Profissões e Responsabilidades

Profissões 

Para se ter uma profissão (qualquer que seja) é necessário um mínimo de qualificação. Sem qualificação a pessoa pode até ter emprego, mas não tem profissão.
 
Eu vejo que em todas as profissões existem responsabilidades embutidas em que o profissional deve ser o exemplo para que quem o veja se convença do que ele faz.
 
Basta pensar um pouquinho (não precisa muito) sobre todas as profissões e veremos a responsabilidade lá estampada.
 
Vou dar aqui alguns exemplos, nada muito profundo mas com lógica.
 
Médicos possuem a obrigação de manter o corpo saudável. Ter hábitos saudáveis. Os médicos estudaram arduamente sobre o corpo humano, sobre os efeitos de remédios e drogas, sobre a consequência de maus hábitos alimentares e comportamentais. Entretanto é comum vermos médicos fumando, bebendo e até usando drogas. Isto não soa contraditório? Está sendo irresponsável com aquilo que aprendeu.
 
Contadores estudam incansavelmente sobre procedimentos e leis tributárias do país, portanto, sua responsabilidade é cumprir as leis que tanto estudaram. Observar e respeitar impostos. Entretanto é também comum vermos contadores gastando tempo raciocinando sobre uma maneira de burlar o imposto de renda ou outro imposto qualquer.
 
Advogados estudam a lei e a constituição brasileira com a finalidade de defendê-la de quem quer que a infrinja. Podemos dizer (racionando um pouco) que os advogados existem para defender a verdade, verdade esta que é baseada no que temos em termos da constituição. Infelizmente é muito comum vermos advogados procurando brechas na lei para defender alguém que reconhecidamente cometeu um erro. Para isto usam de todos os artifícios possíveis.
 
Professores se prepararam por anos para ensinar. Conhecem técnicas para melhor abordar os assuntos que serão ensinados e estudam muito para isto. São conhecedores daquilo que ensinam. Podemos dizer, sem muita dificuldade, que professor tem a obrigação de ensinar. Ensinar sempre. Sempre serão referências em tudo o que fizerem e disserem. Não possuem o direito à impaciência (alguém tem? rs) no ato de ensinar. Explicar a mesma coisa "n" vezes para a mesma pessoa de forma incansável até que aprenda é o seu dever (ele se preparou para isto). Infelizmente não é bem isto que vemos.
 
Psicólogos e psiquiatras tem a obrigação de manter a mente saudável, visto que o trabalho deles é justamente auxiliar quem passa dificuldades psicológicas. É comum vermos psicólogos altamente desequilibrados e dando conselhos no mínimo questionáveis.
 
Sociólogos tem a obrigação do bom relacionamento. Estudam a sociedade e deveriam ser pessoas alheias a mesma para que o fruto do seu estudo seja o mais isento possível. Infelizmente não é bem isto que acontece. Já vi sociólogo com aversão à sociedade. Cheguei a perguntar o motivo pelo qual estudou sociologia…
 
Assistentes sociais são o apoio humanitário que se espera de todos concentrado num grupo apenas. Tem a obrigação de amparar e zelar pelo bem estar das pessoas que sofrem. É uma profissão (na minha opinião) linda. Vi muitos assistentes sociais desempenhando um papel maravilhoso no meio que se encontravam, assim como vi assistentes sociais zelando apenas pelo seu bem estar num egoísmo inexplicável.
 
Não vou cercar aqui todas as profissões (não tenho esta pretensão), mas quero mostrar que em todas existe a responsabilidade embutida. Para descobrir qual é esta responsabilidade basta ver o objetivo da profissão e voltar este objetivo para o próprio profissional que a desempenha.
 
Nós trazemos esta "cobrança" inconsciente. Basta ver as críticas que fazemos (mesmo que sem dizer a ninguém) quando vemos um professor de educação física obeso, ou um cabeleireiro com o cabelo desarrumado, ou um médico fumando, ou um psicólogo desequilibrado, etc.
 
Aquele ditado que diz "casa de ferreiro, espeto de pau" não serve mais para justificar isto.
 
Quanto mais conhecimento temos, mais responsabilidades. E nisto não adianta recusar conhecer, pois temos também responsabilidade sobre as oportunidades de instrução que deixamos (voluntariamente) passar.
 

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