Velhos Hábitos

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Nossa primeira reação a qualquer dificuldade é fugir. Isto é instintivo. O animal, quando ameaçado, instintivamente procura abrigar-se contra o perigo. Se não tem saída, ataca para defender-se.
 
Podemos facilmente nos comparar aos animais neste sentido.
 
Quando acontece qualquer coisa de diferente da nossa rotina procuramos abrigo em locais conhecidos. Muitas vezes desagradáveis, mas conhecidos.
 
Até aí eu considero uma reação instintiva de conservação do bem estar. É, na maioria das vezes, útil. Mas vamos pensar melhor sobre isto porque esta reação nunca vem sozinha.
 
Uma outra reação que normalmente acompanha a fuga é a de destruir as nossas bases de sustentação. Isto é muito perigoso.
 
Temos a estranha mania de não reconhecer nos outros os nossos pontos de apoio para futuras dificuldades e os tiramos de nosso caminho. Estou ignorando o conceito que não devemos nos apoiar em qualquer coisa ou em qualquer um que não seja nós mesmos. Isto é o nosso futuro, mas não o nosso presente. Hoje precisamos uns dos outros para nos apoiar em muita coisa, isto é fato que não podemos igrnorar!
 
Quando cometemos algum erro (e o reconhecemos) tentamos apagá-lo de nossa vida. É óbvio que não conseguiremos de pronto. E é aí que mora o perigo. Iremos atacar as pessoas que podem nos induzir ao erro (mesmo que elas não sejam responsáveis pelo mesmo), atacaremos também as pessoas que podem nos alertar quanto aos erros que cometemos (enquanto o erro não é público, para todos os efeitos, não cometemos nenhum erro).
 
Uma outra situação é que nos consideramos bons demais para que alguém nos ajude e aí criamos uma escala de importância das pessoas que conhecemos, como se pudéssemos avaliar ou classificar a capacidade das pessoas sem conhecê-las no íntimo. E aí quando alguém se dispõe a nos ajudar esta ajuda não é eficaz porque não nos colocamos na posição de receber ajuda (muito menos desta pessoa). Não é raro nos irritarmos com estas pessoas que querem, simplesmente, nos ajudar.
 
Isto eu chamo de "martelar as próprias bases".
 
Quer corrigir isto? É simples também! Não despreze nenhuma opinião de ninguém (quem quer que seja e por pior que seja a opinião). Se alguém nos diz que estamos com algum problema há uma chance desta pessoa estar nos enxergando com algum problema inexistente, mas há uma chance muito maior do problema realmente existir. Se ignorarmos corremos o risco de deixar para que a vida nos mostre o mesmo problema de forma diferente (e, muitas vezes, dolorida).
 
Sejamos observadores!
 

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