Idas e Vindas

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Muitas vezes eu me pego pensando no quanto a vida nos proporciona em termos de idas e vindas (em todos os sentidos).
 
O sentido que mais me chama atenção é o dos relacionamentos interpessoais. Não é uma reclamação, mas uma reflexão a respeito.
 
Sempre me vi sozinho no mundo. Qualidade ou defeito é assim que eu sou e é assim que me sinto. Mas pensando bem, nos momentos mais complicados da vida não existe ninguém para fazer as coisas por nós. Nós é que fazemos o "trabalho sujo". Depois de tudo feito até encontramos quem nos apoie e nos ajude. Mas nunca no momento crucial. Não reclamo disto também, pois se alguém fizesse isto por mim este alguém teria o mérito ou o demérito de tudo que me acontece.
 
O que eu observo (algumas vezes aliviado e outras vezes nem tanto) é que as pessoas aparecem em nossa vida com determinado objetivo e terminado este objetivo desaparecem como que por encanto. E ai de nós se nos apegarmos a estas pessoas… É sofrimento na certa.
 
Não pensem que estou aqui dizendo que não devemos nos apegar a ninguém. Não é nada disso. Só não devemos vincular nossa felicidade a quem quer que seja. Mas não deixa de ser curioso como pessoas que são tão agradáveis de conviver simplesmente dão as costas (ou nós lhe damos as costas) e cada um vai para o seu caminho…
 
A solidão que me referi logo no início não quer dizer que estamos (ou devemos) viver isolados e repulsivos a qualquer relacionamento. Muito pelo contrário. Devemos ser abertos a toda e qualquer interação visando o nosso bem e o bem dos outros também. Já imaginaram se todos resolvessem se isolar?
 
Não me assusto com separações (naturais ou não). Tenho certeza que elas ocorrerão cedo ou tarde. O que me importa é viver intensamente o momento, pois caso contrário posso arrepender depois por não ter me permitido aprender um pouco mais ou (por que não?) por não ter tido momentos felizes. O fato de não me assustar com separações não me coloca numa situação de me acostumar com elas. Vou sempre achar estranho cada pessoa que entra e (mais estranho ainda) cada pessoa que sai da minha vida.
 
Todas as pessoas agradáveis que saíram da minha vida tem um lugar cativo em minhas lembranças. A maioria delas fizeram por merecer o seu lugar de destaque. Há outras que mantenho na lembrança pelo que aprendi, embora a convivência (ou experiência) não tenha sido agradável.
 
Mas não me importo com nada disso (não mais). Só sei que não quero sofrer e sei que não estou frio com quem me trata com frieza. Estou, como poderia dizer, normal. Ainda que seja o meu normal!
 

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