ação corretiva for tomada, toda a esperança será consumida e com isto iremos parar de insistir. Parando de insistir e sem esperança iremos ficar abertos para outras possibilidades (o que pode ser bom). Mas o principal efeito negativo é uma repulsa incrível que teremos pelo que almejávamos e não conseguimos. Esta repulsa é o espólio do sofrimento. Sempre iremos associar aquele objetivo com tudo o que sofremos (em vão) para consegui-lo.
 
Qual é o ideal? Canalisar nossas esperanças em algo que não nos faça sofrer nem tão pouco insistir muito. Tudo o que nos custa muita insistência certamente não é bom para nós pelo simples fato de estarmos violentando algum direito de outra pessoa.
 
Pensemos nisto e (principalmente) nos coloquemos no lugar do objeto de insistência…
 

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