Valores

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Vamos ser artistas?

Eu até acho que a maioria de nós somos, porque sobreviver no mundo de hoje com dignidade é uma verdadeira arte.

É complicado resistir às tentações de não tirar vantagem em tudo quando partimos para coisas ilícitas. Afinal de contas temos tido exemplos disto em todo lugar.

É bom lembrar de nossas referências, mas é bom questionar todas as referências que temos. Sempre que algo nos fizer pensar será como aquela sinetinha interna que nos alerta de que algo não está muito certo. É bom darmos ouvidos a este precioso aviso.

Eu fico observando como as pessoas se comportam em várias situações e isto tem me ensinado muito.

Outro dia comentávamos sobre o trabalho de jurado num tribunal. Se algum dia eu fosse "convidado" com certeza iria dar a minha opinião mediante os fatos e provas que teria à minha frente sem nenhuma outra influência. Mas isto é o que se espera. O ato de dizer que alguém é culpado ou inocente é sério. Mas como seria nossa atitude se fosse um amigo que estivesse no banco dos réus? Será que a nossa opinião mudaria simplesmente por ser um amigo que está lá? Não dá para ser diferente. Nossa opinião deveria ser a mesma, pois deveria ser baseada em fatos.

Um amigo me contou um fato interessantíssimo que merece destaque. Ele estava conversando com uma amiga que é Coronel da Polícia Militar. Numa conversa disse a ela (em tom de brincadeira):
– Tenho andado pensando muito em você?
– Por quê?
– Porque tenho visto muita fiscalização policial e se eu for parado em alguma vou te ligar.
– Me ligue sim. Eu terei o maior prazer em ir lá com meu carro e te levar para onde você quiser.
– Como assim?
– Sim. Como sua amiga eu terei o maior prazer em ir até o lugar que você estiver com meu carro e te dar uma carona para onde você quiser, porque se me ligar é sinal que o seu carro ficou apreendido.

Vi nisso tudo uma beleza muito grande. É o sinônimo de honestidade acima de tudo e sem o famoso "jeitinho brasileiro" que eu traduzo sempre em desonestidade.

Sabem o que o "jeitinho brasileiro" produz? Os nossos maus políticos e maus governantes. Não temos como exigir honestidade de ninguém quando nós mesmos somos desonestos.

"Ah, mas para minha família eu abro uma exceção". Não! Não faça isto! Não abra exceções apenas porque é para sua família. Transforme esta exceção em regra e se não puder fazer isto é sinal que o que se propôs a fazer não é correto, então não faça.

Como exigir de meu filho que ele sempre diga a verdade se na primeira oportunidade eu o peço para dizer, a alguém que me chama ao telefone, que não estou? Não dá para ter dois pesos e duas medidas para coisa alguma nesta vida.

É curioso como exaltamos aquela pessoa que achou uma carteira repleta de dinheiro e a devolve intacta sem retirar um centavo sequer (mesmo passando dificuldades) e não aceita recompensa. Esta pessoa não fez mais do que a obrigação de qualquer cidadão honesto.

Estamos vivendo um tempo em que os honestos são exaltados (quando não são taxados de idiotas por agirem honestamente). Na verdade a honestidade é nossa obrigação.

É hora de revisão. Revisão de tudo o que temos feito para uma mudança urgente nos nossos conceitos e pontos de vista.

Qual é o exemplo que estamos deixando para as outras gerações? Será que o exemplo é daquele "mentir é errado, mas de vez em quando é necessário"?

Pensemos, reflitamos, mudemos… URGENTE!!!
 

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