Confiança

 

Confiança

 

Confiança é sempre uma coisa delicada.

Não há um modelo ideal que podemos seguir cegamente. E por falar em cegueira, acredito que a confiança cega nunca deve ser adotada.

Bem já coloquei um monte de coisa agora é hora de tecer alguns comentários.

Não existe fórmula para que o resultado seja DIGNO DE CONFIANÇA ou INDIGNO DE CONFIANÇA. Cada pessoa exige um método diferente de teste sendo que em cada pessoa confiamos de uma forma diferente. Isto porque somos todos diferentes um do outro. Temos valores diferentes e isto produz resultados diferentes.

Não queira comparar a confiança depositada numa pessoa com a confiança depositada noutra. Com certeza nunca vai chegar a conclusão nenhuma. As vezes confiamos um assunto a uma pessoa e não fazemos a mesma coisa com outra e vice-versa. Daí não dá para dizer que confiamos mais numa pessoa do que em outra apenas por esta questão. Dá para falar isto pelo volume de coisas que confiamos a uma pessoa se compararmos com o volume que confiamos em outra.

O ideal (ao meu ver) é ter cuidado com tudo isto. Ninguém, em tese, é obrigado a suprir as expectativas de confiança que nós depositamos. Então, nada de confiar coisas importantes em quem mal se conhece. Se quer trabalhar a confiança de alguém, primeiramente trate de conhecê-la. Você saberá se pode confiar nesta pessoa se ela não lhe revelar detalhes íntimos de seus amigos que lhe confiaram algo. Ou seja, se a pessoa foi capaz de contar “segredos” das outras é sinal que vai contar os seus também.

Uma questão delicada é a confiança cega. Não devemos ter isto com ninguém. Confiança cega (no meu ponto de vista) significa perda da própria identidade. Exemplo: A pessoa em quem eu confio cegamente me diz que alguém não é bom eu não posso julgar a pessoa (vítima da língua maldita, rs) apenas pelo que ouvi. Se fizer isto estou agindo cegamente e sem personalidade. Temos de ter nossas próprias opiniões baseadas em nossas próprias análises. Mesmo correndo o risco de ouvirmos a velha (e pobre) frase: “Eu bem que te disse”.

Existem pessoas em quem tenho a mais alta confiança. Pessoas que se eu estiver cego e estas pessoas estiverem ao meu lado enxergaria o mundo pelos olhos delas. Mas isto não é agir cegamente, pois ainda tenho minhas opiniões que podem ser contraditórias ao que estas pessoas me dizem.

Qual é o risco de se confiar em alguém? Bem, primeiramente é de ter o objeto de confiança “quebrado” (segredos divulgados a terceiros, atitudes tomadas sem que esperássemos, etc). E junto com isto vem a decepção por termos confiado em alguém que nos traiu. Após isto vem a mágoa, pois dificilmente iremos confiar novamente.

Eu sempre digo que uma pessoa só consegue quebrar minha confiança uma única vez. Depois disto nunca mais confio nada. Ou seja, a pessoa (em termos de confiança) passa a ser tal qual um estranho. Nunca mais confio nada a esta pessoa. Ao mesmo tempo me cuido para que a confiança em mim depositada pelos meus amigos não seja quebrada. Tenho uma preocupação muito grande nisto, pois não gosto de fazer com os outros aquilo que não quero me façam comigo.

Este texto é uma singela homenagem a alguém que recentemente traiu feio minha confiança e perdeu toda a credibilidade que tinha comigo. Não vou citar nomes nem fatos que indiquem quem é a pessoa e nego qualquer tentativa de adivinhação (qualquer nome que me for citado eu vou dizer que não é tal pessoa) então nem precisa tentar.

Aí entra a minha ética onde eu acredito que não é necessário constranger as pessoas a nada…

 

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