O Lado Infantil

 

Lado Infantil

 

Deixei passar de liso o Dia das Crianças. Mas como diria o Chaves: Antes tarde do que mais tarde!

Eu sempre gostei de crianças e talvez pelo fato de sempre brincar muito elas normalmente gostam de mim. É estranho porque eu pirraço muito elas que normalmente ficam morrendo de raiva mas não saem de perto de mim.

Mas este texto não é para contar como eu lido com crianças e sim para mostrar como podemos ser crianças responsáveis e sairmos no lucro não nos estressando por causa dos problemas que acontecem.

Já viram como criança são capazes de enxergar os piores problemas como simples? Ou, quando os piores problemas acontecem, com pouquíssimo tempo elas estão totalmente descontraídas pensando noutra coisa completamente diferente.

O fato é que nós podemos agir da mesma forma sem sermos irresponsáveis perante o problema que surgiu. Isto significa liberdade porque os problemas nos aprisionam de tal forma que não conseguimos nos desvencilhar deles nem quando vamos dormir.

É possível determinar, neste momento, um “modus operandi” quando surge algum problema. Na maioria das vezes focamos todas as nossas atenções para o problema em questão e nos esquecemos de coisas básicas (comer, beber, dar atenção a quem gostamos, pagar contas, etc).

E é exatamente aí que devemos nos lembrar dos nossos tempos de criança. O mundo está caindo, mas tá na hora de dormir, então vamos dormir que amanhã resolvemos isto. Tá instaurado o caos, mas agora eu tenho prova de matemática, então depois eu resolvo isto. Mas o que mais me deixa encantado é o fato de não guardar rancor de nada. Brigou agora (uma briga homérica) e daí a pouco está brincanco com a mesma pessoa como se nada tivesse acontecido. A capacidade de visualizar os pontos positivos e ignorar os pontos negativos é simplesmente fantástica.

É justamente neste ponto que eu gosto frizar que termos um pouco de criança dentro de nós é bem salutar.

Deveríamos ter atenção com a forma como as crianças agem para que pudéssemos lembrar como agíamos no passado e preservássemos o que realmente vale a pena.

Mas é curioso que algumas atitudes infantis (e negativas) ainda persistem. Duvidam? A pirraça é uma coisa bem infantil e amplamente praticada por adultos. É legal lembrar disto porque temos sempre que filtrar nossas más atitudes e, convenhamos, é um incentivo e tanto identificar atitudes infantis negativas quando adultos…

Que tal observarmos melhor nossas próprias atitudes para pontuá-las visando a nossa melhoria como seres humanos? Esta é a proposta de estarmos aqui, não?

 

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