Recomeço

 caixas.jpg

Uns tempos atrás eu falei sobre esperanças frustradas. O enfoque que eu dei foi que nossas esperanças carecem de alimento que as mantenham vivas.
 
Estes dias eu estava lembrando disto novamente. Reli o texto que escrevi e novamente me vi ali (como se estivesse escrevendo aquele texto hoje). Mas desta vez foi diferente… Senti uma certa tristeza por certas esperanças não alimentas e definitivamente mortas (e devidamente enterradas). Mas eram boas esperanças, tenho de reconhecer. Eram esperanças que se concretizadas me dariam tranquilidade, conforto e felicidade.
 
Bem, eu disse que senti uma certa tristeza, mas (curiosamente) não houve dor ou sofrimento. Apenas lamentei pela esperança que morreu (dizem que a esperança é a última que morre e eu posso confirmar isto, mas morre… rsrsrs). Lamentei pelos possíveis acontecimentos que não aconteceram.
 
Mas como dizem: Não adianta chorar pelo leite derramado. Então é bola pra frente…
 
Tudo isto que eu escrevi é querendo dizer uma coisa simples: Podemos (e devemos) seguir adiante aconteça o que acontecer. Paralisar nossa vida por conta de algo que não há como solucionar é arranjar uma forma de sofrermos mais.
 
Devemos lembrar que nossa vida é como um armário de um grande departamento de estoque. As caixas vazias normalmente são preenchidas. Se "perdemos" um pai, logo a caixinha com os dizeres "Referência Paterna" é logo preenchida por outro conteúdo. E assim acontece com tudo. Tão logo uma das caixinhas fica vazia aparece um conteúdo novo para preenchê-la. Basta que não escondamos as caixinhas vazias. Se elas estiverem à mostra com toda certeza irão ser preenchidas. E o conteúdo anterior? Foi jogado fora, acabou, apodreceu, venceu, passou, é página virada, é figurinha repetida, etc, etc, etc. O que importa é que não vai voltar mais.
 
O que devemos fazer? Deixar nossas caixinhas sempre a mostra. Traduzindo: Permitir que outros conteúdos possam estar dentro das caixinhas. Isto é abrir-se para renovar. Renovação proporciona menos sofrimento e mais felicidade.
 
Vamos aproveitar o tempo!
 

Comentários estão fechados.