Minha Idéia – Meu Paradigma

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Einstein dizia que é mais fácil quebrar um átomo do que um paradigma (nem sei se ele disse isto mesmo, mas dizem que ele dizia então eu acredito). E isto é uma realidade, infelizmente.
 
É curioso observar como funciona o nosso comportamento perante aquilo que acreditamos. É curioso de suma importância observarmos para que possamos não só nos conhecer mas para melhor relacionar com os outros.
 
A situação é a seguinte: Acreditamos em alguma coisa e temos a necessidade de procurar adeptos para a nossa crença. Para isto movemos o mundo em argumentação para que as pessoas tenham a mesma linha de raciocínio que temos.
 
A maneira como agimos para isto acontecer varia ao infinito. Vai desde uma argumentação simples até ofensas a quem não aceita as nossas idéias.
 
Mesmo que nossas idéias sejam (notadamente) erradas, queremos que as pessoas concordem com elas pelo simples fato de não querer admitir que estamos errados.
 
Qual o problema em reconhecer que não estamos certos? A resposta vem de um lugar só: Orgulho. O nosso orgulho nos impede de admitir que o outro está certo. Isto soa como um soco no estômago. Nos sentimos inferiores quando alguém nos chega com uma idéia melhor que a nossa. É aquela idéia que parece que caiu como uma luva, mas não podemos admitir porque senão nos consideraremos como seres inferiores.
 
Quando estamos numa posição em que nossas idéias irão prejudicar as pessoas, nos fazer desistir de nossos intentos é tão complicado quanto quebrar um átomo (como dizia Einstein).
 
Não precisamos procurar exemplos nos outros (aliás, isto nem é útil). Vamos olhar para nós mesmos. Com toda certeza iremos encontrar "belos" exemplos que não devem ser seguidos por ninguém. Transforme estes exemplos num filme e ele ganhará a frase: "Impróprio para menores de 25 anos. Contém cenas de extremo descontrole lógico."
 
Basta olhar para um passado não muito distante e encontraremos momentos em que fechamos os olhos para idéias corretas e continuamos agindo da maneira que queremos (mesmo sabendo qual é a maneira correta).
 
Várias vezes encontro pessoas assim (não que eu também não seja). Me perguntam o que estou sentindo e quando digo dizem não acreditar. Aí é impossível não dizer:
– Você já tinha uma idéia pre-concebida. Pra que perguntou se não acredita em nenhuma resposta diferente das suas idéias?
 
É uma pergunta meio arrogante, mas acho interessante para que as pessoas percebam o que estão fazendo. Este foi apenas um exemplo dentre tantos. E é uma característica marcante de quem age desta forma. Pergunto alguma coisa já tendo a minha resposta. Descarto todas as respostas diferentes da minha e acolho todas que concordam comigo.
 
Quando agimos assim perdemos algo de suma importância em nossa vida: A possibilidade de enxergarmos opiniões diferentes e igualmente interessantes. Acredito que vale a pena observar as coisas que acontecem fora do nosso mundo e aproveitar os grandes ensinamentos que nos chegam através das mais diversas (e inesperadas) pessoas.
 

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