Obediência

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Existem coisas que são passadas de geração a geração e que hoje são questionadas apenas na parte externa sem nenhuma análise mais profunda.

Vemos muitos dizendo que a mulher deve obediência ao homem. É um conceito arcaico, eu sei disso. Mas basta nos reportarmos a algumas décadas atrás para vermos como isto era tido como verdadeira lei. A mulher não tinha direito nenhum de contestar uma opinião masculina sem sofrer (duras) consequências.

A prova que a humanidade evolui é que isto se modificou e a mulher conquistou um importante espaço (claro que com muito esforço e sacrifício).

Mas fiquei pensando sobre isso estes dias. De onde saiu esta definição? O que ela guarda de verdade ou de bom? Eu acredito que as coisas boas duram e nunca acabam (no máximo se modificam). Então se a origem disto se remonta na antiguidade (nem vou arriscar um período que isto começou) é sinal que tem de ter algum fundamento.

Bom… Eu achei… rsrsrs…

Encaro a mulher como a representação do sentimento e o homem como a representação da razão. É óbvio que existem muitas mulheres que expressam a razão e muitos homens que expressam o sentimento, mas são exceções. Estou tratando o comum. O normal é encontrarmos mulheres sentimentais e homens racionais. Se eu pudesse expressar isto numa frase para cada um, seria:
– Mulher: Eu gosto mesmo sabendo que não devo.
– Homem: Isto não é bom, portanto não gosto.

Muito longe de ser um texto machista ou feminista, estou tentanto traçar diferenças entre os dois posicionamentos. Já adianto que não há como dizer que um está certo e o outro errado.

Sentimento sem razão gera consequências desastrosas. Razão sem sentimento faz a mesma coisa.

Mas há um "porém" nisto tudo. Agir unicamente pelo sentimento a propensão ao erro é muito maior. Agir no impulso ou no calor dos acontecimentos gera consequências difíceis de serem consertadas.

A diretiva antiga de que a mulher deve obediência ao homem eu encaro como: O sentimento deve (antes de agir) consultar a razão. A razão é o balizamento necessário para que nos deixemos ou não sermos levados pelos acontecimentos.

Se pensam que isto se refere apenas a situações de relacionamentos, estão enganados. Um exemplo do cotidiano:
– Estamos num ônibus e alguém pisa no nosso pé.

Atitude sentimental: Raiva, indignação.
Ação: Brigar e (as vezes) revidar.

Atitude racional: Confusão. Não entende (de início) o que aconteceu.
Ação: Observar a situação onde se encontra.

Mostrei uma situação onde a razão leva a melhor. Mas é a maioria delas.

Só pra não dizer que sou contra o sentimento: Razão puramente tornas as pessoas frias e insuportáveis. O racional pensa antes de sorrir, abraçar e acolher. Mas em matéria de decisões, deixe a razão dar (ao menos) a sua opinião.

A mulher (representação do sentimento) deve obediência ao homem (representação da razão). Antes de agir pelo sentimento, consulte a razão para verificar se é o melhor ou se a sua atitude vai contribuir com alguma coisa.

É claro que no sentido literal nem a mulher nem o homem devem obediência um ao outro (é bom explicar porque corro o risco de ser apedrejado por machistas ou feministas de plantão).

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