Prêmio Darwin

 

Prêmio Darwin

 

Eu não poderia deixar de compartilhar com vocês esta pérola do humor negro. Trata-se do Prêmio Darwin.

O Prêmio Darwin é dado às maiores idiotices cometidas. Infelizmente a grande maioria das pessoas que ganham o Prêmio Darwin não sobrevive à idiotice cometida.

Vamos para a verdadeira definição da coisa toda.

O prêmio recebeu esse nome em honra de Charles Darwin o pai da evolução, e representa a evolução em ação, pois mostra o que acontece com aqueles que são incapazes de lidar com os perigos básicos do mundo moderno. Os eventos vencedores de um Darwin Award são fábulas macabras que nos fazem rir ao mesmo tempo em que nos ensinam as leis básicas do bom senso. Veja o exemplo o homem que passou por debaixo da cerca de proteção da montanha russa para buscar seu chapéu. Quando o próximo carrinho desceu, um passageiro azarado quebrou a perna e seu crânio. Ai! Do nosso ponto de vista, o homem que foi decapitado é um vencedor do Darwin Award, e sua história é apenas um outro episódio na saga da sobrevivência do mais apto.

Os vencedores do prêmio Darwin Awards são escolhidos por votação, pela internet. No entanto cada um deles precisa atender a um conjunto mínimo de critérios:

   1. Reprodução: eliminou seus genes, morto ou estéril;
   2. Excelência: discernimento sensacionalmente errado;
   3. Auto-seleção: causou o desastre por si mesmo;
   4. Maturidade: capacidade de julgar o que estava fazendo;
   5. Veracidade: evento verdadeiro, verificável.

Tudo é bem explicado no site oficial (em inglês).

Todos os anos os vencedores são escolhidos e eles fazem um ranking das três pessoas mais votadas.

Vencedor do Prêmio Darwin do ano de 2007:

Você sabe o que é um enema? Vou trazer a definição da Wikipedia aqui para ajudar:

Enema, clister ou chuca, sendo este último o termo mais popular entre os indivíduos GLS, é a introdução de água ou qualquer outro líquido no intestino através do ânus. Pode ser feito com fins medicinais, por higiene ou ainda por estímulo sexual.

Dito isso, vamos ao vencedor.

4 de Outubro de 2007, Texas, EUA – Michael era alcoólatra. E não era um alcoólatra comum, mas um alcoólatra que gostava de tomar sua bebida… bem, retalmente. Sua esposa disse que ele era “viciado em enemas” e frequentemente tomava álcool desse modo. O resultado era o mesmo: embriaguez.

Ele, que era torneiro mecânico, não podia tomar álcool pela boca devido a um problema médico na garganta que lhe causava dores extremas, então resolveu tomar sua bebida favorita por enema. E naquela noite, Michael estava pronto para uma tremenda de uma festa: duas garrafas de um litro e meio de sherry (uma espécie de vinho do porto), três litros de uma bebida potente enfiados lá onde o sol não bate!

Quando qualquer um passa da conta na bebida, pára de beber ou desmaia. Quando Michael passou da conta (e desmaiou) o álcool que continuava na sua cavidade retal continuou a ser absorvido. Na manhã seguinte, Michael estava morto. De acordo com os relatórios dos toxicologistas o nível de álcool no seu sangue era 0,47% — o seja, ele aparentemente se matou e se embalsamou de uma vez só.

Apesar do evento ter ocorrido em 21 de Maio de 2004 ele só se candidatou ao Darwin Awards em Outubro de 2007, quando a justiça declarou que o Sr. Michael Warner era o culpado de sua própria morte, inocentando a esposa.

Vencedor do Prêmio Darwin do ano de 2008:

20 de Abril de 2008, Paraná, Brasil – Adelir Antonio de Carli, padre de 41 anos de idade, decidiu bater o recorde mundial de vôo com balões de festa inflados de gás hélio. Queria divulgar seu plano de construir um “descanso espiritual para caminhoneiros”. Foi equipado: vestiu um macacão especial, um para-quedas, escolheu uma cadeira flutuante, levou um GPS e um telefone via satélite. Só esqueceu de um pequeno detalhe: como usar o GPS.

Ele queria ir para o Mato Grosso do Sul. Mas os ventos mudaram (como as vezes costumam fazer) e o padre foi soprado inexoravelmente na direção do mar aberto. Ele poderia ter saltado de para-quedas enquanto ainda estava sobre terra — mas preferiu não fazê-lo. Quando viu que estava sobre o mar, prudentemente usou o telefone via satélite e pediu ajuda. Mas o resgate não conseguiu chegar até ele sem as coordenadas de localização. O padre ficou tentando sem sucesso ler o GPS enquanto a bateria do telefone acabava.

Ao invés do GPS, Adelir deixou Deus ser seu guia. E Deus o guiou diretamente para o céu. Pedaços de balões foram aparecendo nas praias e nas montanhas, e por fim o corpo foi encontrado no mar, comprovando que Adelir, ao contrário de seu precursor Larry Voador , tinha abandonado o mundo dos vivos.

O juízes do Prêmio Darwin Awards consideraram o Padre como sendo duplamente merecedor do troféu 2008. Todos os padres católicos se comprometem com o celibato, e por isso não deixam descendentes — fazendo jus a um Darwin Award coletivo, como categoria. Adelir então ganha duas vezes: uma por ser padre, e outra por ter de forma tão peculiar se despedido da vida.

Tem um dos casos que merece uma menção honrosa devido a forma como tudo aconteceu. Foi o vencedor do ano de 1982.

Larry Walters de Los Angeles é um dos poucos a disputar o Darwin Awards e viver para contar a historia. “Realizei o meu sonho de 20 anos”, disse Walters, um ex-motorista de caminhão para uma empresa que faz comerciais de televisão. “Eu ficarei no chao agora. Eu provei que a coisa funciona.”

O sonho de infância de Larry era voar. Mas o destino conspirou para mantê-lo longe de seu sonho. Ingressou na Força Aérea, mas a sua deficiência visual desqualificou ele do emprego de piloto. Depois que ele foi dispensado da carreira militar, sentou no seu quintal assistindo jatos voar por cima de sua cabeça.

Ele teve a ideia dos balões meteorológicos enquanto estava sentado na sua “extremamente confortável” cadeira de descanso. Ele comprou 45 balões meteorológicos a partir de uma loja de rejeitos do exercito, amarrou eles a sua cadeira que lhe deu a inspiração, e encheu os balões de 1,2m de diâmetro com hélio. Então ele se amarrou em sua cadeira com alguns sanduíches, cerveja, e uma arma de ar comprimido. Ele pensou em estourar alguns dos muitos balões quando fosse hora de descer.

O plano de Larry era remover a âncora e lentamente flutuar até uma altura de cerca de 10 metros no seu quintal, onde ele iria desfrutar de algumas horas de voo antes de voltar para baixo. Mas as coisas não funcionam tão bem como Larry havia planejado.

Quando seus amigos cortaram a corda que ligava a cadeira à ancora (o seu jipe), ele não flutuou lentamente até 10 metros. Em vez disso, ele riscou os céus de Los Angeles como se fosse atirado de um canhão, arrastado pelo empuxo de 42 balões de hélio carregando 11 metros cúbicos de gás hélio cada.

Ele não nívelou a 30 metros, nem mesmo se estabilizou a 300 metros. Após subir e subir, ele estabilizou em 5.000 metros.

Naquela altura ele sentiu que não podia arriscar em atirar em qualquer um dos balões, com medo de que ele desequilíbrasse a carga e realmente ficasse em apuros. Então ele ficou lá, à deriva com frio e assustado, com a sua cerveja e sanduíches, por mais de 14 horas. Ele cruzou a principal roda de aterrisagem do aeroporto internacional de Los Angeles, onde pilotos da Trans World Airlines e Delta Airlines relataram por radio a estranha visão.

A torre de controle do aeroporto internacional de Los Angeles relatou o ocorrido para a Força Aérea que enviou dois helicópteros para averiguar o relato de alguém num balão e armado a 5.000 metros de altitude no corredor do tráfego aéreo.

Os militares que atenderam o chamado perceberam que Walters não oferecia perigo pois estava com frio e medo.

Eles não podiam resgatá-lo por causa das hélices do helicóptero, então, rebocaram-no para cima do mar e de dentro do helicóptero começaram a atirar nos balões para que ele descesse. No mar a guarda costeira o aguardava para detê-lo.

A Administraçao Federal de Aviação não ficou nada feliz. O Inspetor de Segurança Neal Sabóia disse, “Nós sabemos que ele quebrou alguma parte da Lei de Aviação Federal, e assim que decidirmos qual a parte é, havera uma punição.”

 

Comentários estão fechados.