Posicionamentos

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Lemos na cartilha da vida que devemos procurar fugir dos extremos. Mas nesta cartilha não explica onde, exatamente, são os extremos.
 
Se nos consideramos errados agindo de uma forma, não vai adiantar muito se formos para o outro extremo. Mudanças radicais tendem não ser duradouras. Nunca acreditei em mudanças radicais. Podem até ser úteis, mas não são duradouras (nunca questiono a utilidade delas, apenas o tempo de duração). Uma mudança radical é semelhante a uma chuva de verão, num momento um sol muito quente e no outro uma chuva torrencial que dura apenas 15 minutos, mas o tempo continua quente (a chuva de verão transforma o tempo de sauna seca para sauna vapor). A chuva que muda o clima é aquela fina e constante.
 
Então sempre buscamos agir pelo meio (nem tanto para um lado e nem tanto para outro) buscando o equilíbrio sempre. É claro que esta reta com os extremos e o meio é sob a nossa ótica. A reta da vida alheia não serve para nós porque não dispomos de todos os elementos para avaliá-la corretamente. Não nos cabe nunca julgar, se assim fizermos corremos o risco (que é uma probabilidade que beira os 100%) de estarmos errados em nosso julgamento. Como eu disse antes, não dispomos de todos os elementos da vida alheia.
 
Mas vamos voltar para a análise de nossa reta que é o mais importante.
 
Avaliamos nossas atitudes e nos reconhecemos agindo por um extremo qualquer. A nossa atitude imediata é ir para o outro extremo. E isto é muito útil pois só saberemos onde é o meio se conhecermos toda a extensão da reta (só sabemos que o meio de uma régua é 15cm se soubermos que a régua mede 30cm). Então não podemos nos culpar de ao agirmos de forma extremada passar a agir também de forma extremada e no sentido inverso. Estamos conhecendo os limites para determinar onde é o equilíbrio.
 
O fato é que não sabemos qual é o caminho correto. Só conhecemos quais são os caminhos errados pois estes são frutos de nossa experiência.
 
Ok. Avaliamos nossa reta, saímos de um extremo e fomos para o outro. Depois passamos a agir de forma equilibrada. Que ótimo!
 
Com algum tempo nossos valores mudam, nosso ponto de vista muda, ganhamos mais maturidade, perdemos nossa infantilidade (infantilidade que significa pouca experiência para a vida) e vamos avaliar novamente a mesma reta. O que antes considerávamos uma atitude equilibrada agora, sob o novo ponto de vista que adquirimos, é mais uma vez uma atitude extrema. E o processo todo se repete (iremos para o outro extremo e depois buscaremos o meio). E isto vai se repetir tantas vezes quanto for necessário. O mais importante é que estas análises representam um crescimento incrível. Saímos de onde estávmos e crescemos.
 
A chave disto tudo é o senso de autocrítica sem exageros (não é necessário culpar-se por coisa alguma, apesar de ser necessário assumir as responsabilidades).
 


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