Influências

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Mesmo que digamos que o mundo não nos influencia é inevitável dizer que nós somos produto do mundo (com toda a sua influência possível e imaginável).
 
Mudamos nosso comportamento e nossas atitudes (na maioria das vezes) baseados no que o mundo pensa a nosso respeito.
 
Não vejo isto de forma negativa, pois visto que não somos perfeitos duas cabeças pensam melhor do que uma. Seguindo a mesma proporção quatro olhos vêem mais do que apenas dois (em compensação duas boas falam mais do que apenas uma… rsrs).
 
Estamos em constante mutação. Temos a obrigação de renovar conceitos e valores diariamente. A nossa base para fazer isto é (e sempre será) quem está ao nosso lado.
 
Viver em sociedade é algo que nos ensina muito. Mas é importante avaliarmos o outro lado. Qual é a nossa influência no mundo? A influência que os outros exercem é, com toda certeza, muito importante. Mas é necessário avaliar insistentemente a nossa participação neste ato de influência mútua.
 
Existem influências boas e influências ruins (positivas e negativas). Qual é a nossa influência?
 
Vamos lembrar de nossas atitudes, porque a influência de nossas palavras não é tão significante assim. As nossas atitudes é que são determinantes na formação de nossa influência no mundo. E se nossas atitudes são destoantes de nossas palavras a coisa fica feia… Mas infelizmente é o que mais acontece. Raramente, mas muito raramente mesmo, praticamos tudo aquilo que falamos. O quanto menos isto acontecer melhor pra nós mesmos.
 
Vou tentar dar uma idéia do que significa isto para qualquer um. Quando temos o hábito de praticar aquilo que falamos é o mesmo que irmos para uma cidade desconhecida com muito dinheiro disponível. Pode acontecer o que for, vamos conseguir sair de lá. Se nos perdermos é fácil, basta um Taxi e tudo se resolve. Quanto é o taxi? Não importa, podemos pagar. Tenho de voltar para casa urgente? Ok, não importa, pego o primeiro vôo de volta. Tenho de ficar mais alguns dias? Ok, não importa. Comunico no hotel que vou ficar mais alguns dias. Isto é uma segurança incrível. A mesma coisa acontece quando praticamos o que falamos. Criamos uma segurança moral muito grande. Pode faltar dinheiro, pode faltar companhia, pode faltar até aquele grande amor ao nosso lado. Uma coisa que nunca irá faltar será dignidade. Isto não se compra, isto não se vende… Isto é fruto de conquista e de muito trabalho (íntimo) árduo.
 
Vou propor um exercício simples e que pode ser feito por qualquer um: Comece a listar aí as coisas que fala e não pratica. Dê ênfase (escrevendo em negrito numa fonte de tamanho maior) as suas atitudes. É isto que será visto por quem quer que seja que está ao seu lado. O que você fala torna-se irrelevante diante de seus atos.
 
É importante pontuar isto para que as suas palavras sejam condizentes com suas atitudes.
 
Não se deixe cair naquela condição de uma música de Cazuza que diz: "Suas palavras não correspondem aos fatos".
 
Saiba que perfeição não vai ser conseguida (e a idéia nem é esta). O importante é observarmos isto tudo para melhorarmos a nossa referência para o mundo (principalmente para o mundo das pessoas que nos são caras).
 

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