Exatidão

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Bem, sou analista de sistemas e (portanto) prezo a exatidão, a frieza numérica.
 
Aprendi, ao longo de muitos anos, desprezar a subjetividade. Fazia questão de não prestar atenção quando as coisas não eram explícitas. Minha frase padrão era: Se quer me dizer alguma coisa, seja direto(a) pois não entendo indiretas.
 
Notem que o verbo que usei é o passado. Mas não é um passado tão passado assim, pois ainda não consegui desvencilhar disto totalmente.
 
Atualmente entendo muita coisa dita nas entrelinhas, mas não tudo.
 
Na verdade entender as entrelinhas em sempre entendi só que nunca considerava as coisas ditas indiretamente. Hoje alguma coisa eu já considero.
 
Devo esta mudança a duas grandes amigas que me estimularam este lado.
 
Reconheço que ainda há muito chão para ser percorrido, portanto, me permito atuar pela razão (principalmente quando estou inseguro).
 
Mas o motivo deste texto é mostrar que a exatidão de informações e de atitudes é sempre benéfica. O "talvez" é algo horrível de lidar. Querem exemplos?
– Você vai ao cinema amanhã?
– Talvez!  (resposta indefinida, é a mesma coisa que não abrir a boca)
 
– O salário será depositado hoje?
– NÃO!  (Ótimo! Mesmo que seja uma resposta desagradável é uma resposta)
 
– Você virá a minha casa neste fim de semana?
– Ainda não tenho resposta!  (Ótimo novamente. Deu uma resposta conclusiva adiando a resposta definitiva, mas não ficou em cima do muro)
 
É disso que estou dizendo! Sermos exatos em tudo! Se tem uma resposta diga logo, não fique enrolando. Se não tem reposta, diga que não tem e (se possível) mostre suas intenções e dúvidas.
 
Ficar em cima do muro é ser inexato. É ser complicado consigo mesmo (inicialmente).
 
É importante sermos claros para não sermos mal entendidos e, assim, gerarmos falsas esperanças e passarmos uma idéia errônea sobre aquilo que fomos questionados.
 
Quantos problemas poderiam ser evitados se fossemos mais exatos…
 

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