Frases que eu sempre quis dizer…

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Frases que eu sempre quis dizer… Mas nunca disse por falta de oportunidade.

Existem algumas frases que eu sempre quis dizer a alguém mas nunca disse por não encontrar momento propício.
– Você sabe com quem está falando???
– Acorda pra vida, ela está passando e você não está vendo!
– Já se olhou no espelho?
– Não acredito que você seja capaz de fazer isto!
– Esquece o que você pensa que sabe e observe o que eu estou dizendo.
– Este é o seu telefone? Nossa que tijolo!
– Seu filho é um capeta!
– Foi você quem desarrumou, né? Então trate de arrumar!!!
– Não me ligue mais hoje, por favor!
– Uma pessoa com um mínimo de inteligência jamais faria isto!
– Já passou pela sua cabeça que você faz os outros sofrerem?
– Por que você trata seu filho desta forma, seu cavalo?
– Sua mãe nunca te deu educação? Ou deu e você (de tão burro) não aprendeu?

Acho que poderia passar o dia todo escrevendo algumas destas frases.

Mas, na verdade, eu não digo não por não encontrar um momento propício, pois penso nestas frases no momento certo de dizê-las. O que me impede é a preocupação com o sofrimento e a situação dos outros.

Se eu não gosto de sofrer não tenho o direito de produzir (ou aumentar) o sofrimento em quem quer que seja (por mais que seja merecedor). A maioria destas frases, com toda certeza, não produz algo positivo. Se o que desejamos é alertar para alguma coisa que vem acontecendo existem outras formas bem mais eficazes.

O fato é que se eu agir com grosseria estarei cometendo um erro (independente se a outra pessoa é ou não grossa comigo). Acredito que todo erro carece reparação e a vida vai me proporcionar isto cedo ou tarde (quer eu queira ou não).

Em tudo a receita é sempre a mais simples possível: Agir com os outros da mesma forma que eu gostaria que agissem comigo. E não se iludam: Todos nós adoramos ser bem tratados.

Outro dia eu comentava com uma amiga um momento difícil que passei. Recebi uma má notícia que me deu vontade de jogar o mundo num vaso sanitário e puxar a descarga sem dó nem piedade. Algumas horas depois, mais calmo, estava com algumas conclusões:
– Que bom que não fui eu a causar o momento difícil. Na minha visão o pior mal é aquele que eu pratico.
– Que pena que alguém teve de fazer algo complicado para o meu aprendizado. O fato é que aprendi com tudo isto, mas não é necessário que ninguém faça nada de ruim (mas quando algo de ruim acontece podemos aproveitar para aprender).
– Que bom que só demorei algumas horas para estar bem próximo do estado que chamo de "normal". Um tempo atrás demoraria semanas.
– Que bom que, durante meu tempo de desequilíbrio, eu não soltei frases sarcásticas e que machucam. Escapei de endividar com a vida desta vez (olhei a esmo e disse: "Tá me devendo esta, heim?"  rsrsrs).

Estou contando tudo isto apenas para servir de exemplo. Podemos nos controlar. Somos capazes disto e sempre teremos sucesso se fizermos um mínimo de esforço.

Não há dinheiro que pague a satisfação da consciência tranquila!
 

 

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