Indiretas Já

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Isto parece propaganda política! Já vi algo similar a isto um tempo atrás (ô como o tempo passa…).

Mas isto foi fruto de uma conversa com uma amiga sobre este tema. Não me perguntem como começou o assunto porque não lembro.

Eu dizia a ela que não gosto de indiretas, prefiro que as coisas sejam ditas de forma direta. Aí ela me vem com uma definição eu nunca havia pensado: Não existem indiretas, existem informações ditas diretamente para alguém de forma disfarçada para que somente o alvo entenda.

Fiquei pensando nisto e fui obrigado a concordar com ela. Na hora que concordei ela me desafiou a escrever um post no blog sobre isto (acredito que ela tenha usado a boa e velha psicologia infantil comigo, mas tudo bem).

Primeiramente vamos delinear as características de uma indireta.

Eu tenho de falar alguma coisa a alguém e não tenho coragem de dizer diretamente (por qualquer motivo que seja). Então crio alguma coisa para que a pessoa entenda e (por associação) pense naquilo que eu gostaria de dizer (e não disse).

Nossa! Falando assim parece uma coisa idiota. Mas é uma prática muito comum.

Mas quais as vantagens e desvantagens desta prática?

Prós:
– Podemos nos esquivar do que falamos caso a coisa vá para uma situação complicada.
– Dá aquela tentação de que não falamos nada demais.
– Temos a chance de abordar um assunto delicado de forma branda.

Contras:
– O nosso alvo pode não entender o que falamos.
– O nosso alvo pode entender de forma errada.
– O nosso alvo pode interpretar mal o que falamos e criar um outro problema.

Mas eu fiquei avaliando os pontos a favor da utilização… Se o assunto é muito delicado o melhor é abordá-lo diretamente, de forma branda mas direta. Se é um assunto delicado, não podemos nos esquivar dele. Isto é fugir.

Avaliando os pontos contra a utilização, os mesmos já justificam não utilizar as indiretas.

Se não temos coragem suficiente para abordar o assunto de forma direta ou se o assunto é por demais delicado para ser abordado ou mesmo se julgamos que não seja o momento de abordarmos tal assunto, o melhor é ficarmos calados.

Com toda certeza irei ser questionado sobre meus textos. Mas (já explicando) não escrevo texto contendo indiretas. Muito do que escrevo vem de minhas experiências (fatos que me ocorreram e eu generalizo para que transmitam alguma coisa) e pessoas que me pedem para escrever sobre determinado tema, sendo que neste caso me contam o que está acontecendo e eu utilizo os exemplos que me foi passado junto com os comportamentos das pessoas que eu conheço (colocando minha opinião pessoal).

Aqui não tenho indiretas, mas meus textos se tornam mensagens indiretas porque muitas pessoas "vestem a carapuça", mesmo que eu não tenha escrito para esta finalidade. Então, por mais que existem pessoas que pensem que eu escrevi direcionado, não faço isto (entendeu Lúcia??? rsrsrsrsrs).

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