Nossa Posição

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Nós, como seres humanos, que vivemos em grupo (alguns chamam de bando) nos acostumamos a isto e até sentimos necessidade deste contato constante.
 
A partir disto criamos outras necessidades. Algumas positivas e outras nem tanto!
 
Obviamente estou generalizado, então muito do que vou escrever não se aplica a um ou outro. Quem ler não vai se ver num ou noutro ítem. Pode ser que consideremos que alguns dos ítens não sejam vividos por ninguém, mas acreditem, não tirei isto do nada. Isto é fruto de minha observação em várias pessoas (conhecidas ou não, amigas ou não).
 
Temos necessidade de atenção. Ninguém vive como um ser invisível. Quando isto acontece ficamos malucos e vamos conversar com qualquer um que esteja a nossa frente (conhecido ou não). Nem sempre nos lembramos de dar atenção, mas sempre queremos atenção.
 
Nos iludimos achando que somos auto-suficientes em tudo e que não precisamos de ninguém. Há, inclusive, uma definição que nos ensina que não precisamos de nada nem ninguém para sermos felizes. Isto na teoria é maravilhoso e devemos buscar isto. Entretanto, nós ainda dependemos de muita coisa e de muita gente. Seremos pretenciosos se pensarmos diferente. O que eu quero dizer é que embora ninguém necessite, efetivamente, de qualquer coisa (ou pessoa) para ser feliz uma ajuda não é nada mal.
 
É comum termos o comportamento egoísta nos nossos relacionamentos. Em primeiro lugar olhamos apenas o que nos faz bem e, se sobrar tempo e disposição, iremos "correr os olhos" naquelas pessoas que consideramos. Se formos cobrados neste sentido já temos a resposta pronta: Eu sou assim e quem quer se relacionar comigo tem de se acostumar com isto! É uma frase egoísta ou apenas impressão minha???
 
Nossas construções afetivas se limitam a fazer com que as pessoas gostem de nós. E neste quesito muitas vezes somos mestres! Só que quando vamos observar iremos dizer aquela frase de desenho animado: EU CRIEI UM MONSTRO!!! Sabem qual é o problema? Nos aproximamos das pessoas para preencher suas lacunas afetivas (todos nós temos) e conseguimos grandes progressos nisto. Só esquecemos de avisar a estas pessoas que as lacunas foram preenchidas por elas mesmas e não por nós. Aí acontece aquilo que mais gostamos: Dependência. As pessoas passam a depender de nós. Muitas vezes isto é bom porque nos massageia o ego, mas se formos analisar é bem ruim e demonstra um grande problema em nós mesmos. Preciso dizer qual é o problema? Acho que sim! O problema que temos é justamente o excesso de lacunas a serem preenchidas. E aí nos esforçamos em preencher as lacunas alheias na esperança de que esta atitude preencha as nossas. Confesso que fui sutil nesta explicação pois com certeza tem muito mais coisas aqui!
 
Volta e meia precisamos de um tempo. Ou seja, algumas vezes (algumas?) queremos cavar um buraco e nos enfiar dentro para isolar do mundo e vivermos sozinhos. Sabem o que é isso? É a nossa consciência nos mostrando que nossas lacunas ainda estão lá abertas do mesmo jeito de antes e que temos de nos esforçar em outro sentido.
 
Até agora só falei de nossas características, não tracei nenhuma proposta de solução dos problemas. Não vou fazer isto! Embora os problemas sejam genéricos a solução é sempre individual pois cada um reage de uma forma única. A solução de um não serve para o outro. Mas temos um grande aliado nesta situação toda: A VIDA! Tenham certeza de que a vida tem tentado nos tirar do buraco desde que o buraco era apenas uma fissura. Se até hoje não saímos deste buraco é porque não nos convencemos de que é hora. Aí a vida se esforça e nos mostra outro caminho, nos impede algum movimento, nos diz claramente (e numa certeza muito grande) como devemos agir. Temos a liberdade de aceitar ou recusar esta grande oferta. Porém se recusarmos outras ofertas virão até chegar numa que será impossível de ser recusada.
 
É bom deixar claro que a vida dispõe de recursos infinitos para nos convencer. Inclua nestes recursos coisas como: dores, sofrimentos, surpresas, sustos, uniões, separações, etc.
 
Somos seres humanos carentes de um monte de coisas. É bom lembrarmos disto. Mas mais importante ainda é lembrar que outras pessoas também são seres humanos e também são carentes de outras (ou as mesmas) coisas.
 
Fazer ao outros aquilo que queremos que nos seja feito é a chave!
 
 

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