Consideração

 

Consideração

 

Qual é a importância que damos aos outros? Podemos dizer que é a mesma importância que gostaríamos de ser para quem gostamos? Em caso positivo, tudo bem. Nada a dizer. Mas em caso negativo é sinal de problemas (atuais e/ou futuros).

É comum haver diferenças de consideração. Afinal de contas somos pessoas diferentes umas das outras. Com isto a nossa forma de encarar os relacionamentos são igualmente diferentes. Cabe a nós fazer o possível para ficarmos no lucro sempre.

E o que é o lucro? Bem simples. Vamos encarar que sempre que damos importância aos outros seja um ponto positivo e sempre que recebemos importância dos outros seja um ponto a menos no nosso saldo. O que eu quero dizer que devemos cuidar para sempre darmos mais atenção do que recebemos.

Como fazer isto? A resposta é mais simples ainda: SE VIRA! rsrs. Arranja um jeito. Acharam que eu ia dar alguma fórmula mágica? Ledo engano! Não existe fórmula mágica porque cada um tem a sua própria vida.

Não tem tempo? Arranja algum! Está cansado? E daí? Dê atenção pois você nunca saberá a real situação de quem te pede atenção se não conversar com ela. A pergunta para justificar tudo isto é: E se fosse eu?

Não estou aqui dizendo que devemos viver em função dos outros. Não é nada disso. Mas são coisas simples. O cumprimento diário (quanto custa um “oi” ou um “bom dia”?). O interesse (mesmo que só aparente) pela dificuldade do outro. E por aí vai.

Li uma matéria numa revista onde o autor se propôs a cumprimentar todo mundo que ele via pela frente (conhecidos ou não, simpáticos ou não, carrancudos ou não) por um período de 21 dias (três semanas). As conclusões foram interessantíssimas. Disse (entre muitas coisas) que:
– Não foi fácil começar. Teve de forçar muito. A coisa (no início) era mecânica e forçada. Mas com pouco tempo a coisa virou hábito.
– As pessoas mais arredias passaram a ser mais amigáveis.
– As pessoas carrancudas passaram a abrir um largo sorriso ao seu cumprimento.
– As pessoas antipáticas tornaram-se mais simpáticas.
– O seu círculo de amizades aumentou.
– As pessoas ao seu redor foram contagiadas pelo seu hábito e no final de seu propósito todos já estavam com o mesmo hábito e mais felizes.

E o mais legal:
– Ele não conseguiu parar após terminado o prazo que ele havia estipulado para sua experiência!

Sabe o que vi nisto tudo? Uma grande necessidade humana sendo suprida de alguma forma.

Comecei a lembrar de alguns fatos de minha própria vida. A maioria das vezes que fui bem atendido em lojas foi quando eu cheguei com um sorriso no rosto e cumprimentei o(a) vendedor(a). Quebrei toda e qualquer expectativa negativa dele em relação a mim. Fiz com que ele pensasse que eu sou um cara legal e que pode relaxar (faço ele pensar a verdade sobre mim… rsrsrs).

Lembrei das vezes que faço questão de cumprimentar as pessoas que já se sentem excluídas por causa da baixa autoestima (devido ao pouco estudo ou a profissão que exercem). Estas pessoas, que antes faziam uma idéia negativa ao meu respeito, passaram a sorrir pra mim, fazer piada, conversar amenidades, etc.

Lembrei também daquelas vezes em que um diretor de determinada empresa se mostrou sorridente quebrando qualquer idéia preconcebida que eu tinha dele por causa do cargo que ocupava.

Bem. Consideração é uma coisa complicada de se pedir. Aliás não é coisa que se peça é algo que tem de ser dado de forma espontânea (pelo menos na visão de quem recebe atenção). Procurar fazer o máximo neste sentido é nunca deixar as pessoas que gostamos sem a devida (e merecida) atenção. Afinal de contas adoramos quando sentimos que somos bem quistos em todos os ambientes. Nada como retribuir isto de alguma forma (até mesmo para a manutenção deste sentimento alheio por nós).

Uma Resposta to “Consideração”

  1. Ítalo Says:

    Ótimo, adorei a sua matéria, aprendi muito!