Esforços

 

Esforço

 

Como é que tem se esforçado pela sua melhoria íntima como pessoa? Aliás, a pergunta inicial deveria ser: Você tem se esforçado pela sua melhoria íntima como pessoa?

Infelizmente são poucas as pessoas que se esforçam neste sentido e isto é um motivo para entristecermos.

Quando falamos em esforços é possível ver a cara de preguiça que as pessoas fazem pelo fato de imaginar tende de fazer força para que alguma coisa aconteça.

Mas a coisa é exatamente o contrário! Se tivermos que sofrer para mudar então há alguma coisa errada. As principais mudanças não podem ser radicais e nem à custa de sofrimento.

Se queremos esforçar para atingir alguma melhoria íntima é imperioso pensar que os esforços devem ser mínimos para que sejam feitos com uma boa margem de segurança e continuamente. Não podemos nos propor a mudar radicalmente porque não vamos conseguir manter a mudança por muito tempo. E se não conseguimos manter a mudança que nos propomos a fazer vem a frustração junto com todos os seus agravantes.

Então nos programemos para atingir metas pequenas e facilmente alcançáveis sem grandes esforços.

O esforço deve ser mínimo e contínuo. Contínuo o suficiente para conseguirmos torná-lo um hábito e aí ao final de algum tempo (não interessa quanto) aquilo que antes era conseguido na base do esforço (mínimo, reitero) hoje é feito de forma natural, ou seja, já faz parte de nosso “código de conduta”. Então é sinal que não estamos fazendo mais nenhum esforço e aí é hora de programarmos outro pequenino esforço e persistir nele até que o mesmo se consolide em nosso comportamento.

Parece simples. E realmente é simples!

Querem exemplo? Vamos lá. Falar mal dos outros é um defeito (na minha opinião). Não vamos conseguir parar de falar dos outros de uma hora para outra porque isto está enraizado a tanto tempo que qualquer esforço radical neste sentido nos fará sofrer. Então, ao invés de nos propor a não falar mal dos outros vamos nos propor a falar menos mal dos outros. Ou seja, vamos continuar com o nosso (prazeroso) mal hábito, mas vamos nos propor uma diminuição. Se nos contermos uma vez por dia apenas, pelo menos uma única vez, já é uma diminuição. Então todas as noites (isto serve de exercício) podemos fazer uma reflexão para nos lembrarmos de qual foi o momento em que nos refreamos para não falar mal de alguém. Se encontrarmos este momento podemos considerar que a nossa tarefa diária foi cumprida com sucesso. Proponha a fazer isto durante um mês ininterruptamente. Depois destes trinta dias observe o que mudou em sua vida. Tenho certeza que alguma coisa mudou para melhor. E olhe que isto é uma coisa simples.

Se achar este exemplo/proposta complicada então não faça, mas faça alguma coisa. Não fique acomodado(a). Faça alguma coisa por você mesmo!

Lembre-se que estas mudanças que eu sugiro são necessidades que a vida mais tarde pode cobrar de uma forma nada agradável. Então, quanto mais cedo mudar menos sofrerá porque menos afinidades com situações/coisas negativas terá.

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