Riqueza Camuflada

Carvão x Diamante

 

Depois de um tempo sentindo, percebendo e vivendo passamos a colecionar experiências. Estas experiências não são transferíveis, por mais que quiséssemos que fossem.

Escolhemos como viver e estas escolhas geram responsabilidades. O assumir destas responsabilidades é que nos garante a nossa vivência e nos enche de material para que saibamos passar pelos mesmos problemas sem sofrer (ou com um mínimo de sofrimento).

Boas ou más escolhas, sempre seremos agraciados pelas experiências que elas geram. E é justamente aí que os conceitos de boa ou má caem por terra, já que não importa qual opção assumida. Qualquer coisa que firzermos irá, impreterivelmente, gerar conhecimento futuro. Claro que queremos acertar sempre, mas esquecemos que aprendemos muito mais com os erros do que com os acertos.

O ontem já passou e o amanhã nem chegou ainda. Isto constitui a premissa para qualquer realização isenta de preocupações que tanto nos atrapalham nossa jornada. Obviamente o passado nos coloca no caminho (é nele que estão nossa biblioteca de consulta), e o futuro é o nosso norte (sem olhar para o futuro, somos considerados inconsequentes). Mas tanto o passado quanto o futuro não podem determinar nossas atitudes positivas no presente. Não somos tão eficazes assim para prever problemas futuros (é comum imaginarmos que teremos um caminhão de problemas e, simplesmente, nada acontecer), então é bom relaxarmos com a vida e deixar para resolver apenas (e tão somente) os problemas que apareceram. Nem mais, nem menos.

Raramente consideramos as pessoas que estão a nossa volta na hora que os nossos problemas batem na nossa porta. Ficamos tão acostumados a olhar para o próprio umbigo que esquecemos dos outros, esquecemos que tem um mundo a nossa volta. Esquecemos, inclusive, que existem pessoas preocupadas conosco e que podem (perfeitamente) nos ajudar a vencer uma crise momentânea. Mas nos fechamos, criamos barreiras, criamos verdadeiras armaduras para nos proteger de um perigo que (sinceramente) não existe, nunca existiu e nem nunca existirá.

Amanhã tudo passa, tudo se resolve e, muitas vezes, com um mínimo de atitude de nossa parte. Quando passa um tempo maior, olhamos para tras e até ficamos surpresos como um problema tão pequeno foi capaz de nos derrubar. Não há como não pensar isto e até isto é explicável, pois qualquer um que não esteja vivendo o calor do problema e que não seja afetado pelo mesmo é capaz de enxergar coisas óbvias. Com o tempo tudo se resolve. Se não agirmos no presente a solução pode não ser a mais confortável. Se agirmos podemos ter uma solução em menos tempo e de forma (relativamente) controlada.

 

Este texto foi uma homenagem a uma pessoa especial, que, com pouco tempo conseguiu mostrar que tem uma enorme e rara riqueza que a tornam única. Acho que só falta ela acreditar nisto tanto quanto eu…

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